domingo, 19 de dezembro de 2010


Teodora Belcheva, mais uma russinha "maluca"? Talvez não. Ou menos maluquinha do que creem as pessoas...Ela decidiu ligar para aquele amor...aquele mal resolvido. Aquele que ela terminou por não achar que tinha compatibilidade? Pois é...Mandou algumas mensagens antes com identificação desconhecida com medo da reação mesmo...tentando se explicar que não tinha esquecido, que tinha tido medo, que fez o que achava correto, mas que agora tudo parecia sem sentido...e depois de algumas mensagens decidiu ligar para ele e o que acontece...A esposa atende...

"- Pronto!
- Quem fala?

- A esposa dele...Minha irmã na moral deixe de ligar..."

Chocada Teodora pediu desculpas e disse que não sabia. Desligou. Naquele momento o último ponto que suturava ela ao mundo partira. Dor maior do que aquela somente quando ele a deixara pela primeira vez. Quando a traíra. Parece que foi a partir dali que a história deles degringolou...

Ela chorou, quebrou os últimos discos. Rasgou as últimas fotos...Urrou de dor. Uma dor que nem mesmo ela sabia distinguir o porquê. Sentira-se fracassada por não ter sido a ocupante daquele lugar tão acalentado por ela em seus sonhos...Até que passado o dia, o choro e parte da dor no outro dia se questionou:

"-Que paradoxal! Para um cara que não acreditava em instituições como o casamento? Para um cara que não permitira que ninguém atendesse ligações que eram suas... Antigos e novos costumes: esposa versus gírias como "na moral"...nem combina com a galera do baseado tão modernos e livres.

Era o desespero de quem naquele momento que falava mais alto? O da esposa em perdê-lo? O dele com sede de vingança que queria magoar Tododorova, permitindo que a "dona de seu coração" mandasse um recado direto e certeiro? Ele não poderia ter feito isso com menos fúria e menos dor, apenas na indiferença daquelas antigas relações que mais nada significam, nem dentro, nem fora, nem no começo, nem no meio, nem no fim....Enfim...aquilo serviu como algum conforto para Thodorova. Não por orgulho de mulher ferida, mas por perceber que o desespero se espraiava por todos...Era preciso se fazer ou re-fazer na dobra entre o que ela achava ser o seu "ser"[e agora era amorfo] e ele, o seu "não-ser". Reinventando-se como sempre? Quem sabe um dia doa cada vez menos...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Lendo a "Arte da Guerra" (parte I)


Esse livro de Sun Tzu exige concentração. Não é um livro que se lê no "vapu". É preciso refletir e pensar nas aplicações que as possíveis interpretações podem trazer para o dia-a-dia, afinal a vida não deixa de ser uma guerra diária em busca de paz. Por isso que aqui e acolá vou postar alguns ensinamentos captados durante a leitura entre um post e outro aqui no blog.Lá vai...
  1. Diante de um embate vigoroso seja firme em suas decisões. Explique. Argumente, mas não titubeie quanto ao que realmente pensas, uma vez que tal atitude pode ser tomada como sinal de fraqueza;
  2. O não domínio das emoções facilmente desautoriza e desestabiliza o ataque, bem como o discurso do inimigo;
  3. Ao se dispor para o ataque conheça bem o "terreno" seus pontos fracos e fortes para elaboração de planos diretos e indiretos somente desse modo pode-se saber onde concentrar ou subdividir forças;
  4. Somente os corajosos conseguem se agarrar sem hesitação às oportunidades, caso contrário será incapaz de resolver dúvidas e arquitetar grandes planos;
  5. Rapidez e vantagens devem ser avaliadas nas situações;
  6. Todo guerreiro se baseia em simulação:...o capaz fingirá ser incapaz e o ativo inativividade. E quando próximo finja estar longe e quando longe finja estar próximo (as estratégias de ataque e retirada);
  7. Evite o inimigo onde ele se mostra forte;
  8. Quando estiver unido, desagregue-o. Se o apoio vier da direita, ataque pela esquerda e vice-versa.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Entre segredos e mentiras

Quais as cabanas/escuridões/mentiras/segredos que guardamos dentro de nós? Aqui vai uma coleção de citações do último livro que li e que me tocaram nesse mergulho por ordem de intensidade no que se refere ao amor, a dor e ao perdão

  1. SOBRE O AMOR:

O amor não é a limitação. O amor é vôo...que sempre deixa uma marca significativa”. (YOUNG, 2008: 86-91)

Forçar a vontade sobre...é exatamente o que o amor não faz. Os relacionamentos verdadeiros são marcados pela aceitação, mesmo quando suas escolhas não são úteis nem saudáveis” (YOUNG, 2008: 132)

...Começar tirando do caminho as questões que vêm da cabeça faz com que as do coração fiquem mais fáceis de trabalhadas...quando você estiver pronto” (YOUNG, 2008: 83)

“É preciso demorar um tempo preparando o solo se quiser que ele acolha a semente (YOUNG, 2008: 163)

  1. SOBRE A DOR

A graça não depende do sofrimento, mas onde há sofrimento você encontrará a graça de inúmeras maneiras” (YOUNG, 2008: 173)

...A dor tem a capacidade de cortar nossas asas e nos impedir de voar [que nos impede de amar] (YOUNG, 2008: 87)

As mentiras são uma pequena fortaleza onde você tenta governar sua vida e manipular os outros. Mas a fortaleza precisa de muros...Os muros são justificativas para suas mentiras...como se estivesse fazendo isso para proteger alguém que você ama ou para impedir que essa pessoa sinta dor. Qualquer coisa que funcione para que você se sinta bem com as mentiras” (YOUNG, 2008: 175)

Talvez seja hora de abandonar essa mentira...A escuridão esconde o verdadeiro tamanho dos medos , das mentiras e dos arrependimentos [... ] A verdade é que eles são mais sombra do que realidade , por isso parecem maiores no escuro. Quando a luz brilha nos lugares onde eles vivem no seu interior, você começa ver o que são realmente” (YOUNG, 2008: 161)

“Nada nos deixa tão solitários quanto nossos segredos” (TOURNIER citado por YOUNG, 2008:27)

Muitas das supostas plantas ruins (...)contêm propriedades incríveis de curar ou são necessários para criar maravilhas magníficas quando combinada com outros elementos (YOUNG, 2008: 121)

  1. SOBRE O PERDÃO

“... Julgar não é destruir, mas consertar as coisas.....As responsabilidades e as expectativas são a base para a culpa, a vergonha e o julgamento... [Nem] humilhação, nem culpa, nem condenação. Elas não produzem uma fagulha de plenitude ou de justiça...” (YOUNG, 2008: 155-2008)

