segunda-feira, 29 de março de 2010

Abobrinhas, identificações, vice-versa, tanto faz (parte IV)

Para não perder o hábito lá vai mais abobrinha, mas sem identificações e analogias. Fico devendo...Então, quanto as abobrinhas...
  1. Fui comprar a passagem antecipada para trampar no Rio Grande do Norte e daí pedi ajuda do irmão siamês para chegar no guichê a tempo, à noite. Minha mãe se candidatou a ir para passear de carro, pode!? Parecia um poodle na janela levando ventinho...Mas o fato não é esse e sim que baixou a Amy Winehouse nela. Sai correndo do carro em direção ao guichê rodoviário e quando voltei ela estava olhando fixamente para alguém.
"- Tá paquerando é mãe?
- Tô...- ela"
E quando o carro partiu ela e o irmão começaram a rir e ela gritava pela porta do carro:
"- Ei, você que está escondido atrás do orelhão...Você mesmo...To indo viu..."
- Que isso mainha acanalhou mesmo foi, aff! - eu
-Quando você saiu do carro ele ficou olhando para sua bunda, daí eu perguntei: Gostosa né? E fez legal para mim e afirmou a cabeça...E eu ia pegar o que estava de vermelho, que estava olhando também...Oxe! Ele não tava olhando, então, tem que segurar a onde hora!" - quem tem uma mãe dessa não deixa de pagar King-Kong.
  1. Minha irmã siamesa chega aqui em casa no dia do vendaval em Campina porque o apê dela estava escuro e ela havia acabado de chegar do trampo no sertão. Daí começou a chorar reclamando das condições de trabalho, de vida, da comida, enfim...aí ela foi relatar que não havia lugar ao menos um lugar descente para comer. Só havia um boteco, onde os bodes, as cabras e as galinhas pulavam encima da mesa e comia junto com a pessoa. Só para garantir a companhia ao traseunte, claro. No meio do choro ela fala que até os cachorros lá passam fome e que tem muita miséria; que parece programa do "Globo repórter" com o tema da seca no Nordeste. Daí meu irmão salta brilhantemente e diz:
    "- Falta só baleia - o mano Jou
    - É. Pois é! - ela.
    - Que baleia? - o siamês e eu perguntamos.
    - A cachorra magra que morre de fome no romance "Vidas Secas" - ela respondeu
    - Sim...e eu que pensei que estava chamando a gente de baleia - eu
    - Pois é! Eu também. - o irmão siamês"
    Mas diga aí a sensibilidade da pessoa para fazer uma comparação dessa. E para uma pessoa que vegetariana doente e que não pode ver um animal abandonado que começa a chorar...Gente! Sem noção esse menino.

  2. Nesse dia da cachorra baleia de "Vidas Secas" - muito prazer! - minha mãe me fez passar mais um King-Kong contou do meu primeiro paquerinha da primeira série chamado Francisco e da minha carta que a professora mostrou a ela, na qual eu dizia que das meninas era eu quem gostava mais dele. Afinal meu redimento tinha caído porque estava chonada e a desgraçada da professora tinha que manter a moral e os bons costumes. Poxa! Uma cartinha inocente, nam! Minha mãe com toda a sua "psicologia" disse que em casa me aguardava e quando cheguei em casa ela me trancou no quarto e me deu uma surra de chinelo de pneu. Meu amigo fiquei com a perna rocha por um mês. Daí me virei para ela e disse que se fosse hoje ela iria ser denunciada no Conselho Tutelar, por espancamento ao desrepeitar os direitos da criança. Ela se virou para mim com aquele olhar ameaçador veio fechando a mão como quem quer dar um murro ou esmagar a pessoa e disse: "-Se um filho meu fizesse isso eu chegava no ouvidinho dele e dizia: "Me aguarde! Pergunte se hoje você não me agradecem?". Quando reparei eu estava toda encolhida já esperando as bofetadas tamanha a interpretação da situação hipotética e disse que sim senhora. Sou doida pô! A mulher não é Maria Bonita não é o Lampião em pessoa, "pega pra matar e come".





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