quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O estatus cú do "meu" na quarta-irônica

Meu isso. Meu aquilo. Deveria haver uma multa de cem chibatadas para o uso indiscriminado do pronome possessivo "meu".  Todas às vezes que o escuto: meu paquera; meu namorado; meu marido. O lado feminista aqui "berra": Gente! E seria uma pessoa latifúndio improdutivo a ser apropriado por alguém? Coloca logo uma plaquinha, uma coleira, qualquer coisa que identifique que é "seu".

A necessita de possuir alguém, em transformá-lo em coisa sem vontade, imóvel, seriam possivéis respostas de insegurança: "Ufa! Quero ver depois que fizer  xixi no território se alguém mais chega; Ou quem sabe prova de amor: "Amar é: se deixar sodomizar" completamente; Ou será que é porque a pessoa se  identifica como num resuminho sem poucos qualificativos: Ah! "Eu? Sou mulher de fulano! Pior..."Fulano é meu homem!" 

Para uma mulher antenada, moderna, independente e principalmente, inteligente, apresentar-se como sendo seu de alguém, para mim não é questão de submissão. Amor não se prova apenans se dando, mas doando. Então, ninguém teve que tomar nada de ninguém porque ninguém é de ninguém. Trata-se de doação de um sentimento totalmente voluntário. É falta de criatividade mesmo pra ser mulher e viver. Necessidade de alimentar o Statu quo. Entenda-se estatus cú como analoga a expressão latina anterior  que designa o poder de dar estado as coisas o momento que for. Na maioria das vezes aparece no sentido de "manter o statu quo", "defender o statu quo", ou muito ao contrário, "mudar o statu quo". "Mim manda e tu obedece tá?"


Comments:


Carol: Valeu! Mas confesso que para chegar a essas conclusões foi preciso vivê-las na alma. E digo: não é fácil, entretanto, depois você sai desse momento mais forte, ou não?

domingo, 27 de novembro de 2011

Transmutando vazios em sintonia desejante

Numa postagem que fiz sobre vazios falei da dificuldade em preenchê-lo, de nomeá-lo, de explicá-lo, até mesmos de conviver com uma condição que nos é inerente. Nesta vou tentar associar o vazio como significado de solidão, o que é feito pela maioria e junto a esses, tristeza. Entretanto, há uma diferença básica entre estar sozinho e ser solitário. 

Assim como o vazio, é necessário que fiquemos também sozinho. Precisamos de algumas horas para gente. Precisamos algumas vezes nos distanciar para que a forma como olhamos a vida não fique cansativa. Ou seja é preciso dar um passo para trás para reequilibrar-se, já que além de coisas boas, as pessoas trazem demandas particulares. Então estar sozinho pode ser positivo, reeenergizador, o que é diferente da solidão.

Solidão pode ser traduzida como ausência de contato significativo. Alguns se refugiam em grandes grupos e mesmo assim se sentem solitários porque o que importa não é a quantidade de amigos e sim a qualidade de comprometimento que se estabelece com algumas pessoas. Entretanto, quando o isolamento é maior há um comprometimento do contato por parte do solitário, um excesso de autismo. Uma preocupação com o contato ameaçador do outro  ao invés de entender esse mesmo contato como busca de generosidade que pode ser oferecida. 

Enfim, solitários crônicos contribuem para o próprio isolamento, mas pessoas que gostam de ter momentos a sós consigo na verdade buscam se resintonizar para não se perder no meio de tantos desejos que muitas vezes não são os nossos, mas dos outros.

REFERÊNCIA: BERGAMO, Giuliana."A solidão que nos protege".
In: Revista Veja. 2244 edição, ano 44, n.47
23 de novembro, 2011 (p.94-96)


sábado, 26 de novembro de 2011

Resignificando autobiograficamente Marisa Monte

"
Como já cometei no penúltimo post, há muitas novidades no mundo da música, então, como também já falei (estarei eu ficando repetitiva?) Marisa Monte faz parte da minha trajetória. O novo álbum dela é muito bom. E quem já for com aquele preconceito de que se trata de uma versão mais ou menos dos "Tribalistas" vai se enganar.

Tudo bem! Adorei  a parceira de Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa naquela ocasião, mas escutei tanto que tomei verdadeiro ABUSO!!!!Foi uma febre aquilo, nam!