O perdão existe em primeiro lugar para aquele que perdoa, para liberá-lo de algo que vai destruí-lo, que vai acabar com sua alegria e capacidade de amar integralmente e abertamente...o perdão não exige de modo algum que você confie naquele a quem você perdoou. Mas, caso essa pessoa finalmente confesse e se arrependa, você irá descobrir em seu coração um milagre que irá lhe permitir estender a mão e começar a construir uma ponte de reconciliação entre os dois...deixe isso tudo sair [inclusive nas lágrimas]”. (YOUNG, 2008: 209-211)

Lágrimas...águas curativas e uma fonte de alegria..” (YOUNG, 2008: 212)

A respeito dessa jornada o que tenho a dizer é que não foi nada fácil. Primeiro porque livros de ficção e os denominados de auto-ajuda são verdadeiras limitações para mim. Por quê? Em relação ao primeiro gênero por causa de certa objetividade que carrego e que me impedem em ir além. No segundo caso, poderia fazer uma imensa exposição de argumentação e contra-argumentação sobre o que se fala a respeito dos livros de auto-ajuda...bem, eu sou do tipo que acredito que se não fosse o caráter imediatista que as pessoas acabam pondo esse gênero, seriam reflexões até interessantes em alguns casos. Mas como diz o dito popular que gosto não se discute... O fato é que tive o prazer de ganhar, a quase um ano, o livro “A Cabana” de uma colega brilhante e sensível, o que já me deu ânimo para lê-lo – abro espaço aqui para agradecê-la o presente. Somando-se a outros comentários de outros colegas, no vai-e-vem do trabalho e numa brechinha de final de ano, tentando me reconectar com minha sensibilidade diante dessa compressão espaço-tempo que vivemos na pós-modernidade, comecei a lê-lo.

Claro que a princípio tive dificuldade em passar das primeiras folhas pela forma de escrita desses autores americanos que fazem uma densa descrição geográfica que não nos tele-transporta para o lugar dos acontecimentos, mas que me faz indagar ao final: “sim mais, qual a composição do solo: nitrato junto com o que hem?”. Mas o interessante em relação ao livro é a forma não personificada que ele dá as pessoas, instituições e organizações. Inclusive o que entendemos por justiça, castigo e perdão...

Enfim, pode ser até resquícios da adolescência quando tentei ler o nosso brasileiro José de Alencar em “Iracema”. Meu Deus quanta descrição!Aff! Entretanto, passado esses primeiros “traumas” e “ansiedade” recomendo a leitura como um mergulho para dentro de si, independe de “verdades” espirituais. Para alguns essa viagem talvez seja simples, mas para outros pode tocar no que há de mais profundo em nós...


YOUNG, William P. Tradução de Alves Calado A cabana. Rio de Janeiro: Sextante, 2008

domingo, 28 de novembro de 2010

De frente a vitrine


Me imaginei de frente a uma vitrine. Pensei em seus sentidos de perfeição - mesmo que relativa para cada pessoa- de exposição, de "intocável", seu apelo ao consumo, de glamour, a sua variedade de temas...mas nem um dessas era o sentido no qual pensei minha vitrine.

Todos nós arrumamos a nossas vidas conforme vitrines. Alguns mais ou menos preocupados com os itens listados acima, mas o sentido mesmo que pensei em dar a minha vitrine se refere a poder olhar-desejar-conseguir. Pois é... a minha é do tipo simplezinha sem grandes marcas e que só alguns convidados mais chegados podem entrar e até tocar, desorganizar e "pitacar".

Minha vitrine é cheia de sonhos por se fazerem, mas o que eu mais queria que tivesse é que ela fosse possível. Assim: sabe aquela vitrine que você passa, olha, diz para si mesma: "- eu quero!". Experimenta vê que dá certo e leva? È isso que mais gostaria que tivesse em minha vitrine: arrumá-la conforme meus sonhos e possibilidades reais e daí poder levar às vezes para casa coisas que mais desejasse...

Acredito que o tema geral e principal seria realização profissional com segurnaça, 70% de prazer e 30% com dinheiro. Os demais temas que adornariam seria um "amorzinho num canto" e paz do outro". Simples, pequenininha talvez, mas tão distante quase sempre...Parece que existem vitrines maiores acessíveis a umas impossíveis a outros, por menores que sejam...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Rituais? Só em 5 passos.


Acho perfeito mulheres que já acordam lindas e maquiadas: "parecem já cair da cama assim!". Entretanto, definitivamente isso exige um ônus, os quais muitas vezes são não só de investimento financeiro para uma reforma geral e manutenção, como também de TEMPO.

Gente, tempo é o que me falta e paciência então...nem se fala. Ler quatrocentos e setenta e seis mil livros. Depois quatrocentos e setenta e seis mil trabalhos. Em seguida estar relativamente pronta para escutar quatrocentos e setenta e seis mil angustias, problemas e, de quebra, estar quatrocentos e setenta e seis mil vezes "bem" para conduzir/coordenar mil e uma coisas da profissão, não me dá muito tempo para outra coisa a não ser descansar...Claro que acrescenta-se a isso as aulas que "faltei" de como ser mulher: como assim estudar, trabalhar, lutar pela paz mundial e ainda estar linda e quase loira?Difícil! Muito difícil!

Bem, mas tudo exige rituais e não só em datas especiais: Casamento, Natal, Reveillon... E estudar também, sabia? Numa observação participante quando na biblioteca, percebi todos os rituais para aqueles que desejam estudar com afinco e seu grau de envolvimento com a tarefa, dando até para traçar uma tipologia:

OS ENROLADORES - deixam tudo organizado na mesa, mas não perdem a oportunidade de verificar se há chamadas no celular, de mexer no MP3, de tirar e por a ordem das coisas, inclusive da própria aparência: põe casaco. Tira casaco. Senta. Levanta. Entra e sai.

OS AUTISTAS- são aqueles que preferem as "baias" de estudo, as cabines. Ninguém e nada é capaz de tirá-los da concentração. Horas afinco e apenas as pupilas mexem. Nenhum movimento corpóreo.

OS MARKETEIROS- aqueles que mais parecem fazer uma propaganda de que estão estudando. Você nem sabe mais se estão ou não. Principalmente característica: fazem "xixi"[entenda-se demarcam] o território ocupando toda a mesa desorganizando-a com livros, água, canetas, comida e se possível ocupando cadeiras e tomadas para portatéis.

