segunda-feira, 31 de maio de 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O ônibus da morte


Essa semana foi trash e acredito que assim o foi, depois da notícia do acidente da irmã siamesa. Sabe daquela lei de Murphy, "quando as coisas estão ruins, elas podem piorar?" Para ela foi assim.

Ela voltava do shopping ao final da tarde quando um adolescente arremessou uma pedra, ou melhor um xexu, um paralelepípedo, contra o vidro do ônibus que além de ferirá-la na cabeça atingiu seus dois olhos. Os estilhaços "riscou" um dos olhos e no outro perfurou quase atingindo a córnea. Ou seja, ela corria o risco de perder a visão.

Diante da notícia me veio a sensação de impotência, de culpa...mas se, mas se...se eu estivesse lá, perto...se não tivéssemos nos desententidos e nosso último contato não tivesse ficando um "climão"... Parecia que dependia de mim alguém que estava no precipício. Era assim que via. E só em pensar que na semana que vem, no dia do meu aniversário a gente não vai estar juntas por causa desse acidente vai ser estranho...Esse ano haverá uma comemoração sem surpresas...

Ao vê-la no outro dia então, quase que como uma cega, a dor parecia que ia me rasgar. Tirando força de onde não tinha, tentei passar todo o otimismo, mas não consegui dormir. Chorava compulsivamente. A Mulher Maravilha que existia dentro de mim, a que tudo pudia e salvava o mundo com os seus braceletes mágicos, agora somente assistia. Os braceletes não existem mais, os super poderes se foram e com eles a sensação de onipotênica dos semi-deuses e no lugar a impotência, típica dos mortais, aos quais pertenço.

E quem é uma "Mulher Maravilha"? Uma heroína sozinha.Porque até o "Super Homem" tem um affer: a Louis Lane. O homem Aranha, a Mary Jane. E a minha heroína? Uma solitária. A qual também não quero ser. Esse papel, esse não o quero.

Enfim, para que preciso tanto ser onipotente? E o que é que preciso tanto salvar? E daí respondo: a mim mesma. Afinal, quando mais precisei ser salva, não fui.Quando mais precisei salvar, não o fiz: quando criança da relação "(in)paternal", na juventude de um amor sado-maso e já na maturidade de um carrasco disfarçado de acadêmico...

Espero que como mortal consiga fazer mais por mim e entender que nem tudo depende do meu fazer. Então, como não tenho super poderes, meu próximo projeto será além de salvar-me todos os dias, gravar estórias para passar um pouco do tédio da irmã que está em processo de recuperação, fora de risco, mas por enquanto longe de claridade, livros, tv etc. Mãos à obra então.

sábado, 22 de maio de 2010

Fogo!



Comments:

Jad: quanto ao último vídeo. Sou sincera que fiquei em dúvida se era ou não muito escrachado. Porém aos meus olhos me pareceu agradável e não me senti atingida, mesmo também gostando de coisas sutis, porém, as coisas andão tão avançadas que a gente naturaliza e banaliza tanta coisa e porque não as coisas de cunho erótico ou pornográfico?

Patrícia Daltro: Também achei lindo...e que assim seja...que a vida seja mais colorida.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Para além da pornografia ou da sensualidade? Sei lá

Meu irmão me mostrou esse vídeo abaixo e comentou sobre a fotografia, a música e os efeito de superdefinição usados no clipe. Finalmente de cara entendi- diferentemente de outros momentos no qual bloqueio e não entendo comentado aqui no blog - que tratava-se de um vídeo de apêlo erótico com todos os recursos que a tecnologia e a criatividade poderia nos oferecer.

Minha mãe também viu e como boa vitoriana púdica ficou resmugando..."Isso é uma pouca vergonha...". Eu particularmente não achei, mas e vocês? Com tanta apelação escrachada que tem por aí, achei que o vídeo foi até interessante e audacioso...Em tempos modernos fica cada vez mais difícil saber o que é erótico, sensual ou pornográfico... Não dá para dizer que o que é abordado no filme não existe e que essas fantasias são cade vez mais presentes no universo masculino. Eu é que não tive coragem de perguntar para o mano se ele também sacou a intenção. Afinal quando quis ensiná-lo a colocar a camisinha numa banana num dia desses, ele correu para minha mãe pedindo socorro e dizendo: "Olha aí mãe! Lá vai ela! Mande ela parar!" Escondendo a cara, acho que morto de vrgonha ou então se fazendo de rogado, né? Quem sabe...mas saca aí o vídeo...




quarta-feira, 19 de maio de 2010

Carta a Surrealidade


René Magritte, A tempestade

Cara Su,

Certa vez, estive a ponto de exceder as suas lascivias, "judiações carinhosas", claro. Porém, sibilava-me: "- Piedade". E de uma forma diferente, que me estimulava a fazer justamente o contrário...tanto que, por alguns instantes, senti uma sensação inexplicável. Algo que saia dos limites de minha realidade e racionalidade.

