quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quarta irônica: a verdade das verdades

  
No buzão indo ao cine com o menino Lasinho, começamos a conversar...

"- Eu não aguento mais. Você sabe como as coisas funcionam. E tem que ver e fingir que não é com você, que é indiferente, tipo... "antes ele do que eu"...Não suporto mais essa hipocrisia social - e depois de alguns segundos escutando minha filosofação.
- Então...deixa eu entender: Isso tudo é por causa da tripa?
- O quê?
- Lembra que você não sabia de onde vinha a tripa?
- Como assim? Não entendi?
- Lembra que você adorava comer tripa assada até você descobrir da onde ela vem? Tipo: tripa é do intestino e o que tem dentro do intestino????
- Ah! Sei, sei...Mas não entendi: o que uma coisa tem haver com a outra?
- Justamente! Foi por isso que você ficou assim? Depois que você ficou sabendo de onde vinha a tripa assada que você gosta de comer no barzinho com cerveja?

Risos...Pense numa verdade das verdades que é capaz de mudar sua vida. Se não a sua vida com a sociedade, pelo menos com a alimentação e os tira-gostos mudam, ah, se mudam!




sábado, 27 de agosto de 2011

Testemunho de uma viciada

Eu sabia que não poderia estar ali, mas estava. Os meus olhos corriam de um lado para outro. Tentando focar em quem passava, em outras coisas, me distrair... mas meus olhos sempre paravam lá...Eu sabia que não podia, que não devia...Então decidi me afastar da tentação. Voltei para casa, correndo. Obrigando que aqueles pensamentos saíssem da minha cabeça. Não podia pensar, não queria pensar...E daí me entretive no cansaço, com o caminho de volta para casa, com o papo-vazio, com a tosse gripal...E no outro dia ao acordar, meu corpo tremia, queimava, clamava porque precisava ficar fora de si...Aquela sensação de prazer incomensurável circulando dentro do corpo, na superfície da pele...Chega! 
"- Ei! Vamo ali? - a usuária hum
-Vamo nessa!" - o usuário dois
- Vocês estão doidos! Não vão!- o careta.

A caçada desenfreada pelo prazer imediato começara...aquela fissura...não era mais desejo, mas necessidade, vontade..."necessidade, desejo". E fomos as tocas em plena manhã, sem medo de ser pegos. Sem medo da censura, da recriminação. Sem se importar com a falta de grana. Era uma atividade subterrânea..."
"- E aí? Você tem? - a usuária hum
- Acabou! Pode ser para daqui alguns dias? - o vendedor
- Não eu quero agora! - a usuária hum
- Liga mais tarde então. Vou ver se a minha colega tem lá..." -  o vendedor

O coração batia mais rápido à medida em que se escutava: "Não!". "Não tem!".Era preciso esperar pela tarde. E a expectativa da espera causava uma analgesia confortável. A barreira entre o lícito e o ilícito é bem tênue, mas naquele dia, custasse o que custasse, precisavamos de mais uma dose.
E não era uma dose qualquer. Precisávamos de uma dose de Claudio Willer com a obra Geração Beat da editora L & PM Pocket por R$ 13,00. O grande problema é que em Campina Grande, na Paraíba, está mais fácil conseguir drogas do que comprar livro. Afinal, onde tem livraria mesmo aqui, hem? E são as bancas de revista a atual fonte da atividade subterrânea da necessidade, vontade, desejo, vício em ler.

Comments: 
Jad: informações sobre a camisola mando por e-mail; 

Larrisa: a camisola é linda mesmo, mas são dois tipos de madrinha. Sou madrinha de batismo e minha afilhada tem 07 anos e sou madrinha de casamento...Quanto ao presente confesso que já pensei nisso, ou melhor nos valroes e nada me passa à cabeça do que dar dentro do que eles gostariam e o que posso pagar. Como também tenho certeza que eles vão dizer esquente não...Não nos disponibilizando uma lista para que possamos escolher algo do agrado, mas...vamos nessa!







quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Jogo da Existência

REGRAS FUNDAMENTAIS PARA O JOGO DA EXISTÊNCIA

FERNANDES, Millôr. Lições de um ignorante. São Paulo: Paz e Terra, 1977 (adaptado)

"A) O jogo da Existência se joga em dois grupos. De um lado, você; do outro, todas as outras pessoas. Seu objtivo principal no jogo é continuar respirando. Se você deixar de respirar, é posto para fora do jogo. Os jogadores contrários procurarão por todos os modos e maneira impedir que você respire. O jogos ocnsite principalmente em evitar isso o tempo todo.

