domingo, 31 de janeiro de 2010

Amores clandestinos (PARTE II)


Nossa! Como viver um amor clandestino é bom. Aquele senso de aventura, de bular as regras, a adrenalina, tudo parece mais intenso. Parece a última vez. Mas como tudo na vida caí-se na rotina e o que parecia ser estratégia de sobrevivência naquele momento transformou-se não em uma pedra no sapato, mas uma montanha a ser escalada.

A clandestinidade dava aquele homem poderes para ser ainda mais misterioso e ainda pior "paranoiá-la". "Com quantas, quantas? Com quantas ele saiu hoje? E eu? Qual a minha prioridade na vida dele? Ele mente. Se faz comigo, fez e faz também com outras...". Aí estava os musgos e as ervas daninhas construindo paredes em volta daquele romance, esgueirando-se e sugando todo o calor e até o que restava de mormaço daquele amor.

O medo tornou-se o primeiro veneno e o mais forte. O medo dele. O medo dela. O medo dos outros: estariam eles já sendo "julgados no tribunal corredoral"? O segundo foi a inveja alheia...

"- Ah! Ai tem coisa. Com o potencial que ela tem, ele vai se escalar para subir ainda mais rápido, pra ter uma vid mais fácil, confortável" - alguém

E finalmente envenenaram-se. E a única prova que ela deixou daquele amor clandestino foi a nobreza de sair e trabalhar numa outra filial da empresa, menor, mais simples, onde não conhecia nada, nem ninguém. Começar do zero. Prova de que seu amor teria tentado ser o mais nobre possível.

E assim não foi o punhal do romance de Romeu e Julieta que assassinou aquele amor. Anos depois o destino tenta brincar novamente com a vida desse casal quando são obrigados a trabalhar novamente juntos. Envenenamentos, paranóias...Como "Sabina" poderia ela sair daquela situação e voltar para si? Como agir, como prosseguir? Iria continuar evitando o inevitável? E agora como continuar honrando a prova do seu amor e de sua dignidade. Como equilibrar o desejo e a reparação. Afinal nos dias de hoje promessas e sacrifícios são apra os tolos. E era ainda por isso que ela continuava uma "Sabina"


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