quarta-feira, 31 de março de 2010

Abobrinhas, identificações, vice-versa, tanto faz (parte V)


Moça diante do espelho, Picasso, 1932

Para não perder o hábito...Lá vão as abobrinhas:

I) Uma colega chegou contando que saiu com o namorado para uma barraquinha de tiro ao alvo. E o namorado ganhou para ela três chocolates Diziolle. Primeiro: Eita tempo bom quando desafiava o namorado a ganhar as balinhas bem fulerinha da barriquinha de tiro ao alvo. Eu escolhia o lugar, o sabor e o tipo de doce que queria. Tempo bom que não volta mais...Afinal, parafraseando o filósofo Haráclito de Éfeso, ninguém passa pelo Rio do Esquecimento duas vezes: nem a pessoas nem as águas são as mesmas...Segundo: Diziolle era a marca do chocolate que meu pai trazia para mim quando chegava do trabalho. Passava o dia na expectativa em escutar o barulho da chave dando a volta na porta e do bolso dele sair daquele o chocolate. de embalagem vermelha. Meu vício por endorfina foi alimentado desde cedo hem?

II) Por que é que existe uma hierarquização de banheiros, tipo funcionários e patrões. Sei lá! Me passa a ideia de que funcionários geralmente são sujos e patrões limpos. Pela minha experiência se for limpinho qulaquer um serve e já fui em muito lugar chique que o banheiro era uma "mercadoria" e também lugares simples que são limpos...Faz parte! O pior é fazer xixi em banheiro de ônibus por causa das curvas - gente, por experiênciaa própria, é um verdadeiro contorcionismo - e na frente dos outros. Eu não consigo! Gente quando vejo as meninas bebendo e indo no matinho enquanto dou xilique por um banheiro, perdão! Morro de vergonha. Perdoem-me.



E como estou devendo as analogias e identificações a um tempo, lá vão também.

Analogias:
Gente se essa moda pega...Que moda? Delivery Man. Meus amigos estão num mutirão para arranjar meu par perfeito. Eu? Eu ainda estou naquela que o par "perfeito" não se caça, simplesmente acontece. Sem contar que os poucos homens que vejo são tão pouco interessantes, descartáveis e óbvios, que já os olho com aquele olhar blasé, "de quem já viu quase tudo..." mas não é que em uma dessas conheci uma figurinha que eu ainda não decifrei?Por que?

Ele foi gentil e tal, me deu um chocolate [pontos para ele], pediu todos os meus contatos quando eu estava numa versão menino [ou seja, sem maquiagem, roupa folgada e óculos], mas aí quando fui fazer a sodagem pelo orkut por orientação fraternal fiquei em dúvida de tanta contradição numa pessoa só. Como é que você participa de uma comidade "Eu gosto de rock e daí?" e outra da Igreja do "Santo dos Últimos Dias"(SUD)? Como assim? Já imaginei ele escutando um white metal ou coisa do gênero. Sei lá! Tudo bem. Pontos para ele que participa de outras comunidades como "Mulher não se pega, mas se conquista" [que também pode ser chavão para "cafa" pegar ingênuas], "Beijo tem que ter clima" e a sessão dos vídeos não havia forró de plástico somente The Cramberies, Lobão... ainda sim é de difícil compreensão não é? Não é para compreender, mas para sentir...Mais uma vez tudo bem, porque aos trezes namorei um anti-cristo, aos vinte e tantos namorei um espírita e dois ateus, mas cristãos praticantes? Para mim é novíssimo...Deixa quieto!

Identificações:
Outra colega disse-me:
- Não sou uma mulher de meias palavras e nem de viver a vida pela metade...
Me identifiquei geral. Parece que sempre fui assim: ou é ou não é. Ponto.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Abobrinhas, identificações, vice-versa, tanto faz (parte IV)

Para não perder o hábito lá vai mais abobrinha, mas sem identificações e analogias. Fico devendo...Então, quanto as abobrinhas...
  1. Fui comprar a passagem antecipada para trampar no Rio Grande do Norte e daí pedi ajuda do irmão siamês para chegar no guichê a tempo, à noite. Minha mãe se candidatou a ir para passear de carro, pode!? Parecia um poodle na janela levando ventinho...Mas o fato não é esse e sim que baixou a Amy Winehouse nela. Sai correndo do carro em direção ao guichê rodoviário e quando voltei ela estava olhando fixamente para alguém.
"- Tá paquerando é mãe?
- Tô...- ela"
E quando o carro partiu ela e o irmão começaram a rir e ela gritava pela porta do carro:
"- Ei, você que está escondido atrás do orelhão...Você mesmo...To indo viu..."
- Que isso mainha acanalhou mesmo foi, aff! - eu
-Quando você saiu do carro ele ficou olhando para sua bunda, daí eu perguntei: Gostosa né? E fez legal para mim e afirmou a cabeça...E eu ia pegar o que estava de vermelho, que estava olhando também...Oxe! Ele não tava olhando, então, tem que segurar a onde hora!" - quem tem uma mãe dessa não deixa de pagar King-Kong.
  1. Minha irmã siamesa chega aqui em casa no dia do vendaval em Campina porque o apê dela estava escuro e ela havia acabado de chegar do trampo no sertão. Daí começou a chorar reclamando das condições de trabalho, de vida, da comida, enfim...aí ela foi relatar que não havia lugar ao menos um lugar descente para comer. Só havia um boteco, onde os bodes, as cabras e as galinhas pulavam encima da mesa e comia junto com a pessoa. Só para garantir a companhia ao traseunte, claro. No meio do choro ela fala que até os cachorros lá passam fome e que tem muita miséria; que parece programa do "Globo repórter" com o tema da seca no Nordeste. Daí meu irmão salta brilhantemente e diz:
    "- Falta só baleia - o mano Jou
    - É. Pois é! - ela.
    - Que baleia? - o siamês e eu perguntamos.
    - A cachorra magra que morre de fome no romance "Vidas Secas" - ela respondeu
    - Sim...e eu que pensei que estava chamando a gente de baleia - eu
    - Pois é! Eu também. - o irmão siamês"
    Mas diga aí a sensibilidade da pessoa para fazer uma comparação dessa. E para uma pessoa que vegetariana doente e que não pode ver um animal abandonado que começa a chorar...Gente! Sem noção esse menino.

  2. Nesse dia da cachorra baleia de "Vidas Secas" - muito prazer! - minha mãe me fez passar mais um King-Kong contou do meu primeiro paquerinha da primeira série chamado Francisco e da minha carta que a professora mostrou a ela, na qual eu dizia que das meninas era eu quem gostava mais dele. Afinal meu redimento tinha caído porque estava chonada e a desgraçada da professora tinha que manter a moral e os bons costumes. Poxa! Uma cartinha inocente, nam! Minha mãe com toda a sua "psicologia" disse que em casa me aguardava e quando cheguei em casa ela me trancou no quarto e me deu uma surra de chinelo de pneu. Meu amigo fiquei com a perna rocha por um mês. Daí me virei para ela e disse que se fosse hoje ela iria ser denunciada no Conselho Tutelar, por espancamento ao desrepeitar os direitos da criança. Ela se virou para mim com aquele olhar ameaçador veio fechando a mão como quem quer dar um murro ou esmagar a pessoa e disse: "-Se um filho meu fizesse isso eu chegava no ouvidinho dele e dizia: "Me aguarde! Pergunte se hoje você não me agradecem?". Quando reparei eu estava toda encolhida já esperando as bofetadas tamanha a interpretação da situação hipotética e disse que sim senhora. Sou doida pô! A mulher não é Maria Bonita não é o Lampião em pessoa, "pega pra matar e come".





domingo, 28 de março de 2010

Toc. Toc. Toc (parte III).