B) Cada jogadro joga sozinho contra todos em seu Pequeno Círuclo. O jogador pode sair do seu Pequeno Círculo para tentar eliminar do jogo outro jogador de outro Pequeno Círculo, apertando-lhe a garganta ou de qualquer outra maneira cortando-lhe o ar.

C) Embora quase todos o tentem, nenhum jogador tem direito de pôr outro apra fora do jogo. Eticamente deve apenas fazer pressão para deslocá-lo do seu Cículo.

D) O único com a autoirdade de pôr jogadores para fora é o Grande Atbítro.

E)Se, em qualquer momento, um dos jogadores sair do seu Pequeno Círculo sem poder, o Grande Arbítro apitará não falta, como em outros jogos, mas crime.

F) A nenhum jogador é permitido retirar-se do jogo por sua própria vpntade. Ele deve esperar a hora em que, por um atque do adversário, sua respeiração cesse e então o Grande Arbitro mande retirá-lo do jogo.

G) Um jogo dura em média cinquenta ou sessenta anos apra cada jogador. Mas o Campeonatod é iinterrupto, não para nunca.

H) O objetivo do jogo é um mistério absoluto. Na verdade, a única coisa que mantém o ardor do esporte e conserva os jogadroes renhidos dentro da partida é o terror de ser posto para fora do jogo. Froa do jogo, não há salvação.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Quarta-feria irônica: Manual para Madrinha (PARTE II)

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Como madrinha de casamento honorária no aguardo do manual de S.O.S, fui convidada para um jantar de apadrinhamento. Eu, como nunca tinha passado por cerimonias desse tipo, nem sabia como seriam os processos: seria um jantar com toda a família? Algo informal já que o destino foi a Forno de Pizza? O espaço do estabelecimento é bastante agradável: arquitetura rústica em madeira, cascata, área de happel, sommelier, diversidade de massas...

Nesse dia tudo parecia estar dando errado. Era domingo (véspera de trampo). Fiquei horas no ponto do ônibus depois de sair do cine.Fiquei presa do lado de fora de minha própria casa porque havia esquecido a chave. Então do jeitinho que estava, sem make, esperei quase uma hora o casal de noivos sentada na calçada de casa. Lá na Forno entre uma taça de vinho e outra, os noivos presentearam os padrinhos. Como assim? Não deveria ser o contrário? Mas como fomos os cúpidos...Ganhei uma camisola lindíssima: preta, longa, rendada e decotada. [As fotos do luxo ficam para o final dessa postagem]. E o padrinho um HD externo, coisas de meninos.

Em retribuição a minha falta de criatividade, na pizzaria tem um serviço de "pizza de chocolate surpresa" para aniversariantes. Os garçons se reúnem, dão um gritão do tipo "hei!", na mesa do aniversariante e cantam parabéns assim do nada! Então como sobremesa surpresa pedi ao sommelier para que providenciasse uma dessas para os noivos. Como a ideia surgiu quando passou duas dessas pizzas e os noivos estavam de costas, na terceira, que era a nossa, ficaram estupefactos. E no apagar das luzes, o diferencial, o noivo ao ouvir o grito de longe foi logo dizendo:
- Nossa senhora! Hoje tem é gente aniversariando - quando se deu conta viu um lote de garçons ao lado, deixando-o boquiaberto e em choque.

E o engraçado? É que os garçons ao cantarem parabéns e gritarem o nome dos noivos, nomearam a noiva errado: Dalila, Da...alguma coisa, até que numa orquestra descoordenada acertaram pelo menos o nome do noivo. Rimos e fica a dica para surpresas improvisadas não se tornarem quase um mico para as madrinhas, padrinhos...Mas foi bem legal!



  





Commets:

Jad: Muito me tranquiliza que o processo seja mais simples do que aparenta. Quanto ao papel de possível mediadora imparcial, acredito que na medida do possível, seja mais fácil. Valeu o toque ;)



terça-feira, 23 de agosto de 2011

PROCURA-SE: Um manual para madrinha (parte I)

PARA TUDO! Fui convidada para ser madrinha de casamento. Ok! A primeira coisa que falei:"- Parabéns! Vocês tem um manual de como é que faz para ser uma madrinha?". Vamos encarar: não sou boa com papéis sociais. O que faço, faço no improviso, no calor do sentimento e tal... Minha afilhada que o diga, a pobre! Eu esqueci até de comprar o presente de Natal dela um ano desses...Depois da puxada de orelha da minha mãe lembro até do "volta às aulas".

