domingo, 28 de março de 2010

Toc. Toc. Toc (parte III).

René Magritte, "Os amantes"
- Desculpe-me o atraso. Espere um momento, por gentileza. É que não tive tempo de desligar o ceular...Pronto! Eu? Eu tive saudades esses dias e automaticamente buscava ocupar a cabeça com trabalho. Sou “workholling” mesmo...De qual deles? Acho que de quem conhecei e que não nucna exisitu. A parte de mim que era sonho, devaneio, personficada. Na verdade só existiu na minha cabeça, não é? Um sonho que sonhei sozinha. E agoravocê prgunta? Agora é que eu não sei mais. Apenas quero que passe... Essa semana num ritmo louco, sem querer, encontrei de costas. Tudo bem, era à noite, mas reconheci aqueles movimentos, aquelas roupas...até o barulho da chave. Acho que entrava ou saía daquela casa. Eu tive apenas um segundo para pensar: falo ou nã-falo? E então decidi correr o mais rápido que pude. E quando chegue em casa larguei a tralha do trabalho no chão e sentei num canto da porta. Chorei descontroladamente. Parecia como na primeira vez da separação: será que tinha me visto? Queria que tivesse me visto? E se tivesse me visto, o que faria? Perderia o controle? Saíria correndo com os desaforos? Escutaria-os? Seria sua nova casa? Seria a casa de uma outra pessoa que agora ocupava meu lugar? Um lugar que nunca ocupei porque afinal nunca fez algo de fato para isso. Depois de um tempo tive vontade de voltar, de entrar, de saber de afrontar com a minha presença. Quando é que vai ser indiferente? Quando? É a únca coisa que pergunto a você. È a única coisa que quero. Apenas isso.

- Bem, seus sonhos não foram devaneios. Eles exisitiram porque foram alimentados e foi por isso que você demorou tanto para sair desse onirismo. Entretanto, até agora você tentou se libertar do louco, do opressor...É a primeira vez você está tentando se libertar do amor. E ainda vai doer. É natural, mas vai passar porque tudo passa. O bem e o mal passam. Portanto, o amor também.


Toc. Toc. Toc. Abafado, fraco, espaçado, mais ainda ouvia-se o som de seu sapato no assoalho enquanto descia as escadas. Mas dessa vez de forma diferente.

Saira do setting chorando, sem rumo. E sem saber o que fazer com aquilo, com aquela dor...Tudo novo. E de novo? Mas ainda assim aquelas palavras faziam todo sentido.

Um comentário:

  1. GOstei,gostEI... Agora vou ficar a espera do Toc,toc,toc (parte IV).
    Adoro novelinhas divida em partes.
    =D

    Beijo!!!!

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