René Magritte, "Os amantes"
- Desculpe-me o atraso. Espere um momento, por gentileza. É que não tive tempo de desligar o ceular...Pronto! Eu? Eu tive saudades esses dias e automaticamente buscava ocupar a cabeça com trabalho. Sou “workholling” mesmo...De qual deles? Acho que de quem conhecei e que não nucna exisitu. A parte de mim que era sonho, devaneio, personficada. Na verdade só existiu na minha cabeça, não é? Um sonho que sonhei sozinha. E agoravocê prgunta? Agora é que eu não sei mais. Apenas quero que passe... Essa semana num ritmo louco, sem querer, encontrei de costas. Tudo bem, era à noite, mas reconheci aqueles movimentos, aquelas roupas...até o barulho da chave. Acho que entrava ou saía daquela casa. Eu tive apenas um segundo para pensar: falo ou nã-falo? E então decidi correr o mais rápido que pude. E quando chegue em casa larguei a tralha do trabalho no chão e sentei num canto da porta. Chorei descontroladamente. Parecia como na primeira vez da separação: será que tinha me visto? Queria que tivesse me visto? E se tivesse me visto, o que faria? Perderia o controle? Saíria correndo com os desaforos? Escutaria-os? Seria sua nova casa? Seria a casa de uma outra pessoa que agora ocupava meu lugar? Um lugar que nunca ocupei porque afinal nunca fez algo de fato para isso. Depois de um tempo tive vontade de voltar, de entrar, de saber de afrontar com a minha presença. Quando é que vai ser indiferente? Quando? É a únca coisa que pergunto a você. È a única coisa que quero. Apenas isso.

- Bem, seus sonhos não foram devaneios. Eles exisitiram porque foram alimentados e foi por isso que você demorou tanto para sair desse onirismo. Entretanto, até agora você tentou se libertar do louco, do opressor...É a primeira vez você está tentando se libertar do amor. E ainda vai doer. É natural, mas vai passar porque tudo passa. O bem e o mal passam. Portanto, o amor também.


Toc. Toc. Toc. Abafado, fraco, espaçado, mais ainda ouvia-se o som de seu sapato no assoalho enquanto descia as escadas. Mas dessa vez de forma diferente.

Saira do setting chorando, sem rumo. E sem saber o que fazer com aquilo, com aquela dor...Tudo novo. E de novo? Mas ainda assim aquelas palavras faziam todo sentido.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Gentileza gera gentileza

Esse é o lema de uma figura que de fato exisitiu no Rio de Janeiro. Um popular José da Tirino, o Porfeta Gentileza, homem simples que profetizava que "gentileza gera gentileza". Foi esse o exemplo que levei em uma das minhas aulas de como tratar as pessoas, ou pelo menos tentar. Então veio a retribuição depois de um mês de "roler". A impressão é que se o caminho não é esse, estou quase lá. Fiquei feliz e emocionada com a homenagem dos meus alunos. E confesso que pelo esse dia foi menos cansativo do que todos os outros dias.

Eu ainda ganhei ovo de páscoa com recheio de flocos de arroz e morango. Delícia! EU AMO CHOCOLATE! E eu que pensava que eles estavam me enrolando para não ter aula e sendo artreios na sala, hem! Me surpreendi e tive que engulir o choro para continuar a aula porque o mundo anda não, corre!


segunda-feira, 22 de março de 2010

Abobrinhas, identificações, vice-versa, tanto faz (parte III)


Todo ano sai uma postagem com esse título. Nesse ano suprimi as analogias porque não as tinha para comentar, mas o resto...Bem, comecemos pelas abobrinhas:

I) Sobre pessoas e baratas: eu não tenho medo de barata, apesar de ser um medo comum das mulheres acho que tive que me tornar meio "imune" a elas. Por quê? Porque minha morre de medo dela e um dia quando era adolescente a criatura quebrou um cabo de vassoura na minha cabeça porque ela me apontava a barata dizendo "Ali, ali!", mas eu simplesmente não a via. E o que aconteceu então? Cabada na cabeça. Faltou somente o toinhonhoim de desenho animado com as estrelinhas girando encima para completar, sem noção do "trem" que tinha me atingido. Sendo que esses dias fui acometida pela síndrome da barata numa situação inesperada. Pois é! A safada entrou pela fresta da janela. Se posicionou estrategicamente na parede lateral da minha cama e quando me dei conta e tirei tudo de cima da cama para matá-la, o super-baratão alçou um voo mortoal com a minha chinelada. Mais parecia um duplo twister carpado mirando dentro da minha camisola.Caramba! E o pior que a bicha caiu encima da minha cama e como colchão era fofo quanto mais batia nela contra a superfície fofa, mas a bicha estribuchava. Caramba! Foi gritinho de "mulherzinha" que Deus me livre. Nesse me recusei a voltar para minha cama até que fosse devidamente higienizada na manhã seguinte;

II) Em um dos milhares de concurso que já fiz na minha vida, veio um cartão de inscrição que me sobrenome era ao invés de Almeida, Almeidão. Isso foi um prato cheio para as galhofas de minha amiga que desde então me chama em qualquer lugar, a qualquer hora: "- Fala do Almeidão!". Só me faltava essa...

III) Uma aluna chegou me contando que foi passar o fim-de-semana em casa quando um cara estranho bate a porta pergunta por sua mãe. Ela disse que a mesma estava ocupada e ele foi pedindo que ela fosse agilizando o processo e que desse uma olhadinha nas carteirinhas que a entregava. Tamanho foi o susto quando ela viu que as carteirinhas eram d eum plano pós-vida, ou seja, garantia de caixão pago, flores, lanchinho no velório, carro de som anunciando a nota de falecimento com o fundo musical do filme Love Story e até gente para chorar no velório. Lembra das antigas carpideiras no sertão? Pois é! A reação dela: "- Mãe! Venha cá! Que história é essa". Ao invés d eum plano de saúde a senhora faz um plano pós-vida? " -Claro minha filha a gente tem que garantir tudo hoje. E não se esqueça de andar com sua carteirinha para todo mundo saber que você não é indigente viu?"
Pois é! Como diria a música do Titãs: "Homem primata, capitalsimo selvagem...". Ter carteirinha de plano pós-vida é sinônimo de garantia e de status viu?

Terminado as sessões de abobrinhas, vice-versa, tanto faz, por fim as identificações nos Comments:

Íthalo: obrigada pela defesa, afinal você convive e sabe como a rotina é dura, mas não se preocupe que apesar de saber que é bom a presença de alguém que me defenda, eu consigo fazer isso bem, então, lá vai...

Anônimo: 1. Pena que você também seja mais um dono das verdades absolutas ao apenas me rotular de "coitadinha". Como dizia Boudelaire, "somos vítimas e carrascos de nós mesmos". Portanto, sou também coitadinha e guerreira quando necessário;
2. Como você é mais um dono das verdades absolutas, tenho que filtrar muitooooo o que você diz, posto que na maioria das vezes pessoas com essas características são por demais fundamentalistas e pouco humildes. Eu, pelo menos tento, reconhecer quase sempre meus defeitos ao invés de estar apontando o dos outros.
3. A vida não é. Ela está sendo. Portanto, sua verdade absoluta mais uma vez cai por terra quando se restringe aos tão clichês essencialismos, longe-longe dos tão discutidos processos que são as nossas vidas. Essência de dó, rsss;
4. Lembrando um pouco da minha rebeldia de faculdade: "Que falem de mim, mas falem!". E se você perde tanto tempo para ler e me criticar talvez você tenha sentimentos ambivalentes demais em relação a mim, um misto de amor e ódio. Eu? Eu não sinto nada por você. Nem sem quem você é. Sabia que você me faz rir? É! Por quê? Porque você é engraçado: um anônimo, alguém que nunca existiu para mim, se preocupando em me psicologizar. Alguém que se esconde no anonimato talvez por covardia, paranóia ou medo...Ou como já disse tantas vezes: a diplomacia e a suposta "ética" muitas vezes serve para escamotear esses tipos de sentimentos e hiprocrisias;

5. Pronto. Agora já chega porque minha semana bem começou e acho que já perdi tempo demais com você. E talvez seja isso que você queira: um pouco de atenção e de emoção a qual sua vida provavelmente não deve ter. Meu blog deve animar muito. Que bom! Esse espaço também serve para isso. E nada melhor do que o "BBB" do meu blog para você tê-las ou então, ver em mim sentimentos que talvez sejam seus e não meus, como dó. Dó de si mesmo, não é verdade? Ou não....Afinal admitir um erro não seria tão ou mais corajoso do que a autopiedade?Tenha uma ótima semana.





sábado, 20 de março de 2010

Constrangimentos (parte II)


Pensei que depois da última postagem sobre constrangimentos, não teria que fazer uma outra nem tão cedo. No entanto, infelizmente, ao invés de seguir a filosofia do profeta Gentileza: -"Gentileza gera gentileza"- recebi um coice e retribui-o em dobro. E ainda bem que tive um momento de discernimento, dentro da minha loucura , e não o tripliquei, porque no terceiro segurei a onda e depois de um tempo saí a francesa. Isso se deu à noite enquanto esquentávamos os tabores em casa mesmo para o aniversário de mami que queria sair para dançar. Sua grande paixão. E eu ainda na esperança que ela desistisse porque o lugar não tinha nada a ver com ninguém apenas com ela, então, rolou um sacrifício coletivo para vê-la feliz. Mas o sacrifício não deve ter cara de sacrifício, afinal se faz porque quer e há tantas coisas na vida com as quais fazemos do limão uma limonada, não é mesmo?

