terça-feira, 27 de abril de 2010

De onde danado saiu a Helena?


Um dia passeando pela Biblioteca Zila Mamede vi uma obra de Machado de Assis chamada "Helena". Automaticamente pensei: "Aram! É daí que Manoel Carlos tira sua inspiração para fazer suas Helenas". E coloquei esse livro junto da minha listinhas de livros intitulada "Só para descansar o juízo", junto com "Doidas e Santas", "A Cabana" e "A Menina que Roubava Livros".

Sou fã de Machado, desde que li "Dom Casmurro" e "Lucíola" e ouvia os professores de literatura comentando sobre os traços psicológicos que ele imprimia as personagens, acho que daí se pode dizer que esboçava-se meu destino tão próximo do psicológico, afinal não há como amar sem admirar. Então primeiro admiro, contemplo e me supreendo com o que amo. Blá-blá vai e vem, caramba! Mas eu detesto as Helenas de Manoel Carlos. São tão surreais.

São mocinhas que nem sei se existiram no século passado. Vítimas do destino, as Helenas lutam vigorosamente como heroínas contra a dor provocada pelas peças que o destino insiste em pregar...Olha como só essa frase parece ridícula! Ok! Um pouco de fantasia não faz mal a ninguém, mas caramba não tem um momento que as Helenas baixem o barraco, que sejam humanas, estão sempre acima do bem e do mal? Caraca! Isso contrária até mesmo a lei do equilíbrio energético do Ying-Yang, bem- mal...Ok! Será que por isso de uns tempos para cá, as pessoas se identificam com os anti-heróis? Os mocinhos-bandidos, ou os bandidos-mocinhos?

Admito que não tenho muita vocação para mocinha. E dessas que apanham e dão o outro lado então: Fudeu! E olha que comecei a minha vida com o chicote em riste, querendo dar uma de Dorithy no "Mágico de OZ": fazendo boas ações, querendo o bem, me penitenciando se matasse uma formiga. "Mas a vida é uma caixinha de surpresas", já dizia o esquete de Joseph Klimber: mesmo sem querer magoar acabamos magoando e como aprendi "No body inocents".

Sendo assim, não sou uma mestre na vilania, ainda desejo o bem, mas não pise no meu calo não porque quando amo eu amo, mas quando eu odeio, eu também odeio...Fique longe! Então, por favor, coloque alguma Helena, mas real com os nossos tempos do que essa que é traída e segue feliz; que apanha na cara e se martiriza; que se sacrifica em nome da nação? Por isso que sempre me identifiquei mais com a "Mulher Gato" e a "Era Venenoza".... Ok! Com um pé na Mulher Maravilha tá?

Comments:
Ithalo: valeu tchuc!
Anônimo: conheço o jogo não mais vou conferir

segunda-feira, 26 de abril de 2010

De que árvore eu cai?


Peguei a Ideia emprestada do blog de Jad, "Between Us", e fui lá conferir e deu certinho rapaz...Olha a árvore que eu caí....E assino embaixo, sou assim mesmo, ainda fiz um grifo em vermelho do sinal da minha Lealdade.Veja você também qual a árvore que você caiu aqui....

ÁRVORE DE CINZAS (A ambição)
É uma pessoa excepcionalmente atrativa, vigorosa , impulsiva,
exigente, não se importa com as criticas, ambiciosa, inteligente,
cheia de talentos, gosta de jogar com o destino, pode ser egoísta,
muito confiável e digna de confiança, amante fiel e prudente, algumas
vezes o cérebro controla o coração, mas assume suas relações muito
seriamente.

domingo, 25 de abril de 2010

Um bom final de semana para vocês




Uma produção de Vandinha e Mãozinha da Família Adams Produções

sábado, 24 de abril de 2010

O que você faria se só te restasse esse dia?Se o mundo fosse acabar?




O título dessa postagem é o refrão de uma música de Paulinho Moska, mas comecei a pensar nisso hoje depois que colocaram a par de um dilema ético: "Se estivesse com uma doença grave e não soubesse se iria superá-la ou não e liberasse meu parceiro (marido/esposa) de continuar comigo, posto que antes da constatação do fato a relação já estava declinando, com ameaça de separação, traição e tudo, o que fazer: sair ou ficar?

Caramba eu respondi que não saberia...Mas o que eu faria se me restasse um dia, a primeira coisa que pensei de estalo foi comer sem culpa, o quanto quisesse e pudesse. Aí depois pensei: "Poxa! Pensamento de gordinha mesmo né? Gastar meu último último dia "morrendo pela boca feito peixe". Então, pensei: "Ficaria com alguém bem especial". Em seguida pensei, mas "quem"? Daí o quem veio na minha cabeça:"minha família". Fazer o que? Talvez minha imaginação seja limitada...Acho que seria isso se somente me restasse esse dia.Ficaríamos juntos e riríamos o quanto pudéssemos...E o seu? O que você faria de seu último dia?

[abre logo o parênteses]
meu irmão me indicou para o TOP BLOG 2o1o. Eu indiquei outros também. E já ganhei uma mala, mas chique do que eu da minha lista de aniversário. É quase uma "mala gente". Ela chega nos cantos primeiro do que eu. Aff! Fechando...Como diz minha amiga Vivi parece Jackeline Kenedy indo buscar o marido no aeroporto rssss.
[fecha parênteses]

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Orrr! Sei lá!


Bendito o amor que infiltra n'alma o enleio
E santifica a existência o cardo ,

- O Amor que é mirra e que é sagrado nardo (...)
Funambulescamente a alma se atira
À luta das paixões,e, como a Aurora
Que ao beijo vesperal anseia e expira,

Desce para alma o ocaso da Carícia
Ora em sonhos de Dor, supremos, e ora

Em contorções supremas de delícia"

(Afetos, Augusto dos Anjos in: Eu e Outras Poesias)

  1. Por que eu esqueci de postar uma homenagem aos 125 anos de nascimento de Augusto dos Anjos, um dos meus poetas preferidos? Por causa do excesso de trabalho ao fazer muitas coisas ao mesmo tempo e saber que cientificamente esse tipo de expediente causa paulatinamente morte neuronal?
  2. Como é que as pessoas estão chorando copiosamente em uma hora, sentindo uma perda sem volta e no outro já contêm o choro e falam sobre futilidade e coisas cotidianas? Versatilidade humana ou hipocrisia social?
  3. Como é que as pessoas num momento de perda ainda se ocupão em falar do tipo de roupa e corte de cabelo que você está?
  4. Pela primeira vez na minha vida ouvi vó Hitler pedido perdão. Fiquei rosa chiclete! Ok! quem perdoa liberta a si e quem o magoou;
  5. Fiquei chocada com o comentário de uma colega de trampo, supostamente de cabeça aberta, que disse que relação entre aluno/professor geralmente é por interesse. Mas afinal quem usa e quem é usado? Quem tem mais a perder no fim das contas?
  6. Sábado passado fui na casa de um amiga e com "toró" d'água cheguei molhada. Trajes: Calça e casaquinho jeans com regatinha cinza com branco por baixo, tênis e boina. Fora uma maquiagem do tipo "acabei de cair da cama assim", natural, mas ressaltando meus olhos que amo e daí minha colega disse: "Menina ela está poderosa porque seu eu fosse um homem já convidava ela pra entrar e pra secá-la. Poderosa, parecia uma francesinha. Ulá lá lá!"
  7. Que chato descobri que uma pessoa que eu gosto muito me lembra uma outra pessoa que tento não gostar tanto. Por quê? Porque acorda na maioria das vezes reclamando, de saco cheio, deixando o dia pesado sabe? Aí! Que eu não consigo mais conviver com gente assim! Um dia de mau humor tudo bem, mas todos é foda! Porque a vid aé foda com quase todo mundo...
  8. Por que esqueci o que iria postar e estou enchendo línguiça?Por quê? Orr! Sei lá! O que é esquecido, esquecido deve estar e permanecer.Às vezes não estamos preparados para lembrar...Nem para esquecer porque ao lembrar que tenho que esquecer já estou lembrando.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

MANCHETE: ORKUT e MSN fazem mais vítimas!


