quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

E que tipo de homem é o seu? Do tipo slow motion?


Assim como eu tanto fiz em minha vida e como milhões de brasileiros fazem hoje saindo para as cidadizinhas vizinhas em busca de trampo, minha atualmente faz o mesmo, realizando ao antigo movimento de imigração às avessas - do interior para capital, para da capital para o inerior - . Seria isso as emigrações? Bem, para quando chegar em casa depois de quase uma semana de trabalho, descobrir que sua casa foi arrobanda há três dias atrás e que não tinha como ser contactada porque a cidade onde trabalhava não tem sinal de celular. Ou seja, além das chatiações que todo trabalho tem, some a isso ter que viajar semanalmente para o interior no famoso ônibus "pinga-pinga": de paradas constantes para descer-subir "gente, cachorro, piriquito, papagaio..."; as obstaculizações que existem em trabalhar nas cidades do interior por falta de recurso, barganha política, enfim...Você ainda chegar em casa e ter que se deparar com o choque de ver sua casa, seu lar, seu refúgio do mundo, invadido?

Daí começa uma outra maratona: checar perdas, prestar boletim de ocorrência e se sentir insegura, querendo sair urgentemente do imóvel arrobado. É uma sensação de desamparo total.

Quando fiquei sabendo da notícia por telefone peguei meu mais novo meio de transporte super chic e fruto do meu rico dinheirinho, minha bike, (não riam não!) e saí voada para casa dela. Ela sem saber o que fazer, se sentindo um "átomo" como ela mesma disse e eu tentando pensar nas providências práticas. Minha forma de reagir ao choque.

O que me deixou pasma e pensando sobre "o que danado eu quero para minha vida?" foi o fato do namô dela ser o primeiro a saber e o último a chegar no local do incidente , exatamente cinco horas depois. Não! Não estava trabalhando, nem em nenhum compromisso urgente. Ele apenas funciona em slow motion. Uai! Pra que danado quero um homem que quando preciso não consegue abrir o "vidro de picles"?

É nessas oras que entendo que estou bem melhor sozinha. Sei que cada um escolhe a cruz que pode carregar, mas entre as que não consigo é a de um cara que quando eu digo "Caí!"- e olha que é difícil me entregar as situações. A fica entrando e eu dizendo...tô ótima. Então não encontrar um cara que consigar dizer: "Não se preocupe. Pode cair porque eu estou aqui atrás para te segurar." Para mim é fundamental, faz parte daquele lance de companheirismo sabe? E logo eu que vivo praticamente me teletransportando no tempo de um lugar para outro, efeito slow motion é peso. E quantas mulheres por aí tem esse tipo de lance? Quantos slow motions divagam? E que outros tipos de homem existiram além de alguns já conhecidos?

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