Sendo que igualmente ao dia do último constrangimento, foi um dia difícil. Depois de uma semana de trabalho intenso, à tarde discuti o quanto me sentia "roubada" pela vida: minha infância, minha ingenuidade, minha fé, minha esperança. meus sonhos...e apesar de ter chorado foi bom porque estava me sentido magoada, como se algo estivesse trancado no meu peito, e aí depois do choro o alívio.

Quem me conhece sabe que não me importo se estou num restaurante cinco estrelas ou se estou num boteco, se for bem atendida, tá ótimo...Sendo que ao chegar no dance para realizar o dia de "princesa de mainha", o cara ao anunciar o valor do ingresso na portaria percebeu o espanto de todos nós até porque o "show" não valia o preço cobrado e era quatro vezes mais caro do que normalmente é. Então perguntei ao cara se ele tinha estudante e disse que não - contrariando os direitos do consumidor que os estudantes tanto batalhão com as casas de show - daí um segurança que nem foi chamado na conversa se intrometeu e disse: "- Para essa cobre o dobro". Gente me subiu um fogo e eu me senti "roubada"[enquete do desabafo e do choro à tarde] e ofendida enquanto mulher. Por que de todos que haviam "chiado" eu fui a única a ser repreendida? Por que mulher, tem que ser lady e ficar calada? Ou era porque percebi que ali era um lugar onde frequentava muitas profissionais do sexo e ele me tratou com mais uma? Mas e daí? Respeito é bom e todo mundo gosta, inclusive as profissionais do sexo. Minha filha, isso para alguém de veia feminista é um murro na cara.

Se não fosse o aniversário da minha mãe eu não teria nem entrando, que ao contrário dela, já tinha emburacado, então, não quis ser estraga prazeres, mas ficar engasgada com um machão estranho? Isso nem pensar. Puta que pariu para ele! Nem dei atenção aos dois metros de músculo dele. Limpei o chão com ele, dizendo que ele tinha quer ser no mínimo melhor treinado para trabalhar com o público ou quem sabe alfabetizado.

Gente ele me ofendeu como mulher e eu hierarquizei as relações. Revidei no mesmo nível e no mais baixo, na síndrome do pequeno poder, do tipo: "Eu sou melhor do que você". E quem é melhor do que alguém?

Quando entrei e o sangue esfriou me senti uma merda porque nunca usei "títulos para me impor" a ninguém e quis ir embora. Estava topando qualquer desculpa: dor-de-cabeça, esquecer a carteira... Fiz uma horinha para minha mãe não perceber e nesse meio tempo uma colega/amiga decidiu dar uma de super-sincera e nem levou em consideração o comportamento do cara apenas o meu e me colocou na berlinda das verdades absolutas, aquelas que abandonei desde que comecei a trabalhar com gente e perceber que cada cabeça é um mundo...

"-Você chegou fechando e se eu fosse ele teria feito o mesmo [pausa: Fechando como? Mostrando a carteira de estudante e exigindo que o estabelecimento respeite o direito da meia-entrada?] Você escolheu estar aqui, assim como a gente, então, temos que suportar sim. Foi escolha sua também, por causa da sua mãe, mas foi.

Bem, isso é o que me lembro e do meu jeito porque a memória é uma ilha de edição e o tom que ela usou comigo era de inimiga. Como ela era minha/nossa convidada me calei, mas passei à noite sem conseguir olhar para cara dela. Detratá-la como minha convidada, criar um climão no aniversário da minha mãe, não faz meu estillo. Não levei a discussão adiante. Tempo depois fui para o cantinho chorei e percebi que talvez ela somente sirva para ser uma colega porque não preciso de "amigos donos de verdades absolutas". Sinceros sim. Donos da verdade, nunca! Ela tinha todo o direito de omitir a opinião dela ao meu respeito, não tinha o direito de me detratar [assumindo as dores de um desconhecido] e muito menos na frente de nossos amigos. Enfim, salva-se um, perde-se um.

[abre parênteses] Em relação ao último constragimento que passei preciso registrar que a garota mandou um e-mail se retratando, pedindo desculpas a mim e a minha família. Ela foi muito mulher para fazer isso. E eu respondi com toda cordialidade que não precisávamos nos amarmos, mas manter o respeito recíproco em nome das pessoas com as quais convivemos e que comumente gostamos. [fecha parênteses]

sexta-feira, 19 de março de 2010

Eu sou apenas uma mulher


O título dessa postagem parafraseia uma das letra de Cazuza, na qual ele canta o referido refrão: "Eu sou apenas uma mulher...". E por incrível que pareça essa postagem não fala sobre mim. Talvez fale de uma parte de mim que homenageia alguém especial: minha mãe, que antes de qualquer coisa é apenas uma mulher. Nem a melhor, nem a pior, apenas uma mulher. Uma mulher que lutou para criar dois filhos da forma como achava que devia e podia. Uma mulher que se ama e se odeia ao mesmo tempo por ser forte como pimenta malagueta, extravagante como a cantora Amy Winehouse diante de sua passionalidade - não à toa por muito tempo a chamava de mami Amy - e até um adolescente na hora de resolver as coisas. Vai tudo no grito, no peito e na raça.

Foi com ela que logo cedo aprendi a ser guerreira. De presente me deu a "peixerinha", me jogou na selva da vida e disse: "-Vá! Corra atrás do que quer." E junto com a peixeira veio a energia da paixão de brigar, de lutar e de perder as estribeiras. Aí! Como hoje sofro para contê-las dentro de mim. Foi com ela que aprendi a doar: amor, dinheiro...

É com ela que aprendo todos os dias: "Levante, sacunda a poeira e dê a volta por cima". Ela acredita mais em mim do que eu mesma. Ao contrário do que normalmente acontece, ela é que é minha fã e coloca meu ego lá encima. Mas sem dúvida ,diante de tantas ambivalências que essa mulher sucinta dentro de mim e nas pessoas, sempre é bom encontrar alguém que apoia qualquer loucura sua e incondicionalmente. Seja para matar ou para morrer...

É bom ter um colo para chorar mesmo sabendo que ela detesta me ver chorar e nesses dias vai preferir que eu tenha um enfarto calada do que ver um traço de sofrimento no meu rosto, como uma lágrima. É bom poder chegar a noite juntar a nossa família - ela, meu irmão e eu - e fazermos aquela folia na cama dela para ouvi-lá tantas vezes dizer:
"- Tá pensando que aqui é o muquifo do quarto de vocês é? É não. Vou fazer um quartinho para mim encima do banheiro. Numa pausa dramática querendo fazer melodrama mexicano e chantagem barata porque ela também gosta dessa farra....

Hoje é o dia do aniversário dessa mulher que poderia "estar matando, roubando, abrindo as pernas facéis", parafraseando a personagem do humorista Tom Cavalcanti Jarilene, mas que decidiu criar dois filhos sem enlouquecê-los completamente. Afinal apesar de dizerem que o instinto materno é genético, traço para própria sobrevivência da nossa espécie, concordo com LASNIK, Marie-Christine, quando em seu livro "O nascimento do humano" fala que a maternidade é mais profunfa do que um instinto. É transgeracional, aprendida e repassada de mãe para mãe ao longo das gerações. E trata-se mais do que aprender o simples cuidar de dar de mamar e trocar fraldas. Trata-se de aprender e repassar afetividade e a importância do outro na sua vida e ensinar nessa relação a própria importância de si, seja pela voz, pelo gestos e pela descoberta do significado de cada choro, de cada expressão de seu bebê.

Esperar então, que apenas uma mulher/mãe não reproduza o embrutecimento das relações maternais, as quais vivenciou, por si só já é digno de palmas. Esperar que mesmo cindida pela falta de amor maternal ainda sim seja capaz de doar amor, é ser grande. E hoje em mais um dos seus atos grandiosos a mesma proferiu em homenagem ao seu dia:

- Ô Ithalo, já comprou o pão?
- Claro que não.
- Claro que conheço é uma operadora...

