domingo, 17 de outubro de 2010

Rotas nelson rodriguianas


De beleza exótica, por trás daquela aparência segura e serena ninguém imaginaria que dilemas vivia... Sempre as idas e vindas com relacionamentos que já entrava sentindo que era uma "barca furada". Não sabia bem ao certo se em busca de calor humano ou de aventura...Entretanto, tinha certeza que não era do tipo comum. Seja para se contentar com pouco, qualquer coisa ou nada. Muito menos com clichês "dos que gostão daqueles que não prestão"...

O mais interessante é que nessa idas e vindas, o tempo era exatamente demarcado quando uma das determinadas barcas decidia reatracar no porto, sem mais nem menos. Tentara ignorar, impedir, ocupar o lugar...Mas nada detinha aquela barca. E por quê? Trataria-se de um obstinado, convicto do que sentia, disposto a mergulhar fundo seja no calor ou na emoção?

Percebera que as idas e vindas se faziam pelo gosto da barca em atirar ao mar a sujeira do convés e remoer um passado que não teria mais volta. Atirando a face sempre os excrementos humanos do outro, mas nunca os seus próprios excrementos.

E o que fazer? Mudar de porto então e apagar as coordenadas do antigo, já que não existe um presente nem um futuro independente do que se faça. Aberto as emoções, novas então...

sábado, 16 de outubro de 2010

"A Sociedade dos Poetas Mortos": uma prosa cine-pedagógica


Um filme tão antigo, mas tão atual: afinal o que é que um professor(a) deve ensinar aos seus alunos e alunas? Até que ponto deve-se buscar a essência da vida ou afogar-se nela, no Carpie Diem? Confiança é algo que pode ser ensinado a buscar? Aprender a trilhar os próprios caminhos e verdades? E afinal o que são verdades? Acredito que não existem "verdades", mas"leituras" sobre. Na mesma linha que "O Sorriso de Monalisa" e "Ao Mestre com Carinho", o filme deixa muitas lições entre elas é que muitas vezes é preciso duvidas para ver o mundo a partir de perspectivas diferentes.

Assim o mestre em literatura inglesa convida: "Usem a cabeça!" E como a usamos? Numa sociedade em que o importante não é ser, mas ter, parece contraditório falarmos em confiança quando essa mais parece uma postura narcísica de auto-defesa a qualquer custo e o outro nada mais é do que um objeto a mercê das vontades alheias, individuais e egoístas.

Ensinar confiança é acolher o outro no diálogo, mesmo ao que nos é apresentando como algo diferente. Acolher em si é um termo que apresenta várias acepções e uso: para alguns trata-se de uma postura ético-profissional, para outros uma questão de respeito ao direito de cidadania.

Acolher é ao mesmo tempo noção, atitude e política governamental. Enquanto noção implica assistir o outro de forma qualitativa. Como atitude trata-se de um processo de ampliação comunicacional com os outros. E enfim, enquanto política governamental é inserida a partir da década de 90 por meio da humanização hospitalar no atendimento pré-natal e materno, estendendo-se a partir do ano 2000 para todas as ações que contemplam a atenção básica a saúde.

Entretanto, para além da garantia de uma política governamental que tentará assegurar por meio de dispositivos legais que direitos constituionais e humanos se efetivem - "Todos os seres humanos nascem livres e iguais em direitos. Dotados de razão e consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade" - trata-se de uma mudança cultural que implica uso de saberes sejam refletidos e rotinizados como práticas cotidianas.

Nesse sentido, a atitude de acolhimento é um modo de operar o trabalho, seja qual for o trabalho, o profissional e o lugar. É algo delimitado como política de saúde, mas que deve compor também as políticas educacionais, inclusive como valor humano, já que só é capaz de acolher quem alguma vez já foi acolhido.

O acolhimento para além de uma "palavrazinha" que exige filosofação, reflexão e imputa mudanças coletivas, exige relações dialógicas, ou seja, horizontalizadas, que promova a autonomia e que possibilite o compartilhamente de diferentes universos simbólicos. Principalmente operacionalizia-se pela escuta, pelo o uso de saberes e afetos na promoção de um vínculo empático. O ato de cuidar exige o que, coloca o pedagogo, Paulo Freire menciona como:

  • amor pelo compromisso com o outro;
  • humildade não no sentido de subserviência, mas de sabedoria para entender e se posicionar frente aos outros;
  • fé no potencial humano da mudança;
  • esperança nessa mudança;
  • pensamento crítico sobre a complexidade humana e processo cotidiano;
  • atenção nas necessidades humanas como um ser biopsicossocio e cultural

Arremato essa minha prosa despretiosa, sintetizando que ensinar trata-se do ensino da busca confiante e desejosa do mundo e que essa busca exige respeito ao diálogo manifesta quando acolhemos qualquer ser humano em qualquer espaço. Acolher, que deveria ser uma atitude comum, atualmente é usada como terapêutica alternativa, bem parecido, para não dizer paradoxal, com os livros de auto-ajuda e as revistas de entretenimento. Acolher tornou-se uma atitude revolucionária, como na "Sociedade do Poetas Mortos". Lembremos que a ignorância [alvo da nossa pretensiosa educação] não é um vazio a ser preenchido, mas um cheio a ser transformado parafraseando o referido pedagogo no texto da Traverso-Yépez (2008).


TRAVERSO-YÉPEZ, Marta. Psicologia Social e Trabalho em Saúde. Natal: Ediotra UFRN, 2008

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Te amo!?