Meus destaques para essa nova parceria vão para "Depois", "O que você quer saber de verdade" e "Aquela velha canção". Sem contar a pitadinha de bom humor nessa última canção: por quê mandá-lo para o inferno? É tão longe até pra ela? Ou houve um jogo de palavras retratando, que no fundo, ela não quer que fique longe? Achei muito inteligente. Ouça você também!

Depois
"Depois de tantos desenganos,
Nós nos abandonamos como tantos casais (...)
Depois de aceitarmos os fatos
Vou trocar seus retratos pelos de um outro alguém
Meu bem
Vamos ter liberdade
Para amar à vontade
Sem trair mais ninguém
Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também"


O Que Você Quer Saber de Verdade

"Vai sem direção
Vai ser livre (...)
Não olhe pra trás (...)
Atenção para escutar
O que você quer saber de verdade"

Aquela velha Canção
"Confesso que fiquei zangado, eu fiquei magoado,(...)
Não vou te mandar pro inferno porque eu não quero
E porque fica muito longe daqui (...)
É pra fazer doer no seu ouvido - a nota melhor do nosso amor
Alô, a lua, alô, a lua, alô, a lua, alô, a lua, amor
Álbum "o que você quer saber de verdade"


Comments:
Íthalo: Gente eu também sou "fluffy", mas não tão abertamente....é diferente, mas é bom que não restem dúvidas a ninguém: a gente veio para ficar e por tempo indeterminado. Não estamos só de passagem . Desejamos estar verdadeiramente juntos e que sejamos felizes para sempre...Uai! Como nos contos de fada que podem existir nem que sejam dentro da nossa cabeça e da nossa vida.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Não é "garrafada medicinal", mas cura tudo

Um bom momento precisa de trilha sonora. E neste fim-de-ano várias são as opções de novos álbuns. Porque música tem que ir do hit do verão até aquela que vai embalar a dor de cotovelo com dignidade, ou não?E o que promete? SKANK, porque não é aquelas garrafadas medicinais, porém, pode ajudar a curar até dor de cotovelo.


E se for então discografar-me por Skank. Aí vem coisa porque você pode saber quase tudo sobre mim e além de não temê-lo, não tenho vergonha em dizer... 

Meu primeiro amor platônico (o popular da escola) - Ter  Ver (1994)
Meu primeiro "assutado" - Garota Nacional (1996)
Primeira crise existencial - Resposta (1998)

Clima de recomeço: Dois Rios (2003) 

Música da formatura - Vou deixar- (2003)
Primeiro e último triângulo amoroso - Um mais um e Amores imperfeitos (2003)
Quando fugi de mim - Vamos fugir (2004)
Dor de cotovelo GERAL:  Ainda gosto dela, Noites de um Verão Qualquer e Sutilmente (2008). Essa última era uma facada!
Fim de um ciclo... Fotos na Estante (2010)
A eleita por mim desse novo álbum: "Presença"
(...) De olhos fechados só pra inventar 
Já não preciso...Procurar! 
O seu presente eu sou
Onde está presente eu tô 
Um pensamento livre vou imaginar (...)
Num suspiro profundo a te desejar...
 
O Grammy Latino 2011 na categoria Melhor Música Brasileira em novembro desse ano, em Las Vegas,  pertencente a "De repente"...
Por quê?
Ainda aquele tempo dentro
Entra e sai
Volta, vem e vai, sem acabar

(...)O tempo passou!
E agora eu sei
O que eu passei cantei

Contei, estrelas mil no firmamento
(...)Amar e desejar a vida que não deu as mãos
Mas vai dentro da gente
Como explosão no ar, como um furacão no mar (...)

Eu preciso mais, eu preciso?

E olha aqui um trechinho da música "Fotos na estante" que escrevi lá em cima...

"Descobri lindas mentiras tão terríveis quanto belas
Digo o que fazer então, são memórias tão reais
Do que nunca aconteceu(...)
Desenhei miragens tolas
Nas margens do seu deserto
E uma verdade impossível
Só pra ter você por perto


O nosso amor
Quebrou feito objeto
Digo o que fazer então, são memórias tão reais
Do que nunca aconteceu" 



 
 Comments
Jad: valeu a dica do acarajé!




