domingo, 27 de junho de 2010

Entrelinhas


    - Bom dia! “Meu mundo é você é quem faz...” - cantou no primeiro dia ao acordarem.

    - Bom dia! “Dio como te amo, no es possible...” - segundo dia

    - Bom dia! “Bem que se quis depois de tudo ainda se feliz, mas já não há caminhos pra voltar e o que a vida fez da nossa vida...” - escutou antes mesmo de cantar no terceiro dia naquele ritual matinal.

    - Bom dia! “Ne me quitte pas...”

    - Bom dia! “Você me faz tão bem. Você me faz tão bem...”

    - Bom dia! “As vezes me dá um medo. Que medo!”

    Até que as palavras deixaram de ser apenas entrelinhas porque nem sempre vive-se apenas do que gostaria-se de ouvir e sentir:

    - Boa noite! Preciso manter-me mais distante de ti.

    -Se acha que isso vai ser melhor para você, então...se isso vai ser importante para você não se machucar, com o tempo provo que isso não vai ser necessário.

    A felicidade veio com um rasgo de duvida. Primerio porque ouvira o que de fato queria: “Vou te provar”. Mas em qual parte da senteça proferida deveria confiar? Na segunda como seus sentidos queriam, ou na primeira? A primeira parte da resposta foi: “Não confie em mim. Não se machuque. Não tenho como receber o que me dás...”

    - Tive um pesadelo. Uma coisa muito louca. Sonhei que Camila Pitanga estava num posto de gasolina. Então me transformava no Huk. Ficava forte porque eu queria, mas quando percebi que ia ficar fraco corri para casa...

    Sem querer, talvez obtivera resposta a pergunta da noite anterior: o passado é forte. E ao presente, ao novo, ao desconhecido, preciso ser forte. Preciso fugir e me proteger. Talvez também seja por isso que desde o início sentira que cada dia precisava ser vivido como o último. O último carinho, a última risada, o último encontro, a última despedida. Talvez seja preciso de fato se resguardar em certos momentos...Uma felicidade quase sempre clandestina e roubada quando a vida andava por aí destraída, até que a vida se dá conta de que alguém estava tentando trapaceá-la e coloca as coisas no seu curso. Entretanto, um promessa havia sido feita que mesmo entre mortos e feridos "Nada lhe seria cobrado..."


Comments:

Cris: Não tem nada de anormal gostar de Copa, kkk. Talvez o anormal seja não gostar. Mas falo de uma impressão feminina que tenho: parece que a maioria das mulheres não gostam de jogos, no entanto, quando na Copa parecem “técnico de seleção desorientado”. Tipo como assim?E quanto você gostar do que escrevo: Valeu! Me sinto lisongeada quando minhas palavras tocam alguém.

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