quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Minha retrô 2009


Ainda no lema de que se a Globo faz eu também faço. Lá vai mais um balanço rápido e rasteiro...

Trabalho: três mudanças em um ano.

Casa: também três mudanças em um ano e de cidade, duas.

Amores: Empatada. Zerada. Gestaltes fechadas.

Amigos: Em movimento de espação para os que chegam [que legal! Minha socialização continua melhorando!] e ponderação madura em relação aos que já estão.

Dinheiro: Um pouquinho mais do que no ano passado, pelo menos até dezembro. Depois disso não sei bem...

Virada: No meio do semestre de 2009.

Família: mais forte, mais unida.

Saúde: também mais forte. Principalmente a sanidade, rs.

Auto-estima: Em mudança. Menos menino, menos hippe, mais mulher.Sem medo de ousar.

Angustia: e os novos rumos? Então como vou articular 2010? Como dar novos sentidos a coisas antigas? Péssima jogadora, honesta demais, me ferro...

Conquistas: mais perto do sonho tornar-se realidade.

Perdas: quase lá, dessa vez não foi. Gente parte, gente fica. Um certa sensação de humilhação e trapaça.

Lema:

Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.[...]
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato [...]
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
(...)
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.[...]
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, [...]
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree. (...)
(Clarice Lispector - Rifa-se um coração)


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