terça-feira, 23 de agosto de 2011

PROCURA-SE: Um manual para madrinha (parte I)

PARA TUDO! Fui convidada para ser madrinha de casamento. Ok! A primeira coisa que falei:"- Parabéns! Vocês tem um manual de como é que faz para ser uma madrinha?". Vamos encarar: não sou boa com papéis sociais. O que faço, faço no improviso, no calor do sentimento e tal... Minha afilhada que o diga, a pobre! Eu esqueci até de comprar o presente de Natal dela um ano desses...Depois da puxada de orelha da minha mãe lembro até do "volta às aulas".

Claro que como cupido não coloquei lenha na fogueira. Fiz um verdadeiro fogarel. Logo do meio para o final do São João...Como costumo dizer aos dois: "- Pelo sistema randômico, fiz um cruzamento de perfis e pá!" Armei um encontro "casual", leia-se premeditado. Ela e eu trocamos figurinha porque o mancebo era tímido e resistente com encontros às escuras. Olha o roteiro romântico que a madrinha aqui realizou com a ajuda do padrinho:

PRIMEIRO ENCONTRO: Se você estiver pensando que foi num belo dia de sol, num lugar frugal e romântico, enganou-se. Foi num dia chuvoso de Junho, fim de domingo e o cenário foi o conhecido "Galego da Macaxeira" no bairro da Liberdade. Os meninos brincam dizendo que o dono do estabelecimento parece o personagem de Leôncio do desenho "O Pica-pau" para se ter uma noção das coisas. Estávamos todos ali reunidos para atacar uma macaxeira. E enquanto isso todos fazíamos a dança das cadeiras para deixá-los juntinhos e quase sem nenhum constrangimento. Se isso era possível...

Dias depois para não deixar o clima esfriar...

SEGUNDO ENCONTRO: Quarta-feira, meio da semana, todos dentro de um carro correndo para assistir no cinema "Se beber não case 2". E de quem foi a sugestão? Da madrinha aqui que escolheu somente um filmezinho sobre uma despedida de solteiro em Bangkok... "porque se você não sair de Bangkok é porque Bangkok pegou você..." O incentivo do enlace romântico foi um travesti pelado, um chinezinho traficante e um macaco da pesada que além de viciado era aviãozinho... Daí o resto ficou por conta deles. Muitas risadas no fim da sessão. A endorfina lá em  cima e o primeiro beijo no estacionamento. Enlace coroado com a brilhante fala de meu irmão quando os casais começaram a se reorganizar no carro na hora da saída: " -Eu vou na mala então!". Risos...



Não é preciso muito tempo para perceber quando a felicidade bate a porta. E muitas vezes é preciso ser muito doido para ser corajoso, ou muito corajoso para ser doido e não deixar essa felicidade simples ir-se pela covardia do medo...e os dois estarão casando no fim desse ano. Ainda bem que numa cerimônia bem simples: bênção espírita e cartório. Ufa para mim! Por enquanto como madrinha, a única coisa que posso dizer é que não ganhamos a honra em ser padrinhos, mas a alegria de termos um casal de anjos proterores que se completam e se dobram em alegria, simplicidade, cuidado, companheirismo e presença mesmo quanto estão ausentes...E para finalizar roubando uma fala do personagem do filme Frida..."O casamento nada mais é que uma instituição social que amarra e prende as pessoas umas as outras e a um sistema social, mas quando essas duas pessoas mesmo sabendo disso ainda decidem se casar é porque realmente se amam..."














Um comentário:

  1. Nas cerimônias mesmo madrinhas só servem de aparato decorativo... E eu fui pra um casamento espírita bombástico ;-) Deixou muitos outros no chinelo ;-)

    Na vida, madrinha serve pra isso mesmo... pra unir, pra intermediar, pra moderar... Não vale tomar partido, afinal, o interesse é a felicidade dos dois ;-)

    Tu dá conta ;-)

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