domingo, 17 de outubro de 2010

Rotas nelson rodriguianas


De beleza exótica, por trás daquela aparência segura e serena ninguém imaginaria que dilemas vivia... Sempre as idas e vindas com relacionamentos que já entrava sentindo que era uma "barca furada". Não sabia bem ao certo se em busca de calor humano ou de aventura...Entretanto, tinha certeza que não era do tipo comum. Seja para se contentar com pouco, qualquer coisa ou nada. Muito menos com clichês "dos que gostão daqueles que não prestão"...

O mais interessante é que nessa idas e vindas, o tempo era exatamente demarcado quando uma das determinadas barcas decidia reatracar no porto, sem mais nem menos. Tentara ignorar, impedir, ocupar o lugar...Mas nada detinha aquela barca. E por quê? Trataria-se de um obstinado, convicto do que sentia, disposto a mergulhar fundo seja no calor ou na emoção?

Percebera que as idas e vindas se faziam pelo gosto da barca em atirar ao mar a sujeira do convés e remoer um passado que não teria mais volta. Atirando a face sempre os excrementos humanos do outro, mas nunca os seus próprios excrementos.

E o que fazer? Mudar de porto então e apagar as coordenadas do antigo, já que não existe um presente nem um futuro independente do que se faça. Aberto as emoções, novas então...

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