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Acarajé sabor bilunga na quarta-irônica





Baianas do Acarajé  pela artista baiana Amneris Hartley

A tempos que estou para postar essa história divertidíssima e o dia é hoje. Um colega e eu comentávamos sobre acarajé. Eu, dizendo que sou louca por acarajé com pimenta, apesar de nunca ter ido a Bahia e, portanto, não ser conhecedora do "original acarajé baiano", descrito como muito picante, quando o mesmo disse-me que tinha perdido o apreço pela iguaria. 

Indaguei se era por conta de preço, dificuldade de encontrá-los, ou quem sabe, a versão congelada não fosse satisfatória para ele. Daí e ele negou todas as alternativas e bastante objetivo disse-me:                                                                                

                                       
-Assim, eu não tenho frescura com comida não, mas desde que pedi um acarajé a um baiano suado vestido de baiana e antes de me servir ele levantou a saia, tirou a bilunga para fora, mijou no canto do muro e depois voltou para preparar..."Valeu amigo! Quero mais não!". Porque acarajé sabor bilunga esse eu não quero não.".

Ele destruiu meu encanto e toda vez que penso no acarajé imagino o cara com a bilunga suada para fora e pegando depois na massa...Aí fica difícil né!?





















segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Redes sociais: tema de papel higiênico

Não há um consenso sobre a origem dessa invenção tão útil quanto o papel higiênico. De um lado há os que dizem que data do século XIX na China, em 875. Do outro, teria  sido concebido  em 1857 por Joseph Gayetty de Nova Iorque. Utilizado como objeto de higiene pessoal, há relatos que antes de sua invenção costumava-se fazer a  limpeza com folhas de hortelã, água e por vezes sabugos de milho, remédio etc.

Indo para além do "onde vim e para onde vou..." as redes sociais também entraram na onda e são tema de papel higiênico. Pois é, se não bastasse os perfumados, decorados, agora você pode escolher se quer no estilo das redes sociais mais comum ao seu di-a-dia. Por quê isso? Porque diante dessa avalanche de informações que a internet disponibilizou, junto vieram as redes sociais que teria como proposta facilitar o contato e encurtar distâncias, mas para onde vai? Para o ralo. E olha que não estou fazendo uma apologia a conteúdos de alta profundidade, nem de se usar um microblog para ficar o tempo todo digitanto: "Prestem atenção! Olhem para mim! Estou aqui! Quero ser famoso. Sou carente ou então quero uma vaga no BBB...". Muito menos para dizer que o problemas são os adolescentes que fazem mal uso da ferramenta. Tem muita gente grandinha que Deus me livre!

Minha crítica se vale das pessoas que entram nesses ciberespaços para além de xeretar, perturbar a vida alheia com piadinhas e até denegrindo moralmente a quem nem sabe que esse outro deliquente existe. PRIMEIRO: Não gostou do que leu? Ou do que viu? Mude o "canal"!. SEGUNDO: se quer expressar sua opinião, o faça, mas sem passar por cima de ninguém porque o espaço é público, mas as pessoas não são privadas para carregar degetos alheios. TERCEIRO: cabeça vazia terreno do "diabo"? Não! É terreno da burrice mesmo, do oco. Pinte, dance, cante, escreva, leia, ame, se ame, seja amado...QUARTO: Não gosta do mundo? Encontre outras formas de descarregar. Faça exercício! Correr é de graça e não custa nada. Está sem coragem de sair de casa? Vá lavar uma boa pilha de roupa que quando o corpo cansa, a cabeça...

Até passei um semestre sem nenhum tipo de ferramenta virtual para evitar esses aborrecimentos, mas como não posso viver na "sombra" e quem tem "Boca vai a Roma", voltei moderadamente porque é impossível ficar na contra-mão da virtualidade. Mesmo sendo do tempo que lavar a roupa suja se fazia em casa e não nesse tipo espaço. Do tempo que os recadinhos de amor, paquera, então nas salas de bate-papo, era sútil. Um trecho de uma música, o status de um certa música...Mas parece que é cada vez mais impossível entender que net é ferramenta de informação, entretenimento, cultura, educação, blá-blá e não um modo de vida quando não se tem vida e a cabeça é oca. Pelo menos prefiro gastar o tempo no cara-a-cara, no olho-no-olho e sendo feliz porque pelos menos descanso a alma. Bem, fui!Vou tomar alguma bebida acompanhada, com risos das "pérolas" que encontro por aí. E o melhor sempre em boa companhia ;)


sábado, 19 de novembro de 2011

E seu eu fosse...Pelo "oráculo"!

