quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Amor ou perversão?


Ela pegou o telefone e disse suas últimas palavras a respeito daquele encontro inesperado, conturbado, no entanto, desejado há tempos:

- Posso estar sendo insistente, mas não vou ficar engasgada. Primeiro: sim, você foi um idiota. Me magoou colocando-me na posição de grande culpada de tudo e vocês os mártires. Tomou dores que não são as suas. Tola solidariedade masculina. E nem amigo seu era. Não passavam de conhecidos até que me afastei dele e por coincidência,, automaticamente, houve uma aproximação entre vocês. Por que será? A melhor maneira de combater o inimigo não seria estando próximo a ele? Segundo: se ele fosse tão “gente fina” assim, o que justificaria o meu distanciamento depois de anos de convivência? Algo sério não teria acontecido, ou melhor, várias coisas sérias não teriam acontecido? Se ele é tão bonzinho assim, leve-o para casa e o experimente. Terceiro: na ocasião não tive oportunidade de te dizer o quanto ele falou mal de você em outras oportunidades. Um tanto que “estragando” o meio de campo: um cara underground, mais conhecido nas antigas por misturar psicotrópicos e drogas e que tinha como lugar mais comum de encontrá-lo, de bom grado, a sarjeta. Mas naquela ocasião qualquer coisa a você a respeito soaria como despeito. Aquelas informações me aterrorizaram e ele sabia onde atingir, o medo que cultivar. Quarto: pela sua covardia não haverá tempo a dar. É preciso coragem para saber sentir e viver. O trem passou e você perdeu na estação. Não quis se comprometer? Azar o seu. Detesto essa saída dos medíocres. Passar bem.

E ela desligou o telefone porque quem engole mosca é sapo.


QUERO MANDAR UM SALVE:


Para Larissa Lino que também tem as palavras certas nas horas certas. Salve!

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