Era um sentimento surreal. Algo demasiadamente valoroso para nosso enlace. Conexões estabelecidas como compatilhamento telepático e ação martelada, as quais quebravam os grilhões que nos prendiam a realidade previsível e mecânica. Assim, a descoberta, a intensidade, o prazer e o viver eram compreendidos não realmente, mas surrealmente perante nossas desreais proporções.

Diante de nosso devaneio sincrônio e sinérgico, decidi ser "impiedoso". Somente todas as vezes que percebera que meus "atos algozes" nos levariam a uma dimensão repleta de possibilidades. Longe das "drogas" que sistematizam a humanidade, de modo que essas não exercitassem nenhum efeito sobre nós.

Lá no âmago do meu ser sabia que agindo assim ambos teríamos a possibilidade de ser inebriados pela nossa surrealidade co-construída em longos instantes.
(Texto de A. Cavalcante adaptado por Thaisa Santos)

Com estimas.
O Marquês de Bri

terça-feira, 18 de maio de 2010

Entre miradas e arco-íris

Mesmo que se perca de mim pelos caminhos da vida, ainda sim sempre terás meus olhos, minha "mirada" a te acompanhar...e como não quero que se perca, então, "onde quer que eu vá" tentarei "levar você no olhar", como já dizia a música de Paralamas do Sucesso. E que seja sempre colorido para nós...


segunda-feira, 17 de maio de 2010

Das Vantagens de ser bobo por Lispector



Das Vantagens de Ser Bobo - Clarice Lispector

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."

Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.

O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.

Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro.


Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.

Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"

Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!

Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.

O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.

Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!

Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

domingo, 16 de maio de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

Encontro ou perdição?



"- Olá!A cama está fria. Por onde andas?"


Não. Não era um telefonema, muito menos um bilhete, um telegrama ou uma carta.Tratava-se de um torpedo via celular de apenas duas linhas. E na ânsia de estabelecer contato e trazer calor ao dia retornou ligando e em poucos segundos de diálogo algumas palavras a fizeram desmanchar ante a objetividade mundana:

"- Olha é o seguinte. Eu não estou muito preocupado com frescura. Não tenho cabeça para isso agora...o que eu quero é um teto, uma cama e um monte de camisinha pra foder...- depois de uma breve pausa tenta imendar o sem "soneto" - Desculpa. Eu não deveria ter dito assim. Dessa forma...Estou sem cabeça."

E quando ela desligou pôs-se a pensar: em tempos pra lá de modernos, aonde tudo precisa ser breve, o espaço, os amores, os encantos, inclusive as palavras, ou melhor a falta delas? Todo o Romantismo das flores, dos bombons, das trocas de olhares sinuosos, ou quiçá um recado, uma carta, um telefonema, tornou-se obsolescência inútil, perca de tempo com fantasias, quimeras e bobalhagens típica dos livros que marcaram nossa literatura no século XIX? Eram coisas de um tempo velho e como muitos dizem, atrasado, sem o vigor, a audácia e a coragem dos novos tempos?
E que coragem e audácia são essas? "Evoluímos"? Ou como já dizia
Lavoisier que "nada se perde, nada se cria, tudo se transforma" e estaríamos reinventando um novo tipo de contato nem igual, mas também não tão diferente ao naturalismo típico da literatura parnasianista também de século passado? O naturalismo no qual os intinstos urram e lutam para libertar-se dos "grilhões psicológicos" do sentir/saber que somente a animalidade poderia nos proporcionar?

Com tantas perguntas numa época sem tempo para ter tempo, sem tempo para fantasiar, criar, se encontrar e se perder quantas vezes for necessário, ficou-se a perguntar: "O que fazer com o calor que brota da alma? Ou seria da entranhas? O que fazer com a falta de palavras que fazem ruborizar? Da falta do contato que fazem os óculos embaçar, o coração palpitar, e o corpo ficar molinho-molinho somente na expectativa do ver, do sentir, do ouvir e de fantasiar?

Tempos audaciosos, corajosos ou medrosos e vulneráveis ao outro? Somos reféns ou senhores desse tempo inimaginado ou sem imaginação, sem confiança para ir e apenas se lançar?

Após aquela tempestade de ideias, cabisbaixo continuou a andar pela rua e a conversar sobre qualquer outra coisa que não conseguia se engrenar, sem dizer a quem acompanhava aquele turbilhão de emoções que acabara de pensar num breve espaço de tempo e de um telefonema.

Só quem já apanhou é quem sabe...


Não é o assunto da "sexta-feira da Angélica", muito menos um dos mais agradáveis para o fim-de-semana, mas ainda não consigo banalizar certos fatos. Enquanto despendia-me do meu amigo presenciei um homem batendo numa mulher no meio da rua. Eu não suporto isso.!