Como você seria pelos olhos de outros? O Mano Jou fez um post de acordo com que ele acha de como ele seria se..., mas eu, eu acho, que pode ser diferente...Será? Daí depois da empolgação decidi fazer a mesma descrição com outra cobaia ... 
PARTE I
um mês, eu seria ...fim de dezembro início de janeiro. Promete!
um dia da semana ... sexta-feira porque  o fim-de-semana sempre promete
uma hora do dia: depois das dez da noite para navegar na net sem pertubação
uma direção ... em frente porque qualquer outra direção não leva ao futuro, a novidade;
um pecado ... vaidade. Ele já cai da cama brilhando feito estrela.

um líquido... qualquer suco bem colorido no copo para atrair um clima bem alegre e tropical;
uma estação ... inverno polar para manter a pele e o cheirinho sempre frugal;
uma cor ...  branco com detalhes preto traz o tom clássico sendo moderno e despojado ao mesmo tempo: Acordei assim
um animal ... bicho preguiça porque daqui que processe o que a gente pergunta vai anos;
um barulho... qualquer coisa que tenha técnico, bate-estaca e vice-versa. Até se o forró mandar ver nesse som ele incorpora;
uma sobremesa ... ele não é muito chegado a doce, mas a novidade. Ele é mesmo da coxinha, da empada, bem povão!
um lugar ... qualquer um que tenha agito e gente civilizada junta. Acho que Manhattan!
um gosto ...por tudo que pareça a cara da riqueza. Bem a adolescência que renega tanto!
uma parte do corpo ... cabelo. Se ele pudesse nascer de novo ele pederia para ser um cabelo finíssimo e flop esvoaçando numa Ferrari;
uma expressão facial ... Ham? Ttraduzindo, não quero entender, por isso, finjo que não entendo
uma matéria ... literatura se ele puder escolher os livros e não for obrigado a fazer atividades;
um número ...um (do único, do Narciso)
um desenho animado...A girrafa de Madagaskar (neurótica)
um produto de beleza...todos que possa usar e que for novidade, principalmente para o rosto anti-oleosidade;
o melhor ano de sua vida...estar por vir e acredito que é o fim do ensino médio.

PARTE II ADAPTADA POR MIM E COM OUTRA COBAIA
se hoje: cansado
se dias.. frios
se um dia da semana...sábado
se uma parte do corpo: a pele
se um animal...pássaros
se um filme..."O céu de Sueli"
se um personagem Marvel: "porra só me veio Volverine"
se um persoangem de um filme: Severino de aracaju (Lisbela e o Prisioneiro)
se um desejo...  voar
se um lugar para fugir...quarto de hotel
Onde? Paris
se um número: 3
 Três de triângulo amoroso ou de família? Triângulo. A safadeza esta em mim.
se uma cor...preta
um dia se fosse...Ícaro
 se uma frase de efeito..."Vou ser feliz e já volto!"
 Óculos ou fones de ouvido? fones
 Comida...pão com tudo
Bebida...água
Prefere mulheres...donas de si
Característica que  mais admira... gentiliza
Uma trilha sonora para sua vida? "Ainda é cedo"






quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Abobrinhas,bizarrices e vice-versa tanto faz na quarta irônica

Depois de  um"upgrade"  da  trilogia "Abobrinhas, identificações, vice-versa, tanto faz"  do Xodó, vou realizar um "rilive" que nomeia essa postagem de hoje. Divirtão-se com a leitura! Embora os fatos não sejam organizados de forma escrachada, não deixa de ser irônico.

PRIMEIRA PARTE : ABOBRINHAS
Minha família é Adams mesmo! Porque mãe e irmão com o  mau-hábito de criar novas palavras, trocando ou fundido-as é muito engraçado. Meu irmão em estado de choque quando convidado por telefone para ser padrinho de casamento disse: " -EU!? Madrinho? E o que é que eu faço? - Bem madrinho, ele não vai poder ser nunca mesmo  como disse a solicitante. A não ser que opte pela cirúrgia de mudança de sexo, mas como ainda  não é maior de idade...brincadeirinha... 