Essa é minha mãe. E com orgulho. Loca-loca...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Passada, pranchada e engomada à ferro

A pessoa tá naqueles dias se sentindo uma poerinha cósmica, um átomo, aí o irmão faz um vídeo desse? Aff! Mandei ele tirar a faca que transpassou o peito e chegou nas costam em mim...Olha só...É como ele diz é de ficar passada, pranchada e engomada à ferro...




Um Dia, Um Adeus
Guilherme Arantes
Composição: Guilherme Arantes

Só você prá dar
A minha vida direção
O tom, a cor
Me fez voltar a ver a luz
Estrela no deserto a me guiar
Farol no mar, da incerteza...

Um dia um adeus
E eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura...

Agora entendo
Que andei perdido
O que é que eu faço
Prá você me perdoar...

Ah! que bom seria
Se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez
Te dar o carinho
Que você merece ter
E eu sei te amar
Como ninguém mais...

Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Te amou...

Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Como eu, como eu...

terça-feira, 16 de março de 2010

Manual da phodona, que é isso? (parte II)


Com foi prometido na última postagem lá vai o restinho do Manual da Phodona...Somente para cumprir todo ritual. Seja ele ridículo ou não...Ah! Dessa vez vou poupar os comentários. Somente aqueles que eu não aguentar porque baixou a feminista crítica de plantão, daí vai perder toda a graça...
Art 31. Nunca deixe de estar em todos os lugares, se não for possível, tenha sempre um X9 para lhe passar as informações.
Art 32.Não seja fiel nunca.
Art 33."Nunca fiz isso antes" (frase do dia).
Art 34.Ficar atenta as opotunidades que surgem, qualquer lugar é lugar [E tá desesmperada é minha filha?]
Art 35. Se possível manter um nível alcoólico. [Esse não vou criticar porque tá difícil encarar a guerra de cara limpa né?]
Art 36. Estar acompanhada não quer dizer nada. [Vixe Maria!]
Art 37. Ele também estar acompanhado não quer dizer nada. [Idem ao comentário anterior]
Art 38. Não levar marmita para banquete.
Art 39. Se te sacanear parta para vingança ( e não deixe sobreviventes)
Art 40. Primas, irmãs e amigas das irmãs são suas inimigas, cuidado. [Nessa vou ter que concordar viu, "a mulherada tá furando o olho geral..."]
Art 41. kit maquiagem: pó compacto, sombras, batom, lápis de olho, veneno e pinça. São elementos básicos da bolsa.
Art 42. Tenha sempre uma amiga com um nível de beleza mais baixo do que o seu. [Que é isso? Gente bonita, por dentro e por fora tá, atrai gente bonita].
Art 43. Se ouviu comentários de um homem para uma mulher, nunca perca a oportunidade de falar o pior defeito dela, de uma maneira doce e discreta (não poupe palavras). [Acho essa arma baixa demais. Embora os homens sempre caiam nela. Neguinha num se garante não é?]
Art 44. Ser cínica é a alma do negócio.
Art 45. Compare sempre um homem ao carro do ano:
I. verifique o interior;
II. verifique o ano (quanto mais novo mais chance de ter problemas.
III. É estável? Ou balança quando se depara com qualquer curva?
IV. Possui os dois faróis rebaixados (XIIIIIII...) [não entendi essa.]
V. Possui longa alavanca de câmbio?
VI. Mais importante ainda: o câmbio tem boa durabilidade ou deforma com facilidade?;
VII.É movido a alcoól (neeeeeeeeeeeem pensar, minha amiga?) [Realmente fica difícil];
VIII. O motor mantém temperatura constante? Ou esquenta rapidinho, percorre pequena distância morre logo em seguida?;
IX. Leve para um test-drive.
Art 46. Nunca, mas nunca em sua vida deixe o homem saber que você tem uma carteira.
Art. 47. Aprenda como jogar bebida, discretamente nas roupas dos outros isso ajuda na hora que alguma mulher pular em cima de sua presa [Como assim Bial? Tem tradução isso?]
Art 48. Faça muitas caras e bocas.
Art 49. Finja sempre que você não sabe, aquilo que você sabe demais. [Essa preciso concordar. Homens parecem se assustar com mulheres que parecem saber demais, nam!]

Enfim, missão cumprida. Acho difícil que alguém faça bom aproveito disso. É mais fácil se ferrar, porém, está registrado aqui para posteridade. Ou até enquanto durar esse blog.


segunda-feira, 15 de março de 2010

Simplesmente Complicado


Saí de casa num dia que estava com a "síndrome do cachorro abandonado" - na tentativa de fazer algo por mim mesma sem esperar que algo cósmico e milagroso me salvasse de mim -quando descobri que estava em cartaz o filme "Simplesmente Complicado". Já tinha visto o trailer e parecia engraçado. Sem contar que na sinopse constava a palavra comédia. E não! Não constava a palavra comédia romântica, tragi-comédia, drama...Por quê? Por que ainda acreditar nas malditas sinopses? Estava escrito comédia. Ponto. Durante o filme comecei a ficar revoltada porque eu saí preparada para rir muito, no entanto, comecei a me perguntar será que as pessoas sabem do real significado da palavra comédia?

Claro, que tinha umas cenas engraçadas, mas no geral eu me pus muito reflexiva. E olha que saí preparada para rir, hem? Não tive nem como manter a máscara social do "está tudo bem!". Me projetei completamente no papel da personagem principal tentando reconstruir a vida enquanto pensava: "será que existe algo inacabado, mal-resolvido? Poderia ter sido diferente se...? Se tanta coisa. Sem mencionar quantas pessoas saem machucadas durante esse processo de descobertas.

O tiro de misericórdia em mim anunciou-se quando ela afirmou: "Nos amamamos, fomos muito felizes, apenas não combinamos mais". Imaginem você projetar ficar velhinha perto de uma pessoa e descobrir que durante todo um processo doloroso de separação, relativamente superado, vocês apenas não combinam mais? Pois é! Como era uma comédia Hollywoodiana deu-se um jeitinho e o final da situação foi aprazível. Acho que vou chamar a mesma produção para fazer algo assim por mim, quem sabe...

Para alguns, o filme pode ser simplesmente...simples, quem complica é a gente, principalmente quando você nunca passou por situações difíceis em cascata, onde você diz "parem o mundo que eu quero descer", matando um dragão por dia. Afinal quando a gente está muito bem , nossa visão de mundo para as coisas ruins ou difíceis fica simplesmente obnubilada. Eu quero, definitivamente, estar obnubilada, por favor...Mas ainda sim recomendo o filme.

domingo, 14 de março de 2010

Toc, toc, toc (parte II)

Abre-se a porta do set. No assoalho o barulho do salto ecoava unm tanto abafado: toc, toc, toc. Sabendo a meses qual o seu lugar, direciona-se a ele e lá deita-se. Para alguns mais uma maneria desnecessária de gastar dinheiro. Para outros, a tentativa de entender algumas coisas e manter-se firme ao leme quando realidade e fantasia chocam-se intensamente, restando apenas as interrogações do não saber o que fazer.

Dar-se início a sessão terapêutica, onde há mais uma intensa verborragia. Mesmo sabendo que nem sempre quem fala demais tem de fato algo a dizer:

- Liguei e escutei: "Não estou afim de trocar ideia". Não foi uma surpresa. Acho que precisávamos disso: um limite. Talvez estejamos adentrando na nossa verdeira e real porta da liberdade. Sem contar o..."a partir de hoje você não existe mais". Ser anulada, sei lá! Nem sei o que foi realmente dito, o que estava na entrelinhas...Sei que não se trata de negar algo a si, mas rejeitar algo que realmente não faz bem para ninguém. Doeu, mas plagiando Nietzsche"o que não nos mata, nos fortalece".

A "sentença" terapêutica depois de muita verborragia:

- Cuidado para não torna-se uma caricatura mal-feita de ninguém.

