domingo, 29 de janeiro de 2012

Até os defeitos dizem sobre o nosso inteiro



"(...) Frescura. (...) Não preciso de música. Nem tenho lugar para guardar tanto CD. Coisa mais antiga, CD. Também não preciso de porta-retrato, sei de memória o rosto das minhas filhas, mesmo o de quando elas eram crianças. Não preciso de estantes abarrotadas de livros, coisa mais inútil, e eles ainda acumulam pó. Não preciso de quadro: ninguém presta atenção mesmo e furar paredes é um troço que às vezes dá errado. Não preciso de escultura. Não preciso de abajur. Não preciso de espelhos. Não preciso de guardanapos de pano. Não preciso de toalhas estampadas. Não preciso de lembranças de viagem. Não preciso de lembranças. Não preciso de viagens.

E poderia seguir dizendo que não preciso de cor não preciso de beleza, não preciso de sonho, não preciso de arte, não preciso de criatividade, não preciso de diversão não preciso de prazer, não preciso de senso estético, não preciso de humor e também não preciso traduzir minha alma e minha história de vida em tudo o que cerca. Mas isso equivaleria a dizer que não preciso de mim" (MEDEIROS, Martha. Eu não preciso de almofada. Porto Alegre, RS: L & PM, 6 ed. Feliz por Nada, 2011:80-81)


Ao som de...

"Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.  Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz. 
Tem vez que as coisas pesam mais.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser"  
(Felicidade por Marcelo Jeneci)



Coments:
Jad: Eu até sabia das dicas que você listou para maquiagem, só não conhecia a esponja triangular. Apenas adaptei esses conhecimentos para meu estabanamento e impaciência ;). Mesmo assim valeu!








sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O amor e outras coisas mundanas ( parte II)






 "Investir na beleza de coisas simples (...) A beleza de uma sala, de um quarto ou de uma cozinha não está no valor gasto para decorá-los, e sim na intenção do proprietário em dar a esses ambientes uma cara que traduza o espírito de quem lá vive. (...)para onde quer que você olhe, deve haver algo que nos faça feliz. Um estímulo visual (...) pode existir  em cabanas no meio do mato e em casinhas de pescadores que, aliás, transpiram mais felicidade do que muito apê cinco estrelas...Como ser feliz numa casa que se leva a sério?
(MEDEIROS, Martha. Seu apartamento é feliz? In: Feliz por Nada. 6 ed. Porto Alegre, RS: L&PM, 2011: 126-128)



 



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Abrançando um bode na quarta irônica



Abraçar um bode:
1. alguém sofrendo com dor de cotovelo;
2. alguém bêbado na sarjeta com um bode lambendo, ao invés de um cachorro;
3. vegetariana desesperada por comida almoçando em churrascaria improvisada. Cenário: uma abelha sobrevoando e um cachorro embaixo da mesa e de repente um bode aparece com o "focinho" dentro do prato da noiva em fuga...

- Tirem esse bode daqui! - dizia paralisada
- "Tange" ele!
- Tanger? O que é tanger? Meu Deus sou uma garota criada na praia não sei sobre o mundo rural não!
- Tange, tange...
- Joga essa coxa de galinha, essa linguiça aí!
- Muiê! Bode não come carne não! Ele gosta da mesma coisa que tu: MATO!
- Tome bodinho um alface então - E nada do bode sair - Joga aí um tomate, uma cebola...façam qualquer coisa!
- Pera que eu vou tanger: Sai! Sai! 

E lá se foi o bode na disputa da cadeia alimentar de nosso reino animal.
Comments:
Caroll: Também gosto muito de MM ;)

domingo, 22 de janeiro de 2012

O amor e outras coisas mundanas (parte I)

"(...)Ás vezes ficamos mais presas a um amor quando ele termina do que quando nos matemos na relação...(...) É melhor uma rendição do que fugir de um amor que não vivido até o fim (...) não antecipe  o término do que ainda não acabou, espere a relação chegar até a rapa, e aí sim" (MEDEIROS, Martha. As esquisitices do amor in: Feliz por Nada . 6 ed. Porto Alegre, RS: L& PM, 2011: 34-35)

" (...)Independência nada mais é do que ter poder de escolha. Conceder-se a liberdade de ir e vir, atendendo suas necessidades e vontades próprias, mas sem dispensar a magia de se viver um grande amor. Independência não é sinônimo de solidão. É sinônimo de honestidade: estou onde quero, com quero , porque quero. (...)
(MEDEIROS, Martha. A mulher independente in: Feliz por Nada . 6 ed. Porto Alegre, RS: L& PM, 2011: 29-30)

"(...) Eu desconfio muito de quem não valoriza seu ócio predileto e acaba virando gângster de si mesmo. Até podem ganhar prêmios com sua dedicação inumana, mas perdem todo o sabor da vida.  São profissionais competentes, por um lado, mais incompetentes por não reconhecerem a importunância de alcançar uma certa vadiagem responsável, que é como eu chamo o "trabalhar sem se matar" (..) 
(MEDEIROS, Martha. Competência pra vida in: Feliz por Nada . 6 ed. Porto Alegre, RS: L& PM, 2011: 39-41)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Novidades no make-up com sombra preta