No outro lado da Liga da Justiça virtual no MSN:
Homem- Aranha diz:
- Oi, sumida?
Mary Jane diz:
- Oi, você está aí?
Homem aranha diz:
- Sim!
Mary Jane diz:
- Estranhei.
Homem- Aranha diz:
- O q?
Mary Jane diz:
- Você aqui falando comigo depois de ter mudado seu status no orkut para namorando às vésperas de nos encontramos. Depois de uma semana de mensagens não correspondidas, nem sinal de fumaça. Diante dos fatos não tinha argumento, então me retirei de campo.
Homem- Aranha diz:
- Como assim? O problema é que meu orkut está rackeado e vive alterando meu perfil. Seu problema é que você tira conclusões precipitadamente.

Mary Jane de repente sentiu uma força incontrolável e quando se viu havia caído na fenda do espaço tempo e transformado-se em Mulher Maravilha...
- E você queria que eu fizesse o que? Que aciona-se meus super poderes e por telepatia soubesse disso. ou então ligasse pedindo satisfações porque você estava namorando na véspera de nos vermos? Não tinha sentindo. O que eu sei é que quem QUER, QUER. Vai atrás e fui.

Homem- Aranha Negro nesse momento se apossou do corpo do outro Aranha diz:
- Você não sabe de nada. Nesse momento faço o que posso!
Mulher Maravilha diz:
- Imagino que deva estar sendo difícil, mas a vida de ninguém é fácil é preciso armar estratégias para que "A Máquina do Mundo" drummoniana não engula a gente viva. Deixe que alguém faça quando achar que não pode mais. Se entregue então!
Homem-Aranha negro:
- Onde está o recado no orkut?
Mulher Maravilha diz:
- Bem, era o mais recente.
A caça de culpados o Homem-Aranha Negro diz:
- Por favor, procure! Por que eu já olhei de cima à baixo e não encontro esse recado que "parabeniza os dois e que está feliz por nós..."
Mulher Maravilha diz:
- Espera (algum tempo depois) Não encontrei! Agora sou eu que pareço uma louca. Alguém tem sua senha? Porque quem rackeou provavelmente mudou o status e apagou o recado no exato momento em que mandava um recado para você. E não é a primeira vez que isso acontece.
Homem-Aranha Negro diz:
- Isso é efeito da distância geográfica...Mas você nem perguntou para mim o que aconteceu?
Mulher Maravilha diz:
- Apenas fui prática e objetiva como você é.
Homem-Aranha Negro diz:
- E desde quando você se espelha em mim?
Mulher Maravilha diz:
- Nunca! Apenas fui sensata não ia pedir para que uma linda fantasia da minha cabeça me desse satisfações de nada.
Homem-Aranha Negro diz:
- Fantasia?????
Mulher Maravilha diz:
- Entenda fantasia não como algo negativo, mas como algo idealizado e que no momento certo faz bem enquanto vivemos pelo princípio do prazer e não o da realidade. Só resta você acreditar em mim e eu em você. Não copiei recados, nem nada, não fui em busca de provas. Por quê? Você acha que estou mentindo?
Homem-Aranha Negro diz:
- Não. Queria apenas me defender. E detesto quando você é irônica.
Mulher Maravilha diz:
- Mas eu não estou pedindo justificativas e nem sendo ironica. Estou esclarecendo uma falha de comunicação que houve e para mim isso basta. Por quê? Você vai ficar de mau de mim? Vai "cortar" comigo?
Homem-Aranha Negro diz:
- Não, mas essa conversa saturou! Mais tarde a gente conversa sobre isso.
Mulher Maravilha diz:
- Ok! Apenas não azede nosso dia...Essas coisas acontecem. Tchau!

E a mulher maravilha ficou martelando até que ponto a história do Homem-Aranha com a desconhecida não tinha dado "em nada" e agora ele corria atrás do prejuízo? Muito enfezamento para pouco contato, mas fazer o quê? Ninguém tem o adivinhão no bolso para saber sobre a cara e a intenção de um e de outro nem na frente, imagine por MSN e orkut.

Comments:
Lala: o cara de primeiro me deu um chocolate, dps me mandava mensagens todos os dias, dps me deu outro chocolate [e eu só dando uma de Marajá, recebendo]...depois ele me vem com esse convite bomba. Enfim, meus estágios de desconfiômetro: desconfio - confio ante a surpresa - desconfio novamente - espero se vai ou não me decepcionar....


quarta-feira, 21 de abril de 2010

SOCORRO! A cantada do século. Para mim?

Mulher é bicho besta mesmo.Estava eu hoje, aqui, em pleno feriado em frente ao computador ...pronta para posta mais alguns episódios da minha vida, onde a gente ri, a gente chora [Ei! Isso não é letra de música não? Que seja!], quando decidi abri meu orkut e BUM! Caraca! Levei aquela cantada! "O incógnito" me chamando para ver o Teatro Mágico e...[É esse "e", é que fez a diferença] ele me manda um vídeo da banda com a música "O Anjo mais Velho" e qual era o cenário do clipe: O meu filme preferido, "Amelie Poulain".

Vi e fiquei vendo estrelinhas não né? Que isso é efeito de desenho animado quando o cara leva uma cacetada. Vi borboletinhas invisíveis batendo as asas freneticamente em frente aos meus olhos. Gente! Ainda existe gente assim? Como assim Bial? Enquanto via o vídeo e ficava perplexa, atordoada, sei lá mais o que, lembrei que a muito tempo deixe de ver esse filme porque ele começou a me fazer chorar. Por quê? Porque ele tem um "Q" de esperança, ingenuidade e simplicidade que parecem não existir mais.

E justamente num momento em que a poucas horas atrás de viagem havia dito para uma colega também intinerante, que olhava para os homens com aquele olhar blasé, de quem já viu quase tudo...[letra de outra música também]. O cara vem e me dá um "touché" nesse elegante jogo de esgrimas que é a vida. E que belo "touché"!