Essas palavras faziam todo sentido. E novamente. Então antes um borrão bem feito do que uma caricatura, triste e feia.

sábado, 13 de março de 2010

Manual da phodona, que é isso? (parte I)


Pois é! Essas dicas me foram presenteadas com phodona com PH, para dizer que é super foda. E por quê? Por que eu não sei ser fodona...E num sei se quero não sabe? As dicas seriam para que eu evitasse "quebrar a cara" alheiamente com quem se aproxima do meu espaço orbital, mas quando não quero brincar não desço para o playground. E mesmo quando tentam me arrastar para o "play" com aquela cantada à la Dourodado do BBB..."só é pegar pela nuca e arrastar pra boca", o carinha garante apenas que vai pro cacete.

Enfim, leio de vez em quando um blog chamado Manual do Cafajeste, e se tem algo com que concordamos é que mulheres não devem acreditar em tudo que as revistas femininas pregam. Eu também acho! Então, vou descrever as dicas presenteadas, filtrem, se divirtam e se servir para alguma coisa -rir mesmo- está ótimo. Afinal, lembrando o que uma outra colega me disse "tenha cuidado para não se tornar um caricatura mal-feita de ninguém". Se por acaso não passamos de projetos de caricatura, que sejamos esboços originais pelo menos...

Art 1. Se esse não quer, tem quem queira.
Art 2. Se não te querem, é porque não te merecem.
Art 3. Finja sempre ser pura, boazinha e inocente. [Ham? Jesus! Fingimento?]
Art 4. Negue tudo até a morte. [Por experiência, ás vezes dói mais do que a verdade]
Art 5. Nunca confie nos homens, mesmo que ele seja o seu irmão. [Oxe! Como assim Bial? Amo meu irmão.]
Art 6. Tenha sempre um kit de primeiros socorros na bolsa, contendo:bala Halls, camisinha, tesouras para cortar as coleiras, uma falsa testemunha e um amigo babaca pra te salvar dos "malas". [Ham? De novo. Fora a camisinha e o amigo babaca, porque ele não é babaca pode crer que será seu anjo da guarda...]
Art 7. Catologue sempre suas vítimas. [Como assim Bial? Me explicaram. Você dever ter chegar na metade da sua vida com pelo menos vinte e cinco "tipos" de experiências diferentes. Pode ser por ordem alfabética, por signo, por perfomance sexual. Ai Jesus! Que coisa mecânica, nam!]
Art 8. Amigo de mulher é cabeleireiro. [Ham? Jesus! Isso contradiz o artigo 6.]
Art 9. E se mesmo assim você ainda quiser manter um amigo homem, nunca conte para ele suas estratégias de guerra, e muito menos suas vitórias. [Ham? Conhecimento não se partilha?]
Art 1o Faça tudo na encolha sempre. [Ham? Eu não sei se consigo continuar. Não rir dar mais. cadê a cerveja com suas propriedades relaxantes e desinidoras?]
Art 11. Tenha sempre uma parceira na guerra, aquela em quem você confia, sua cúmplice.
Art 12. Figurinha repetida não completa álbum, porém tem aquela figurinhas premiadas, adesivas, brilhantes e perfumadas. [Tá essa eu concordo.]
Art 13. Não cobice o homem de outra tirana. Ficante atual de outra tirana é viado. [Concordo plenamente. Negócio de "enroleichon", nam!].
Art 14. Spo cobice o ex-ficante de outra tirana com a autorização da mesma, se a resposta for sim, vá a luta, se for não, e melhor nem olhar. [Aí Jesus! Quantas regras].
Art 15. Tirana que protege outra tirana nunca é pega pela carrocinha. podemos ser tiranas, mas não somos cachorras. [Eu não sei o que é pior ser tirana ou ser cachorra]
Art 16. Tirana que se preze nunca volta para casa no 0 x 0. [Graças a Deus não sou Tirana. Perdi as contas do zero a zero]
Art 17. Sedução, muita sedução sempre.
Art 18. Nunca conte sobre relacionamentos passados para o atual.
Art 20. Utilize recursos físicos para fazer sua conquista. [Meu lado feminista berrou: Sou apenas um pedaço de carne!]
Art 21. Ao beijar, sempre provoque sua presa e vete tudo na hora H. [Olha, preciso alertar as fodonas de plantão que esse negócio de não transar no primeiro encontro há controvérsias. Alguns relatos das revistas femininas dizem que o cara pode moer por meses só para te comer, ou transar no primeiro encontro e serem felizes por um bom tempo juntos].
Art 22. Beije várias bocas para adquirir milhagem... [Ops! Herpes labial conta como um bônus extra?]
Art 23. Registre tudo: nome, idade, cabelo, carro... [Maria Gasolina é?]
Art 24. Mantenha com você o famoso caderninho de telefone... [Definitivamente as mulheres estão reproduzindo os mesmos machismos]
Art 25. Cozinhe todos os homens a banho Maria: demora, mas afinal você nunca sabe quando vai precisar deles. [Que é isso? "Saia dessa vida de migalhas...Adriana Calcanhoto para você Phodona e o artigo número 1 da phodona?]
Art 26. Nunca deixe cair a qualidade.
Art 27. Quantidade também é muito bom, muito bom por acaso. [Prefiro o artigo anterior...]
Art 28. Sempre anote o telefone, mesmo que você não ligue. [E é ibope é? Nam!]
Art 29. Passe na frente dele de qualquer maneira para exclamar: "Nossa, que coincidência você por aqui?". [Palhaçada viu!? Vou te contar...]
Art 30. Tenha sempre um titular e um enorme bando de reservas. [Outra palhaçada?]

Gente desculpa, mas as dicas desse manual vão ficar por aqui porque enjoei e quero ir ao cinema rir um pouquinho. Hoje estou sentindo a síndrome do cachorro abandonado, então, deixa as outras palhaçadas para o próximo poste.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Você!? Fazendo teste de revista!? Eu também faço.


Ártemis – Deusa guerreira


Hoje estava decidida a postar ou uma crônica ou um conto. Entretanto, como estava cansada e querendo fazer abobrinha, decidi, parar e relaxar fazendo um teste de revista. Mue mmento mulherzinha...Aeee! Surpresos? Pois é! Eu também faço esses testes, embora faça sabendo que lá não está a verdade, ou a analise não é conclusa de quem sou. Ainda tenho bom senso, ora!

A chamada não deixava de ser interessante: "Que Deusa Você é?". Qual a mulher que não quer ser uma deusa? Tentador, não? Sem desconsiderar também as ideias de arquétipos do psicanalista Jungue, nas quais teríamos algo no inconsciente coletivo que diz algo sobre todos nós.

Enfim, fiz e a primeira vez e de cara deu Atena na cabeça, a Deusa da justiça, concordei em parte, e sai comentando logo abaixo. Bom-bom, não foi não....Mas acho que todo teste merece um re-teste, principalmente se tiver dúvidas quanto as respostas. E a segunda deusa sou totalmente eu: Ártemis. Aeee! Achei muito melhor. E a deusa celbridade é a Madonna. Guerreira? Sei lá? Não conheço muito da biografia, mas já dancei muito os hits dela quando era adolescente...Quem sabe né?

Ártemis – Deusa guerreira (a segunda opção que tornou-se a primeira)
A mulher do tipo Ártemis possui o ideal de ajudar as mulheres e usa um escudo emocional nos envolvimentos afetivos. Não é costume haver aproximação afetiva, mas ataques e rompantes emocionais. Em muitas ocasiões, ela costuma reagir cruelmente quando colocada contra a parede em assuntos do amor. É uma grande parceira. Deseja equiparar-se aos homens e sua sexualidade tende a se manifestar de forma mais masculina. Muitas vezes adia a maternidade em função de outras metas, mas é capaz de fazer um filho de maneira independente, sozinha.

Nos desafios, a mulher de natureza Ártemis arregaça as mangas e vai direto ao assunto, de preferência com roupas práticas e sem adornos e acessórios que mais atrapalham do que qualquer outra coisa. Maquiagem? Só se for de guerra.

Este é o tipo de mulher que costuma ser indócil muito em função de haver presenciado injustiças logo cedo na vida. Sua lição consiste em aprender que o fato de ser justiceira não impede que ela desenvolva um temperamento mais doce e desarmado. A diferença entre homens e mulheres é um fato e a busca da igualdade radical não faz sentido, pois é justamente no equilíbrio entre as diferenças que a coexistência entre os dois gêneros se torna mais harmoniosa.