Toc. Toc. Toc (série toc. toc. Parte V)


Toc. Toc. Toc. O som do salto no assoalho abruptamente foi entrecortado pelo derramar-se na cadeira acompanhado de um ollhar triste, vagueando ao horizonte...vomitou algumas palavras...

- Na verdade tive um insight. Era apenas uma cópia borrada e mal-feita de quem amei. O de lá. Lá do começo. Substitui meu objeto de amor por outro, secundário, por isso me contentei temporariamente, mas agora todo o castelo de auto-afirmação se desfez e volto a vaguiar com minha tristeza, a qual não a quero. E penso...E sabe no que? Nele. No primeiro. Busquei durante esses meses as semelhanças no gosto pela música, nos gestos, na forma em descuidar-se... Na necessidade que tinha de mim. De que o protegesse...Tentei !Juro que tentei reanimar meu coração, picotando sua alma e enchendo os buracos que cavei...Até quando continuarei perdida nessa fantasia?

Uma pergunta sem resposta. E naquele momento o silêncio estabeleceu-se no setting terapêutico.

domingo, 10 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Carta a um soldado


Da parte surreal do real, outubro de 1945

Ao Soldado Ryan,


É com muito pesar que dispenso-me do soldado Ryan. Poderia citar aqui suas qualidades e bravuras, como é comum a todas as homenagens póstumas aos abatidos em batalhas. Porém, seguirei o caminho inverso e tentarei transcrever a objetividade subjetiva daquele olhar ou olhares. Durante os quase cinco meses por trás das trincheiras, capturei pelo menos sete tipos de olhares, cabalísticos por sinal:

Um quando está alegre, num sorriso largo de ponta a ponta da orelha, junto com o corpo que dá pequenos espasmos;

Outro quando fica triste, quase pedindo colo diante do desapontamento;

Um outro quando parece um anjo ao dormir. E o rosto simplesmente descansa.

E um outro quase que vingativo em nome da honra e da vaidade lavadas;

E ainda outro. Aquele olhar que devora na ansiedade de tudo querer e decifrar;

Há ainda outro de quem está satisfeito...

E por fim, aquele que eu mais amava e do qual não tive como me despedir: o acompanhado do som da tua voz que me acordava ao amanhecer, simplesmente cantando canções românticas antigas.

Não tive como despedir de todos e então parti sem dizer a todos que existiam e dos quais sentirei muita falta. Jaz uma não, mas duas almas...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A numerologia por Between Us e na Mosca


CAMINHO DA VIDA (para que vim ao mundo...)


Entusiasmada, feliz, criativa, intuitiva, imaginosa, versátil e energética.
É intelectual, otimista e um líder natural.
Tem o dom das palavras. É intuitiva e se sai muito bem no trabalho mental.
É amistosa e os amigos significam muito para você.
Tem sempre idéias novas e originais para resolver seus problemas.
Você deveria seguir seus pressentimentos. ["Condordo plenamente"] Cuidado com as seguintes vibrações negativas:
críticas excessivas, impaciência, bisbilhotice, ciúme, falta de estima por si mesmo, intolerância. ["Na mosca!"]


TALENTO INTERIOR
Leal, determinadA, com capacidade para os negócios. Precisa de responsabilidade.
Você é confiável e prático - são as construtoras e trabalhadoras.


A MANEIRA COMO ME EXPRESSO NO MUNDO

Você é tolerante, compreensiva, amorosa e generosa.
Costuma ajudar os outros sem pedir nada em troca.
Sabe perdoar e compreender a natureza humana em todos os sentidos.
Trabalha muito melhor quando está livre para expressar as emoções e quando é necessária inspiração.
Permaneça impessoal, pois pode sofrer grandes perdas se exigir poder, posses e amor pessoal. Seus horizontes são amplos e, na verdade, você odeia ficar confinado a lugares pequenos e a situações pequenas que não exigem nenhum esforço.
Pode ser professor, escritor, médico, enfermeiro, advogado, pregador, filantropo, pensador humanitário, orador, pintor, músico, compositor, conselheiro, juiz, importador, ator dramático.
Deve evitar a crueldade, os esforços voltados aos ganhos pessoais e o excesso de sentimentalismo.

INTERPRETAÇÃO DO NOME

talento para expressão e criação.Pode precisar de estímulo

site: http://horoscopovirtual.uol.com.br/numerologia.asp

terça-feira, 5 de outubro de 2010

AMOR À DISTÂNCIA..Não é loucura: eu recomendo!






Em tempos para lá de modernos as pessoas já não sabem o que fazer, como fazer, para que fazer...tudo parece tão sem sentido que não sabemos nem ao menos se devemos dar bom dia ao desconhecido com o qual saímos na na noite passada e amanhecemos, ou simplesmente saímos de fininho...

É dessa temática que a comédia romântica "Amor À Distância" trata: um casal que acabou de se conhecer e precisar vivenciar, a partir de então, um namoro virtual. Isso por conta de obstáculos de trabalho, geográficos... entretanto, eles não deixaram de apostar nos dois.

O filme garante boas risadas e sobretudo deixa a lição de que quando queremos mesmo nada é impossível. Ou seja, além de sermos nós mesmos o nosso grande inimigo, vale apena apostar contra aquele" sentimentozinho" egoísta e narcísico que nos dá a falsa impressão de que tudo pode desintegrar e desestruturar a nossa vidinha a menor mudança de curso.

O filme é para que não gosta de uma "vidazinha", no sentido de mesquinhês, e para quem não tem medo de arriscar, inclusive ao assistir uma comédia romântica.