Bem, lá vai o vídeo e a letra da música, mas confesso que se as chances dele eram pequenas antes, ele acabou de ganhar alguns pontos extras comigo, hem? Ah! Claro que fui verificar nas minhas comunidades do orkut se tinha alguma com "Eu Amo Amelie Poulain", mas não encontrei nenhuma e daí lembrei que essa comunidade fazia parte de uma outra conta do orkut a muito tempo que foi rackeada. Então será acaso? Destino? Sorte? Coincidência? Um bom sinal da vida? O meu filme preferido? Sei lá, mas contrariando o que o Mano Jou diz "Está perfeito demais. Deve ter algo errado". Nesse momento não quero saber o que há de errado...Carpe Diem! Afinal como na letra "E o fim é belo incerto... depende de como você vê...".




O Anjo Mais Velho

O Teatro Mágico

Composição: Fernando Anitelli

"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar

Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Segunda sem mau humor


Verso do poema "Desejo à Você" de Drummond, infelizmente essa segunda em particular, não vai ser completamente sem mau humor...No meio da tarde de domingo recebi à notícia de que a minha tia-avó havia falecido. Sua morte já era esperada posto que era portadora de efizêma pulmonar, uma doença degenerativa.

Em momentos críticos minha objetividade é o escudo. Fazer, decidir, executar. Depois vem o amofinamento. Na cabeça ter força para apoiar minha mãe que tanto tente a morte. A morte ou morrer? Como ela me disse chorando:"-Assim, eu tenho medo de morrer e deixar vocês [nós filhos], ou então, que alguma coisa aconteça a vocês..."

Detesto o clima de velório e os ritos onde quase todos ensaiam uma dor e uma perda que não é real, mas necessário para evitar a reprovação social. É preciso que a sociedade saiba que supostamente sofro e que me importo com morto, afinal, que "Deus o tenha", porque quase sempre o finado era uma boa pessoa e os defeitos são esquecidos diante da inexorabilidade da morte.

E daí mais uma notícia triste, o primo de minha mãe está com câncer de próstata, aguardando cirurgia em caratér de urgência. E conversando como se nos prepara-se disse: "- Eu não tomo conta do palco, o palco é que toma conta de mim [referindo-se a seu gosto pela dança e aos seus shows com minha mãe]...Pois é! E a gente tem que aproveitar a vida porque ela é um teatro quando as cortinas se fecham sé existem lágrimas. Acabou! [analogia do fechar as cortinas com a morte]. E é difícil saber que uma das poucas figuras masculinas que não me decepcionou e me tratava como uma filha talvez não esteja por aqui mais um tempo. Aquele que dançou minha "valsa" de formatura. Ele chorou e eu também quis chorar.

E a máscara? Está aqui porque é nessa ocasião que as pessoas se aproveitam para pedir desculpas e fazer de conta que nada fez ou que aconteceu. E quando tudo passar a rotina e os seus massacres são retomados. E é nessas ocasiões que você precisa ser maior do que o orgulho e decretar "trégua temporária". É preciso estar acima da arrogância, demasiadamente humana. Não parecerr melhor do que ninguém, mas para não ser igual a eles...

domingo, 18 de abril de 2010

E que todo dia seja dia de domingo e domingo do beijo



Valeu a pena esperar para postar minha homenagem ao dia do beijo, oficialmente 13 de abril, extra-oficialmente todo dia para quem tenta amar a vida todos os dias numa simplicidade voluntária.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Depois do Cow Party, o Thaisa's Party


Bem, como já diz o dito e a música popular que "sonhar não custa nada" e levando em consideração que ao sonhar realizo pelo menos em parte o que gostaria que fosse materializado lá vai vai...Inspirado no evento cultural Cow Party em São Paulo, no qual os artístas plásticos colocam vaquinhas enfeitadas pelos lugares mais trânsitados da cidade, realizando um verdadeira festa de profusões de imagens, cores e ideias, penso que em comemoração aos meus 30 anos também mereço um Thaisa's Party. Não que seja uma vaca e para quem achar alguma semelhança, tenho pena das bichinhas tudo loca-loca...Se fosse então fazer minha festa dos 30 o tema seria:

"É melhor uma Balzackiana feliz do que uma casada separada" logo na entrada, numa faixa, um bunner sei lá...

As lembrancinhas seriam justamente textos do autor Mário Prata para que as pessoas realmente entendam o verdadeiro sentido de balzackianas e parem de usá-lo de forma ignorante e pejorativamente. Além do texto o que acompanharia? Não sei! Talvez umas sacolinhas personalizadas com minhas fotos aos 30 anos;

Essas fotos poderiam ser produto de um book de fotos que quero fazer. Sim! Quero registrar com um profissional que cheguei muito bem aos trinta. E que me amo mais como hoje do que na plena flor da juventude dos meus quinze, onde me achava um patinho feio. Hoje me sinto mais para um belo cisne.

[abre parênteses]
Esse sonho das fotos vou realizar. Nâo estou com a personagem Ingrid de "Viver a Vida", mas quero fazer um ensaio com algumas fotos sensuais. Quero registrar a beleza dos meus olhos e a firmeza dos meios seios aos trinta. As partes do meu corpo que mais gosto. Nessa sessão faria um composition Lolita moderna, estilo Natalie Portman. Uma atriz que simplesmente tem uma sensualidade incrível no olhar. Sem muitos adereços. Uma fase que quero viver na minha vida: do rostinho de anjo a femme fatale.

[fecha parênteses]

E da festa em si? Cerveja, luz estroboscópica, muito dance e pop, além de imagens decorativas nas paredes pin ups, uma mesinha de coquitéis igual a da festa de Nilo e um bolo preto de bolinha branca ou vermelho de bolinha branca...melhor vermelho de bolinha preta como uma grande joaninha... Quero uma festa para dançar, portanto, com muito dance, pop e rádio-pop brasileira.

Indo do bolo as lembranças faltaria somente minha lista de convidados, de presentes e o lugar.

O lugar poderia ser qualquer um, com espaço. Poderia até ser numa garagem, olha que legal. Não poderia faltar pelo menos um gogo boy dançando encima da mesa, do balcão ou de um palco. Ah! Também queria ver a irmã siameza imitar a Madona, especificamente a musica Material Girl e quem sabe o irmão siamês fazia o Zorró. É pedir muito colocar uma transex para animar a festa? Pode ser...

Quanto a lista de convidados vamos dividí-los por grupos:
Os mambembes
  1. Irmã siameza;
  2. Irmão siamez
  3. Irmão Jou;
  4. Loira de Parar o Trânsito;
  5. Betty Boop;
  6. Mami Amy;
  7. Jú;
  8. Janoca;
  9. Fabiano não me absorva;
Os chiqueterrimos
  1. Jad;
  2. Nilo;
  3. Vivi;
  4. Leleo;
  5. Rose;
Os acadêmicos
O povo do grupo de trabalho da federal daqui - quem pudesse - mas seria legal se pelo
  1. Paty;
  2. Elayne;
  3. Eufrásio:
  4. Jéssica;
  5. Eugênio e;
  6. Bruno estivessem
Os coleguinhas Caldeirão - os mais recentes que estão se chegando...
  1. Daisy;
  2. Adriano, el hombre (talvez)...
Pronto, já chega que festa para mim com mais do que vinte pessoas fica difícil para adminsitrar e me descontrair, porque sou ligeiramente timida.