Atena– Deusa da justiça (a primeira opção que tornou-se a segunda)
É amiga dos homens e admira a natureza masculina. Contudo, é uma mulher feliz consigo mesma e não sente necessidade de casar. [Nem tanto meu caro...]Protege e briga em favor de alguém, se necessário, mas nunca acolhe e nem se deixa ser acolhida. [Nem tanto meu caro novamente...] É a mulher que pensa por si mesma, que tem opinião. Possui muita habilidade com as mãos [Nem tanto meu caro, mais uma vez...]. Atena representa as mulheres envolvidas no campo artístico e intelectual, sempre interessadas em assuntos políticos e com independência de ideias. Muitas mulheres de tipo Atena são executivas orientadas por um ideal de sucesso e poder, mais do que de carreira [Nem tanto meu caro, de novo...].

Trata-se de uma mulher que costuma chegar até o homem estrategicamente, e a sua sexualidade também é estratégica: ela é impaciente com os românticos, os calmos e os sonhadores, e possui dificuldade com a intimidade e a afetividade. Gosta de homens fortes. [Oxe! Pirou ocabeção foi?]

Contudo, Atena não quer casar. Não é o outro quem vai fazê-la feliz, pois a felicidade já está nela. Atena representa um tipo de feminismo que não quer subjugar o homem, mas criar um novo mundo ao lado dele, ciente de que as diferenças entre homens e mulheres realmente existem e são palpáveis, com um complementando o outro.

A lição para as mulheres de natureza Atena é aprender a compartilhar sua intimidade com pessoas queridas e lidar melhor com os sentimentos e as emoções, para que esta ausência não se torne uma lacuna em suas vidas, mascarada pela sua independência e pelo seu sucesso [Falou bonito. E não é que o site comparou personalidades do tipo Atena? Sabem quem? Michelle Obama. Gente sou quase uma primeira Dama de Estado, rss, jura?].

Comments:

Caro anônimo, creio que já nos conhecemos, não? TCHAM-TCHAM-TCHAM! Pois é. Nos conhecemos sabe da onde? Daqui. Dessa página na internet. Tem até uma foto minha...Então, agradeço por achar-me interessante, mas se me conhecesse, talvez todo seu encantamento por mim se esvaneceria. Afinal o que "admira/gosta" em mim trata-se de uma parte de mim e por meio do mundo virtual. Sem contar que mamãe ensinou: "Não fale com estranhos"...kkk. Enfim, na verdade anônimo, não costumo me encontrar com anônimos, que não possuem nome, endereço, telefone....muito menos os da internet. Prefiro conhecer as pessoas no face-a-face. Então...Obrigada pela lisogeosa atenção ao meu blog.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Oxe ou Osho?


Depois de uma visita na casa de um casal de amigos, eles nos apresentaram o Tarô de Osho. Sem pretensão de advinhar o futuro, o baralho se propõe a clarificar o momento presente a partir de ensinamentos budistas, seja individual ou nos relacionamento. Nesse último domingo em específico, uma amiga e eu de bobeira decidimos brincar de Taro de "Oxe!" [como começamos a brincar]. E em relação a mim não é que a carta foi esclarecedora sobre meu momento presente? Apesar de ser um jogo virtual e a energia meio que ficar prejudicada pela falta de contato com os instrumentos, foi valido. Oxe!Rss.

Lá vai o que dizia a carta e os comentários que, brincando chamo de tradução:

Este é o jeito Zen: não dizer as coisas até o fim. Isso precisa ser compreendido, pois é uma metodologia muito importante. Não dizer tudo significa dar uma oportunidade para que o ouvinte complete o que está sendo dito.
Todas as respostas vêm incompletas. O mestre só lhe terá dado uma direção...
No momento em que você chegar ao limite, você saberá o que irá permanecer.
Sendo assim, se alguém estiver tentando compreender o Zen intelectualmente, irá fracassar. Não se trata de uma resposta para uma pergunta, mas de algo maior do que a resposta. Trata-se da indicação da própria realidade...

A natureza do buda não é coisa muito distante: a sua própria consciência é natureza de buda. E a sua consciência é capaz de testemunhar as coisas que constituem o mundo. O mundo chegará a um fim, mas o espelho permanecerá, espelhando o nada.

Osho Joshu: The Lion's Roar Chapter 5

Comentário:

Aqui, a última peça de um quebra-cabeça está sendo colocada em seu lugar: a posição do terceiro olho, o lugar da percepção interior.
Mesmo no fluxo sempre mutável da vida, há instantes em que chegamos a um ponto de completude. Nesses momentos, somos capazes de apreender o quadro completo, o conjunto de todas as pequenas peças que ocuparam por tanto tempo a nossa atenção. No momento da conclusão, podemos tanto nos sentir em desespero -- porque não queremos que aquela situação chegue a um fim --, como podemos nos sentir agradecidos e receptivos ao fato de que a vida é cheia de conclusões e de novos começos.
O que quer que tenha estado absorvendo o seu tempo e sua energia, agora está chegando ao fim. Ao concluir isso, você estará criando condições para que alguma coisa nova possa começar. Use essa pausa momentânea para celebrar ambas as coisas: o encerramento do velho e a chegada do novo.

terça-feira, 9 de março de 2010

Pós 08 de Março, o que é que sobrou?


* Ontem a irmã siamesa e eu comentávamos sobre o dia da mulher e o monte de parabéns e de homenagens que nos é reverenciados.

Pena que isso não se converta em respeito todos os dias.
Pena que isso não se converta em luta pela igualdade de fato: nos salários, no tempo de jornada de trabalho com casa, filhos, marido, estudos e trabalho.
Pena que ainda existam matérias jornalísticas denunciando patrões que exploram suas empregadas, inclusive sexualmente, as obrigando ou a usar roupas pequeníssimas - para atrair a atenção do clientes -ou usa uma fachada de venda de sucos, pressionando a converter as não vendas de suco nas rodovias de nosso país em comércio sexual.

Enfim, feliz dia das mulheres ainda. Por que todo dia é dia de Maria, embora não seja mini-série da globo. E viva ao sufrágio universal feminino, as políticas públicas voltadas para as mulheres, a liberdade sexual e a conquista no mercado de trabalho, mesmo que nem sempre com jornadas e salários realmente justos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher? Hem?


Pois é. Sou nova nessa carreira: a de ser mulher ora! Apesar de quase trinta e do standarte com o lema balzacciana feliz sim, casada e amargurada nunca, eu ainda sou nova nessa carreira. Por quê? Porque por longo tempo parecia um menino, vestindo bermudas e chinelos. Inclusive descobri com uma colega de faculdade e afins que pensavam que eu era suja. E sei o porquê. Porque sem prova de odores e marcas de grude, eu não era vaidosa. Estou tentando aprender a SER MULHER agora. Me parece que uma das regras do manual feminino é a vaidade.

[abre parênteses]
Mas não fiquem esperando uma super "digievolução" porque ainda acredito mais no conteúdo do que na embalagem. Eu não quero ser Barbie alguma coisa. Vaidade terá que ser como bebida: com moderação. Afinal para mim é difícil se virar nos trinta, trabalhando com afinco e seriedade, estudando e ainda sendo madame no final de semana. Ainda preciso de muitos acessórios para chegar nesse nível do game, mas não quero perder algumas "essências".
[fecha parênteses]

Meu estilo depois dessa temporada já foi mais esportista, hippe, grunge, metaleira porque adoro conforto. Enfim uma combinação de interferência na auto-estima [sou gordinha tímida] e a cruzada feminista contra a mulher objeto.

[abre parênteses]
Claro que ainda não gosto do estereótipo de mulher objeto, mas hoje vejo as coisas "nem tanto ao céu nem tanto ao inferno". Portanto, sem cruzadas. E os balangandas femininos muitas vezes são verdadeiros instrumentos de tortura ora, nam!
[fecha parênteses]


Uma das outras tantas regras do manual é sobre homens e mulheres. Gente! Estou penando. Mulher tem que ser desejada, mas não pode ser sincera, sob pena de ser chamada de grudenta, dependente, chata...

E detalhe:
nunca pode mostrar que sabe porque os homens se sentem ameaçados. Olhe é tanta coisa que nem quero começar a "deslizar o rosário" porque senão o poste vai sair enorme.

Então, como ainda não sei como é ser MULHER e ser FELIZ tendo que arrancar, esticar, apertar, cortar e afins, sem contar a TPM e as lições de "seja independente, mas concilie a Amélia que existe dentro de você"- e sinceramente nada totalmente contra a isso, fico por aqui. E aprendendo com as tantas mulheres que me cercam a ser "apenas uma mulher", como já cantava Cazuza. Parabéns a elas e a mim também ?

