quarta-feira, 9 de junho de 2010

As sem razões da desrazão


Uma pessoa comum. Exercendo suas atividades também comuns, o que não se dera conta é que por trás daquela alegria insana que todos admiravam, havia uma grande dificuldade em lidar com a frustração.

A cada frustração que sentia havia um confroto direto com sua suposta onipotência em tudo driblar e fazer acontecer. Pensava: "Eu tudo posso...Basta querer e fazer acontecer", o que muitas vezes soava como aquelas canções infantis tolas.

Entretanto, diferentemente do que se poderia esperar das pessoas comuns, suas reações a frustração não eram nada comuns. Nada de chicote de silício, ou quem sabe rituais de mitulação corpórea com objetos que machucassem, que provocassem dor. Ao que essa pessoa nada comum recorria era, nada mais nada menos, do que machucar a alma: aos relacionamentos difíceis, alguém que desligasse o telefone em sua cara, não respondesse aos seus e-mails, que a ignorasse no MSN, como também comia compulsivamente até vomitar, bebia até se sentir mal... Merecia ou não ser punida? Afinal não conseguira o intento alvo. Qual era sua culpa? Sim, porque se não conseguira é porque algo deixara de fazer ou até mesmo fez algo errado.

Um manhã mergulhada na cama depois de todo seu ritual discreto e particular percebera que a sensação de frustração desencadeava um estranho sentimento de culpa e em seguida a necessidade de reparaçãao dessa culpa pela dor. Masoquismo? Talvez. Como diria os tantos "filosófos das bancas de revistas" que decoram meia dúzia de palavras bonitinhas e impressionantes de outros autores e as adapta ao seu gosto: Há mais razões entre o céu e a terra do que sonha a nossa van agonia...

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