E enquanto ele fechava o portão para que eu não separasse o casal desconhecido e não interferisse,por medo que o cara também pudesse me agredir, entrei em casa para accionar a polícia, mas o telefone dava ocupado ou somente chamava. Foi quando Mami Amy me ouviu esbravejando e foi apartar a briga. Na rua havia pelo menos uma dezena de pessoas assistiam aquele espetáculo infame de um cara agarrado nos cabelos de uma mulher: jogando -a no chão até que Mami tirou-a dos braços do agressor e meu amigo protegia as duas...

Demos abrigo temporário a ela que estava machucada, nervosa e com parte das roupas rasgadas. Tentamos recompor um mínimo de sua dignidade. A poupamos dos conselhos batidos: "Por quê você ainda continua com ele?"; "Deixe esse homem!"

A orientamos apenas a procurar a polícia para dar queixa e que procurasse a família, esperando que ela se recompusesse...mesmo sabendo que o buraco é mais em baixo e que se conselho fosse bom não se dava se vendia.

Abaixo esse infame ditado popular que diz que "em briga de marido e mulher não se mete a colher". Uma verdadeira merda posto que:
  1. Trata-se nada mais, nada menos, do que naturalizar/banalizar a agressão a mulher;
  2. Reafirma que a agressão física é um problema pessoal e não social, quando na verdade trata-se do contrário na medida em que fere os direitos humanos, portanto, a cidadania que devia ser posta em prática em nossa sociedade;
  3. Não! Mulher não gosta de apanhar. Algumas continuam com seus algozes por medo de morrer, por falta de condições financeiras em manter a família, possui baixa-estima e acredita de verdade que merece "aquela merda" que tem, ou então, tem fé que se o tempo não mudar, Deus ajuda. Sem contar a esperança de que tudo volte a ser como antes, bem, ou em alguns casos a recusa em aceitar para si e para sociedade que falhou. Fracassou no relacionamento, que não depende apenas dela, mas pelo menos dele também e dos dois;
  4. Muitas mulheres não possuem apoio de ninguém, nem mesmo da família para chutar o balde porque todo mundo tem o seu umbigo, portanto, seus problemas;
  5. Sim! "Tapinha de amor" dói;
  6. E nada justifica um homem bater em uma mulher porque ele sempre terá mais força e meios de se defender do que uma mulher.
Por hoje, não consigo conter minha revolta...Maior do que a dor física é a dor na alma, a vergonha de si, dos outros e a sensação de impotência... de não conseguir fazer nada nem por si e de se permitir tamanha violação.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

E-mail para a Surrealidade


René Magritte, La Magie Noire, 1935



Gostaria que soubesses como foi especial o dia que te conheci. Me vem as lembranças de quando estava descendo as escadas e você à mesa olhando seus e-mail.s Vários pensamentos passaram pela minha cabeça. Quis até refurtar o pedido para almoçar juntos mediante a minha timidez e o medo do nã.

Contudo pensei: "não custa nada fazer isso". O aceite ao convite foi algo sinceramente inesperado. O desencadeamento de nossas ações afloraram uma espécie de desejo, respeito, admiração, fascínio... Essas sentimentalidades vieram mesmo de forma surreal, pois, foram dozes cavalares de emoções e em muito pouco tempo. Preciso registrar aqui, a minha incapacidade momentânea em trabalhar, pensando em você.

O que dizer de nosso primeiro contato?

Um selinho roubado: as margens de uma avenida movimentada, o início da nossa intimidade. O anúncio de que nossa intesidade seria algo destemido, corajoso, sem medo. E foi isso que aconteceu. Nossa lasvia foi além do esperado. O desejo, o gozo e todas as expressões que definem o prazer estiveram ali presentes, quando fundíamos nossos corpos, que se embalavam ao som do Metal (teria trilha sonora melhor do que essa?).

Enfim, hoje aqui estou, tentando te ligar mas, sem êxito que atendas. Quero expor que a tempos meu corpo travava tamanha batalha... uma luta que ambos saímos ganhando. O desgaste foi tamanho que tive uma distensão na coxa... O bom da dor que estou sentido é que ela sempre me faz lembrar de você, Surrealidade.
(Texto de A. Cavalcante adaptado por Thaisa Santos )

Comments:
Renata: apesar de não conhecê-la, digo-lhe: nunca perdemos ou ganhamos nada . Por quê?
1. tudo é muito relativo.;
2. Além do que, "há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia," como diria Shakespeare;
3. Portanto, plagiando mais um pensador, Lavoisier, "Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma";
4. Assim, nunca subestimo o que os nossos sentidos podem produzir, inclusive a partir de uma poesia...;
5. Em síntese: nossos sentidos, nosso corpo e nossa psíque caminhão juntos, sendo necessário todas as estimulações táteis, sinéstesicas...algo haver com sensibilidade diretamente relacionada intensidade das coisas. ;)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sob teu sabor