Encerrando com a lista dos presentes. Esse ano serei mais prática. Adoro as surpresas, porém, estou prefirindo a previsibilidade, ou melhor, a necessidade de alguns itens que às vezes fico naquela de compro ou não-compro e sempre fica para depois;
item número 1:
Um álbum de formatura que não fosse dos chiquetérrimos, nem cafuçu. Talvez mais simples e estilizado;

item número 2:
Quem quiser dar-me uma caixa amplificadora de computador estou aceitando, afinal aminha queimou e não quero mais gastar dinheiro com isso..

item número 3:
Uma mala. Isso desde aquelas que parecem uma frasquera para levar produtos, até as maletas, valisas e muchilões térmicos. Esta valendo tudo. Menos as miúdinhas de maquiagem, bijouteria porque já tenho um monte;

[abre parênteses] O desespero com malas é que na vida intinerante a última que passei é que dei uma de Cinderela: perdi um pé do sapato no carro de uma colega e esse erao único que tinha levado, fora uma rasteira, para dar aula. Ou seja, daqui a pouco quem chega não o princípe no cavalo, mas a colega no carro. Foi porque a bolsa caiu no assoalho entre uma curva e outra, fazendo com que o bicho saísse...
"- Quando eu vi um pé do bicho pensei: Oxé! E ia jogar fora e lembrei de ti"

item número 4:
um porta note book de madeira para deixar de usar almofada quando ele estiver no meu colo. Ufa!

item número 5:
Opções de camisola, baby dool tamanho grande. E nada de bichinho porque fico me sentindo a baleia orca colorida...

item número 6:

Um vídeo caseiro bem feito sobre a década de 80, que foi quando nasci dos maiores aocntecnicmentos no Brasil e no mundo até os dias de hoje. Uma retrô mundial e se der para relacionar com os "grandes" momentos da minha vida, tudo certo.
Bem, a lista tem mais de vinte pessoas, mas eu não consigo pensar em mais sugestões... quem me conhece vai saber também que adoro qualquer surpresa dada com carinha. Pode incluir aí umas garrafas de bebidas exóticas, como saquê, tequilla...para os momentos "Renatinha" uai!.

Sim, item número 7
:
sapatos e sabdalhas com saltos medianos tamnho 39. De preferências dos pretos aos marrons, como esse tipo de salto [mediano].

Sim, item número 8:

Um bolsa de couro/sintética mesmo que não tenha cara de perua, que seja ou grande ou média, nada de pequena e que pareça comigo...Eu ainda não encontrei. Cor? Tabaco ou areia...Discrepância né?

Sim, item número 9:
Eu quero um short calcinha da Mulher Maravilha. Sonho de consumo. Não precisa vir aanhada de corselet apenas de camisetinha trfil sem cosntura vermelha.
Para o resto quero só alegria e diversão, "quero amor sincero, tudo o que eu quero..."

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Euzinha? De Freud a Garota Google Earth: uma miscelânea esquizóide


Por quê uma miscelânea esquizóide? Bem, quando fizer um pequeno compacto do que foi metade da minha semana vocês entenderam...
Segunda-feira à noite: Status no orkut: ocupado. Preparativos para viajar para o interior do Rio Grande do Norte. Ainda um tanto sequelada da vacina H1N1. Colega "bipa" no MSN pede desculpa e faz aquele desabafo por causa da "aborrecência" do filho já na faculdade. Escutei/li. Dei alguns toques como "quem ver de fora às vezes ajuda" e não consegui separar o material necessário para viagem a trabalho. Ok! Me viro. Amigo é para isso: horas difíceis também.

Outra pessoa no MSN querendo conversar. Específicamente o cachito incógnita e com uma planilha de questionário na mão perguntou quase tudo sobre mim: o que escutava, lia...Ok! E eu perguntei? Não. Não dava tempo com tanta curiosidade e eu pressa em terminar minhas atribuições informacionais. No meio da conversa
"- E o seu cachorro como é que se chama?
- "D", de Dezinho, mas faz tempo que não o temos porque desde que virei itinerante ficou difícil ajudar nos cuidados e em casa faltava espaço para ele, mas como é que você sabe que eu tenho/tinha um cachorro? - eu - Vi sua foto. - incógnito - Aonde?No meu orkut? - Não. - No do meu irmão? - Não. Eu nem sei que ele é. - Como então? - Minhas fontes...Na verdade coloque seu nome e sobrenome no Google imagens que você vê. Preciso ir tchau!"

Am? Como assim Bial? E de fato tinha uma série de fotos minhas por causa dos perfis das páginas de relacionamento, como as do orkut e o blog, claro. Me senti a garota Google Eath. Você coloca o nome na caixinha de diálogo e lá vai você ser rastreada no planeta terra...Gente!

Terça-feira, o dia: viagem de três horas pela manhã. Corte básico no polegar num cortador de comprimidos. Dedo sagrando em abundância, polegar interditado para digitar, escrever, pentear cabelo... Ótimo! "É o que tem para hoje". "Tudo passa, tudo passará...Chego na unidade acadêmica e por causa de uma confusão de horários a professora que pediu-me meu horário não o quis mais e antecipei a prova por um dia. Essa prova já havia sido adiada, revisada, negociada...e alunos ainda "chiaram". O quê? Só faltei usar o chicote, mas coloquei autoridade e disse:
- "Quem estudou para amanhã, estudou para hoje. Afinal não é uma tarde que vai fazer diferença, além do fato de que para prova não se aprende o conteúdo de uma unidade inteira de véspera".

Fiquei com ódio. Detesto exercer o papel de autoridade. Fim-de-tarde ainda tinha que restar ânimo para mediar o projeto de extensão que tem como base a escuta dos conflitos pessoais e apoiar a mudança de ânimos. Á noite, bem pertinho do fim do projeto também ainda tinha que ministrar três horas de aula sobre libido para umaturma "virada no tempero", ou seja, qualquer coisa termina em festa, boate e risadagem sobre sexo...Ok! Se não fosse o fato de ser a última aula antes da prova e os alunos falarem que não lêem porque o conteúdo era difícil. Sem contar que já me encontrava descabelada porque minha progressiva terminou o prazo de validade e eu não tenho tempo nos dois sentidos (horário e grana) para acabar com os freez que me atormentam.

Mais um dragão vencido...Chega a quarta-feira..."Eu vou, eu vou para casa agora eu vou...". Pego uma carona depois da aula e o que acontece, a companheira recebe um telefonema na estrada que a deixa com toda razão contrariada. Aí o que foi que sobrou? O meu grande ouvido para o desabafo e no final um pedido de desculpas. Tudo bem! Companheiro de viagem também é para essas coisas.

