quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Auto-ajuda, cartomante ou terapeuta? Vai encarar?


Depois que um colega disse que iria a uma cartomante para "desencavar a caveira de burro" na vida dele, começamos a discutir uma matéria da Revista Veja que falava sobre o crescimento da venda dos livros de auto-ajuda. Sei que sou suspeita para falar sobre essa categoria de livro que na maioria das vezes pinta o mundo muito rosa e por isso, quase sempre não gosto muito deles, o que pode até ser um tipo de preconceito. Sei lá! No entanto, comecei a me dar conta de uns tempos para cá que tudo está desencantado demais e que precisa de rosa sim!

Nessa linha, já li alguns livros de auto-ajuda que me são presenteados ou reocmendados. E se o dito conseguir levar-me até o fim, torço o braço e recomendo. Concordando com o que uma psicanalista abordava sobre essa categoria de livro, acredito que os livros de auto-ajuda estão em alta porque cada vez mais nos sentimos desconectados com o mundo e com as pessoas. Diante da falta de tempo e de nossa crescente incapacidade em lidar com o sofrimento que demanda muito tempo/energia [e tempo é dinheiro], acabamos por optar por algo que traga um alívio mais imediato. Algumas vezes os livros de auto-ajuda abrem um porta para refletirmos sobre nós, mas quase sempre não vai mais além. Até porque esse não é o seu papel. Passado o "mertiolate" e posto o bandaid naquilo que nos encomoda, vamos enfrente e na maioria das vezes nem nos damos conta de que o "elefante" permanece no meio da sala e aquilo que nos causou angustia e sofrimento possivelmente voltará a dançar um tango em nossa sala de estar pessoal em outra situação que nos evoque desconforto.

E o que é que a cartomante tem haver com isso? Longe de entrar na polêmica religiosa ou da divindade que as cartomantes seriam portadoras ou não, mais rápido que a auto-ajuda, está o baralho, a reza e os "desmanche de mandiga" são express e daí a procura. Quando ando vejo a enxurrada de panfletos entregues de algumas que trazem seu amor em 24 horas [pacote para a maioria das mulheres que procuram esses tipo de "serviço" em nome do "amor" e os homens, por sua vez, por causa de dinheiro].

E o terapeuta? Esse coitado, nem falo. Geralmente não pode sacar da manga uma solução pronta, nem muito menos a curto prazo. São sessões demoradas e geralmente mais onerosas do que livros e serviços express. Acredito que com dedicação e esforço os resultados com um terapeuta se consolidão melhor, portanto, trata-se de um investimento a médio-longor prazo e até mais interessante. Enfim, cada "macaco no seu galho", que saibamos então desfrutarmos de cada coisa na hora certa.

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