Esse poste pode ter sido um dos piores que já escrevi. Mas acho um exercício necessário, já que plagiando um teórico usado na Psicologia, Vygotsky, a fala e a escrita são organizadoras do pensamento e consequentemente da ação. Só sei que mulher não é apenas mãe, nem esposa, nem gastadeira, aperuada e alienada, como também nem sempre tão frágil como querem encarnar e muito menos santa. Então, e lá vamos nós fazer nossa história no dia-a-dia...




domingo, 7 de março de 2010

Toc, toc, toc


Abre-se a porta do set. No assoalho o barulho do salto ecoava um tanto abafado: toc, toc, toc. Sabendo a meses qual o seu lugar, direciona-se a ele e lá deita-se. Para alguns mais uma maneria desnecessária de gastar dinheiro. Para outros, a tentativa de entender algumas coisas e manter-se firme ao leme quando realidade e fantasia chocam-se intensamente, restando apenas as interrogações do não saber o que fazer.

Dar-se início a sessão terapêutica, onde há mais uma intensa verborragia.Mesmo sabendo que nem sempre quem fala demais tem de fato algo a dizer. Ao final, o terapeuta diz sua "sentença":
- Todos os tipos de contanto que você teve durante sua vida com os homens foram desastrosos. É completamente compreensível que uma mulher que já foi abandonadas pelo pai, abusada pelo padrasto, traída pelo noivo e indiferente ao amante, tenha ressalvas em envolver-se.

Essas palavras faziam todo sentido.

Comments:
Ao anônimo:
1. Apesar de não gostar de analises reducionistas sobre mim, as coisas e as pessoas, talvez não tenha sido clara no texto. O constrangimento não foi pelo fato de ter encontrado a "ex do ex", mas pela "ex" ser alguém importante aos meus amigos e tentar manter um nível de respeito que "a respeitada" não estava nem aí. E eu nem pude mandar tomar no cu. Penso que as mulheres são burras em sempre depositar a culpa nas "amantes/ficantes/peguetes", então, tento manter pelo menos o nível do respeito. Quem teria compromisso comigo seria ele e não as que entram no meio do caminho. Se é para quebrar o pau que seja com ele e não com ela;

2. Plagiando Clarice Lispector, os defeitos também fazem parte do nosso edifício, então, necessariamente não sei se devo ir a Igreja Universal exorcisar-me. Os demônios também fazem parte de mim. Quanto a esquecer o passado e o ex, o defunto que arrasto não se trata da personificação, mas dos sonhos mais lindos que perdi, a ingenuidade e crença que tinha no mundo e nas pessoas, os quais foram esmagados e depois esfarelados num segundo investimento de relação perdida. Enfim, como diz a canção de Rita Lee, "tudo vira bosta".

sexta-feira, 5 de março de 2010

Constrangimentos


Eu acho que eu sou a rainha do constragimento. Qualquer coisa já me sinto lá: na berlinda...Algumas vezes desfarço bem. Outras não. O último constrangimento que nem sei bem direito o porquê, mas tenho minhas hipóteses, estava diretamente relacionada ao "EX". Constato: ou desgraça é o negócio do Ex.

Numa festa de aniversário de uma amigo levei pelo menos dois tocos dos três que pude perceber de uma pessoa muito próxima do aniversariante e que foi ex de algo do meu ex... Um tanto ridículo, mas não podemos desconsiderar que fazemos parte de uma cultura que a culpa sempre é da mulher. E me pergunto e porque não dos dois? E outra: por um bom tempo eu não fui ex do ex, mas "A". O resto era interferência e bucha de canhão na situação.

O fato é que depois de um dia de cão, matando um leão por dia, minha avó desligando o telefone na minha cara, ainda tive que lidar com mais essa. Como assim Bial? Se alguém na época tinha que se sentir afrontada era eu, mas eu nunca fui boa no papel de vítima. Quase todas as ex do meu ex quis me matar: por quê? Porque apesar de toda a conturbação, voltávamos eu sempre tinha sido "A" e não a "B", como segunda opção. Sempre detestei ser segunda opção. Então eu era "material girl", bem Madonna, que despedaçava o coração dele e me aproveitava voltando....


Ninguém sabe da "missa um terço", somentee ele e eu. Bem, o que aprendi com o próprio é que " não existe inocentes...". E ele ainda falava isso em inglês:"No body is inocent...". porque afinal nunca existiu cetos ou errados nessa história. CADA um fez o recorte dessa história de acordo com sua dor e sofrimento...

Enfim, estou bem e viva, mas no momento, como não sei ]sair dessas situações porque confesso - não sou das que se intimidam na arte da dominação sentimental - tive vontade de abrir o chão e fechar. Depois me contive e tudo deu certo. Final da noite: parei num barzinho com um amigo para beber uma cerveja e rir do movimento. E daí vi outra ex do meu ex. E daí pega de surpresa, fiz aquela cara de nojo porque uma outra ex do ex falou com meu amigo. Afinal ela era minha amiga antes de ser ex do ex. Então pensei: será o filme "Efeito borboleta"? As coisas tem repercursão? Fizeram comigo e agora eu estava fazendo com alguém? Se bem que depois que me toquei dei um chega pra lá e de hoje em dainte, passou! Um situação, uma lição, que assim seja.


quarta-feira, 3 de março de 2010

Coisas que eu NÃO SEI

Ao contrário da música da Dani Carlos, "Coisas que eu sei...", tem coisas que definitivamente eu não sei. Ou porque não entendi, ou porque não tenho certeza. Uma delas é que quase nunca entendo as piadas de duplo sentido com conotação sexual. Sempre fico boiando... Tico e Teco não se comunicam. Às vezes pareço uma ingênua tola, mas definitivamente tenho uma outra teoria: bloqueio. Por mais independente que pareça e em alguma medida sou, venho de uma criação vitoriana, pudica, portanto, treinada para não entender esse tipo de comunicação. No máximo deveria achar "abominável, amoral", mas como "cu e gosto", cada um tem o seu, então...Tento ser flexível diante da diversidade.

Bem, o causo é que estava chateando pela internet, procurando figuras da figura da Mônica para recepcionar as crianças junto com as quais trabalho, quando cliquei desavisadamente na tirinha, abaixo, na qual a Mônica faz uma "chupetinha" no Cascão e ao final, os dois riem do Cebolinha porque o pênis dele era uma "ceborrinha", míudo. Não sei se foi a surpresa, o susto, a tensão pelo local de trabalho...enfim, tive que ler e pensar na tirinha pelo menos umas quatro vezes. Eu não entendia. Via quadro a quadro e não entendia. E depois que entendi, me perguntei: é para ter graça? Estaria sendo moralista em achar que quadrinhos infantis e pornografia pode ter relação com pedofilia? Sei lá...Coisas que EU NÃO SEI.



A segunda coisa que eu também não sei é sobre os trotes universitários. Claro, que sou totalmente contra os trotes violentos, mas proibir, como já vi em algumas instituições enquanto medida preventiva, seria realmente necessário? Até porque esse é um, como tantos outros rituais de passagem - assim como ano novo, casamento, quinze anos - que os calouros e até alguns pais se orgulham porque é uma forma de estampar para todos uma conquista. Por isso se raspa a cabeça, a sobrancelha...Não basta apenas acontecer, é preciso mostrar os sinais da vitória, como quem venceu uma guerra. E o vestibular não deixa de ser, né? Eu não lembro se passei pelo trote. Acredito que não. Mas quando na graduação fiz parte da organização dos chamados trotes solidários ou algo como uma recepção de boas vindas a galera parecia gostar. Naquela época não pensava muito nesses termos de acolhida, porque era um tanto rebelde, então, participava da organização porque era uma tarefa coletiva e tal. Vendo, no entanto, outros passando pelos trotes e rindo, percebo que é bom se sentir acolhido, principalmente, quando você vai para um lugar estranho. Uma nova fase de medos, de incertezas e de expectativas. O trote deve ser abolido? Sinceramente, continuo não sabendo...