Claro que como cupido não coloquei lenha na fogueira. Fiz um verdadeiro fogarel. Logo do meio para o final do São João...Como costumo dizer aos dois: "- Pelo sistema randômico, fiz um cruzamento de perfis e pá!" Armei um encontro "casual", leia-se premeditado. Ela e eu trocamos figurinha porque o mancebo era tímido e resistente com encontros às escuras. Olha o roteiro romântico que a madrinha aqui realizou com a ajuda do padrinho:

PRIMEIRO ENCONTRO: Se você estiver pensando que foi num belo dia de sol, num lugar frugal e romântico, enganou-se. Foi num dia chuvoso de Junho, fim de domingo e o cenário foi o conhecido "Galego da Macaxeira" no bairro da Liberdade. Os meninos brincam dizendo que o dono do estabelecimento parece o personagem de Leôncio do desenho "O Pica-pau" para se ter uma noção das coisas. Estávamos todos ali reunidos para atacar uma macaxeira. E enquanto isso todos fazíamos a dança das cadeiras para deixá-los juntinhos e quase sem nenhum constrangimento. Se isso era possível...

Dias depois para não deixar o clima esfriar...

SEGUNDO ENCONTRO: Quarta-feira, meio da semana, todos dentro de um carro correndo para assistir no cinema "Se beber não case 2". E de quem foi a sugestão? Da madrinha aqui que escolheu somente um filmezinho sobre uma despedida de solteiro em Bangkok... "porque se você não sair de Bangkok é porque Bangkok pegou você..." O incentivo do enlace romântico foi um travesti pelado, um chinezinho traficante e um macaco da pesada que além de viciado era aviãozinho... Daí o resto ficou por conta deles. Muitas risadas no fim da sessão. A endorfina lá em  cima e o primeiro beijo no estacionamento. Enlace coroado com a brilhante fala de meu irmão quando os casais começaram a se reorganizar no carro na hora da saída: " -Eu vou na mala então!". Risos...



Não é preciso muito tempo para perceber quando a felicidade bate a porta. E muitas vezes é preciso ser muito doido para ser corajoso, ou muito corajoso para ser doido e não deixar essa felicidade simples ir-se pela covardia do medo...e os dois estarão casando no fim desse ano. Ainda bem que numa cerimônia bem simples: bênção espírita e cartório. Ufa para mim! Por enquanto como madrinha, a única coisa que posso dizer é que não ganhamos a honra em ser padrinhos, mas a alegria de termos um casal de anjos proterores que se completam e se dobram em alegria, simplicidade, cuidado, companheirismo e presença mesmo quanto estão ausentes...E para finalizar roubando uma fala do personagem do filme Frida..."O casamento nada mais é que uma instituição social que amarra e prende as pessoas umas as outras e a um sistema social, mas quando essas duas pessoas mesmo sabendo disso ainda decidem se casar é porque realmente se amam..."














sábado, 20 de agosto de 2011

O que desperta seu espírito cigano?

Esse foi o mote da campanha das sandálias da coleção Shakira Cigana Latina, da Grendha, acompanhada dessa bolsa carteira lindíssima e super descontraída da foto. Foi justamente a bolsa que me motivou a participar do concurso. A promoção estará valendo até o dia 22 de agosto desse ano e o resultado do sorteio será anunciado no blog da Passarela Calçados dia 23 ainda desse mesmo mês...A minha resposta a pergunta o que desperta meu esperíto cigano já antecipo logo aqui no blog:

"É estar ao mesmo tempo em todos os lugares e em lugar nenhum porque se é livre, intensa, vibrante e aventureira. Somente o desejo selvagem, indomável e excitante nos leva de um ponto ao outro do mundo numa experiência única.  Seja ao sentir a brisa do amanhecer do dia, ou o salpicar das águas marítimas na pele".

Depois que enviei a resposta por e-mail fiquei pensando se era piegas, batida, poética demais...Enfim, mas esse foi o produto final do impacto da pergunta. Bem ou mal, terça-feira 23 de agosto saberemos o resultado no blog da Passarela Claçados. 

