sábado, 19 de junho de 2010

Tem coisas que só a copa faz por você


Parafraseando o merchâ de uma operadora de celular, preciso relatar como foi minha experiência tragi-cômica do primeiro jogo da copa do Brasil.
  1. Brasil e Coréia determinação da "facu": "É pra parar as 14:00 e voltar a partir das 17:00hrs ". Ok! Se não fosse o fato de ter duas aulas nesse dia que não poderiam ser remanejadas devido ao fim do semestre e a vontade dos alunos de se verem livres;
  2. Entro na sala uma hora antes da determinação e estão todos me esperenando de verde e amarelo, vuvuzela e chapeuzinho. Ok! Se não fosse o fato dos alunos ficarem contando quanto tempo me resta antes de começar o jogo. Um verdadeiro se vira nos 30 do Faustão. Simplesmente não falava, parecia a matadora de Antônio Conselheiro cuspindo palavras-bala numa contagem regressiva;
  3. Saiu da sala e daí: a secretaria se equivoca e informa ao responsável pela pousada de que não estava presente. E daí? Daí que fui correndo depois da aula atrás da minha vaga, já que todas as pousadas da cidade estavam lotadas. Me restaria apenas o barril do "Chaves" na pracinha". E isso antes do jogo começar...
  4. Enquanto pleitiava a minha vaga do cafofo duas alunas querem conversar comigo sobre a feira científica. "Querem falar comigo? Então me siga porque eu preciso garantir meu "teto". E haja subir e descer ladeira com a bolsa cheia de livros e duas alunas tirando dúvidas e eu ficando sem fôlego. De fato havia perdido o teto, mas não a sorte: consegui abrigo na casa de umas colegas, onde fui esperar a hora do jogo em clima nada patriótico
[abre parênteses]

Confesso que nunca fui muito afeita a jogo, nem mesmo aos da Copa. faço uma"fita" para não dar uma de anti-patriota. Levemente me interesso por jogos onde a disputa de bola é de rachar, por causa da Adrenalina e aquele passa-passa de bola morno me deixa enfadada e com a sessão de que estou perdendo meu tempo...Enfim, tenho uma "teoria" de que as mulheres são condicionadas a gostar de futebol nesse período pra poder melhor exibir a criatividades nos adereços, comer de rachr, ou então, se exibir pra os carinhas que mais paressem os homens das cavernas. Possivelmente os feromônios devem ficar no ar com tanta disputa. Enfim, tirando os jogos onde vejo que as grande nações perdem para os países pequenos porque me dá sessão simbólica que pelo menos aí vencemos...Não sou muito desse clima. Patriotismo deve ser exercido todos os dias e não apenas em jogos e eleição como forma de alienação do povo: esse é meu blá-blá já conhecido.

[fecha parênteses]

5. No abrigo temporário, o jogo foi com três mulheres nada interessadas nos itens acima listados do ritual feminino no parênteses, mas numa pipoquinha com guaraná e chocolate. Mulheres por sinal lindas e interessantes. "É a digievolução! Fazer o que se tem vontade" . Vamos esperar a hora para voltar a "facu". Enquanto isso nos divertindo tirando sarro dos jogadores, tentando reconhecer algum atleta da seleção, enfim, narrando o jogo a nossa maneira e com muita risada, coisa que é veementemente reprimida pelos telespectadores masculinos. Pena que o papo terminou em contagem de calorias e falando de gordurinhas localizadas. Meu amigo se a merda já está feita, então, dane-se. Negócio de ficar se chicoteando a toa, nam! Num come porra! rssss...
6. Hora de voltar a sala, metade da turma ainda em clima de vitória. Uns com cara de que estavam mais prá lá do que pra cá, algumas alunas até tropeçando em "degraus imaginários" da sala. Bem, sem bafômetro na sala e sem querer bancar a "polícia", vamos dar início aos trabalhos e daí além do desafio de tentar mantê-los minimamente concentrados, uma dupla de penetrar na turma querendo dar uma de "Vesgo e Silvio no Programa Pânico" nos Programas da Globo, querendo "furar" a aula lotada pra deixar a latinha da cerveja cantarolante bagunçando. Ok! Desafiar a autoridade do profê. Quem já não teve vontade de fazer isso? Mas aí tem que se ser do lado de cá e não do lado de lá e sem constrangimentos pedir pra sair e parar a aula, somente retomando com a saída pacífica. Desafios vencidos, desse jeito quem é que tem clima para entrar na onda verde e amarela.

Sem contar que tenho algo que preciso dizer: cara, a propaganda da cerveja com os velhinhos: é ARRETADA!". Mas confesso que sinais estranhos foram mostrados me e não por mulheres tá! Como é que os velhinhos gritam por "REDONDO" com o gultural típico do vocalista de Sepultura? Discrepante...Sem contar nas velhinhas que entram para comemorar, durante o merchâ, mas não falam nada, daí me mostraram e pensei também: "Por que mulher em jogo não tem poder de falar. No máximo ficar do lado do homem assistindo porque nem saber de futebol "elas" sabem...Meu blá-blá de sempre...E que fique registrado!


Um comentário:

  1. Eu gosto da copa! rsrs
    adogoo futebol...
    sou normal??? kkkkkkkkkkkkkkkkk

    adoro seus textos Thai! AdÓgo! rsrs

    xêrooo

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