O terceiro e último NÃO SEI, tem haver com a "veracidade" do dito popular "meu santo não bateu", quando de cara a gente não gosta de outra pessoa que acaba de conhecer ou não conhece bem. Isso aconteceu comigo no ensino médio em relação a uma garota que achava espalhafatosa. Eu, tímida anti-social do tipo "não gosto de você, portanto, nem olhe para mim" e ela, a garota que queria ser popular e berrava pelos corredores. Enfim, não lembro se teve algo mais, no entanto, a reencontrei no ambiente de trabalho...Já viu quando ela disse que achava que me conhecia e fui puxando a ficha do meu HD cerebral, imediatamente pensei: "Que merda! Já comecei me fudendo". O que me salvou é que ela não lembrava bem da onde me reconhecia , afinal a primeira impressão é a que fica? E pelo papo que acabei batendo com ela enquanto voltávamos para casa, me assustei com a semelhança que tínhamos em relação a algumas vivências pessoais e pontos de vista. Gente! Ou ela mudou muito, ou me enganei no meu julgamento, ou nós mudamos muito...Ou seja, coisas que eu também NÃO SEI. E nem quero saber muito. Deixa a vida rolar que nela quero me arremessar de cabeça, mesmo sabendo que não tem rede na queda livre.








terça-feira, 2 de março de 2010

Dom Quixote nordestino e cibernético

Dom Chico Chicote personagem da segunda temporada de "Hoje é Dia de Maria",
inspirado no romance Dom Quixote escrito por Miguel de Cervantes.


- Só o tédio, amanhã começam as aulas do segundo semestre ...Ás vezes acho que sou muito corajoso, às vezes acho que sou é doido mesmo - Dom Chico Chicote.
- Você é as duas coisas pô. Tem q ser doido para ser muito corajoso. Lembra da histporia de Dom Quixote? O cavaleiro dos moinhos de vento - A Cigana
- Andei dando umas cacetadas num ventilador. Conta??? - Dom Chico
- Depende. Qual o motivo das cacetadas. Foi por causa de Dulcinéia de Toboso? Aí conta - A Cigana.
- Ihhh, tinha esquecido da doce e primorosa Dulcunéia - Dom Chico
- E nem era tão doce... O que seria do nosso cavaleiro sem uma bela imaginação...sem fantasias galopantes? - A Cigana.
- O Cervantes era um poeta - Dom Chico.
- De fato. Uma linda história - A Cigana.
- Mais eu sou mais bonito!- Dom Chico.
- Leoninos, leoninos. Sempre vaidosos - A Cigana.
- Sim, afinal a Dulcineia merece um bonito cavaleiro apesar da loucura. Ou a loucura o tornaria ainda mais belo, bravo e corajoso? - A Cigana.
- Eu quero é ver se Dulcineia vai ou não subir os andes com o cavaleiro andante, hem, hem? - Dom Chico.
- E quem seria a sua Dulcineia? Conheço? Porque eu não sou tão pretenciosa para de cara ocupar o honroso lugar de Dulcineia. Mas se a mim for concedida a honra de ser Dulcinéia, subiria sim os Andes. Afinal um cavaleiro nunca deve ficar sem sua dama - A Cigana.
- Verdade - Dom Chico - Apois pronto!! Junta aí o din-din da passagem de avião e mais uma mixaria pra rodar aqui dentro, afinal aqui tudo é barato demais.
-Vamos ver de daqui a seis meses os moinhos de vento não sopram outros ventos para o cavaleiro...andante e errante - A Cigana.
- Quando eu souber da data e tempo das férias te aviso - Dom Chico.
- Vou reservar já na agência passagem área, afinal os cavalos tornaram-se alados e possuem não asas, mas duas turbinas, um piloto e um co-piloto - A Cigana.
- Mas agora, minha doce Dulcineia, preciso cortar uns legumes e preparar uma salada de rúcula, afinal o cavaleiro andante precisa se alimentar e como Sancho está meio sumido... eu mesmo terei que preparar - Dom Chico.
- Dulcinéia esperara o tempo necessário para vê-lo - A Cigana.
- Olhe, eu tô botando fé!!!! - Dom Chico.
- Vá e tome cuidado nobre cavaleiro e pode colocar fé porque o contrário somente ocorrerá se o sertão virar mar e o mar virar sertão. A tempos quero fazer esse tour e não achava a companhia - A Cigana.
- Vá lá, porque mesmo sem Sancho é preciso encher a pança - A Cigana.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Eu pavoneio, tu pavoneias, ele pavoneia

René Magritte, O falso espelho, 1928


Pavão: bicho que para mim é sinônimo de vaidade, um dos sete pecados capitais. Se devemos tê-la? Claro que sim, mas em que medida? Em que medida é auto-estima ou exibição? Acho que essa é a pergunta chave.

De cauda exuberante, o pavão não quer apenas sê-lo, mas principalmente visto e admirado. Não a toa, no reino animal os machos usam sua cauda para atrair a atenção da fêmea e acasalar. No reino animal humano a cauda pode assumir várias plumagens, um verdadeiro show camaleônico. E o desejo é também o de chamar atenção, não só da fêmea, mas de qualquer um outro da espécie.

A convivência me fez perceber a quase léguas um Humano-Pavão. E uma regra importante que não deve ser esquecida: NUNCA DÊ ALGO A ESSE TIPO ESPERANDO QUALQUER COISA EM TROCA, SEU ÚNICO COMPROMISSO É CONSIGO MESMO E PONTO, PORTANTO, QUE OLHEM O SEU RABO. ORA BOLAS! É só para evitar decepções, ok?

Sendo em alguma medida bem simplista com o gênero humano, que é bastante complexo, os machos ainda saem em disparada no quesito pavoneamento. Fazendo uma tipologia mais distintiva, existem os:

· “Narcisos” - reconhecidos pela beleza de seus corpos malhados, sarados, pelas roupas bem definidas e pelo o que há de melhor a ser consumido, como numa homenagem a si;

· “Socráticos” – esses podem ser reconhecidos pelos milhões de letrinhas que saem de seu vocabulário erudito. Do tipo que esbanjam conhecimento disso e daquilo. Quase uma biblioteca ambulante com no mínimo de três estantes de livros, o que necessariamente não implica que realmente saibam o que estejam fazendo ou falando. Podem ser daqueles que simplesmente conhecem TUDO pela orelha dos livros, aquela partezinha que introduz um livro e serve de marcador ou aba desse artefato. Outra característica importante desse tipo é que necessariamente não precisam ser feios. Pois é! Não existe mais gente feia. Existe gente pobre. Por quê? Parece preconceito? Mas não é. Existe conserto para tudo menina. Você hoje pode emendar os olhos, mudá-los de cor, esticar ou enrolar os cabelos, a bunda e os peitos podem ser rapidamente turbinados, seja na “faca” ou com ajuda de acessórios do “bat-cinto”, bem a lá super-herói...E a muito tempo essa “regalia” deixou de ser privilégio das mulheres ta? Conheço homens declarados “macho-chô” que por um espelho são capazes de matar e morrer. Nesses casos de vida ou morte, às vezes percebo uma pontinha de insegurança na disputa pelas fêmeas. Por sinal cada vez mais exigentes. Portanto, esse negócio que gente inteligente é para compensar feiúra já não existe mais;

· “Mandracks” – são do tipo ilusionistas. Você não sabe mais onde começa um e termina o outro. Onde começa beleza e termina o charme, nem muito menos inteligência e um “Q” de humildade: “Imagine eu!?” Acredito que seja a expressão que mais os caracterizariam. É uma mistura de narciso com Sócrates e uma pitadinha de Don Juan. Um verdadeiro canto das sereias grego para as despreparadas.

Bem, não a toa o enredo da escola de samba campeã desse ano no Rio de Janeiro, Unidos da Tijuca, surpreendeu pelo seu enredo e apresentação: “É segredo!”. Num verdadeiro show visual. Os acadêmicos daqui e dali discutem que mais do que nunca vivemos na contemporaneidade na sociedade do espetáculo, em que a verdadeira arte consiste no espetáculo de enganar os olhos e direcionar o olhar. E onde entra o eu pavoneio? Rapaz, uma coisa que não consigo fazer direito, ó! Até porque auto-análise tem limite. Sei que perco muito tempo quando quero, e disposta, nos meus olhos verdes que os acho lindo porque para mim são poéticos. O verde me lembra o mar, o mar de Camões. O mar que tanto me perco e me acho, como num adentrar no triângulo das bermudas: a cor dos olhos, que levam ao olhar e ao sorriso. Ou seja, eu pavoneio... também... os meus olhos de Camões, de Jobim quizá como no falso espelho de Magritte...