Beijar esses teus seios...
Seria uma forma de unificar paladar e corpo,
Corpo este tão delicado,
Bem desenhado,
Desenhado sob um projeto de um arquiteto do prazer.
Quero sentir o teu sabor
Quero escutar o teu gemido
E ampliar minha libido..
Temperar teu corpo com as especiarias divinas,
Permanecer estático adimirando curvas, detalhes,
Provar da tua claridade impecável
Num toque singelo e estável.
Mas nesses dias pensei em tudo isso
Amanhã não farei nada disso
Farei?
Farei como um faminto em busca do pão
No qual meu pão é sua coxa.
Atentarei para o arrepiar do teu braço,
No momento do sussurrar no teu ouvido,
Mais uma vez aumentando a libido.
Diga-me como não gritar
Ao ver esse contorcionismo de volúpia,
Ver teu gozo e o meu sob sua púbis,
Num gesto experimental vejo sob a luz,
Teu clitóris em pela harmonia com a vulva,
Que me envolve de paixão.
Mostre-se, toque-se novamente aumentando a combustão.
Esqueci da tuas nádegas!
Que refletem a luz da lua, do sol, da lamparina, do fogo
Somos mortais, sim!
Mas quando morrer quero que seja assim,
Gozando, te tocando, gemendo, gritando
Mas agora vou-me para outro lugar,
Um lugar cada vez mais funébre: a realidade,
Doentia realidade,
Mas que há de construir a minha objetividade.
Vou-me novamente, mais agora pra um lugar feliz,
Lugar cheio de vida,
Tua casa, teu quarto,
Deitar-me debaixo do teu cobertor que exala teu cheiro.
Cheiro de tara,
Deito e você ordena:
Levante-se e erga esse seu pênis,
Joque-me na parede,
Faça-me mais uma vez ser teu banquete diário,
Ai vou eu, mais uma vez

(Roosewelt Lins)
O que vocês acham? Isso dá matéria para outra postagem,não é?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A Bri...




Um acaso: o risco.

Uma oportunidade: o lance.

A receptibilidade: a surpresa.

O desenlace: as afinidades.

A confiança: o encontro mútuo.

A aventura: o surrealismo.

A companhia: o desejo.

A fome... e a vontade de comer...

Ao cheiro, o som crescente: leve, leve, leve. PESADO! Como num quem diz:“eu posso?”

Não pode! Deve, posto que já dizia a esfinge: “Decifra-me ou te devoro...”

A intensidade: o bis.

Ao pós: o transe.

Ao pit-stop: a falta.

A falta: a expectativa...

A expectativa: a fantasia.

A fantasia: um novo kama sutra.

Para espera: um paliativo.

Como paliativo: um recado, um e-mail, notícias, um sinal de fumaça, um recado no banheiro, que seja então!

Que lembre do meu cheiro...”- lá ficou grafado.

Um sinal de que aquilo que é surreal possui um duplo caráter:

o de buscar o acerto, o conserto, justamente naquilo que desconserta, que incomoda, que sai da ordem, ou seja, na bricolage de ser e de estar sendo o que se permiti e se quer ser/ver.

A bricolagem de um intenso, longo e novo instantâneo e surreal.

Diretamente de sua realidade

Comments

André: Pois é! E viva a surrealidade, não acha?

terça-feira, 11 de maio de 2010

Não deixe de voar

Tenha confinaça sempre...mesmo se derrapar: LEVANTE! E SORRIA! Você está sendo filmado pela vida...kkkk


segunda-feira, 10 de maio de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

Dia de mãe é dia de mãe



Homenagem muito merecida a nossa mãe depois que nossa casa foi invadida por uma peste de baratas que, de acordo com meu irmão, foi na véspera do dia das mães, uma encenação de Joy e as baratas" e se deve a pouca inteligência da vizinha que comprou um veneno de barata por meio daqueles caixeiros viajante que batem de porta em porta vendendo "maravilhas" como no filme Lisbela e o Prisioneiro...E viva os Leleo da vida!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ronronando

O barulho usual feito por bichos, como os felinos, o ronronar, dessa vez foi tomado por emprestado por um casal...não tratava-se apenas de querer consumir um ao outro, mas de devorar no sentido canibal antigo de querer dentro de si o que o outro signifa para ti...incorporar não apenas a matéria, mas a alma e suas emoções...

- A desculpa.
- Tudo bem.
- Acho que você vai gostar se procurar esse material na net...Então, vamos manter contato, me manda um e-mail.
- Claro. Agora. Já estou enviando.
- Por acaso, você vai almoçar aonde?
- Não sei.
- Então vamos almoçar juntos.
- Tudo bem.

