sexta-feira, 2 de abril de 2010

Toc. Toc. Toc (parte IV).


“Sex Machine...Foi isso que me disse. E olha que esforcei-me para não conduzir a “dança”. Fazia parte do teste, do planejado...para mim poderiam ser um elogio, mas não o é.. Entretanto, quanto mais perto chego do corpo, mais longe fico da alma. Dos outros e da minha. Superei-me na “dança” e na máscara: entendo tudo, como se nada me afetasse e tudo fosse permitido. Um ponto de honra quando a anos me foi jogado na cara minha impotência, minha falta de criatividade....“Bem Vindo ao Clube do Cafa”. E a disputa de poder também. Depois da “dança” nada de palavras, telefonemas ou mensagens...sem simulacros, apenas o vácuo no tempo, no espaço e nos corações”. Eram esses os pensamentos que povoavam sua cabeça ao som do toc-toc do seu sapato nas escadas que davam para o setting terapêutico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Queres aclarar, observar, deduzir, narrar despretenciosamene? Bem-vindo! Caso queiras apenas maliciosamente criticar, por acaso não é seu espaço, nem virtual...