sábado, 13 de novembro de 2010

Sessão "alguém sabe como faço isso": uma mala de fuga?


Sendo uma pessoa praticamente em fuga de mim, do mundo e dos outros...inclusive ao escutar momentos de sabedoria tais como:"- É preciso estar inteiro para fazer essas coisas...". E daí me questiono desde quando existe inteiro? Já não nasceríamos geneticamente metade de nosso pai e mãe? Socialmente co-dependentes dos nossos pares? Simbolicamente faltantes e desejantes?Não seriamos eternos pedaço(s)? Esssa ilusão do "inteiro" já se acabou não, foi? Até as metades são metades e não inteiros...Até os números inteiros são subconjuntos de sei lá quantos outros conjuntos de números que não são inteiros...sei lá...

O fato é que dessa vez ao tentar fugir não da angustia, nem do medo e sim da raiva, fiz uma pequena mala e o que pus?LIVROS! No meio do caminho me dei conta que não dá para fugir apenas com livros.

E enquanto o pensamento embuluava dentro do cabeça com destino para fotocopiadora atrás de um outro livro, indaguei-me que se:

a) Talvez se fosse "bem mulherzinha" colocasse roupas básicas (estação verão/inverno) e itens básicos como calcinhas, xampu...e depois decidiria quais itens me ajudariam no destino que escolhesse ou;

b) Bastava-me apenas dinheiro e carro, num estilo "bem menino objetivo". E daí indo mais profundamente em meus pensamento enquanto nem no meio da rua conseguia ser apenas uma desconhecida que buscava um refúgio seguro para chorar, devaneei:

c) Mas somente "Forrest Gump" seria capaz de fugir apenas exatamente do jeito que estava: descalço[Ou será que me recordo desse modo?]. Sem fazer planos em tentar encontrar seu "eu interior" depois de uma jornada gastronômica na Itália, um momento espiritualizado na Índia ou para desequilibrar-se pelo amor na Indonésia.

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