OS OBSESSIVOS- são aqueles que até a cadeira que estudam tem que ser a mesma. Mesmo lugar, mesma posição, mesma mesa...

OS COMPULSIVOS- parecem que só comem! Na angustia de não conseguir estudarem como querem.Eu sei bem o que é isso...

Claro que devem existir muitos outros "tipos" e até mesmo eu aderi aos meus rituais de estudo intensivo. Acabou-se o tempo em que podia passar uma banda do meu lado ou alguém estar sendo velado para nada abalar minha concentração. Hoje uso de estratégias:
  1. NUNCA, estude em casa se o assunto exige muita concentração, porque até o cachorro pode interrompê-lo para "tirar" alguma dúvida;
  2. SEMPRE, procure lugares que você se sinta confortável: roupa, climatização, cadeiras confortáveis e se possível uma brechinha para de vez em quando o pensamento planar e descarregar;
  3. JAMAIS, dispense água a mão e se possível café. Café! Café! Café! Ótimo para despertar, esquentar, revigorar as ideias...
  4. SE POSSÍVEL, dê intervalos não muito grande ao concluir a leiura de itens, tópicos ou livros. Mentalizando:VITÓRIA! VITÓRIA! MENOS UM PARA LER...
  5. TORTURA NUNCA MAIS! Estudar não deve ser uma tortura, portanto, na falta de opção de poder estudar o que se quer realmente, o quanto se quer, como quiser e onde quiser, crie seus próprios rituais de "só um minutinho" como na propaganda de cosméticos. Eu escolhi almoçar um restaurtante natureba para me presentear (torta de espinafre e frango gratinado com bifes de cenoura, finalizando com uma fatia de bolo coberto de ameixa e um espresso). Linda não sei, mas leve e solta para pensar sim! Tomara que continue funcionando...depois conto.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Nada a declarar. Como assim nada a declarar?


"Poderia estar matando. Poderia estar roubando..." Mas não! Plagiando os humoristas...

a) "Eu não tenho nada prá dizer
Também não tenho mais o que fazer
Só prá garantir esse refrão
Eu vô enfiar um palavrão:Cu"

...porque nesse momento quero ser politicamente incorreta e me dar o direito de escrever "sem censura". Aspas porque sempre aparece algum(a) engraçadinho (a) que simplesmente esculhaba pelo simples prazer de fazê-lo. Fazer o que se em nossa sociedade é a coisa pela coisa, a crítica vazia pela crítica vazia? E haja buraco negro! Ei, já descobriram o "X" de fechar a janela quase não agrade o que se lê?

b) Essa música do Ultraje a Rigor me veio a mente não só pela lavagem cerebral das propagandas televisivas, mas para reafirmar um sentimento de algo que disse a um amigo ontem: "-Estou quase cometendo o thaisicídio"- e ele perguntou-me o que danado era isso - "Apenas a vontade de explodir, mas não com alguém, apenas de desaparecer";

c) Essa semana poderia sim ser de ócio, como não tenho a muito tempo, mas estou estudando...tem noção que fiz uma breve estatística ontem e dos quase doze meses desse ano, noventa porcento estive trabalhando ou em prol do trabalho? Que saco! A vida anda um tanto "marrom" [marrom menos], mas pera aí né? Trabalho sempre foi para mim prazer, deleite, fuga da minha própria vida...Mas quando me pressionam para que dê mais do que tenho dado me sinto injustiçada. "Tá bom! Vai ficar só o coió?"Será "sangue, suor e barricada?"

d) Não uso mais as roupas que me cabiam, como canta Nando Reis. Nem as bijux artesanais que adorava. Não durmo mais como dormia. Não vagabundeio como vagabundeava [Sim! Mas já vagabundiei algum dia da minha vida?]. Não acredito mais nas pessoas como acreditei um dia . Não tenho esperanças como um dia as tinha. Nem estudar mais [que era o que deveria estar fazendo agora] não faço mais como fazia...

e) Então, como nesse momento meu sentimento é de pura insatisfação pelo tempo "talvez perdido" com tanto trabalho e de cansaço de nadar contra a maré e de não poder tatuar um "FODA-SE" nessas situações, só para garantir esse refrão vô enfiar um palavrão que não é o "UEBA!" do programa junto e misturado...

Comments:

Anônimo: valeu a crítica construtiva pela última postagem e vindo, me parece, de um homem, meus devaneios foram entendidos.Valeu moço! :)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Afinal, o que as mulheres querem que os homens queirão?

Tentanto voltar ao aconchego da escrita virtual depois de "atolamentos" em trabalho e com o Coelho do Tempo do mundo de Alice perseguindo-me, portanto, com uma escrita mais "taquigráfica" e não revista, lá vai: confesso que intrigou-me a mini-série da globo "Afinal, o que que querem as mulheres?" Para além dessa linguagem narrativa que estão tentanto "inaugurar" ao estilo das "Cariocas", seguindo uma linha Nelson Rodrigues em "A Vida Como Ela è"...Por quê?

a) Por que sempre insistem que o mistério é nosso?Será a brincadeira de desconte "noutro"?
b) Convivo com uma "alcatéia" de mulheres que apesar de dinheiro, filhos, amantes ou não, casadas ou não, reclamam sempre deles: os homens. E perguntam: afinal, o que querem os homens? Uma amante, uma esposa, uma devassa, uma Lolita, uma romena que diga "Iahh!" para tudo, alguém que estrassalhe seus corações...? Perguntas sem respostas.
c) Não lembro nas minhas incursões a Freud, o mesmo fazer a tal mencionada pergunta...sem considerar que a época na qual viveu/estudou/escreveu falávamos de uma sociedade vitoriana/púdica, de mulheres reprimidas em todas suas instâncias libidinais, como sexo, prazer, trabalho, liberdade...Mas e hoje? O contexto é o mesmo?
d) Ás vezes até acredito que depois de conseguirem "TUDO" o que as mulheres querem realmente é somente o que eles querem: seus anseios e desejos mais profundos.

E o discurso feminista? Queimaram o sutiã à toa? As mulheres não querem ser apenas elas? Não sei.

Me parece cada vez mais distante a coisa de estar feliz consigo quando todas acabam buscando "alguém" para felicidade ser inteira...Contraditório não? Mas somos contradição, pena que sempre embusca de respostas sem solução que amenizem essa "falta ambulante" que somos.

Afinal, o que querem as mulheres? Eles. Seus desejo vivos e pulsantes, o epicentro de seu equilíbrio e atenções, o motivo do ar que respiram, suas musas, seu tudo ou nada.

