sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Quase jogada do carro


Como sempre minha vida é uma novela. Não no sentido de enrolada, e às vezes até é, mas muito mais por causa do desenrolar dos acontecimentos, dos momentos de paixão, loucura, fúria, enfim. A mais recente de trás pra frente e sendo rápida e rasteira, foi quando quase fui jogada para fora do carro. Como assim? Nada proposital, nem por maldade, mas para correr contra o tempo, como o Coelho da história de Alice no Páis das Maravilhas

Depois de passar um tempo da minha vida conhecendo o interior da Paraíba, refaço o percursso pelo interior do Rio Grande do Norte, começando por Santa Cruz do Vale do Trairí. Lugar de pessoas muito acolhedoras, com um único e principal problema: apesar de ser rota para Recife, Campina Grande, João Pessoa e Rio Grande do Norte, é fácil de entrar, quase impossível de sair. Depois das três da tarde não há transporte inter-estadual, táxi, moto para levar para lugar nenhum, pois é!

Depois de entrar em vários processos de negociação já que as pessoas simplesmente não tem vontade, não querem transitarem para fora da cidade, não faz parte da rotina desses munícipes, terminei a aula às 16:20 e um transporte alternativo às 16:30 para chegar em Natal às 18:00 horas em ponto e voltar para Campina Grande. A correria foi tanta que o senhorzinho do transporte às 18:00 em ponto pegou uma contra-mão para um ponto de apoio da empresa de transporte inter-municipal depois de uma hora e meia de estrada e antes de parar o carro ele já foi soltando o meu sinto do passageiro. Nesse momento pensei: "Será que ele vai abrir a porta do carro e me jogar?".Já me deu vontade de rir, respeitando claro, toda a boa vontade do motorista e nossa missão de interceptação do ônibus.

Coisa parecida aconteceu também na ida. Acho que estou meu especializando em ser uma agente "Nikita". Para ir e conhecer Santa Cruz tive que fazer meu amigo interceptar o ônibus que fazia o trajeto Campina-João Pessoa para de lá continuar viajando e com alguém que somente conhecia por nome e telefone. Enfim, tudo deu certo, mas é muito filme de aventura,. Entretanto, como diz o dito popular "quando a cabeça não pensa o corpo é quem padece"...Se cheguei onde cheguei, o resultado é fruto da minha passionalidade. Decidir por paixão, seja a pessoa, sonhos ... pode ter um preço alto. Cuidado com a fatura com juros. Na próxima postagem, mais da minha novelinha...rs.

E logo hoje que acordei com uma contade danada não de mandar flores ao delegado, nem de beijar o português da Padaria, como na música do Baleiro, mas de pintar o cabelo de azul, fazer uma tatuagem, por a mochila nas costas e um percing na língua...

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