quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O estatus cú do "meu" na quarta-irônica

Meu isso. Meu aquilo. Deveria haver uma multa de cem chibatadas para o uso indiscriminado do pronome possessivo "meu".  Todas às vezes que o escuto: meu paquera; meu namorado; meu marido. O lado feminista aqui "berra": Gente! E seria uma pessoa latifúndio improdutivo a ser apropriado por alguém? Coloca logo uma plaquinha, uma coleira, qualquer coisa que identifique que é "seu".

A necessita de possuir alguém, em transformá-lo em coisa sem vontade, imóvel, seriam possivéis respostas de insegurança: "Ufa! Quero ver depois que fizer  xixi no território se alguém mais chega; Ou quem sabe prova de amor: "Amar é: se deixar sodomizar" completamente; Ou será que é porque a pessoa se  identifica como num resuminho sem poucos qualificativos: Ah! "Eu? Sou mulher de fulano! Pior..."Fulano é meu homem!" 

Para uma mulher antenada, moderna, independente e principalmente, inteligente, apresentar-se como sendo seu de alguém, para mim não é questão de submissão. Amor não se prova apenans se dando, mas doando. Então, ninguém teve que tomar nada de ninguém porque ninguém é de ninguém. Trata-se de doação de um sentimento totalmente voluntário. É falta de criatividade mesmo pra ser mulher e viver. Necessidade de alimentar o Statu quo. Entenda-se estatus cú como analoga a expressão latina anterior  que designa o poder de dar estado as coisas o momento que for. Na maioria das vezes aparece no sentido de "manter o statu quo", "defender o statu quo", ou muito ao contrário, "mudar o statu quo". "Mim manda e tu obedece tá?"


Comments:


Carol: Valeu! Mas confesso que para chegar a essas conclusões foi preciso vivê-las na alma. E digo: não é fácil, entretanto, depois você sai desse momento mais forte, ou não?

2 comentários:

  1. Oi gostei do teu blog, legal
    vou te seguindo por ai afora tá?
    cris-maniadeserfeliz.blogspot.com
    bj

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