Minha, mãe por sua vez - na linha da racicocínio que essa confusão com palavras e significados trata-se de um problema genético, do qual não fui acometida por provavelmente ter sido trocada na vacina - ganhou uma truffa de chocolate assim que elas se tornaram o ápice da moda e daí: 
"-Hem, heim! Eu nunca comi trocha...- levando-se em consideração que ela tem dois filhos, tal milagre é por deveras impossível e como estávamos entre família rebatemos..."- É TRUFFA MÃE! TRUF-FA!"

Outra: Meu irmão recebe um e-mail dizendo avise a usa mãe que "Fulana" descansou. Imediatamente ele diz para minha mãe "Fulana". Simplesmente porque ele associou descansar, parir, a morrer":
- Como assim ela morreu?" - minha mãe estado de choque moveus céus e terras para saber dos fatos. Poderia pelo menos ter perguntado:" como assim descansou?"

SEGUNDA PARTE: ...BIZARRICES
Imagine em pleno feriadão ser convidado para caçar preá! E daí o diálogo em torno dessa ação tornou-se uma lição fantástica...
- Não acredito não! - personagem 1 (p1)
- Por quê? personagem 2 (p2)
- No Nordeste Preá é a Capivara? -p1
- Não! Preá é pequeno. Tem cara de rato sem rabo e anda feito coelho. Capivara parece um porco-espinho versão grande. Mas não é para comer não! Que graça tem comer um bicho que nem carne tem. Igual a esse povo que caça rolinha, arribaça...Para comer o que? Porque carne ali é inexistente... É para cuidar - levando então em consideração que o líder do bando era carnívoro do tipo tiranossauro rex continuou... - por exemplo, outra coisa que  não tem lógica para mim é ser vegetariano por ser contra aos maus tratos dos animais, mas calçar e usar coisas que são feitas também de animais! Ou então, amar os animais de estimação que tem, mas odiar outros tipos de bicho, até gente, e chega a colocar um gato dentro de uma lata de cola, ou mal-tratar crianças que nem tem como reagir, só para ver a desgraça, por vingança, sei lá... -p2

TERCEIRA E ÚLTIMA PARTE: E VIVE-VERSA TANTO FAZ
- Acho que a empregada lá de casa roubou R$ 100,00! - personagem 3 (p3)
- E aí? - p1
- E aí nada porque se ela colocar na "junta" trabalhista para exigir os direitos dela lasca...- p2
- E sim...vocês vão conviver com "inimigo" dentro da própria casa. -p1
- Mas, ela já é acostumada a roubar. Ela rouba de dez...- p3
- E como é isso? Ela está se ressarcindo indiretamente pelos direitos é? - p1
- Assim, é porque minha mãe disse que já estava acostumada com ela. São mais de vinte anos e ela já sabe como a empregada funciona. Embora essa também não possa ter a carteira re-assinada porque é aposentada numa especialidade que não dá direito... - p3

Enfim, não há nem o que cometar dessa acomodação perversa entre patroa e empregada nessa última descrição.Nam!




segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Memórias, lembranças e outras recordaçõezinhas

Como estou estudando história-cultural nada mais normal do que remeter aquilo que está longe (no conhecimento) para aquilo que está perto, o plano da microgênese (a história de nossas experiências mesmo que estás nos tenham sido passadas, repassadas pelas gerações e não realmente vividas, no entanto, consideradas).  Isso, claro, ponho num mix e voilá! Já pensou na tortura que é para alguns pensar o que é que  o outro está pensando? Pior! Pensar no que outro está lembrando? Típico de manipuladores e inseguros. Então, vamos lá...


PRIMEIRA PREMISSA (aplicável principalmente a relacionamentos passados-presentes): 
não podemos ter controle sobre o que é que o outro está pensando, portanto, mesmo que faça a encenação clássica, e às vezes de fato até queira, se livrar dos objetos do passado, a memória já está ali: registrada. Não no objeto, mas na pessoa. Entenda-se objeto não como coisa material, mas como alvo de desejo, aspiração, inspiração...Trata-se da "memória do objeto" encontrado em similares na rua mesmo, naquele lugar com aquela música que está tocando num canto qualquer, num cheiro que paira no ar, numa risada qualquer, num gesto que antes encantava... Então, fotos, discos, cartas, presentinhos destroçados no lixo não dão certeza de nada. A presença ao seu lado pode ser uma presença de corpo presente, porém, de mente e sentimentos ausentes que escondem o que passa consigo de seu manipulador inseguro.

