sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Masturbatorium


Quatro mulheres, quatro estranhas, quatro histórias, em quatro lugares diferentes e ao mesmo tempo. A primeira transava com o marido. A segunda com o namorado. A terceira com um quase desconhecido. E a quarta e última estava vendo TV na sexta-feira à noite.

A casada estava no banheiro, chorando escondida depois de ter transado com o marido. A água do chuveiro se confundia com as lágrimas e a dor no peito ocasionada por mais uma transa maluca que seu marido tinha inventado. Era a maneira que ele encontrava de subjugar seus sonhos e a aprisionar seu gozo porque apenas um poderia ser pleno naquela ópera egoísta de apenas um ato.

A segunda suspirava de decepção porque mais uma vez seu namorado, sem sentimentos por nada nem ninguém, tinha precisado de “ajuda” para gozar sozinho. Problemas com álcool, ereção e ejaculação precoce era tudo de que ela precisava para segurar um relacionamento e se sentir importante para alguém, necessária.

A terceira esperava uma noite alucinante, ou quem sabe, na pior das hipóteses, uma “brisa”. Caía na noite e nos braços de um homem que conhecia não muito bem, mas o necessário para depositar alguma confiança de que talvez, dessa vez, dessa vez...Ops! Mas acabara de não ser...Era mais um incompetente metido a sabichão para quem ela precisava fingir e não deixá-lo com o ego detonado.

A quarta, essa? Essa enquanto assistia comédia na TV acabo decidiu subitamente chamar pelos seus cinco amigos porque apenas um não bastava: Midinho, Vizinho, Maior de Todos, Fura-Bolo e Cata-Piolho. Sem sentimentos, sem imagens românticas e idealizadas, apenas ela e os cinco. Uma conta precisa que precisou do tempo necessário para que o calor, a dormência e o torpor do prazer tomassem conta daquele momento:
- AAAAAM! – e em seguida uma boa gargalhada porque o personagem do filme tinha feito uma boa piada.

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