quinta-feira, 15 de abril de 2010

Euzinha? De Freud a Garota Google Earth: uma miscelânea esquizóide


Por quê uma miscelânea esquizóide? Bem, quando fizer um pequeno compacto do que foi metade da minha semana vocês entenderam...
Segunda-feira à noite: Status no orkut: ocupado. Preparativos para viajar para o interior do Rio Grande do Norte. Ainda um tanto sequelada da vacina H1N1. Colega "bipa" no MSN pede desculpa e faz aquele desabafo por causa da "aborrecência" do filho já na faculdade. Escutei/li. Dei alguns toques como "quem ver de fora às vezes ajuda" e não consegui separar o material necessário para viagem a trabalho. Ok! Me viro. Amigo é para isso: horas difíceis também.

Outra pessoa no MSN querendo conversar. Específicamente o cachito incógnita e com uma planilha de questionário na mão perguntou quase tudo sobre mim: o que escutava, lia...Ok! E eu perguntei? Não. Não dava tempo com tanta curiosidade e eu pressa em terminar minhas atribuições informacionais. No meio da conversa
"- E o seu cachorro como é que se chama?
- "D", de Dezinho, mas faz tempo que não o temos porque desde que virei itinerante ficou difícil ajudar nos cuidados e em casa faltava espaço para ele, mas como é que você sabe que eu tenho/tinha um cachorro? - eu - Vi sua foto. - incógnito - Aonde?No meu orkut? - Não. - No do meu irmão? - Não. Eu nem sei que ele é. - Como então? - Minhas fontes...Na verdade coloque seu nome e sobrenome no Google imagens que você vê. Preciso ir tchau!"

Am? Como assim Bial? E de fato tinha uma série de fotos minhas por causa dos perfis das páginas de relacionamento, como as do orkut e o blog, claro. Me senti a garota Google Eath. Você coloca o nome na caixinha de diálogo e lá vai você ser rastreada no planeta terra...Gente!

Terça-feira, o dia: viagem de três horas pela manhã. Corte básico no polegar num cortador de comprimidos. Dedo sagrando em abundância, polegar interditado para digitar, escrever, pentear cabelo... Ótimo! "É o que tem para hoje". "Tudo passa, tudo passará...Chego na unidade acadêmica e por causa de uma confusão de horários a professora que pediu-me meu horário não o quis mais e antecipei a prova por um dia. Essa prova já havia sido adiada, revisada, negociada...e alunos ainda "chiaram". O quê? Só faltei usar o chicote, mas coloquei autoridade e disse:
- "Quem estudou para amanhã, estudou para hoje. Afinal não é uma tarde que vai fazer diferença, além do fato de que para prova não se aprende o conteúdo de uma unidade inteira de véspera".

Fiquei com ódio. Detesto exercer o papel de autoridade. Fim-de-tarde ainda tinha que restar ânimo para mediar o projeto de extensão que tem como base a escuta dos conflitos pessoais e apoiar a mudança de ânimos. Á noite, bem pertinho do fim do projeto também ainda tinha que ministrar três horas de aula sobre libido para umaturma "virada no tempero", ou seja, qualquer coisa termina em festa, boate e risadagem sobre sexo...Ok! Se não fosse o fato de ser a última aula antes da prova e os alunos falarem que não lêem porque o conteúdo era difícil. Sem contar que já me encontrava descabelada porque minha progressiva terminou o prazo de validade e eu não tenho tempo nos dois sentidos (horário e grana) para acabar com os freez que me atormentam.

Mais um dragão vencido...Chega a quarta-feira..."Eu vou, eu vou para casa agora eu vou...". Pego uma carona depois da aula e o que acontece, a companheira recebe um telefonema na estrada que a deixa com toda razão contrariada. Aí o que foi que sobrou? O meu grande ouvido para o desabafo e no final um pedido de desculpas. Tudo bem! Companheiro de viagem também é para essas coisas.

Parada em Jampa para chegar em casa. Tarde da noite um senhora me pede para abrir uma garrafa d'água porque tinha problemas no pulso. Não deu alguns segundos e no portão de embarque ela disse que havia lembrado do meu "rostinho", da escola que estudei, associou ao filho dela que era meu colega de classe...Em resumo me convidou para sentar ao lado dela no ônibus de "volta para minha terra" e daí começou a debulhar quase uma hora sobre a filha que tinha surtado aos 23 anos nessa semana e me perguntando sobre surto e tal, numa fala que não sei dizer se de apatia com a situação ou de cansaço com a avalanche. Com essa foram quatro escutas pesadas, praticamente em seguida. Ainda bem que não estava naquela semana na qual a gente se sente esgotada e quando escuta tanto os outros esgota-se ainda mais.

Para encerrar à noite com chave de ouro ela me fez esperar o ex-colega de turma que ainda me cantou, sendo recém-separado e de namorada. Ou seja, foi freud não? E quando cheguei em casa mami Amy ainda queria me contar um quinto problema de saúde. Foi quando disse: "Basta! Hoje preciso dormir".

Ufa! Volta pro mar oferenda eu quero mais é descanso, afinal até a miscelânea esquizóide, confusão que não se adapta a realidade e fica no mundo da fantasia, precisa de descanso.

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