Parada em Jampa para chegar em casa. Tarde da noite um senhora me pede para abrir uma garrafa d'água porque tinha problemas no pulso. Não deu alguns segundos e no portão de embarque ela disse que havia lembrado do meu "rostinho", da escola que estudei, associou ao filho dela que era meu colega de classe...Em resumo me convidou para sentar ao lado dela no ônibus de "volta para minha terra" e daí começou a debulhar quase uma hora sobre a filha que tinha surtado aos 23 anos nessa semana e me perguntando sobre surto e tal, numa fala que não sei dizer se de apatia com a situação ou de cansaço com a avalanche. Com essa foram quatro escutas pesadas, praticamente em seguida. Ainda bem que não estava naquela semana na qual a gente se sente esgotada e quando escuta tanto os outros esgota-se ainda mais.

Para encerrar à noite com chave de ouro ela me fez esperar o ex-colega de turma que ainda me cantou, sendo recém-separado e de namorada. Ou seja, foi freud não? E quando cheguei em casa mami Amy ainda queria me contar um quinto problema de saúde. Foi quando disse: "Basta! Hoje preciso dormir".

Ufa! Volta pro mar oferenda eu quero mais é descanso, afinal até a miscelânea esquizóide, confusão que não se adapta a realidade e fica no mundo da fantasia, precisa de descanso.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Já dizia Ultraje a Rigor: "Eu quero sexo!" (parte II)


Faça também a sua listinha do sexo...

Letra de música da banda Ultraje a Rigor, "Eu quero sexo!", uma colega tocou no tema. Disse-me que tínhamos que chegar pelo menos aos cinquenta anos tendo feito sexo com pelo menos duas ou três pessoas por ano. Fazendo uma média até a idade que ainda poderia se dar no "couro", sendo essa uma variável para alguns, claro.

Bem, uma das colegas caiu nessa e fez uma listinha dos que lembrava. Meu amigo, quase não terminava. E o engraçado é que tinha alguns que ela não lembrava mesmo e colocava o nome de "Mingau" para se referir aquelas rapidinhas não tão satisfatórias [e olha que teve do número um ao sete se não me engano...], sem falar no "papo furado", "zonzo", "separado" e o"boquinha de ouro" [prefiro não comentar], entre outros. Teve um que ganhou um smile sorrindo [:)] pela performance.

A média, a partir de uma amostra de cinquenta parceiros, duas décadas antes da primeira metada do seu cinquentenário, "se não me engano e a verdade não me mente", foi cerca de vinte e cinco parceiros. Ou seja, nesse ritmo até os cinquenta terá feito sexo com pelo menos um por ano.

Foi engraçado demais...Fotos acima para registrar o início do processo porque o papel não cabia mais. Sem contar que o HD da pessoa assumia que tinha esquecido alguns.

O fato revelador? Desses apenas com três não tinha usado camisinha: na primeira relação sexual durante a adolescência e com os dois últimos namorados "milenares".

Em síntese: quando se ama, não usar camisinha "parece" um avanço a mais na intimidade, uma prova de fidelidade, o despir-se por completo, até a alma...E um riscão também porque em tempos difíceis, de pessoas descartáveis e sexo facílimo brincaríamos de "roleta russa". E lá vem a única bala no tambor do revolver direto na cabeça travestida de uma doença sexualmente transmissível (DST), como a AIDS. Esse tipo de intimidade, de risco, de fato, não vale a pena.


terça-feira, 13 de abril de 2010

Cio


Ele estava no barzão, assistindo um jogão, junto com os amigão tomando um cervejão. Poxa! Nesse momento ele se sentiu "o cara", livre, só curtindo, um verdadeiro ator de propaganda de cerveja. No entanto, parecia que tinha uma coisa que formigava. E não era a liberdade, nem "o companheirão" que tinha dentro das calças doido para se liberar...O formigão era na cabeça.

Depois de não sei quantas cervejas com os amigos, com suas propriedades relaxantes e desinibidoras, o celular encima da mesa parecia chamá-lo: "-Psiu! Liga! Liga vai! O que é que tem? Passou. Mais uma ou menos uma...Curta o agora, a vida. Deixe a mágoa pra lá. Mata a sede desse seu cio. Siga seu instinto animal" . E instintivamente começou a ligar repetidas vezes para aquela mulher. Não poderia ser nenhuma do bar. Era ela quem seu instinto desejava. Ela. Somente ela. E depois de algumas insistentes ligações, as quais algumas apenas chamavam, outras caiam na caixa postal, parece que ela decidiu atender e sem muitas palavras ele indaga:
"- Tem tempo?"

- Não sei..
.- ela responde talvez tentando ganhar tempo ou realmente não querendo vê-lo - Por quê? Quer conversar?

- Chego aí.
"

E quando ela abriu a porta de casa não havia palavras. Somente um encontrão na parede, beijando-a ardentemente enquanto deslizava a mão pelo corpo dela. Ela se fazia de acuada e passivamente recebia aquelas carícias.
-Você...-ela tentava completar a frase entre um beijo e outro- Não quer...conversar?

Ele não dava uma palavra e de olhos fechados arrastou-a para cama deitando-a com beijos cada vez mais calorosos. Puxou-a por uma perna e se desfez da calcinha insinuando que quase a rasgaria enquanto afastava a pernas dela com o solavanco das suas.

- Eu não sei porque você está aqui, mas...também não quero saber agora. Olha para mim? -ela dizia

Dele havia apenas o silêncio entre cortado pelos ruídos das carícias e os olhos fechados, quando depois de algum tempo, de repente, ele calmamente para e diz:

- Não dá! Desisto.
- Eu sei que você teve que tomar coragem para vir aqui. Sei que não ia dar certo... -ela remediando.

Como ele havia bebido, ela foi deixá-lo em casa, como na antiga cumplicidade de casal. Enquanto isso ela começou a ensaiar uma DR (discussão de relação).

"Não! Mais uma? O que dizer? Tudo já havia sido dito mesmo? Repetir feito idiotas? Quantas vezes mais?" Era a única coisa que seus pensamentos etilizados permitiam-no pensar. Calado permaneceu quase todo o curto trajeto e de olhos fechados escutava-a reverberando um tanto descontrolada ao volante:

- Não sei se você fez isso por vingança, para provar que pode mais...Não quis conversar. Nem olhou pra mim! Eu tenho que parar de ser uma marionete porque toda vez que você liga eu estou ali, disposta. Ótimo o que você está fazendo. Assim tenho certeza do que estou fazendo e o esqueço mais fácil. E me faça um favor não me procure mais.

E o ruído daquela reverberação terminou com o fim do trajeto numa única frase:
- Ponha na conta - como se fosse um garoto de programa e continuou ainda - e de você não espero realmente nada mais.

Fechou a porta do carro. Abriu a porta do apê que mais parecia um carrossel quando se deu conta que, não. Não tinha sido por vingança, nem porque queria provar. Mentiu para ele mesmo dizendo que era apenas por instinto, mas na verdade sempre foi por formigamento.

O formigamento do vazio, da falta do pedaço que havia ficado com ela. E que quase sempre parecia que ainda latejava como se ainda estivesse de fato ali e não aquele temeroso, horrível e frio vazio. Foi o formigamento vazio que o levou e foi o mesmo formigamento vazio que o tirou da cama dela porque tudo de fato havia sido perdido. Não tinha mais sentido, nem calor. A única coisa que sabia é que ela estava certa numa coisa: que não podia olhar na sua cara. Pensou ainda que era ela quem precisava dizer com todas as letras que ali era um ponto final, mesmo que polêmico.

