sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Cadê?


- Cadê? Cadê? – e ela continuava sua busca incessante – Nas malas? Quem sabe nas gavetas? Ou quem sabe na caixa de quinquilharias? Num bolso de camisa perdida dentro do guarda-roupa? Talvez. Ou quem sabe naquela bolsa que quase nunca usei?

O fato é: ele se foi. E junto com ele parecia que algo a mais também tinha se ido. Que um pedaço de não sei-o-que tinha se perdido. Um pedaço dela, ou de seus sonhos, de sua esperança, ou de sua confiança em si. Na verdade nada seria igual. Mas o que seria o agora senão aquilo? Era essa a falta, a de certeza? Outra coisa também é certa: não importa o que se foi, o que se perdeu, ou o que falta. O importante é que, o que se foi teve que ir em paz para que algo de novo chegasse. Foi pago o preço necessário. E assim ela decidiu em frente.


Resposta ao anônimo:

Essa é a questão: não há o "x" da questão. Sem certezas, apenas posições, nortes...Não quis dizer nada. Nem sou mestre...São as peças da vida...E as inceno como posso e consigo.

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