E do almoço as afinidades foram surgindo, apresentando-se, revelando-se e encantado-os. Durante isso, tudo era olho no olho, permissão para os pequenos toques, como se dissesse "com licença eu posso?". O dia de repente pareceu mais quente do que os outros . O brilho parecia ter sido restaurado. A vida parecia naquele momento surreal, a ponto de não poder caber mais dentro daquela sala para onde os dois passaram após o almoço. Por que sair daquela realidade paralela? Daquela fenda que havia sido aberta no espaço-tempo?Por que voltar a realidade?...Parem o relógio! A concentração em outra coisa que não fosse o olhar, o tocar, o sentir não mais cabia naquele ambiente.

- Você existe?- quando na sala não cabia mais aquela evasão de emoções.
- Depende de quem me ver...
Um ronronar felino pairava pelo lugar e prometia mais do que os instantâneos muitas vezes opressivos da vida cotidiana.

Meu mundo de Alice



Inspirada no filme "Alice no país das maravilhas", quando perguntada com qual personagem me identificadava de estalo me veio a "Alice", desbravadora, curiosa...mas daí me disseram que tinha um "Q" de "Chapeleiro Maluco", mas não me soa como insulto e sim como elogio, já que como a Alice mesmo disse ele é fruto da imaginação dela. A parte louca e boa que existe na loucura, um pedacinho dela e do amor platônico...Então as seis coisas impossíveis que penso antes do café-da-manhã...
  1. Que o dia será simples, deixando a sensação de satisfação plena;
  2. Que cada dia será uma conquista de um segundo, um minuto, uma hora, uma semana, um mês, um ano, um decáda, várias décadas...para um dia mais feliz;
  3. Que sou mais forte do que meu passado;
  4. Que meu presente me traz grandes e pequenas boas surpresas;
  5. Rir, sem motivo, com tudo e por besteira, todo o tempo;
  6. Ficar preguiçando na cama sem pensar que tenho que dominar o mundo ou seguir o Coelho com o relógio que controla o tempo...
Na página da Oi fiz o teste para saber com qual personagem do filme Alice me identificava...e como também faço testes de revista e de internet, fiz antes de ver o filme e o resultado foi nem um nem outro correspondente aos que mais gostei no filme, porém, o "coluna do meio" do filme também não deixou nada a desejar...Olha só:

Lagarta Absalom

Um poço de sabedoria! Quase como uma mãe, você dá conselhos para as amigas, os parentes e os desconhecidos com a maior naturalidade, e ensina os outros a lidar com suas dificuldades. Bonito, isso, viu! Mas pare com essa mania de fumar narguile e incentivar crianças a comer cogumelos porque pode te trazer problemas com a polícia.



quinta-feira, 6 de maio de 2010

Eu acho você linda/o

Eu acho você linda/o

As regras são as seguintes:


1) Assistir esse vídeo (curtinho);

2) Dizer um mínimo obrigatório de 5 coisas bonitas na sua aparência e 5 legais para a sua personalidade e também no mínimo 5 elogios que você recebe sempre;

3) Indicar no mínimo 5 amigas (os) que você ache lindas para fazerem o MEME também, e dizer uma coisa que você ache lindo nelas (es):

1) assistido;

2) coisas que gosto na minha aparênci:
1. Olhos verdes
2. sorriso largo
3. seios firmes (tá ficando difícil)
4. a altura de 1,73
5.tronco e membro propocionais ao meu tamanho.

3) coisas que são legais na minha personalidade:

1. Lealdade;
2. Bravura, como as amazonas;
3. Passionalidade pela vida e pelas pessoas;
4. Acreditar no bem;
5. Estilo próprio;

$) 5 elogios que recebo

1. Seus olhos são lindos! É lente?
2. Seu sorriso é lindo.
3. Criatividade
4. Inteligência
5. Sensibilidade

Como circulo de amizades é quase uma sociedade secreta, de restrita, é claro e fácil registrar as cinco pessoas mais lindas que conheço:

Jad, porque obteve sem esforço o certificado ISO 9000 em todas as áreas humanas. Só não é perfeita por que é mortal.
Ithalo, porque é um gatão altão e da bunda gostosa!
Larrisa, porque tem a beleza delicada de uma borboletinha.
Glaucia, porque ela é uma daquelas mulheres que caem da cama linda como Jad e não fazem esforço para serem lindas e na maior simplicidade...
Moisés, pelo charme de Antônio Bandeiras e num companheirismo ilimitado.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Já arrumou sua mala pelo MSN? Eu já.


