domingo, 14 de março de 2010

Toc, toc, toc (parte II)

Abre-se a porta do set. No assoalho o barulho do salto ecoava unm tanto abafado: toc, toc, toc. Sabendo a meses qual o seu lugar, direciona-se a ele e lá deita-se. Para alguns mais uma maneria desnecessária de gastar dinheiro. Para outros, a tentativa de entender algumas coisas e manter-se firme ao leme quando realidade e fantasia chocam-se intensamente, restando apenas as interrogações do não saber o que fazer.

Dar-se início a sessão terapêutica, onde há mais uma intensa verborragia. Mesmo sabendo que nem sempre quem fala demais tem de fato algo a dizer:

- Liguei e escutei: "Não estou afim de trocar ideia". Não foi uma surpresa. Acho que precisávamos disso: um limite. Talvez estejamos adentrando na nossa verdeira e real porta da liberdade. Sem contar o..."a partir de hoje você não existe mais". Ser anulada, sei lá! Nem sei o que foi realmente dito, o que estava na entrelinhas...Sei que não se trata de negar algo a si, mas rejeitar algo que realmente não faz bem para ninguém. Doeu, mas plagiando Nietzsche"o que não nos mata, nos fortalece".

A "sentença" terapêutica depois de muita verborragia:

- Cuidado para não torna-se uma caricatura mal-feita de ninguém.

Essas palavras faziam todo sentido. E novamente. Então antes um borrão bem feito do que uma caricatura, triste e feia.

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