quarta-feira, 10 de março de 2010

Oxe ou Osho?


Depois de uma visita na casa de um casal de amigos, eles nos apresentaram o Tarô de Osho. Sem pretensão de advinhar o futuro, o baralho se propõe a clarificar o momento presente a partir de ensinamentos budistas, seja individual ou nos relacionamento. Nesse último domingo em específico, uma amiga e eu de bobeira decidimos brincar de Taro de "Oxe!" [como começamos a brincar]. E em relação a mim não é que a carta foi esclarecedora sobre meu momento presente? Apesar de ser um jogo virtual e a energia meio que ficar prejudicada pela falta de contato com os instrumentos, foi valido. Oxe!Rss.

Lá vai o que dizia a carta e os comentários que, brincando chamo de tradução:

Este é o jeito Zen: não dizer as coisas até o fim. Isso precisa ser compreendido, pois é uma metodologia muito importante. Não dizer tudo significa dar uma oportunidade para que o ouvinte complete o que está sendo dito.
Todas as respostas vêm incompletas. O mestre só lhe terá dado uma direção...
No momento em que você chegar ao limite, você saberá o que irá permanecer.
Sendo assim, se alguém estiver tentando compreender o Zen intelectualmente, irá fracassar. Não se trata de uma resposta para uma pergunta, mas de algo maior do que a resposta. Trata-se da indicação da própria realidade...

A natureza do buda não é coisa muito distante: a sua própria consciência é natureza de buda. E a sua consciência é capaz de testemunhar as coisas que constituem o mundo. O mundo chegará a um fim, mas o espelho permanecerá, espelhando o nada.

Osho Joshu: The Lion's Roar Chapter 5

Comentário:

Aqui, a última peça de um quebra-cabeça está sendo colocada em seu lugar: a posição do terceiro olho, o lugar da percepção interior.
Mesmo no fluxo sempre mutável da vida, há instantes em que chegamos a um ponto de completude. Nesses momentos, somos capazes de apreender o quadro completo, o conjunto de todas as pequenas peças que ocuparam por tanto tempo a nossa atenção. No momento da conclusão, podemos tanto nos sentir em desespero -- porque não queremos que aquela situação chegue a um fim --, como podemos nos sentir agradecidos e receptivos ao fato de que a vida é cheia de conclusões e de novos começos.
O que quer que tenha estado absorvendo o seu tempo e sua energia, agora está chegando ao fim. Ao concluir isso, você estará criando condições para que alguma coisa nova possa começar. Use essa pausa momentânea para celebrar ambas as coisas: o encerramento do velho e a chegada do novo.

Um comentário:

  1. "e se de repente agente não sentisse a dor que finge que sente?"

    to começando a querer te conhecer pessoalmente...

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Queres aclarar, observar, deduzir, narrar despretenciosamene? Bem-vindo! Caso queiras apenas maliciosamente criticar, por acaso não é seu espaço, nem virtual...