E lá vai uma manada de mulheres e homens atordoados comprarem o livro da série buscando "comprar as respostas para os seus problemas TABAJARA, embora o inidvíduo "moderno" seja a própria interrogação e inconstância ambulante porque quase sempre o que "È " hoje não mais será "AMANHÃ".

sábado, 13 de novembro de 2010

Sessão "alguém sabe como faço isso": uma mala de fuga?


Sendo uma pessoa praticamente em fuga de mim, do mundo e dos outros...inclusive ao escutar momentos de sabedoria tais como:"- É preciso estar inteiro para fazer essas coisas...". E daí me questiono desde quando existe inteiro? Já não nasceríamos geneticamente metade de nosso pai e mãe? Socialmente co-dependentes dos nossos pares? Simbolicamente faltantes e desejantes?Não seriamos eternos pedaço(s)? Esssa ilusão do "inteiro" já se acabou não, foi? Até as metades são metades e não inteiros...Até os números inteiros são subconjuntos de sei lá quantos outros conjuntos de números que não são inteiros...sei lá...

O fato é que dessa vez ao tentar fugir não da angustia, nem do medo e sim da raiva, fiz uma pequena mala e o que pus?LIVROS! No meio do caminho me dei conta que não dá para fugir apenas com livros.

E enquanto o pensamento embuluava dentro do cabeça com destino para fotocopiadora atrás de um outro livro, indaguei-me que se:

a) Talvez se fosse "bem mulherzinha" colocasse roupas básicas (estação verão/inverno) e itens básicos como calcinhas, xampu...e depois decidiria quais itens me ajudariam no destino que escolhesse ou;

b) Bastava-me apenas dinheiro e carro, num estilo "bem menino objetivo". E daí indo mais profundamente em meus pensamento enquanto nem no meio da rua conseguia ser apenas uma desconhecida que buscava um refúgio seguro para chorar, devaneei:

c) Mas somente "Forrest Gump" seria capaz de fugir apenas exatamente do jeito que estava: descalço[Ou será que me recordo desse modo?]. Sem fazer planos em tentar encontrar seu "eu interior" depois de uma jornada gastronômica na Itália, um momento espiritualizado na Índia ou para desequilibrar-se pelo amor na Indonésia.

domingo, 17 de outubro de 2010

Rotas nelson rodriguianas


De beleza exótica, por trás daquela aparência segura e serena ninguém imaginaria que dilemas vivia... Sempre as idas e vindas com relacionamentos que já entrava sentindo que era uma "barca furada". Não sabia bem ao certo se em busca de calor humano ou de aventura...Entretanto, tinha certeza que não era do tipo comum. Seja para se contentar com pouco, qualquer coisa ou nada. Muito menos com clichês "dos que gostão daqueles que não prestão"...

O mais interessante é que nessa idas e vindas, o tempo era exatamente demarcado quando uma das determinadas barcas decidia reatracar no porto, sem mais nem menos. Tentara ignorar, impedir, ocupar o lugar...Mas nada detinha aquela barca. E por quê? Trataria-se de um obstinado, convicto do que sentia, disposto a mergulhar fundo seja no calor ou na emoção?

Percebera que as idas e vindas se faziam pelo gosto da barca em atirar ao mar a sujeira do convés e remoer um passado que não teria mais volta. Atirando a face sempre os excrementos humanos do outro, mas nunca os seus próprios excrementos.

E o que fazer? Mudar de porto então e apagar as coordenadas do antigo, já que não existe um presente nem um futuro independente do que se faça. Aberto as emoções, novas então...

sábado, 16 de outubro de 2010

"A Sociedade dos Poetas Mortos": uma prosa cine-pedagógica


Um filme tão antigo, mas tão atual: afinal o que é que um professor(a) deve ensinar aos seus alunos e alunas? Até que ponto deve-se buscar a essência da vida ou afogar-se nela, no Carpie Diem? Confiança é algo que pode ser ensinado a buscar? Aprender a trilhar os próprios caminhos e verdades? E afinal o que são verdades? Acredito que não existem "verdades", mas"leituras" sobre. Na mesma linha que "O Sorriso de Monalisa" e "Ao Mestre com Carinho", o filme deixa muitas lições entre elas é que muitas vezes é preciso duvidas para ver o mundo a partir de perspectivas diferentes.

Assim o mestre em literatura inglesa convida: "Usem a cabeça!" E como a usamos? Numa sociedade em que o importante não é ser, mas ter, parece contraditório falarmos em confiança quando essa mais parece uma postura narcísica de auto-defesa a qualquer custo e o outro nada mais é do que um objeto a mercê das vontades alheias, individuais e egoístas.

Ensinar confiança é acolher o outro no diálogo, mesmo ao que nos é apresentando como algo diferente. Acolher em si é um termo que apresenta várias acepções e uso: para alguns trata-se de uma postura ético-profissional, para outros uma questão de respeito ao direito de cidadania.

Acolher é ao mesmo tempo noção, atitude e política governamental. Enquanto noção implica assistir o outro de forma qualitativa. Como atitude trata-se de um processo de ampliação comunicacional com os outros. E enfim, enquanto política governamental é inserida a partir da década de 90 por meio da humanização hospitalar no atendimento pré-natal e materno, estendendo-se a partir do ano 2000 para todas as ações que contemplam a atenção básica a saúde.

Entretanto, para além da garantia de uma política governamental que tentará assegurar por meio de dispositivos legais que direitos constituionais e humanos se efetivem - "Todos os seres humanos nascem livres e iguais em direitos. Dotados de razão e consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade" - trata-se de uma mudança cultural que implica uso de saberes sejam refletidos e rotinizados como práticas cotidianas.

Nesse sentido, a atitude de acolhimento é um modo de operar o trabalho, seja qual for o trabalho, o profissional e o lugar. É algo delimitado como política de saúde, mas que deve compor também as políticas educacionais, inclusive como valor humano, já que só é capaz de acolher quem alguma vez já foi acolhido.