SEGUNDA PREMISSA: não queira lutar contra as memórias. Você sairá perdendo. Esse é um terreno desconhecido e terra de ninguém. Sabe aquele ditado "recordar é viver". Pronto! Se tiver maturidade em compartilhar o que já aconteceu de forma curiosa, engraçada. Ótimo! Porque senão o lembrador cada vez que reviver não se dará conta que é diferente e aí sim a memória será belamente caleidoscópica! A memória deve estar não no lugar de nostalgia e sentimentos reprimidos, mas de passado. Passou! 

TERCEIRA PREMISSA: Seja inteligente! Se é passado então, por que masterizar e remasterizar as memórias, tornando-as livre de ruídos, defeitos e cheia de fantasias do "e se...e se..."?  Porque o que é proibido é melhor. É seu!E ninguém manda nisso. Pelo menos nisso. 

QUARTA E ÚLTIMA PREMISSA: E o que fazer? Foque no presente e em quantas coisas encantadoras vocês vivem, o que você pode proporcionar porque daqui a pouquinho também se tornaram memórias. Ou será que no fundo você tem medo mesmo  é de se descobrir mais sem graça e menos vivaz do que uma "memoriazinha" e daí precisa sufocar o que passou? Tem medo de descobrir que nada mais, nada menos você é um mero clichê que insiste em não sê-lo? Autencidade é antes de tudo um pacto consigo mesmo que canta e encanta os outros sem muito esforço, nem berro...
Comments:

 Íthalo: Bem, os elogios vindo de você são suspeitos, tá? Porém, fico feliz de ser comparada a bons escritores. Indicativo de que estou no caminho. Quanto a inspiração, sempre é bom escrever sobre o que se sente, sentiu, vive, viveu, conversou ou compartilhou...Daí o resto só é prática e deixar as ideias correrem não no papel, mas no teclado. ;)

domingo, 13 de novembro de 2011

Vazios

Cada um guarda dentro de si um vazio. Que assume tantas formas e proporções que não dá para denominá-lo no singular, por isso vazios. Ás vezes não se sabe bem o que fazer com ele(s). Alguns enchem de comida; outros de trabalho; outros de muita festa... Ele existe e está conosco todos os dias. E o que fazer com isso? Se exite, então, há algum lado bom disso? Digo que sim.

Ele te diz: "Pare! Me escute! Deixe de me ignorar! Estou aqui! E aí? O que você vai fazer com isso?" .
O vazio te exige o silêncio de reflexão e a tentativa de harmonia consigo de modo que possa se ouvir: "Por que nesse momento esse vazio me incomoda? Por que quero que as pessoas ouçam os meus berros, os meus desaforos ou sei lá o que?"

O lado bom é que sem o vazio não haveria espaço dentro da gente para que pudesse ser preenchido  temporariamente com as pequenas ou grandes felicidades. Afinal já está tudo completo mesmo. Mas não se iluda não! Essa sensação de completude sempre será temporária porque somos seres de busca, portanto, de vazio. Afinal o que buscar se estamos sempre cheios? Inclusive, o famoso olhar bláse "de quem já viu quase tudo..." me põe na dúvida de se, trata-se de um olhar cheio de ver a mesmice ou se, esse vazio é tão presente que toma conta da pessoa que torna-se cheia: DE VAZIO. Um buraco negro que não emite luz e suga o que encontrar e o que sentir pela frente na busca de preencher o eterno vazio. Quase que como um trator passando por cima de tudo e mesmo assim, continuam vazias. Existem muitas pessoas assim, buracos negros...Não deixe que te suguem! Sempre é mais fácil dizer que a culpa é de nosso vazio, do outro, inclusive do sistema econômico-social. Ma e o que você faz para mudar isso para si? E para os outros? É mais fácil ser vítima do que dono de sua vida.