Comments: 
Jady: Concordo plenamente com você: no blog as coisas se misturam. Ainda acrescento tags como crônica, conto e tal para dar uma diferenciada quando a veia poética baixa...mas gosto que meus contos tenham cara de verdade sabe!? E temos que nos ver sim! E claro que entendo esse período dos nove...kkk...


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

"Meia Noite em Paris" para o fim-de-semana


Vale a pena acrescentar na programação do fim-de-semana: "Meia Noite em Paris" de Woody Allen. Isto é, para quem gosta de um bom roteiro, rir, intrigar-se e ver o inexplicável no comum...Com alfinetada aqui e ali a cultura consumista norte-americana, para alguns pode tratar-se de idolatria exagerada a cidade parisiense. Para mim, o diretor traz apenas uma referência histórica. Uma cidade considerada berço da civilização e da cultura. Do filme fica a mensagem de que em todas as épocas vive-se certo sentimento de nostalgia porque como o personagem principal mesmo disse..."O presente tem muita coisa de chata. A vida tem mesmo muita coisa chata...". Então nos refugiamos no passado em busca daquele momento perfeito, que por sinal não existe, mas se faz no dia-a-dia, inclusive com as chatices. A referência de alguns a possível chatice do filme, talvez deva-se ao fato de exigir do telespectador, não um conhecimento profundo, mas orientação quanto a alguns nomes históricos, referências culturais como Monet, Picasso, Fitzgerald, Modigliani, Gauguin. Picasso entre outros. 

E mais particulamente ainda o fime me deixa a sessão de que ninguém se encontra na mediocridade, mas abre a porta para que entre e se instale...


 

Comments:

 Jady: Íthalo leu e me perguntou: " - Isso foi verdade?". "É como um quadro em branco . A gente tem uma ideia e vai pintando", então, se as pessoas ficam intrigadas e imaginam que é verdade ou não, penso que o produto deu certo. "Será que a Monalisa de DeVince realmente existiu? Entende? bjs.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Entre abutres

Primeira. Segunda..."Putz! Qual é a chave?" E depois de tantas tentativas "a chave" da porta antiga e carcomida. Lá dentro sentia-se temporariamente segura. Mesmo que ainda fosse uma sala escura e vazia. "Por que raios tinha escolhido justamente aquele lugar?" Apenas tinha a certeza da "surpresinha" que a vida lhe havia reservado. Ou será que tinha na verdade procurado?
De ímpeto fez o que deveria fazer. E numa tacada só saiu fossando todas as caixas e juntando tudo que não lhe pertencia e que portanto precisaria ser devolvido. Com uma caixa improvisada nas mãos a recém-chegada bateu a porta dos vizinhos, fingindo coragem:

- Desculpa. É rápido.
- O que você quer?
- Vim apenas devolver isso. Não quero incomodar mais.
- O que você está fazendo aqui?
- Estou abrindo um consultório aqui do lado...Então isso pertence a você...vocês... vou indo. 

E como um casal de abutres que acuavam uma hiena ferida, saíram de seu apartamento e sem cerimônias adentraram na sala ainda vazia do consultório....

- Quer dizer que vamos ser vizinhos! - enfatizando certa ironia.

E sacando da máquina fotográfica a abutre fêmea, desdenhosa, clicava os novos compartimentos vazios como quem manejava uma arma encontrada na cena do crime.  Entre as caixas a récem-chegada procurava um lápis para escrever na porta: "Volto Já". Uma desculpa esfarrapada, porém digna e educada afim de conter aquela invasão e dali sair. Suas mãos tremiam. A cabeça rodava... E num instante de vacilo da vigília da fêmea, a recém-chegada roubou um beijo do abutre.


- Sinto sua falta - disse numa mistura de dor e vergonha. Era sua parte mais frágil, complexa e fragmentada que urrava. E ele apenas rira de sua iniciativa patética e mendigante.A imagem fixa em mente: aqueles olhos verdes sardônicos que regogizavam-se da dor e da confusão enquanto corria para longe dali.
 


Sobre os comments:
Larissa Lino: Tê-la como leitora assídua é muito bacana e me envaidesse ...Saudade!


Anônimos: Quanto ao que parece continuidade a alguns contos que escrevi no ano passado...: interessante. Fica a sugestão de continuidade para os próximos contos, ;)


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Quarta irônica: Muito mais num salão do que espera

Salão de beleza, independente se é de centro, centro-bairro, bairro periferia, bairro nobre, existe algo em comum: a "fofocagem". Ás vezes me irrita, outras me distraí e noutras me faz rir, como dessa última vez:

Uma senhora de pouco mais de cinquenta preparava-se para arrumar o cabelo com outra especialista de mesma idade. E na lata a cliente manda...

