quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Veleiro ao mar!



É a segunda vez que participo de entrevista em universidades na Paraíba e a banca de seleção sempre me pergunta se minha graduação foi numa universidade federal. E quando respondo em negativo, automaticamente me pergunto o porquê dessa indagação e as possíveis implicações de ter estudado numa universidade estadual, por todos os estigmas que carrega quanto à qualidade dos profissionais que formam mediante a carência de recursos necessários para uma boa formação.

Hoje, as conseqüências de não ter feito uma formação em universidade estadual supostamente teriam sido compensadas com uma pós-graduação numa universidade federal, além do fato de trabalhar numa universidade colocada no ranking de ensino como uma das melhores do nordeste em minha área. E daí a metáfora com Lula, para além de qualquer significado político. O cara que tinha tudo para ser mais um, quando criança viajou de pau-de-arara [e olha que já tive uma experiência semelhante, hem?], foi metalúrgico no ABC paulista e atualmente é presidente da república.

Ok! Ainda não sou presidente, comparativamente, ainda não cheguei num patamar empregatício que me disse muita folga, mas sinto que estou mais perto do que longe. Então hoje talvez seja vereadora...

É preciso que as pessoas saibam que nem a vida de “intelectual” é fácil e ir “mais longe” exige muitas vezes sacrifícios e encarar desafios, mas é doce quando a gente sente o sabor das pequenas vitórias.

Abrindo parênteses sobre esse processo de “lulização” ou dos “dois filhos de Francisco” (Nossa! Nessa peguei pesado, rs.) no dia em que recebi o resultado do primeiro vestibularzinho (primeira etapa do doutorado) por telefone fui para praia, já esperando ser consolada pelo mar e esse dia foi incrível. Além de ter ficado muito feliz por mais essa guinada na minha vida, consegui ampliar um pouquinho mais minha rede de sociabilidade potiguar. Conheci um desconhecido que apesar de ter sido testado, quando na sua abordagem de “ataque”, passou em algumas fases ao encurralá-lo e não se intimidar, nem ser grosseiro. E ainda de quebra conheci um grupo de amigas quando decidi comemorar sozinha o resultado numa pizzaria que é a minha cara (junta-se tudo e faz-se um lugar).

- O quê? Você vai ficar aí sozinha? De jeito nenhum venha para nossa mesa - e elas foram super acolhedoras, quebrando um pouco do isolamento que vivo atualmente nessa terrinha.

Que bom! Velas eriçadas, mastros erguidos, o meu veleiro está no mar

Um comentário:

  1. Que bom que o seu blog está de volta :)
    Adoorei o post e senti que vc está num alto astral contagiante!!!!
    Que bom, fico muito feliz em te ver feliz!
    Um grande beijo!

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