Mudança de planos e faltavam apenas duas horas para viajar a um Congresso. Eu ainda estava no trabalho e o que fazer quanto a mala? Praticamente ilhada, precisando fazer contato, nem que fosse de fumaça. Daí, Jad entra no MSN que entra em contato com mami por celular e o mano Jou opercaionalizu o contato pelo MSN. Os trechos da conversa são cômicos....
Mano diz:
diz fía!
Thaisa diz:
eeeeeeeeeeeee
Thaisa diz:
prepare minha mala que daqui a pouco viajo separe ai emcima da cama: biquini de bolinha com calcinha preta e branca + saída de banho branca. Jad disse q vc olhasse um e-mail q ela mandou Mano diz:
mainha ta vendo
Thaisa diz:
o sapato de salto que é marron e tem o detalhe verde, meu cartão do banco, a calça preta que já está na mala, a calça jeans
Mano diz:
pera ai...
Thaisa diz:
certo. Tire todos os vestidos da mala deixe apenas o tomara-que-caia azul e branco, dobre a bolsa branca tira-colo, preciso que vc me empreste o seu computador. Coloque a bateria na máquina,a máquina na mala junto com os cabos para ir descarregando as fotos. Cadê vc?
Mano diz:
to fazendo as coisas...
Thaisa diz:
certo
Mano diz:
acho que ja fiz essas coisas, na verdade mainha ta arrumando
Thaisa diz:
coloque meus dois boleros e o brinco retangular bronze e as argolas.
Mano diz:
mais alguma coisa?Fiaaaa... a mala num ta dando mais rs
Thaisa diz:
kkkk.Olha só, nem tem tanta coisa assim: produtos para cabelo, duas calças, dois vestidos,dois boleros, um biquini
Mano diz:
o colar que você quer é o que tem uma flor preta?
Thaisa diz:
uma saida de praia, uma roupa de dormir...isso!Junto deles tem uma argola grande trabalhada
Mano diz:
a argola pequena ou da grande? Tem duas
Thaisa diz:
grande. Preciso de sabonete
Mano diz:
o retangular ja tá ok
Thaisa diz:
e hidratante pode ser nívea, o sabonete pode ser o líquido da lux na caixa de perfumes. Achou meu spray?
Mano diz:
mas o spray nada?
Thaisa diz:
brinco grande + colar + brinco retangular Ok?
Mano diz:
deve ta no fundo da mala
Thaisa diz:
e meus secador?
Mano diz:
se for o reparador deve estar na mala, já ta lá.
Thaisa diz:
olhe pelo amor de Deus. E o creme para pentear?
Mano diz:
num da né fia arrumar e colocar creme ao mesmo tempo
Thaisa diz:
kkk
Mano diz:
só vai dar para ir um calça pq uma vc colocou para lavar ontem e ta molhada
Thaisa diz:
eu só quero a jeans pesada q mainha lavou ontem e a preta. Vamos repasar?
Mano diz:
vc disse duas? Pera. A preta tá lavada...tá dentro da bolsa já. Não secou
Thaisa diz:
e uma jeans q mainha lavou?Uma calça a menos então... coloque uma camiseta cinza com branco, um sutiãn branco nadador que tem renda atrás...
Mano diz:
spray - confirma!
Thaisa diz:
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
Mano diz:
espera.... procurando a camiseta. Sutiã - confirma
Thaisa diz:
eeeeeeeee. Sainha jeans curta tá?Shortinho roxou ou rosa, as camisetinhas da trifil q tenho preta, branca, roxa...coloca uma branca e uma bege
Mano diz:
a camiseta é a que tem umas estampas na argola?
Thaisa diz:
ammm?Ela é cinza e tem alças brancas. Essa aí não reconheço...colocou a cinza listrada com preto?Temos q repassar a lista para ver se confere?
Mano diz:
são quantas trifil?Todas, é? Falta a preta
Thaisa diz:
duas: uma branca e uma bege
Mano diz:
a cinza com listras branca tem uma argola de flor?
Thaisa diz:
a cinza achou?
Mano diz:
trifil - confere
Thaisa diz:
eeeeeeeeee. Como assim argola de flor? Não reconheço. É cinza com branco e parece com uma roupa de dormir mesmo
Mano diz:
então pronto
Thaisa diz:
estou com ela na foto com Lala na açude velho
Mano diz:
ta dificil
Thaisa diz:
será q tá pra lavar? Olha ela no orkut: a foto. Lá tá o short roxo e a bluza cinza
Mano diz:
a sei, tá
Thaisa diz:
repassando vamos lá, tá quase terminando,kkk
Mano diz:
que blusa cinza fía??ja sei
Thaisa diz:
bluza vermelha de setim nova com sinto largo, Tênis all star novo colorido...acho que terminamos
Operação cumprida e falta o repasse..
Mano diz:
mainha perguntou se vc quer levar a casa?
Thaisa diz
kkkkkkkkkkkk. Ainda não, mas se puder compactar agradeço kkkk. A casa e o cu emprestado eu quero...kkk, pergunte se ela lembra dessa história?
Mano diz:
mainha ta perguntando se vc num qr o cu dela tbm?kkkkkk. Vc quer meia para ao sapato?
Thaisa diz:
Diz a ela que não quero não, mas, OBG,já tenho o meu. Vamos repassar?Preciso repassar
Mano diz:
vai fala
Thaisa diz:
a mala deve conter:
Mano diz:
lixa
Thaisa diz:
uma calça preta. Lixa?
Mano diz:
esquece
Thaisa diz:
kkk, uma saia jeans e um short roxo, dois vestidos,dois boleros, dois sapatos. Ah! a meinha é importante também viu? A finhinha q está dentro do all star até ontem?Mano? Duas camisas: branca e bege, uma camiseta cinza, outra branca de seda e vermleha de seda com sinto largo, brincos e colar. Tá aiMano?Ei?Secador, sabonete liquido, hidratante, cartão do banco...
Mano diz:
ok
Thaisa diz:
tiraram não né a blusa preta de flor vermelha né?Pq é com ela que eu vou sair pro show.
Mano diz:
mainha não sabe qual é essa
Thaisa diz:
ela estava já dentro da bolsa. Tiraram?
Mano diz:
se tirou ja está de volta
Thaisa diz:
kkk. Ok!
vamos para as blusas
Mano diz:
ok!
Mano diz:
pedisse a alguma blusa rosa?
Thaisa diz:
são 5
Mano diz:
a calça jenas vai. Shampoo certo e outros certo tbm
Thaisa diz:
se ela for tire a saia jeans. Mas se tiver molhada não
Mano diz:
vai sim...
Thaisa diz:
Não! Não!