Ele descobriu ainda em seu carrossel que, sim. Sim, ele não podia e nem queria vê-la porque ela era apenas uma fantasia, mesmo querendo fazer-de-conta que era cio, instinto apenas. E que também não tinha ido para conversar.

Como a muito tempo deixara de ser apenas casca, sentia e forte, não tinha mais força para ficar e se arrastava apenas em ir. O formigamento do vazio se foi. Restou um pouco de raiva e a vontade de continuar andando.

Comments:
Jad: Ainda bem que ainda existe casais como vocês. E é isso que faz com que tantas outras pessoa tenham esperança que "amor de novela pode existir" e ter um lindo "the end".

Anônimo: Não! Bola ninja não é um palavrão. É apenas uma metáfora, alusão ao efeito de desaparecer como naqueles filmes antigos de japinha, nos quais o ninja lança a bola, a fumaça sai cegando todos ao redor e de repente não está mais lá.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Você já deu alguma Bola Ninja na sua vida?


Bem, como uma colega minha diz não sei se felizmente ou infelizmente a reclamação sobre a "homarada" é geral: são mulheres lindas, inteligentes, bem-sucedidas, só faltam receber o certicado ISO 9000 como diz a escritora e jornalista Martha Medeiros. No entanto, cada vez mais reclama-se sobre os"cafas", de seu individualismo a flor-da-pele, que só querem saber de "venha a nós, vosso reino nada", que não querem saber de compromissos [e olha que não é de casamento não! É de curtição por pelo menos algo que seja maior do que o seriado 24 horas com Kiefer Suntherland]...Independente de cor, raça, religião, as mulheres reclamam. Todos são acometidas desse "mal-estar pós-moderno": vazio, relações liquefeitas, descartáveis.

No entanto, vamos combinar que a mulherada não ajuda né? Onde é que está o orgulho de nossa "raça"? Sempre muito fáceis, acessíveis, em "larga escala de consumo e variedade" e eles nem valorizam...Bem, pelo menos de certa forma nos conforta saber que o problema é generalizado. Eu? Eu estou na "onda" do Mário Quintana: quero achar não quem estaria procurando, mas quem está procurando por mim...Entao, lanço meu olhar "blasé de quem já viu quase tudo" e riu de mim, da vida e nem ligo. Como diz uma amiga "às vezes a gente tem que ter medo das pessoas porque os animais são mais confiáveis...". E onde entra a Bola Ninja?

É mais um recurso feminino para deixar o cara babando [ou dar o troco...], todas as vezes que ele convida para vocês se encontrarem e fica no "salão" desfilando e fazendo de conta que você é mais uma entre tantas outras que o querem, você simplesmente sai do circuito sem nem dar satisfações. Linda e sorridente. Não diz tchauzinho, nem liga. É incrível como eles acabam retornando pelo menos uma ligação, uma mensagem.

A essa lista de recurso acrescente não ligar na mesma hora que ele liga, nem retornar a ligação dele no mesmo instante. Mesmo que você seja educada, mas parece que a "tara" é continuar desejando. Exatamente! Não se quer o que se deseja. Já diria o psicanalista Jorge Forbes queremos continuar desejando em ter o que não podemos e somos capazes de agradecer a quem não deu aquilo que desejavamos...

Povo louco! Nam! Eu descobri a bola ninja, por acaso, quando vi que um colega estava querendo dar uma de gostosão para o meu lado. Ham! Comigo não Bebe... Saí a francesa. E como não estava com vontade de descer para o playground para brincar, fui embora da festa e nem dei satisfações. Estava de saco cheio dele, das pessoas e era melhor minha boa noite de sono. O cara mandou mensagens e mais mensagens. E eu respondi? Que nada.

Uma colega um tanto desesperada com esse comportamento desenfreado da testosterona e de boa fé passou por uma situação parecida. Então, peguei no braço dela e disse: "Vamos? É hora da bola ninja...Seja mais você e tenha orgulho. Não olhe e nem ligue...". O cara ligou dois dias depois perguntando porque ela saiu assim, de repente. Homens! Não sabem que se as alegrias das relações fortuitas são boas, a conquista diária de uma mulher apaixonada é ainda melhor: mensagens, joguinhos de seduação à dois, colo na hora do cansaço, cafuné...Não sabem o que perdem...

Entretanto, eu não estou aqui para dar conselhos de revista feminina, por que qui e acolá você encontra um cara que você pode sim dizer o que quer e ser minimamente honesta. Porém, orgulho mulherada! "Quem muito se abaixa[e rebaixa], os fundilhos aparecem", já dizia esse dito popular...

domingo, 11 de abril de 2010

Miss Imperfeição por Martha Medeiros


(Texto na Revista do Jornal O Globo)

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida inte essante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias..;Cinco dias!

Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas.Voltar a estudar.
Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando pro var não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

sábado, 10 de abril de 2010

Auto-retrato de um demônio-anjo


Bem, decidi fazer um auto-retrato, um 3x4 de mim, que já fiz aqui no blog a algum tempo, mas dessa vez um pouco às avessas. Na verdade começando pelos demônios, os quais neguei "três vezes", sendo bem bíblica, mais que fazem parte de mim, dos defeitos ou quizá das qualidades...depende do prisma.
1. Eu tenho o poder de constranger as pessoas sem intenção ou por provocação. As três últimas que não pararam aqui no blog na sessão constrangimentos parte (IV, V e VI) foram respectivamente:

IV) fiz valer no caixa da farmácia meu direito de consumidor e ameacei levar o caso ao PROCON caso não me cobrassem o mesmo preço que estava na promoção e sem o reajuste porque até meia-noite a promoção era válida. Jesus! Fui educada, mas contudente com plaquinha de oferta na mão e cupom fiscal como prova. Consegui, claro. Os homens do caixa bateram pino, como meu irmão diz "quando essa menina nasceu mainha cortou o pinto dela" [analogia ao poder que supostamente teria, da coisa mulher macho sim senhor];

V) Fui perguntar numa loja de produtos para cabelo sobre um determinado produto e a mulher nem olhou para minha cara. Como não estava a fim de briga comecei a dar meia volta quando a menina que sempre me atende, diferente dessa do relato, me chamou pelo nome e me vendeu até o que eu nem queria. E ainda me mostrou o dito produto do lado da criatura. O fato é que quando já estava de saida do caixa a dita "vendedora" quis manter uma "pelea" verbal comigo. Como assim Bial? Logo com quem? Comigo? Cheguei de mansinho, na malemolência...
"-Pois não!"- eu.
- Você chegou aqui pedindo produto orgânico não foi? - a vendedora mal-humorada.
- Não. Perguntei se você tinha produto "Éh!" Orgânico - afirmei e ela dizendo que não que eu não tinha dito aquilo até que reafirmei de forma mais contundente que não tinha dito aquilo, que tinha certeza e que o importante é que tinha encontrado a vendedora que sempre me atende e é um amor de pessoa. A "minha" vendedora afirmando que estava atrás e que tinha escutando quando eu perguntei e que de fato foi como EU havia pergutando. Dei Tchau a todas, desejei um bom dia de trabalho e marchei para casa porque ninguém merece um pit girl.