O acolhimento para além de uma "palavrazinha" que exige filosofação, reflexão e imputa mudanças coletivas, exige relações dialógicas, ou seja, horizontalizadas, que promova a autonomia e que possibilite o compartilhamente de diferentes universos simbólicos. Principalmente operacionalizia-se pela escuta, pelo o uso de saberes e afetos na promoção de um vínculo empático. O ato de cuidar exige o que, coloca o pedagogo, Paulo Freire menciona como:

  • amor pelo compromisso com o outro;
  • humildade não no sentido de subserviência, mas de sabedoria para entender e se posicionar frente aos outros;
  • fé no potencial humano da mudança;
  • esperança nessa mudança;
  • pensamento crítico sobre a complexidade humana e processo cotidiano;
  • atenção nas necessidades humanas como um ser biopsicossocio e cultural

Arremato essa minha prosa despretiosa, sintetizando que ensinar trata-se do ensino da busca confiante e desejosa do mundo e que essa busca exige respeito ao diálogo manifesta quando acolhemos qualquer ser humano em qualquer espaço. Acolher, que deveria ser uma atitude comum, atualmente é usada como terapêutica alternativa, bem parecido, para não dizer paradoxal, com os livros de auto-ajuda e as revistas de entretenimento. Acolher tornou-se uma atitude revolucionária, como na "Sociedade do Poetas Mortos". Lembremos que a ignorância [alvo da nossa pretensiosa educação] não é um vazio a ser preenchido, mas um cheio a ser transformado parafraseando o referido pedagogo no texto da Traverso-Yépez (2008).


TRAVERSO-YÉPEZ, Marta. Psicologia Social e Trabalho em Saúde. Natal: Ediotra UFRN, 2008

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Te amo!?

Toc. Toc. Toc (série toc. toc. Parte V)


Toc. Toc. Toc. O som do salto no assoalho abruptamente foi entrecortado pelo derramar-se na cadeira acompanhado de um ollhar triste, vagueando ao horizonte...vomitou algumas palavras...

- Na verdade tive um insight. Era apenas uma cópia borrada e mal-feita de quem amei. O de lá. Lá do começo. Substitui meu objeto de amor por outro, secundário, por isso me contentei temporariamente, mas agora todo o castelo de auto-afirmação se desfez e volto a vaguiar com minha tristeza, a qual não a quero. E penso...E sabe no que? Nele. No primeiro. Busquei durante esses meses as semelhanças no gosto pela música, nos gestos, na forma em descuidar-se... Na necessidade que tinha de mim. De que o protegesse...Tentei !Juro que tentei reanimar meu coração, picotando sua alma e enchendo os buracos que cavei...Até quando continuarei perdida nessa fantasia?

Uma pergunta sem resposta. E naquele momento o silêncio estabeleceu-se no setting terapêutico.

domingo, 10 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Carta a um soldado


Da parte surreal do real, outubro de 1945

Ao Soldado Ryan,


É com muito pesar que dispenso-me do soldado Ryan. Poderia citar aqui suas qualidades e bravuras, como é comum a todas as homenagens póstumas aos abatidos em batalhas. Porém, seguirei o caminho inverso e tentarei transcrever a objetividade subjetiva daquele olhar ou olhares. Durante os quase cinco meses por trás das trincheiras, capturei pelo menos sete tipos de olhares, cabalísticos por sinal:

Um quando está alegre, num sorriso largo de ponta a ponta da orelha, junto com o corpo que dá pequenos espasmos;

Outro quando fica triste, quase pedindo colo diante do desapontamento;

Um outro quando parece um anjo ao dormir. E o rosto simplesmente descansa.

E um outro quase que vingativo em nome da honra e da vaidade lavadas;

E ainda outro. Aquele olhar que devora na ansiedade de tudo querer e decifrar;

Há ainda outro de quem está satisfeito...

E por fim, aquele que eu mais amava e do qual não tive como me despedir: o acompanhado do som da tua voz que me acordava ao amanhecer, simplesmente cantando canções românticas antigas.

Não tive como despedir de todos e então parti sem dizer a todos que existiam e dos quais sentirei muita falta. Jaz uma não, mas duas almas...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A numerologia por Between Us e na Mosca


CAMINHO DA VIDA (para que vim ao mundo...)


Entusiasmada, feliz, criativa, intuitiva, imaginosa, versátil e energética.
É intelectual, otimista e um líder natural.
Tem o dom das palavras. É intuitiva e se sai muito bem no trabalho mental.
É amistosa e os amigos significam muito para você.
Tem sempre idéias novas e originais para resolver seus problemas.
Você deveria seguir seus pressentimentos. ["Condordo plenamente"] Cuidado com as seguintes vibrações negativas:
críticas excessivas, impaciência, bisbilhotice, ciúme, falta de estima por si mesmo, intolerância. ["Na mosca!"]


TALENTO INTERIOR
Leal, determinadA, com capacidade para os negócios. Precisa de responsabilidade.
Você é confiável e prático - são as construtoras e trabalhadoras.


A MANEIRA COMO ME EXPRESSO NO MUNDO

Você é tolerante, compreensiva, amorosa e generosa.
Costuma ajudar os outros sem pedir nada em troca.
Sabe perdoar e compreender a natureza humana em todos os sentidos.
Trabalha muito melhor quando está livre para expressar as emoções e quando é necessária inspiração.
Permaneça impessoal, pois pode sofrer grandes perdas se exigir poder, posses e amor pessoal. Seus horizontes são amplos e, na verdade, você odeia ficar confinado a lugares pequenos e a situações pequenas que não exigem nenhum esforço.
Pode ser professor, escritor, médico, enfermeiro, advogado, pregador, filantropo, pensador humanitário, orador, pintor, músico, compositor, conselheiro, juiz, importador, ator dramático.
Deve evitar a crueldade, os esforços voltados aos ganhos pessoais e o excesso de sentimentalismo.

INTERPRETAÇÃO DO NOME

talento para expressão e criação.Pode precisar de estímulo

site: http://horoscopovirtual.uol.com.br/numerologia.asp

terça-feira, 5 de outubro de 2010

AMOR À DISTÂNCIA..Não é loucura: eu recomendo!






Em tempos para lá de modernos as pessoas já não sabem o que fazer, como fazer, para que fazer...tudo parece tão sem sentido que não sabemos nem ao menos se devemos dar bom dia ao desconhecido com o qual saímos na na noite passada e amanhecemos, ou simplesmente saímos de fininho...

É dessa temática que a comédia romântica "Amor À Distância" trata: um casal que acabou de se conhecer e precisar vivenciar, a partir de então, um namoro virtual. Isso por conta de obstáculos de trabalho, geográficos... entretanto, eles não deixaram de apostar nos dois.

O filme garante boas risadas e sobretudo deixa a lição de que quando queremos mesmo nada é impossível. Ou seja, além de sermos nós mesmos o nosso grande inimigo, vale apena apostar contra aquele" sentimentozinho" egoísta e narcísico que nos dá a falsa impressão de que tudo pode desintegrar e desestruturar a nossa vidinha a menor mudança de curso.