Coisas da vida...Mala pronta

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Instântaneos da vida privada


Parecia tudo tão conhecido: aquele cheiro, aquele beijo, a maneira de se chegar, de abraçar, de fazer um carinho...Não queria, mas era inevitável pensar:

"-Será que também passa por isso? Estar com outro alguém e achar parecido quando é diferente? De procurar no outro um outro OUTRO que não é o mesmo de agora e de antes e nem o atual?".

Fechava os olhos e as lembranças vinham como instânaneos vivos, de algo que foi perdido, não-feito, tomado rota distinta...

Que seja! Acorde! Tudo passa...Dizia a si mesmo e pensava nas "seis coisas impossíveis do mundo de Alice antes do café da manhã": 1) uma bebida para encolher, 2) um bolo que faz crescer, 3) animais que falam, 4) um gato invisível, 5) uma largata oráculo e 6) matar o dragão da Rainha Vermelha. E assim, Alice podia encolher para poder melhor se esconder, ser maior do que os obstáculos, saber que tem pessoas com qualidades de alguns animais, desaparecer quando lhe conviesse, saber o que fazer na hora certa e acabar com aquilo que a oprime, por dentro e por fora.

domingo, 2 de maio de 2010

Um bom domingo de fantasia e ilusão




É esse o gostinho que o show do "Teatro Mágico" deixou ontem no Clube Campestre, aqui em Campina Grande. A galera entrou no espírito do show e alguns foram à rigor: coloridos, floridos, com uma maquiagem circense...assim como todas as outras pessoas fazem quando vão a outros tipos de show.

A diferença é que nesse show imperava o lúdico, o protesto, a liberdade, para um mundo que tantas vezes monocromático. Que seja então! E quem chamem isso de juvenil, o que importa? Importa é que diferentemente de outros grupos, as letras tratam de sonhos, esperanças, liberdade, protesto....coisas tão simples que quase sempre esquecemos no dia-a -ia, mesmo não estando satisfeitos em fazer coisas sem sentido na vida. E mais ainda "não [devemos nos] acomodar com o que incomoda", porque sabemos que "a poesia [deve] prevalecer". Não é remédio, mas revigora e reanima.

O estilo da trupe mudou um pouco em relação as outras apresentações, além de músicas com um som mais regionalizado e que às vezes me lembrou um pouco do axé music, acredito que a maior publicidade da trupe permitiu que eles ousassem mais em fazer outros tipos de som, assim como aconteceu com o grupo Los Hermanos que caiu nas graças do público por causa de "Ana Júlia", e assim que ganharam maior notoriedade pública, permitiram-se dar vazão ao som que eles realmente queriam e se identificavam em fazer, garantindo seu público cativo independente do que está na crista da vibe musical.

Ah! Outra coisa que achei ótima: a campanha que eles fizeram contra a indústria fonográfica, vendendo seu material de forma independente e encabeçando o MPB [movimento de músicas para baixar pela net], já que desde do tempo dos LP's e das fitas cacetes presenteávamos nossos amigos com cópias de músicas as quais gostávamos, então qual o crime nisso?