VI) A última é que fui para um salão famoso e caro para o Mano Jou cortar as madechas e ao explicar como ele gostaria porque ele era tímido, discretamente falei que da última vez ele tinha saído com "alguns buracos" no cabelo [amenizei porque foi um rombo mesmo que vi e não cometei para meu irmão não morrer de ódio]. Tipo quase ao pé-do-ouvido falei ao empregado, sendo que não vi o dono do salão ouvindo quase ao meu lado. Eu juro que fui educada, mas o dono do salão sentou-se ao fundo e ficou avaliando o empregado. Sendo que eu nem me dei conta pô! Quando eu sai ele me cumprimentou, eu agradeci e elogiei o rapaz do corte, mas meu irmão me bombardeou dizendo que o cara ia perder o emprego que não sei o quê. Que o dono do salão era um "feitor de escravos"...Gente! Me senti horrível. CHEGA! Não dá para ser super-sincera. Ou então, estaria eu me tornando arrogante? Jesus acenda a luz!

2. Eu sou persistente ou burra. Quando quero não desisto nem que perca um pedaço. Cabeça dura? Talvez.
3. A contradição à issso é que quando vou, vou com tudo, mas quando volto. Saiu geral da encanação...
4. Minha paciência é elástica, mas quando "arrebenta" sabe a dor que o estalido do elástico provoca? Essa sou eu. Pisou no meu calo rodo a baiana.
5. Tenho me descoberto um pouco rancoroza. Estou trabalhando isso tá?


O anjo, quase sempre é muito mais fácil...
  1. "Sou romântica à moda antiga daquela que ainda manda flores...";
  2. Carinhosa a ponto de ser melada;
  3. Tento ser divertida com intiligência, com um pitada de humor infantil e leveza;
  4. Não consigo ser levada por canalhas. Eu tenho o "canalhômetro" encrustado em mim, mas meu "loucômetro" é louco também...
  5. Sou amiga de matar e de morrer. Fiel feito um cão de guarda aos que amo. Se preciso morro pela pessoa e pela causa.
Bem, já chega. Cinco defeitos. Cinco qualidades. Pelo menos um empate...Nem melhor, nem pior
Ah! Faltou as frases do dia...
"Quem não faz merda não aduba a vida...";

"De repente ser livre até me assusta
me aceitar sem você
certas vezes me custa.." (Costumes, na voz de Maria Betânia)


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Vô ou não vou? Eu fui


Projeto Seis e Meia com Tânia Alves. Eu fui. Lá foi o point da quinta-feira à noite... Juntei uma tropinha e fomos. Desde o ano passado, quando vi o show dessa cantota na TV Cultura que muito me interessei, justamente por causa do lado cênico que ela traz... O palco estava disposto como se fosse o cenário de um cabaré do tipo francês, argentino: toalha de renda vermelha, rosas, cadeiras altas, taça com água...Já imaginava que poderia curtir uma "dor de cutuvelo", mas olhe quem sabe sabe viu? Ela canta as músicas de uma forma que você rir de todas as dores que você já passou. E ainda se diz: "Por isso eu estou aqui e sou mais mulher".

Eu também não posso negar que cresci ouvindo essa "roedeiras" de minha mãe, minha tia, minha avó...Era a própria "Casa das Setes Mulheres". Então acabei gostando também ora! Mamãe estava junto e como Mami Amy que se preze não poderia deixar passar em branco...Vi a hora ela subir no palco e ajudar a fazer o show. O tema foram as cantoras de rádio e as marchinhas de carnaval. Algumas faixas que ficaram no repeat do meu HD:

"Negue o meu amor, o meu carinho... Diga que já não me quer. Negue que me pertenceu. Eu mostro a boca molhada e ainda marcada pelo beijo teu..."

Janine Lima, cantora campinense, também marcou quando cantou... "Queria ter você perto dos olhos, mas longe do coração..."

Um show divertidíssimo. Quem disse que no fundo do baú não encontramos muita emoção?
Comments:
Anônimo:
Acho que poderia ter tirado mais na brincadeira a postagem, mas não estava muito no clima e as explicações ao invés de parecer uma tiração de onda, ficou sério; acho que deveria ter colocado uns kkk. Sei lá! Mas falar sobre sexo sempre vai ser constrangedor, mesmo para as que "parecem/são" resolvidas. Inclusive para mim que de fato tive uma criação púdica.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Apague a luz vai esquentar...


Estava eu navegando pela net, específicamente no blog do Manual do Cafajeste, quando em meio a postagem tinha um link para as novidades das camisinhas Blowtex. Não contei conversa e fui dar uma fuçada no site. Por quê? Posso elencar pelo menos três bons motivos, até puritanos para isso:

1. Resíduos minêmicos de quando trabalhava num projeto sobre "saúde e sexuaalidade". Me mantinha atualizada por interesse estritamente científico para saber orientar melhor sobre qual a camisinha poderia ser mais confortável e dissipar aquela idéia que usar camisinha é como chupar bala com papel;

2. Eu colecionava camisinha de acordo com as embalagens temáticas quando trabalhava no projeto patrocinado pelo governo federal. Elas geralmente eram engraçadas e convidativas;

3. Sempre tinha alguém que sabia que eu trabalhava nesse projeto e acabava me pedindo camisinha, ora!

Bem sem parceria para fazer os testes do "inmetro". Minha coleção foi para o lixo por causa da validade e falta de utilidade e tal. Vou me abster sobre comentários de algumas indicadas ou que são apenas propagandas. Mas gente é muito engraçado. Eu já sabia que existia vários tipos de camisinha e arrodo. Quando você entra na filinha do supermercado automaticamente você já fica atualizada das novidades, agora uma que tem uma anel vibratório e outra com espermicida? [um tipo de gel que você usa como método anticontraceptivo]Para mim é novíssima. Sem contar antiejaculação precoce.

E o legal são as inovações que o site traz, as dicas...o que adorei mesmo foi brincar na "Sex Machine". Ela indica a posição, o local e a camisinha ideal. Achei muito engraçado. Dá uma olhada também. "Bem isso é o que tem para hoje", ja dizia o BBB10 Dicesar.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ouvi e bateu


De volta para casa ouvi algumas coisas que bateram lá no fundo...

"É melhor terminar antes que alguém acabe se machucando mais..." - uma colega falando da divisão entre um antigo e novo affer.

"Todas às vezes que mais errei foi tanto acertar..." - isso fui eu quem disse a uma colega quando comentávamos sobre erros e acertos na vida.

