domingo, 19 de dezembro de 2010


Teodora Belcheva, mais uma russinha "maluca"? Talvez não. Ou menos maluquinha do que creem as pessoas...Ela decidiu ligar para aquele amor...aquele mal resolvido. Aquele que ela terminou por não achar que tinha compatibilidade? Pois é...Mandou algumas mensagens antes com identificação desconhecida com medo da reação mesmo...tentando se explicar que não tinha esquecido, que tinha tido medo, que fez o que achava correto, mas que agora tudo parecia sem sentido...e depois de algumas mensagens decidiu ligar para ele e o que acontece...A esposa atende...

"- Pronto!
- Quem fala?

- A esposa dele...Minha irmã na moral deixe de ligar..."

Chocada Teodora pediu desculpas e disse que não sabia. Desligou. Naquele momento o último ponto que suturava ela ao mundo partira. Dor maior do que aquela somente quando ele a deixara pela primeira vez. Quando a traíra. Parece que foi a partir dali que a história deles degringolou...

Ela chorou, quebrou os últimos discos. Rasgou as últimas fotos...Urrou de dor. Uma dor que nem mesmo ela sabia distinguir o porquê. Sentira-se fracassada por não ter sido a ocupante daquele lugar tão acalentado por ela em seus sonhos...Até que passado o dia, o choro e parte da dor no outro dia se questionou:

"-Que paradoxal! Para um cara que não acreditava em instituições como o casamento? Para um cara que não permitira que ninguém atendesse ligações que eram suas... Antigos e novos costumes: esposa versus gírias como "na moral"...nem combina com a galera do baseado tão modernos e livres.

Era o desespero de quem naquele momento que falava mais alto? O da esposa em perdê-lo? O dele com sede de vingança que queria magoar Tododorova, permitindo que a "dona de seu coração" mandasse um recado direto e certeiro? Ele não poderia ter feito isso com menos fúria e menos dor, apenas na indiferença daquelas antigas relações que mais nada significam, nem dentro, nem fora, nem no começo, nem no meio, nem no fim....Enfim...aquilo serviu como algum conforto para Thodorova. Não por orgulho de mulher ferida, mas por perceber que o desespero se espraiava por todos...Era preciso se fazer ou re-fazer na dobra entre o que ela achava ser o seu "ser"[e agora era amorfo] e ele, o seu "não-ser". Reinventando-se como sempre? Quem sabe um dia doa cada vez menos...

Um comentário:

  1. Interessante! Mas acho que ele não pediria que sua esposa atendesse um telefonema só para confrontar alguém. Acredito que Teodora se exitou. O amor é uma dança, cabe a nós conduzir nosso par por passos suaves e envolventes. Quando encontramos um par que dance melhor que o outro... Um Adeus não é um simples "tchau", é eterno.

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