quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quem é que já brincou de polícia ou ladrão quando criança?

Quando brincava na rua com a gurizada rolava toda uma brigalhada para saber quem iria ser polícia e quem iria ser ladrão. Ora éramos polícia, ora ladrão para desespero de alguns adultos preocupados com possíveis marginais mirins. Era mais nobre dizer "preso em nome da lei...". Eu particularmente achava a vida dos ladrões mais emocionante, andando em bandos, viajando, correndo...

Hoje me pergunto: faria sentindo ainda brincar disso? Esses papéis não se confundem atualmente? Não seria a vida de um policial tão "emocionante" quanto a de um ladrão? Como disse uma amiga ao passar por um posto policial...:
" - Cuidado! Vá que eles digam mãos ao alto? Vou logo mostrar que na minha carteira só tem dez reais porque coloquei combustível no cartão..."


O que não foi ficção nesse dia do comentário foi uma viatura da polícia civil que passou por nós na capital de João Pessoa e um dos policiais no engarrafamento gesticulou um belo e respeitoso "vá tomar no cu" , já que havíamos desviado de uma combe da policia militar que quebrou em plena avenida.

Fiquei tão perplexa que diante da rapidez da viatura não deu nem para pegar o número da placa e quem sabe tentar realizar uma denuncia. Seria Alice no País das Maravilhas?E eles ainda querem que acreditemos que ainda são os mocinhos? E eles ainda querem que a sociedade civil apoio emenda constitucional para reajuste salarial (PEC 300)? Como? Se eles reproduzem e se escondem na impunidade que rege nosso país? Se escondem atrás de um farda posto que, se fosse o contrário e tivéssemos revidados o gesto, no mínimo poderíamos ser preso por desacato a autoridade....Nunca fez tanto sentido brincar de ligar a sirene para passar diante de outros carros...

Ah! Lembrei, mas quando era criança e fazíamos "iom, iom, iom" não tínhamos uma ocorrência policial de brincadeira...por isso que é diferente....














Polícia e ladrão

domingo, 15 de maio de 2011

"Hoje tem Marmelada? Tem sim senhor!"

Não basta ter apenas o espaço físico de um Teatro, sem desmerecer a importância desse diante da reforma do Severino Cabral em Campina Grande/PB. É preciso ter a própria arte em cena, o espetáculo cênico. Seja nesse espaço, na praça, na rua...Infelizmente sabemos o quanto Campina é carente de espetáculos dessa natureza, já que todas as ações nessa área acabam por se concentrar unicamente no Festival de Inverno. Restando-nos um "obsoletismo" no correr dos outros meses do ano.

Sem querer valer a máxima popular que "em terra de cego quem tem um olho é rei", como se nos contentássemos com qualquer coisa, é mais do que merecido os elogios às últimas apresentações do espetáculo desse fim-de-semana: "O Pastoril Profano Circense". Usando do humor escachado dos palavrões - ainda um tabu em nossa sociedade apesar de toda a erotização que é ostentada todo tempo, em todos os lugares e pelos meios de comunicação- o espetáuclo não se restringiu a isso, mas acrescentou pitadas de sarcasmo, crítica a sociedade campinense e tudo aquilo que pensamos e muitas vezes não temos coragem de falar. Sem falar da apresentação se encaixar no imprevisto da interação em tempo real com a platéia/público/personagem. Enfim, um humor bufão, mas nem por isso menos inteligente para que gosta de subestimar as coisas simples e os produtos da terra.