BORBOLETAS


"Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"

Mario Quintana




terça-feira, 6 de abril de 2010

Para sempre


- É para sempre?
E do outro lado da linha:
- É né?
- Adeus então!
O telefone foi desligado. E aquele "é né?" pareceu carregado de mágoa, raiva, dor e um pitada de "não foi você quem quis assim? Foi você quem procurou e quem me mal-tratou?". Libertaram-se. Cada um sem um pedaço porque não há como sair de algumas relações inteira. Elas nos cobram um pedaço da pele, da carne e da alma. E é por isso que o oco, apesar de ter a conotação de vazio traz uma sensação cinestésica de dor, de algo que foi arrancado, mas parece que ainda existe. Existe somente na cabeça. Somente nos hábitos. Somente na lembrança. Ou melhor, somente no vale do esquecimento.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Rufem os tambores está próximo os meus 30


Estando próximo aos trinta e cansada de ouvir a piadinha da balzaquiana ["solteirona infeliz, encalhada...] e como não decidi ainda se vou comemorá-los em grande estilo de lema em Homenagem a Balzac: "Balzaquiana sim, casada e amarga nunca"- que acho que mereço - encontrei esse texto que cai muito bem com as circusntâncias...Não troco meus trinta por duas mulheres de quinze, com todo prazer e delícia de ser quem é....

MÁRIO PRATAJustificarAs mulheres de 30

O que mais as espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas. Mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz:

'Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer'.

Madame Bovary, outra francesa trintona, era tão maravilhosa que seu criador chegou a dizer diante dos tribunais: 'Madame Bovary c'est moi'. E a Marilyn Monroe, que fez tudo aquilo entre 30 e 40?

Mas voltemos a nossa mulher de 30, a brasileira-tropicana, aquela que podemos encontrar na frente das escolas pegando os filhos ou num balcão de bar bebendo um chope sozinha. Sim, a mulher de 30 bebe. A mulher de 30 é morena. Quando resolve fazer a besteira de tingir os cabelos de amarelo-hebe passa, automaticamente, a ter 40. E o que mais encanta nas de 30 é que parece que nunca vão perder aquele jeitinho que trouxeram dos 20. Mas, para isso, como elas se preocupam com a barriguinha!

A mulher de 30 está para se separar. Ou já se separou. São raras as mulheres que passam por esta faixa sem terminar um casamento. Em compensação, ainda antes dos 40 elas arrumam o segundo e definitivo.
A grande maioria tem dois filhos. Geralmente um casal. As que ainda não tiveram filhos se tornam um perigo, quando estão ali pelos 35. Periga pegarem o primeiro quarentão que encontrarem pela frente. Elas querem casar.

Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilam como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorriem e nos olham com uns olhos claros. Já notou que elas têm olhos claros? E as que usam uns cabelos longos e ondulados e ficam a todo momento jogando as melenas para trás? É de matar.

O problema com esta faixa de idade é achar uma que não esteja terminando alguma tese ou TCC. E eu pergunto: existe algo mais excitante do que uma médica de 32 anos, toda de branco, com o estetoscópio balançando no decote de seu jaleco diante daqueles hirtos seios? E mulher de 30 guiando jipe? Covardia.

A mulher de 30 ainda não fez plástica. Não precisa. Está com tudo em cima. Ela, ao contrário das de 20, nunca ficou. Quando resolve, vai pra valer. Faz sexo como se fosse a última vez. A mulher de 30 morde, grita, sua como ninguém. Não finge. Mata o homem, tenha ele 20 ou 50. E o hálito, então? É fresco. E os pelinhos nas costas, lá pra baixo, que mais parecem pele de pêssego, como diria o Machado se referindo a Helena, que, infelizmente, nunca chegou aos 30?

Mas o que mais me encanta nas mulheres de 30 é a independência. Moram sozinhas e suas casas têm ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40. Adoram flores e um cachorrinho pequeno. Curtem janelas abertas. Elas sabem escolher um travesseiro. E amam quem querem, à hora que querem e onde querem. E o mais importante: do jeito que desejam.

São fortes as mulheres de 30. E não têm pressa pra nada. Sabem aonde vão chegar. E sempre chegam.

Chegam lá atrás, no Balzac: 'A mulher de 30 anos satisfaz tudo'.

Ponto. Pra elas.

domingo, 4 de abril de 2010

Toc-toc. Quem é?Cibernético?


Di Cavalcanti
Toc-toc.
- Quem é? Quem está no meu portão virtual?
- Sou eu?
- Eu quem?

- Quem você quer que seja?
- Quem você quer que atenda?
- Um Arlequim com traços de Pierró. Talvez o contrário. Ou quem sabe um anjo que queira tudo que eu possa dar e receber. Quizá um super-herói como o homem aranha meio mortal, meio inumano, meio cibernético. E que dure o tempo que possa suportar o prazer e a dor que vier, entrentanto, que seja mais do que a fugacidade dos dias de carnaváis.

sábado, 3 de abril de 2010

Onde você guarda a sua loucura?


Esse é o tema de uma das conferências sobre Saúde Mental no Rio Grande do Norte e no impulso pensei:
1. No trabalho;
2. Na comida;
3. Na leitura/escrita/estudos (num pacote só!)
E você onde guarda a sua? Já me responderam que no sexo...
[Abri parênteses]
Acho que não fui sincera nos últimos postes quando esqueci/bloquiei/menti sobre as analogias. O mano Joutro Mundo disse que eu pareço a "Malurzinha" de Viver a Vida porque uma hora sou séria e outra to despirocando...Também já me compararam com Elenita do BBB10 ao dizer tudo na bucha, sem meias palavras e com o fato de vez em quando encasquetar com o "peso"...
É engraçado, mas ao mesmo tempo dá medo né?

Ainda no pacote das analogias no último post de mano ele relembrou que ao ir para psicóloga quando criança por causa de problemas na escola, ele me disse que recordou que me daria um relógio bonito. Metáfora: administre melhor e de maneira mais bonita o tempo que você tem ,no caso eu, não tinha e não tenho.Ai! Doeu!
[Fecha parênteses]

Sexta-feira de Páscoa: atividade em família. Brincar de imagem em ação. Um joguinho que veio no jogo da Páscoa. Eu minha mãe e meu irmão. Me senti como uma criança grande (que sou também misturada com Sabrina Sato animadora de programa) e eles embarcaram mesmo. Até o mano que é mais tímido hoje queria brincar de novo...Ai, ai....Essa vai também para posteridade..

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Toc. Toc. Toc (parte IV).


“Sex Machine...Foi isso que me disse. E olha que esforcei-me para não conduzir a “dança”. Fazia parte do teste, do planejado...para mim poderiam ser um elogio, mas não o é.. Entretanto, quanto mais perto chego do corpo, mais longe fico da alma. Dos outros e da minha. Superei-me na “dança” e na máscara: entendo tudo, como se nada me afetasse e tudo fosse permitido. Um ponto de honra quando a anos me foi jogado na cara minha impotência, minha falta de criatividade....“Bem Vindo ao Clube do Cafa”. E a disputa de poder também. Depois da “dança” nada de palavras, telefonemas ou mensagens...sem simulacros, apenas o vácuo no tempo, no espaço e nos corações”. Eram esses os pensamentos que povoavam sua cabeça ao som do toc-toc do seu sapato nas escadas que davam para o setting terapêutico.