- E aí mulher ficasse boa da gonorréia? - a cliente.

Agora receba nos peito. A cabeleireira de imediato desviou a conversa falando sobre os procedimentos do cabelo, mas o fato é que o salão estava cheio e nesse momento todos pararam. Imagino a vergonha que essa criatura ficou...Sem contar que a profissinonal tinha mais de cinquenta e se temos tabus em falar sobre sexo, imagen sexo nessa idade que envolva uma vida sexualmente livre e uma doença sexualmente transmissível como uma gonorréia? Se vale o conselho: Que tal uma camisinha para uma e uma bussóla para outra se orientar? Metade desse constrangimento não teria nem acontecido...Mas que foi engraçado, a isso foi!


terça-feira, 16 de agosto de 2011

A identificação dos adultos com o Snoopy e personagens


 Estava blogando pela na net quando encontrei um comentário que me levou até o livro "Fadas no Divã"  (Corso, Diana Lichtenstein), que além de discutir sobre os contos infantis mais antigos e comuns, descreve um pouco sobre a "febre" da saga Créspúsculo e a identificação dos adultos com peronagens infantis como os do Snoopy e a Mafalda, por exemplo. Indo direto ao ponto, tomei a liberdade de parafrasear algumas passagens para quem se interessar em ler, já que eu também me identifico muito com o próprio cachorro gente Snoopy e a PattyPimentinha, vocês lembram? Me identifico com os escapismo da realidade, o sentimento de inadequação social, o correr por não suportar ficar parada, pela busca de estratégias para viver...De certa forma nos remete a um certo desencatamentodo mundo weberiano


I- SOBRE OS PERSONAGENS

"As características das personagens dos Peanuts funcionam como um poder peculiar a cada um, um dom.  São (...) tentativas, a maneira que cada um descobriu de lidar com a vida e seus percalços. É como se o autor dissesse: invente seu jeito, afinal nenhum funciona direito..."

"(...) Por outro lado se a condição infantil tem lá suas coisas difíceis de suportar quando vistas de fora, há motivos para pensar que as personagens crianças também servem de refúgio para adultos contrariados.Talvez essa infantilização ostensiva seja uma torma de proteger-se de uma sociedade que os tem na mira todo o tempo".


"O constante confronto verbal entre essas amigas também é uma jóia da percepção psicológica de Sehulz. Afinal, mesmo que se gostem, as mulheres dificilmente abrirão mão de tratar-se com um certo nível de agressividade verbal. Talvez esse seja o resto cie uma incômoda herança da relação amorosa-litigiosa mantida com a própria mãe, (...) Por isso, trocarão farpas com suas amigas, filhas, noras, outras parentes e colegas de trabalho do mesmo sexo."


"As personagens de Penauts são como aqueles espelhos paralelos, que refletem uma imagem dentro da outra: os leitores os vêem como crianças, eles. O efeito não é necessariamente  o pessimismo quanto ás realizações humanas, mais parece confortar o leitor,como se dissesse: venha se reunir à turma dos que fracassam, atinai você é um como nós não é tão duro assim, entre fracassos e desencontro vamos levando. Como disse Álvaro de Mova:" ninguém fez tanto sucesso vendendo fracasso"."


"As personagens de Penauts passam-tempo. Talvez essa mistura de idades nos mostre que se para esse movimento, apontam mais para  reconstrução da infância que para um retrato daquele mas isso não basta como explicação. Há problemas que nos acompanham ao longo da vida..."

"(...) O lado bom do escapismo, de qualquer maneira, é  a condição de fantasiar e brincar, sendo que a possibilidade de explorar o tema da amizade como tanto para as crianças de verdade, quanto para esse [Schultz]uma dependência benéfica, uma tentativa de superar a realidade e imaginação estão claramente dissociadas".