O filme é para que não gosta de uma "vidazinha", no sentido de mesquinhês, e para quem não tem medo de arriscar, inclusive ao assistir uma comédia romântica.



domingo, 26 de setembro de 2010

A quanto está o óleo de peroba hem?



Vida muito agitada, mil ideias passam pela cabeça, no entanto, cadê o tempo para escrever? Bem para estrear essa retomada ao mundo virtual, mesmo que esporádica, pergunto: vocês perceberam que a campanha eleitoral televisiva é quase um programa de humor?

Começa pelos nomes "Fulano de Cicrano", cantoria de protesto no meio do programa, proposta de construção de trem de não sei quantos milhões (mais uma obra faraônica), candidato com slogan de produto de limpeza e em São Paulo o humorista Tiririca com o slogan "Vote em mim, pior não Fica" possivelmente tenta angariar os votos de protesto de eleitores revoltados com o nível de nossas campanhas políticas. Saiu até no site da UOL que juiz que fazer um teste para saber se o referido candidato sabe ler e escrever...

Mas o destaque desse post está em uma OBSERVAÇÃO: "Perceberam a quantidade de candidatos que está lançando parêntes nessa campanha: é filho, neto, mulher, bisneto?Gente! Uma nova modalidade de nepotismo político ou de coronelismo às avessas. Esse negócio que política está no sangue é apenas uma metáfora tá !? Seria engraçado se não fosse trágico. Óleo de Peróba para todos lustrarem a cara-de-pau.

sábado, 18 de setembro de 2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Utilidade pública: fases da vida acadêmica...

Bolsista de iniciação

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Escuta MPB. São os primeiros passos na vida científica. A vida é maravilhosa.


Bolsista de Mestrado
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Escuta musica POP. Está completamente empolgado com o que faz e quer ser o melhor na sua área.


Bolsista de Doutorado
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Escuta Heavy Metal. O dia começa às 8 da manhã e só acaba às 10 da noite. Nada dá certo e ainda tem que lidar com resumos para congressos, relatórios, disciplinas, paper para escrever, orientar os ICs, etc, etc...


Bolsista de Pós-Doutorado
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Escuta HIP HOP. Aumento de peso por causa do estresse. Percebeu que não pode salvar o mundo, mas isso não lhe importa, porque ainda assim continuam pagando um salário a ele. E os papers? Se sair algum, beleza, se não, tudo bem. Sempre existe a oportunidade para encaixar alguma revisão de literatura.


Professor Doutor

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Escuta Gansta Rap. O senso de humor mudou totalmente daqueles dias de iniciação. As dores de cabeça são mais frequentes e começa a esquecer as coisas que foram faladas. Vive a base da cafeína. O melhor (?!) é que ninguém pode te criticar.


Professor Titular
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Escuta vozes em sua cabeça. Esquece dos horários das reuniões, dos dias da semana, do trabalho de seus alunos...

E quando você apresenta sintomas de professor titular, mas ainda tá no mestrado? Toma conta Jesus!

Comments:

Patrícia: e o pior, ou melhor, que o show foi bom...parece a visão do inferno mais nada como a capacidade de abstrair :)

domingo, 5 de setembro de 2010

Ingresso com ou sem xixi?




Show em cidade pequena é uma desgraça: todo mundo sai da entuca. Alguns flashbacks do último show que fui aqui na cidade conteranea...
  1. Principalmente as mulheres, com seus diversos modelitos, realizaram um show...pena que de horrores. Essa moda de ankle boots, saia cintura alta e meia escura para quem não tem um corpo muito encima é a treva! A maioria parecia um toco de amarrar jumento. Prefiro meu look menino: calça, tênnis e camiseta;
  2. Por que é que as pessoas acham que música MPB é apenas para casal e se penduram nos beiço do parceiro? Música de qualidade é para todo mundo, uai!
  3. Com esse negócio de ingresso pista e área vip, "viplizaram" até mesmo o banheiro, o que nesse show representou banheiro químico, bem escondidinho, para os mortais e para os VIP's "as batatas!", ou melhor, o banheiro;
  4. Para superar a dor de cotovelo somente puxando rit's de Roberto Carlos e Fagner, a exemplo de Lady Laura e fazendo muita muganga...
Enfim, infelizmente por hoje é só porque eu tenho muito trabalho...

Commets:
Louco porém Sensato: Tuche! Sobre os limiters da loucura e da sensatez você tem razão...;)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Boa semana



Comments:
LOUCO PORÉM SENSATO: contraditório não, esse nick? Quem é louco já não perdeu a sensatez? rs. Em relação as mães como são humanas acho que também erram e quanto ao meu mundo virtual, seja bem vindo!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pedacinho de papel a um amor perdido


Oi,
Desculpa. Hoje não tive como evitar e, e, e.... acabei escrevendo esae bilhetinho para você. Ultimamente, mais do que nunca sinto muito sua falta. Sinto seu cheiro no meio da rua e quando menos espero...Procuro sua boca no meio de tantas outras...Seus olhos então! Esses parecem que estão aqui. Agora. Nesse exato momento me fitando profundamente...Tchibum! Me perco e me encontro nas profundezas esverdeadas do teu mar... Mas parece que finalmente consigo compreender o real significado da reabilitação.

P.S.: Não é que não sinta falta. Não é que não lembre. Não é que não deseje...simplesmente com o tempo dói menos, sinto menos raiva e sedo menos ao ímpeto de me entregar ao que não tem sentido para nós.

Commets.:
Patrícia: estou acompanhando seus comentários no blogtá?;) Desculpa a demora em respostá-los mas ando um tanto relapsa com o blog...me sinto lisongeada por "ler-me";

Ithalo: como sempre valeu a força, bejim

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

É cada uma heim!? Vou te contar...


- Estava falando aqui que já te conhecia...
- A é? - indagação que foi acompanhada de um aceno negativo da cabeça junto com a expressão de quem está estava realizando um esforço comunal para tentar lembrar de algo, um fisionomia, uma vaga lembrança...
- Eu conheço você por causa de "Fulano"... - referindo-se a um ex do recpetor da mensagem - na verdade, acompanhei aquela história enrolada dele com "Cicrana". Fui um telespectador.
- A... preciso trabalhar - o receptor.
- Opa! Desculpa! Não devia ter tocado nesse assunto.

O interlocutor referia-se a um triângulo amoroso pelo qual o receptor havia passado a alguns anos e do qual saiu como a parte traída e enganada...Por acaso a vida alheia de alguém tratava-se de algum reality show? Como é que alguém tenta estabelecer uma aproximação fazendo esse tipo de comentário? Tem gente que é sem noção mesmo. Vou te contar...

domingo, 8 de agosto de 2010

Você se acha um filho especial? Por quê?