Tudo depende de você. Depende das escolhas que faz, dos amigos que tem, dos ombros que tem acolhem nesses dias que tudo é mais difícil...O importante é lembrar que isso faz parte de nós e que não tem problema, afinal nós somos mais forte do que essa outra parte porque a proporção dada é feita por nós. Que o vazio seja como na física quântia, pelo menos relativo e não absoluto.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A aplicabilidade da Lei do Caminhão de Lixo em 11 11 11

11 11 11. Número cabilísticos que representa o  fim da era de peixes, incapacidade de pensar por si.  "Vértice" da Era de Aquário, capacidade de compreender, vivendo em Paz e harmonia. A  aplicabilidade da lei do caminhão de lixo consiste na prática da solidariedade e do perdão. Acredito então, que este texto de Arnaldo Jabor caia bem. Mesmo tendo controvérsias sobre o posicionamento político-literário do autor em alguns momentos. Principalmente para que aprendamos a não receber o lixo dos outros. E como diz uma amiga minha: "Se for de luz pode ficar e seja bem-vindo. Senão que vá embora e procure a luz! Vá pra luz! A Luz viu!


"Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando um carro preto saiu de repente do estacionamento direto na nossa frente. O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e escapou de bater em outro carro, foi mesmo por um triz!

O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.Indignado lhe perguntei: ‘Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro, a nós e quase nos manda para o hospital?!?!’Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de “A Lei do Caminhão de Lixo.”
Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, de raiva, traumas e desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e às vezes descarregam sobre a gente. Nunca tome isso como pessoal. Isto não é problema seu! É dele!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes sempre o bem, e vá em frente.Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA, ou nas ruas. Fique tranquilo… respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR. O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragar o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo com você!

Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem. A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento da maneira como você a recebe!”
Arnaldo Jabor


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A turma do pinto mole: quarta irônica

 



Depois da turma da xoxota no último poste, lá vem a turma do pinto mole.




 O consenso geral é de que mulher quando se junta, depois de umas e outras, fala pelos cotovelos. E se tiver de bom humor então, nem se fala. À vista disso, este negócio de que somente os homens  falam de "intimidades" não é completamente verdade. Mulher também faz e assume o que faz: falar mal daquela transa com o namorado; do tamanho do "negocinho" do cara que fazia  maior propaganda de que "era O CARA"; dos terríveis gemidos ou fungadas que o carinha deu ao pé-do-ouvido e que fez você, ou ter vontade de rir, ou então de "brochar"; do babaquinha que engoliu seu brinco numa de  fazer "segredos de liquidificador" na sua orelha; ou pior, que engoliu a cera do seu ouvido na hora do lambe-lambe...

Daí lembrei de uma vez que amigas e eu tomamos umas cervejas a beira mar e uma das mesmas disse que precisava fazer uma revelação...Todas com aquela cara: é agora! O que será? Operação de mudança de sexo? Como? Amor reprimido? Vejam só...

- Gente! Eu já peguei um pinto biscuit? - personagem 1 (p1)
- Ham? - os demais personagens
- Assim! Eu me sentia muito mal porque eu achava que a culpa era minha, mas daí decidi terminar tudo. E cada um foi para o seu canto. E aí ele ficava me ligando, cercando meus amigos, dizendo que eu era egoísta...e eu não podia dizer isso a ninguém. Eu me sentia uma bosta. - (p1)
- Pera! Volta a fita. Não entendi nada.- p2
- Aquele meu namorado, "Fulaninho",  tinha o pinto biscuit. Pelo amor de Deus não digam a ninguém. Quando a gente chegava na hora do rala e rola, eu na maior "bombação" aí ele brochava. E eu ficava lá fazendo praticamente "ressuscitação" no biscuit: massagem cardíaca ,  respiração boca-a-boca...e nada! E ele ainda queria ficar tentando, insistindo e tal. E claro, que eu de saco cheio porque não era de vez em quando era sempre, porra! - p1
- Só para constar: o que é pinto biscuit, massagem cardíaca no tal  biscuit e como funciona a tal respiração boca-a-boca? - p3
- Você já  pegou um pinto e ele começou duro e depois amolecer na sua mão, igual a massa de biscuit? Pronto! 
Minutos de silêncio. E ficamos a imaginar a tal "massagem " e o "boca-a-boca"...Olha! tem gente que leva até com bom humor essa situação de TPM (tensão de pinto mole) como no videozinho abaixo... O que não dá é entrar numa de negar que não existe nada né?