I- SNOOPY

A palavra "Snoopy" poderia ser traduzida em português por "Xereta".  E houve uma tentativa para com os nossos contemporâneos. Snoopy é o tipo que uiva para a lua durante o cio, tem medo de escuro... É mais um observador. Se não tem a palavra certa, muitas vezes tem o gesto dos que embarcam na sua fantasia, contratando seus serviçosde piloto, escritor, advogado...Seguidamente ele é sarcástico... o interior de sua casa parece abrigar vários andares como a mente do seu dono:  biblioteca, sala de bilhar e a solidariedade irrestrita do que quiser imaginar lá dentro. Snoopy passa o dia dormindo fora dela, sobre o telhado, talvez para mostrar sua boa vida  de preguiça e despreocupação


III- PATTY PIMENTINHA



"Patty Peppermint (Patty Pimentinha) é uma menina ativa, excelente esportista, mas pouco esperta no que diz respeito a outros assuntos. Patty é tão desligada que praticamente nao percebe que Snoopve um cão. Ela o chama de"aquele garoto estranho".Tanto é esportivamente ativa, quanto incapaz de se manter acordada quando o assunto é estudo. Ela revela um aspecto importante da nossa sociedade veloz cativa: corremos e nos ocupamos tanto porque nao suportamos ficar parados."

 "Inadequação ao papel feminino. Ela ainda não sabe combinar as roupas, julga-se feia. Ou seja,  não é só na escola que ela não se sai bem. Pattv pode ser para as mulheres o que Charlie Brown é para os homens: um errado.


IV- SOBRE A  SOCIEDADE
 
"Vivemos numa sociedade que valoriza ao extremo a independência, a marca pessoal sobre todas as coisas, que faz parecer que estamos escolhendo sempre. A publicidade e onde melhor se esclarece a falsidade dessa fantasia que nos faz crer ser possível transcender as influências dos outros. Pensamos estar escolhendo livremente, quando nao fazemos mais do que optar entre produtos sobre os quais nos foi sugerido que fariam bem à nossa imagem perante nossos semelhantes. Paradoxalmente, são as mesmas propagandas que nos vendem a idéia de autonomia: aliás, seria justamente nessa característica pessoal das opções que fazemos que se encontraria o almejado estilo pessoal. Aliás, estilo e uma espécie de palavra mágica, cuja expressão colheria a nata de nosso ser. tradução estética da nossa imparidade. Você e a cara do seu estilo e e ele que o diferencia dos outros. O problema e que o catálogo de estilos e restrito e também está à venda.Nesse contexto, fica difícil de aceitar a condição de passividade própria da infância. Gostamos de nos iludir que sempre fomos donos do nosso nariz, que jamais fizeram de nós o que quiseram, que nunca ninguém aproveitou mais que nós de uma situação vivida. Inadmissível pensar que fomos tão pequenos."


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

Dia dos pais. E daí?

Ok! Tem certas datas que não tem como fugir. Uma delas é o dia dos pais, apesar de não sentir a menor falta do meu, mas tudo bem...essa franqueza acachapante pode supreender os mais moralistas...Fazer o que? 

Meu autruísmo não chega a tanto. E muito menos minha vontade em agradar todo mundo porque se nem um avatar histórico-religioso como Jesus conseguiu, quem sou eu? O fato é: meu pai sempre me mantave a distância de uma linha telefônica, um interurbano de no máximo dez minutos no fim-de-semana, então, como é que posso dividir com ele minha vida? Quem eu sou?  

Sem contar que minha mãe fez e faz de tudo para que esse lugar não fosse sentido como um vazio, muito bem preenchido por ela. Ela teve a cara de pau em hoje pela manhã cobrar o presente dela, o dos pais!  Nada contra o dia. Nem mágoa, nem rancor. Ontem até cedi as pressões e comprei  passagens para passar uma semana com ele que veste o papel de pobre moribundo que tem como último desejo ver sua única falha. Dramático demais para mim. Mas enfim, compra feita. Vamos ver se a agência de cartão de crédito autoriza. 

E o que ficou? Uma angustia do tamanho de um elefante na sala. O que fazer numa semana com uma criatura que mal conheço? Alguém que de fato nunca fez um sacrifício por mim, como um pai de verdade? Minha estratégia: LIVROS! Minha melhor fuga. Sem muro das lamentações, até porque como já devo ter dito que detesto as vítimas dostoiévskianas, que nada tem haver comigo. No meu caso a alienação parental deu-se por total ausência dele mesmo e meu jeito muito objetivo de ver as coisas não tão encantadas... Mas para quem tem bons motivos para comemorar o dia dos pais, um feliz dia dos pais, porque o meu passarei a limpo a daqui um mês.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Declaração aos amigos

O que você faria se cada vez que você quisesse uma pessoa, ela não estivesse
 por perto????
 