Minha mãe me fez essa pergunta, título desse poste, e tema de uma promoção promovida por um rádio local em homenagem ao dia dos pais. Eu respondi que sim e daí fui apresentar os porquês. Claro que de súbito respondi enquanto filha de minha mãe e não como sendo também filha do meu pai. Estranho não é? Talvez só um pouco...

Enquanto filha do meu pai, sinto por ele não ter tido a oportunidade de saber e sentir o que é amar e ser amado por alguém que ao mesmo tempo que é tão semelhante a si e tão diferente. Entretanto, para mim é por demais utópico crer num instinto natural na medida que afetividade trata-se de uma construção interpessoal nos momentos de dor e de amor.

Já enquanto filha da minha mãe acredito que sou especial na medida em que não poderia ser diferente com que assim o é: especial. Especial uma vez que não por "acidente", mas por opção decidiu ser pai e mãe. Decidiu ser "pãe". Decidiu dar mais do que comer e vestir. Deu carinho, amor, cuidado e apoio. Apoio para nos defender das adversidades que o mundo nos compele e até mesmo para nós próprios sermos a adversidade. Uma mãe que tinha tudo para dar errado, para reproduzir a aridez de não ter aprendido, nem sentido o que é ser pai e mãe, entretanto, que optou por ser e fazer diferente.

Sequelas? Claros que existem. É inevitável não pensar o quanto a vida poderia ter sido mais fácil na presença de um pai presente e atuante. O quanto menos desprotegida poderia ter me sentido e certamente menos ameaçada, como se todos pretendessem machucar, trair, abusar ou abandonar. De certo mais vezes teria abandonado minha armadura de que tudo pode e sabe não precisando de nada nem de ninguém, apenas de si.


Comments:
Jad:
  1. Pensei exatamente nesse poema quando estava escrevendo esse poster. Ele é muito emblemático quando descreve sensações um tanto indescritíveis;
  2. Eu realmente não sei qual o pior final, mas não acredito que o cerne do problema em perder para outra/outro esteja em nossa competência/incompetência. Acredito que essa percepção é por demais individualista quando qualquer relação trata-se de um empreendimento a dois e nada individual, mas no mínimo interpessoal ;)
Ithalo: valeu!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Das inverdades absolutas do amor

É inevitável falar de amor sem nos remetemos as nossas próprias histórias. Ontem, depois de fazer um SOS a um amiga foi inevitável não perder o sono por causa disso. Ou melhor, foi inevitável não pensar sobre as dores de amor. Então, pensei nas dez verdades absolutas sobre dor de amor:

  1. A única certeza que podemos ter é que não há verdades absolutas, muito menos sobre dor de amor, o que existe é um mar de incertezas e possibilidades. Sendo clichê: "tudo é relativo";
  2. Nem toda a dor de amor do mundo já sofrida nos imunizará das dores futuras;
  3. Em um minuto podemos estar no céu com seu amor e noutro irmos direto para o inferno sem escala;
  4. A dor após o termino pode ser tão grande que a única coisa que talvez consigamos implorar é "morfina direto na veia", ou seja, anestésico pela insuportabilidade da dor;
  5. Todo relacionamento trata-se de um investimento de dois tipos: de risco e de alto risco. O de risco você investe diretamente na bolsa de valores, mas deixa uma pequena reserva para recomeçar, caso algo dê errado e ela "quebre". Já o de alto risco você investe tudo, então, pode ganhar ou perder tudo num minuto. Traduzindo: é preciso ter um reserva emocional quando nos relacionamos com alguém, o que significa que precisamos gostar muito mais de nós mesmos do que de qualquer outra pessoa, portanto, as fontes de amor e de prazer são múltiplas e não uma única pessoa;
  6. Depois de pedir morfina na veia, assumido um investimento de risco ou de alto risco, "O destino" pode lhe pregar uma peça e "perguntar": - E aí? Você tem duas alternativas: ou nunca mais amará ninguém, ou aceita a inexorabilidade de amar mais uma vez e sofrer tudo novamente. Você pode optar por não mais passar por isso...quem sabe!?;
  7. Diante da dor, você pode optar por se culpabilizar e não enxergar que por mais amado que o sujeito de amor seja ele também é imperfeito e um relacionamento a dois quando não dá certo é porque a sintonia a DOIS não deu certo cara pálida;
  8. Escolha qual o pior final: "eu não gosto mais de você, "eu gosto de outra",
  9. A sensação de dor ante a perda pode ser tão grande que você pode chegar a sentir o coração doer, mesmo ele não tendo terminações nervosas. Podemos perder a vontade de comer, de dormir e desejar que um buraco nos engula. Nesse momento pode ser que chegue a conclusão que a morte é mais fácil;
  10. E para superar a dor do amor é preciso que nunca esquecemos da regra principal: Goste de quem goste de você.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Férias à trabalho

Eu cuido. E tu? Cuidas?


Depois de tanto tempo sem postar sobre nada me peguei pensando: Cuidar ou ser cuidado, eis a questão! Para primeira parte da sentença, acredito que sim. Que cuido das pessoas que estão ao meu redor. E às vezes até faço malabarismo. De fato de algumas cuido mais e outras menos. Tudo irá depender daqueles que mostram precisar mais... Agora quanto a ser cuidado, para mim, são outros quinhentos. Por quê!?

Por um lado, se ser cuidado representa compartilhar o peso da jornada e muitas vezes até transferi-lo para o cuidador, num pacto silencioso do tipo: ”pode cair que eu seguro”. Por outro, também implica em tornar-se vulnerável. Mostrar seu “Calcanhar de Aquiles” para alguém que nem sempre pode estar lá, entende, ou até mesmo quer entender, o pedido de “S.O.S”. Paradoxal não parece!? E mais paradoxal ainda é que, mesmo quando insinuamos não deixamos ou fingimos, mas de fato não permitimos que o outro cuide de nossas feridas mais agudas ou que veja nossos segredos mais obscuros. Por isso que nem sempre querer é realmente se permitir. Como também o pronto-socorro emocional de alguém, depois de cumprida sua missão de tratar as feridas de morte, perde sua utilidade e pode ser simplesmente dispensado.