Pena que o show no ginásio prejudicou a acústica do som e a iluminação do palco. os quais poderiam deixar o show ainda melhor, mas nada que a alegria e a poesia não possam dar um jeitinho...Mágico!

sábado, 1 de maio de 2010

Todo Mundo por Todo Mundo, Nem Todo Mundo por Alguns




Confesso: minha passionalidade às vezes me leva à loucura. Aquela loucura da sinceridade, da defesa com unhas e dentes e até mesmo da burrice....Sim porque, como já dizia o provérbio popular, “errar é humano, mas cometer o mesmo erro já é burrice”. Foi o que fiz [e sinceramente, sei lá, se de novo]. Enfim, havia prometido a mim mesmo que não me meteria em política. No máximo tentaria usar os meus conhecimentos táticos para observar, me defender e evitar o menor número de danos possíveis a outros.

Já que tenho meus momentos “Eloísa Helena” é melhor não me expor, mas mesmo assim acabei me expondo. Que merda! Fui despertar “ O Monstro do Lago Ness” e olha o que deu...Depois de um “lerê” da bexiga taboqueira da semana, de última hora viajei para um Congresso referente a profissão. Fui extropiada, mas fui! Afinal quem quer o melhor para si não pode deixar o processo realmente participativo na mão dos outros. “Não deixem que decidam por você”. Não é isso que dizem para nós?

Vi alianças, coligações, conchavos, articulações – dê o nome que você quiser dar – vi estratégias como arte de guerra, afinal inimigo de meu inimigo é meu amigo”, o ceder os “anéis para não perder os dedos” , vi “os fins justificam os meios” como em Maquiável, até o se infiltrar para dominar... E daí começamos a pensar: será? Será que vale a pena? E o que resta afinal dos nossos princípios, dos nossos valores, da nossa ética?

E daí não deu. Em plena plenária na qual deveríamos nos unir, percebi que era todo mundo por todo mundo e nem todo mundo por alguns. Traduzindo: se isso me interessa ótimo! Defendo. Os que vem atrás que vão à luta ora! Mas não deixemos nem uma brecha para esses que venham. Deve “sutilmente” parecer que é uma “questão de ordem, de burocracias...Balelas!

Na verdade esse é o famoso “quem é que manda aqui, repitam?”. E como estava em pleno palco do auditório tentando com minha passionalidade burra agilizar os trabalhos e ao mesmo tempo que defendia uma proposta mais justa para os estudantes que ingressarão nessa futura profissão, fomos gongados!

Não havia nem uma defesa, nem um protesto do nosso suposto pequeno grupo. Éramos apenas massa de manobra para os interesses de outros tantos pequenos grupos que tentam exercer o micropoder, como diria Foucault. Instintivamente bati na mesa exasperada, coisas que pessoas politicamente equilibradas não fazem. Porque política se faz com educação, com calma, mesmo que seja falsa e manca. Sinceridade, justiça e emoção não cabem nessa esfera.

Proposta: terminado o trabalho de “pião” me retirei do evento, de armas e bagagens, quase literalmente. E não foi nem à francesa para despistar. Infelizmente ou felizmente foi com platéia, como se fosse uma retirada de protesto, como alguns denominam, para outros imaturidade, infantilidade e anti-democratismo. Para mim, que é o que vale, é “para que tudo isso então se a máquina engole a gente?”. Por quê estou aqui? Se parece fato que quando fazemos as alianças para perder os anéis e não os dedos, e quando a gente sente que também está perdendo os “nossos dedos” ? Isso conta? Devemos fazer tudo para sair bem na “fita”? Ou devemos manifestar sim o nosso desagrado por causa da falta de justiça e o excesso de manobras para os interesses de um pequeno grupo dominante?

Um tantokamikase, se todo mundo é por todo mundo e ninguém é por ninguém, então se eu/nós perdemos, que todos percam então...Saída pública a esquerda. A direita jamais. E que a merda desse crachá de “delegada” de qualquer coisa vá parar onde deveria sempre permanecer: no lixo de nenhuma utilidade: amassado, rasgado e com toda raiva que me indignação possa manifestar. E deixem a massa dominante falar “que nem ligo”. Nem ligo porque esse não é deixem o povo falar...

Como a nossa democracia é relativa não é? Como ela serve para poucos e não para todos. Enfim, vou voltar a hibernar politicamente até que tenha aprendido algumas lições de como NÃO FAZER e principalmente a não me machucar politicamente e pessoalmente porque isso não dá para separar. Talvez dê para calar ou para jogar bem direitinha...se é que me entendem....

Uma profissional subversa talvez e daí para alguns digna de ser rechaçada e retaliada, veladamente como sempre acontece quando nos impomos a “ordem”. Fazer o que se ““nasci” assim, se cresci assim.... Gabriela.... sempre Gabrieela...”