sábado, 1 de maio de 2010

Todo Mundo por Todo Mundo, Nem Todo Mundo por Alguns




Confesso: minha passionalidade às vezes me leva à loucura. Aquela loucura da sinceridade, da defesa com unhas e dentes e até mesmo da burrice....Sim porque, como já dizia o provérbio popular, “errar é humano, mas cometer o mesmo erro já é burrice”. Foi o que fiz [e sinceramente, sei lá, se de novo]. Enfim, havia prometido a mim mesmo que não me meteria em política. No máximo tentaria usar os meus conhecimentos táticos para observar, me defender e evitar o menor número de danos possíveis a outros.

Já que tenho meus momentos “Eloísa Helena” é melhor não me expor, mas mesmo assim acabei me expondo. Que merda! Fui despertar “ O Monstro do Lago Ness” e olha o que deu...Depois de um “lerê” da bexiga taboqueira da semana, de última hora viajei para um Congresso referente a profissão. Fui extropiada, mas fui! Afinal quem quer o melhor para si não pode deixar o processo realmente participativo na mão dos outros. “Não deixem que decidam por você”. Não é isso que dizem para nós?

Vi alianças, coligações, conchavos, articulações – dê o nome que você quiser dar – vi estratégias como arte de guerra, afinal inimigo de meu inimigo é meu amigo”, o ceder os “anéis para não perder os dedos” , vi “os fins justificam os meios” como em Maquiável, até o se infiltrar para dominar... E daí começamos a pensar: será? Será que vale a pena? E o que resta afinal dos nossos princípios, dos nossos valores, da nossa ética?

E daí não deu. Em plena plenária na qual deveríamos nos unir, percebi que era todo mundo por todo mundo e nem todo mundo por alguns. Traduzindo: se isso me interessa ótimo! Defendo. Os que vem atrás que vão à luta ora! Mas não deixemos nem uma brecha para esses que venham. Deve “sutilmente” parecer que é uma “questão de ordem, de burocracias...Balelas!

Na verdade esse é o famoso “quem é que manda aqui, repitam?”. E como estava em pleno palco do auditório tentando com minha passionalidade burra agilizar os trabalhos e ao mesmo tempo que defendia uma proposta mais justa para os estudantes que ingressarão nessa futura profissão, fomos gongados!

Não havia nem uma defesa, nem um protesto do nosso suposto pequeno grupo. Éramos apenas massa de manobra para os interesses de outros tantos pequenos grupos que tentam exercer o micropoder, como diria Foucault. Instintivamente bati na mesa exasperada, coisas que pessoas politicamente equilibradas não fazem. Porque política se faz com educação, com calma, mesmo que seja falsa e manca. Sinceridade, justiça e emoção não cabem nessa esfera.

Proposta: terminado o trabalho de “pião” me retirei do evento, de armas e bagagens, quase literalmente. E não foi nem à francesa para despistar. Infelizmente ou felizmente foi com platéia, como se fosse uma retirada de protesto, como alguns denominam, para outros imaturidade, infantilidade e anti-democratismo. Para mim, que é o que vale, é “para que tudo isso então se a máquina engole a gente?”. Por quê estou aqui? Se parece fato que quando fazemos as alianças para perder os anéis e não os dedos, e quando a gente sente que também está perdendo os “nossos dedos” ? Isso conta? Devemos fazer tudo para sair bem na “fita”? Ou devemos manifestar sim o nosso desagrado por causa da falta de justiça e o excesso de manobras para os interesses de um pequeno grupo dominante?

Um tantokamikase, se todo mundo é por todo mundo e ninguém é por ninguém, então se eu/nós perdemos, que todos percam então...Saída pública a esquerda. A direita jamais. E que a merda desse crachá de “delegada” de qualquer coisa vá parar onde deveria sempre permanecer: no lixo de nenhuma utilidade: amassado, rasgado e com toda raiva que me indignação possa manifestar. E deixem a massa dominante falar “que nem ligo”. Nem ligo porque esse não é deixem o povo falar...

Como a nossa democracia é relativa não é? Como ela serve para poucos e não para todos. Enfim, vou voltar a hibernar politicamente até que tenha aprendido algumas lições de como NÃO FAZER e principalmente a não me machucar politicamente e pessoalmente porque isso não dá para separar. Talvez dê para calar ou para jogar bem direitinha...se é que me entendem....

Uma profissional subversa talvez e daí para alguns digna de ser rechaçada e retaliada, veladamente como sempre acontece quando nos impomos a “ordem”. Fazer o que se ““nasci” assim, se cresci assim.... Gabriela.... sempre Gabrieela...”

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