Eu aprendi a ler as entrelinhas do que é dito e do que não é dito. E desde cedo, aprendi a não confiar e nem esperar demais dos outros. Tive que cuidar-me só. Confiar é se entregar... Entregar o nosso bem mais valioso: nós. Entregar-nos a alguém que pode simplesmente nos “amassar”, “quebrar” ou “jogar fora em mil pedacinhos” ou quizá tornar a nossa vida num belo jardim florido... A poucos me entreguei e geralmente voltei sem “pedaços”. Decepcionei-me, assim como também devo ter decepcionado alguns e o que me vem à mente agora é um trecho do Poema de Florbela Espanca: “E se um dia hei de ser pó, cinza e nada... [então] que me saiba perder pra me encontrar”.

Afinal, como diria Giddens (1993), aparentemente não viver em torno das necessidades dos outros, numa pseudo-independência, denuncia na verdade a sensação de insegurança pessoal, de co-dependência, em que meu projeto de eu depende da "alteridade" do outro. Em síntese, a superproteção do outro denuncia o desejo de cuidar ,como também o medo inconsciente de que essa devoção seja mal recebida.


REFERÊNCIA

GIDDENS, Anthony. A transformação da intimidade: sexualidade, amor & erotismo nas sociedades modernas. Tradução Magda Lopes. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulsita, 1993. (Biblioteca Básica)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Jabulaaaaaane não, a BUNDA AAAAncia!


Não sei se trata-se de uma ideia revolucionária- possivelmente investigada ou já pateteada por algum conglomerado norteamericano - mas a solução de todos os problemas "TABAJARA" me veio como um estalo na cabeça depois de uma verdadeira caçada à calcinhas. Como assim Bial?

Faço parte do grupo das meninas de "pôpô" avantajado e apesar de ser esse o desejo de consumo de muitas, para mim é um verdadeiro tormento já que essa "dádiva" não veio acompanhada de curvas longilíneas. Por consequência apresento algumas dificuldade em comprar esse acessório básico, já que todas acabam sendo engolidas pelo "buraco negro" e torna-se um verdadeiro "pão com manteiga" humano.

Enfim, comparações a parte, o fato é que antes mesmo de começar as festividades juninas já tive dificuldade em encontrar calcinha de tamanho G ou GG nas minhas compras mensais, tendo em vista que a padronagem tem encolhido cada vez mais e isto de acordo com órgãos do consumidor. Então, no final das festividades, tentanto aproveitar as liquidações, me deparei com um monte de calcinha da minha numeração e em menos de um mês! Como assim? Festa: fluxo de compra e vendas, reabestecimento, ok!

Mas dessa vez as calcinhas não eram para mim, mas para "mami Amy" que é do tipo "minhô", portanto, tamanho P ou PP. Cacei até na ala infanto juvenil e as calcinhas "Ps" tinham SUMIDO! Não havia uma para contar história. De todas as estamparias, tecidos, modelos...mas em compensação até que tinha alternativas para o "pôpô" melancia...

E daí? Daí que a irmã siamesa em estado de recuperação, entendiada, e eu concluímos:
  1. As meninas nessas festividades juninas saíram munidas hem? Espero que o quentão não tenha subido tanto as "cabeças" para daqui a nove meses não vermos o resultado, ou pior, algum tempo uma doença sexualmente transmissível. Que pelo menos tenham saído munidas de preservativos também!;
  2. "Fato amiga! Os meninos não gostam de "comer" as gordinhas, só os priquitinhos P e PP, por isso é que tem tanta calcinha G ou GG. Porque nosso tipo ficou na prateleira, assim como as calcinhas" - apesar de não querer acreditar , sou obrigada a concordar que pode haver indícios do "nosso culto a magreza".
  3. Que merda! Quer dizer que tamanho P é sinal de ser abençoada pela genética? Ou melhor abençoada pelo gen do sex apple? Era só o que faltava mesmo...
E pior do que escutar e ter que concordar com essa afirmativa, foi perceber que os tamanhos da fartura, não no sentido de farta/falta, mas de aBUNDÂncia, não tinha em todos os estilos e padronagens. Somente na categoria "pumple": fofo, meigo...Como assim? Gordinha não pode ser sex não é? Tem que ser meiguinha e fofa? Nam..."Inúteeeeeeeeel, a gente somos inútel...", plagiando o "Ultraje a Rigor" nessa hora infame.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um ícone, um ídolo, uma vida


Não podia deixar de registar no "Xodó" o quase quinquagésimo sexto aniversário da pintora mexicana Frida Kahlo que partiu aos 47 anos de forma polêmica: suicídio, envenamento ou morte por embolia pulmonar?

Sem contar as polêmicas que suscitou em vida quanto a sua bissexualidade, o ativismo político no partido comunista, o atormentado casamento com o pintor Rodrigo Riviera e claro, sua pintura de cores fortes, traços surreaalistas e com destaque a cultura popular mexicana, muito bem retratadas no belíssimo filme "Frida", protagonizado de forma emocionante pela atriz Salma Hayek.

E por que Frida?

Além de ser uma de tantas mulheres que fizeram nossa história, apenas escrita e lembrada por e para homens, foi um exemplo por simplesmente VIVER intensamente seu amor e sua dor retratada por meio dosquadros. E que, ao invés de deixarem que a colocassem no lugar de simples "aleijada" pela poliomielite e por um acidente que comprometeu seu aparelho ósteo-locomotor, deixou sua marca de inteligência e "sensualidade às avessas". Bem ao contrário do que vivemos atualmente, não se mostra tudo, mas esconde-se tudo no balançar dos sainhões a serem descobertos.

A primeira vez que ouvi o nome dessa pintora foi na música da cantora Adriana Calcanhoto intitulada "Esquadros", quando tinha cerca de 16 a 18 anos:

Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!
(...)

Na ocasião chamou-me atenção, mas não o suficiente para querer saber de quem se tratava.Mais tarde, aos vinte e alguns, vi o filme, pesquisei sua biografia e troquei ideias com um artista plástico sobre. Algumas identificações logo vieram a tona como: por que, apesar de apresentar uma beleza exótica como pode se perceber em algumas fotografias, Frida insistia em pintar-se de forma um tanto medonha? Via beleza nisso ou não tinha real ideia dessa tal beleza pela percepção equivocada de seu corpo marcado por intervenções cirúrgicas?

Ás vezes melancólica e solitária entregou-se a Riviera, a pintura e a política de modo intenso, assim como de certa forma já o fiz. O que me remete a uma outra passagem musical: "Pensando em te matar de amor ou de dor eu te espero calada..." da cantora brasileira Vanessa da Mata. No caso, pensando não apenas em "te" matar , mas em se matar, de amor e dor, Frida esperou e não esperou calada...Os pincéis, a vida e a política foram suas armas, companheiras, amigas, assim como seus melhores venenos...