Commets:
Íthalo: Puxar o cabelinho do púbis. Ui! Tortura chinesa, hem?
Caroll: Você conseguiu ir mais longe em menina? Ri demias imaginando o Papai Noel lá naquela área floresta. num lindo ho, ho, ho!!!




sábado, 5 de novembro de 2011

A turma da xoxota: a quarta irônica atrasada

Desculpe-me os leitores, mas essa semana a quarta irônica tão apreciada pelos seguidores vai ser o fim-de-semana irônico mesmo. Entretanto, o importante é que ao final todos riam e ponto. O fato narrado trata-se de uma conversa entre uma colega e eu que falou da turma da xoxota. Um grupo de garotas que se denominavam dessa forma, inclusive quando assinavam a lista de presença de uma instituição. E daí, nem adentramos num papo feminista: "porque as mulheres não devem se orgulhar de serem meros objetos sexuais, depósito da tirania da dominação dos desejos masculinos e blá-blá...". Não que tal constatação não seja importante, mas o marido dela, ela e eu adentramos numa fantasia sarcástica e surreal...
- Imagine só você chegando numa loja e dizendo me dê aí uma xoxota? - personagem 1 (p1)
- E como é que o senhor vai querer? - um vendedor de xoxotas qualquer. Se é que isso existe.- personagem 2 (p2)
- Bem, a minha vou querer para viagem de preferência depilada. Ah! Posso escolher o tipo de depilação? - comprador fictício (p3)
- Temos aqui na vitrine essas letras alfabéticas e caso o senhor queira, esses desenhos. Inclusive na compra de uma xoxota, leve a outra de graça. A embalagem é biodegradável, portanto, não agredirá o ambiente. Sim! Ia me esquecendo: como prefere os pelos pubianos? Temos preto, loiro e ruivo. - o vendedor (p2)
- Ruivo? Eu nunca comi um ruivo. Vou querer um. E o Loiro?É loiro mesmo ou é oxigenado? Sim porque se for oxigenado provavelmente o pelo é toim-toim. E não gosto de comer xoxotas de pelo crespo.

E ao invés de tudo terminar em pizza, quem sabe resuma-se em apenas xoxotas. Da Republica brasileira das bananas para República das Xoxotas. Que pena dessa turma.... O papo narrado acima foi findado com risadas com vídeo ilustrativo do youtube sobre  "Noite das Xoxotas Loucas". Ah! E quem quiser saber mais novidades sobre o mundo das xoxotas, existe até mesmo uma nova decoração vaginal nos EUA usando cristais chamada de vajazzling. A atriz Jennifer Love em entrevista para TV americana diz ser adepta desse tipo de decoração.
Comments:


Íthalo: Deixando bem claro que postagens mais curtas tornou-se o "upgrade" do blog, no entanto, isso não quer dizer menos profundas. Talvez mais divertidas, irônicas, adaptadas aos tempos modernos de muita pressa.






quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Receba setenta vezes sete vezes o que desejares aos outros

- Mesmo depois de tanto tempo distante sempre havia entre a gente um "será" no meio. Será que depois do apocalipse a gente se vê? Então o lado egoísta às vezes briga e diz: "Não! Não quero que seja feliz com mais ninguém- personagem 1 (p1)

- Havia algo? Havia ou tem? Será?- risos do personagem 2- Quero que saiba que sou seu fã e gosto de graça de você. Não sou nada possessivo. Quero que as pessoas que amo sejam felizes sempre.



Comments:
Larissa Lino: é sempre bom quando as palavras nos caem no momento certo. Que bom então que as minhas propiciaram isso!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Por tudo o que for...para o feriadão


Veja aí...

Quarta irônica: auto publicidade

-Não tem esses adesivos que se coloca no carro? - personagem 1 (p1)
- Sim...- personagem 2 (p2)
- ...Os que tem a família com cachoro, papagaio e periquito? -p1
- Sim e daí? -p2
- O povo coloca isso no carro como um sinal. - p1
- Como assim? - p2
- Por favor, sequestrem minha família feliz. Aqui ô tem um menininho, uma menininha, uma mulher grávida e até um totó ou miau mansinho, mansinho... venha que é seguro! - p2