 O que você faria se a cada momento que você estivesse super feliz... existisse 10 de tristezas????
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O que você faria se seu amigo morresse amanhã e você nunca tivesse
 oportunidade de dizê-lo como você se sentia??
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Então,
  eu só queria dizer que, se nunca mais eu falar com você em minha vida,
 você é muito especia
l!!!!!!!!
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e tem feito uma grande diferença em minha vida!!!!
A vida é curta, quebre as regras, perdoe rapidamente, beije suavemente, ame de verdade, ria sem controle, e nunca se arrependa de algo que lhe fez sorrir....jpg
 Eu olho pra você, respeito você e tenho um grande carinho por você.
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 Mande isso para todos seus amigos, não importa quanto tempo estão sem
conversar, ou quanto perto estão
.
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 Deixe velhos amigos saberem que você nunca os esqueceu, e fale para os novos
 que você nunca irá esquecê-los...
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 Lembre-se, todos precisam de amigos.
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Se algum dia você sentir que não tem nenhum, apenas lembre-se desse e-mail e se conforte sabendo que tem alguém, em algum lugar que gosta de ti, e sempre gostará....
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 Eu sempre estarei por perto.....
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 Em tempos de dificuldades
...
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 Em tempos de precisão
....
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 Se você est
iver se sentindo triste...
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Pode contar comigo.
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 Eu irei piscar,
 
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 Até você sorrir,
 
http://storage.mais.uol.com.br/573285.jpg?ver=1

 darei-lhe um abraço,
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 E ficarei ao teu lado.
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 Estarei com você aqui até o fim,
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 Eu sempre e pra sempre serei sua amig
a!!!!
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 Se não enviar
, nada vai lhe acontecer, mas se quizer fazer alguém feliz hoje e se quizer dizer a alguém o quanto essa pessoa é especial, envie esse email!

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Quinta positiva

“Se te habituaste à irritação, cultiva o silêncio e a tolerância com os quais te desvencilharás dos laços sombrios da cólera, penetrando os  domínios da luz.(...)
Se acalentas a disposição de comprar inimigos, através de atitudes impensadas, detém-te na serenidade e aprende a servir aos desafetos, alcançados, assim, o reino brilhante da simpatia.
Se respiras no resvaladouro da queixa, esquece a ociosidade e o desânimo e, erguendo-te para o trabalho digno, (...)a fim de incorporares ao [teu] próprio patrimônio (...) o otimismo e a paz, o bom, ânimo e a alegria.
(XAVIER, São Paulo: IDE, Meditações Diárias, 2009)

sábado, 6 de agosto de 2011

O cliente sempre tem razão. Será?

Será que a afirmação "o cliente sempre tem razão" persiste em existir? E como seria a sua existência? Na era da informação e de reivindicação de respeito aos direitos do consumidor acredito que o cliente pode ter razão, o que quer dizer que, o cliente e o vendedor precisam estabelecer uma relação mútua de respeito, a qual independa do valor do produtor, alto/baixo, ou de status sociais distintos rico/pobre, tanto de um lado como do outro.

Entretanto, infelizmente essa não é uma regra de nosso convívio democrático: "Fala mais e tem mais direito, quem tem mais [dinheiro, prestígio  e poder]...O que acontece é que geralmente o cliente ao comprar SEMPRE tem a razão e ao reclamar NUNCA tem. Lei da selva! E o que falta? talvez gentileza...Gentileza do consumidor em dizer : Não! Agradecido. E humildade do vendedor, não no sentido de subserviência em aceitar qualquer tipo de tratamento, mas modéstia para perceber que a fidelidade do consumidor não se restringe a uma única compra, mas ter filem para perceber o perfil do consumidor: tem gente que compra qualquer coisa e o que tiver na moda; tem gente que compra pouco e prefire estilo; tem gente que compra o que precisa; tem gente que compra pela paixão do impulso... O vendedor precisar criar suas próprias estratégias para lidar com cada um deles. Todos são consumidores que devem ser respeitados. E assim tratados, com certeza, seguiram não o seu produto, mas  você, que sempre será honesto em dizer o que ele precisa saber diante do que realmente está desejando. Muito mais do que metas de vendas e posicionamento de produto do mercado, trata-se de tratamento diferenciado, individualizado, e não massificado. Uma mudança tipica dos novos tempos de consumo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011