sexta-feira, 14 de maio de 2010

E-mail para a Surrealidade


René Magritte, La Magie Noire, 1935



Gostaria que soubesses como foi especial o dia que te conheci. Me vem as lembranças de quando estava descendo as escadas e você à mesa olhando seus e-mail.s Vários pensamentos passaram pela minha cabeça. Quis até refurtar o pedido para almoçar juntos mediante a minha timidez e o medo do nã.

Contudo pensei: "não custa nada fazer isso". O aceite ao convite foi algo sinceramente inesperado. O desencadeamento de nossas ações afloraram uma espécie de desejo, respeito, admiração, fascínio... Essas sentimentalidades vieram mesmo de forma surreal, pois, foram dozes cavalares de emoções e em muito pouco tempo. Preciso registrar aqui, a minha incapacidade momentânea em trabalhar, pensando em você.

O que dizer de nosso primeiro contato?

Um selinho roubado: as margens de uma avenida movimentada, o início da nossa intimidade. O anúncio de que nossa intesidade seria algo destemido, corajoso, sem medo. E foi isso que aconteceu. Nossa lasvia foi além do esperado. O desejo, o gozo e todas as expressões que definem o prazer estiveram ali presentes, quando fundíamos nossos corpos, que se embalavam ao som do Metal (teria trilha sonora melhor do que essa?).

Enfim, hoje aqui estou, tentando te ligar mas, sem êxito que atendas. Quero expor que a tempos meu corpo travava tamanha batalha... uma luta que ambos saímos ganhando. O desgaste foi tamanho que tive uma distensão na coxa... O bom da dor que estou sentido é que ela sempre me faz lembrar de você, Surrealidade.
(Texto de A. Cavalcante adaptado por Thaisa Santos )

Comments:
Renata: apesar de não conhecê-la, digo-lhe: nunca perdemos ou ganhamos nada . Por quê?
1. tudo é muito relativo.;
2. Além do que, "há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia," como diria Shakespeare;
3. Portanto, plagiando mais um pensador, Lavoisier, "Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma";
4. Assim, nunca subestimo o que os nossos sentidos podem produzir, inclusive a partir de uma poesia...;
5. Em síntese: nossos sentidos, nosso corpo e nossa psíque caminhão juntos, sendo necessário todas as estimulações táteis, sinéstesicas...algo haver com sensibilidade diretamente relacionada intensidade das coisas. ;)

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