Nos dias  que"estou com preguiça, mas preciso está arrumada para algo" para não abrir mão da sombra preta descobri este make:
O tom rosáceo da maquiagem é quebrando pela sombra preta.  Nesse make usei três tipos de sombra: uma primeira camada de sombra cor da pele da Contém 1g pela extensão do olho e abaixo da sobrancelha, sombra rosa Color Trend apenas pelo globo ocular e finalizei esfumando com sombra night da Avon. Depois de sujar-me várias vezes com sombra preta, a ideal para as desastrada como eu é a compactada. Evita menos acidente. Quando isso acontece tiro as marcas com um lencinho umedecido seguido de batidinhas de pó compacto para refazer a "emenda" e... "Voilá" ! Ah! Outra dica? Não abra mão de um corretivo para área dos olhos eliminando o efeito olheira que o "pretinho" pode eventualmente causar ;)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"Menos a Luiza, que está no Canadá." Uma meme. Quê?



"Menos a Luiza, que está no Canadá" é uma meme que cresceu quando transmitido de uma maneira descuidada ganhando assim proporções nacionais. Mas você sabe o que é uma meme? Os memes podem ser ideias ou parte de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. Uma unidade de imitação obtida no processo de replicação cultural. Trata-se de convencer alguém de uma ideia não procurando convencer outras pessoas, ou evitando o contato com essa ideia.   Assim, todas as idéias e comportamentos obtidos através da imitação de outra pessoa seriam memes que semelhante aos  genes sofreram uma seleção. Por fim, seu  estudo formal  é feito pela memética.  As Lojas "Magazine Luiza" souberam aproveitar bem essa onda passageira e a aparentemente sem importância para lançarem até concurso no Twitter. Isso é o que chamou de transformar algo bobo em algo realmente inteligente.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ensinar a RESPEITAR e não a TEMAR no escândalo doBBB 12

“Ela devia sair do programa para esquecerem”... Acusação de estupro deve ser esquecida?

 “As mulheres estão fogo!”. Liberdade sexual deve ser punida com estupro? Por que é que nesses casos a conduta e responsabilidade masculina não são questionadas?

“Ela também se queimou em rede nacional...”. O fato de ser estar bêbada autoriza um estupro? Então uma mulher que passa na rua com uma roupa curta “pede” para ser estuprada, é isso? Se ela beijar, confessar que deu uns “amassos” e estiver inconsciente então...

Participar de um reality show que promove orgias alcoólicas e sexuais implica em prévia autorização de um verdadeiro vale tudo por dinheiro? Significa inclusive que o participe autoriza sofrer um crime? Autoriza a prestar esclarecimentos “sobre crime” numa cabine de programa sem que saiba que você é a vítima citada?

Para todas as perguntas a resposta é NÃO!Recuso-me a pensar dessa forma. Portanto, o Ministério Público deve investigar o que realmente aconteceu e todos que direta ou indiretamente estejam envolvidos na acusação desse crime. É impossível não demonstrar repúdio quanto às cenas divulgadas na internet quanto à acusação de crime de estupro envolvendo participantes do Big Brother Brasil 12, já que se na antiguidade, diversão romana era incitar e vibrar com vítimas sendo devoradas vivas por leões; ou então, na idade média diversão era sinônimo incitar e vibrar com execução pública na guilhotina; e na modernidade repudiamos os crimes de guerra cometido contra as mulheres, então na sociedade tida como pós-moderna, caracterizada pelos avanços tecnológicos, diversões desse tipo não devem ser toleradas, banalizadas, esquecidas nem muito menos aclamadas pelo povo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Casar não casando no primeiro dia do ano (PARTE II) na quarta irônica atrasada

Pois é! Não é mais o primeiro dia do ano, mas a história do casório finalmente teve seu desfecho. Com os originais dos documentos em punho lá vamos nós pro cartório. 

A noiva trajava uma bela calça jeans, uma blusa vermelha e um cabelo levemente desgrenhado. Desapego? Praticidade? Não! Depois que assinaram meio mundo de papéis enquanto eu tremia feito vara verde, a escrivã  deu um cartão de um caminhão de mudanças para o noivo e na saída...

- Agora você é casada! Quem vai beber cachaça comigo agora?
- Ham?Mas o casamentona na igreja é em fevereiro.
- Não senhora! Lá é a satisfação social. Você já está oficialmente casada. Na igreja você vai escrever atestando que recebeu seus papéis e somente.
- O que? Mais eu ainda tinha uns dia pra pensar. Como assim? Pensei que estava dando entrada nos papéis...
- Mais que entrada "mulhê"? A entrada foi naquela primeira vez que deixamos parte dos documentos no cartório.
- Ai Meu Deus! Fudeu, fudeu, fudeu....

E como num mantra anoiva/esposa repetia "Fudeu, fude, fudeu..." com as mãos na cara enquanto o noivo ria dela e procurava uma champanhgen numa tarde da segunda-feira de 2012.  Ela saiu em todas as fotos com uma ruga no meio da testa maior do que tudo,  inconsolável.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sexta profana com o (en)canto dos desconhecidos

Entre a multidão mais uma mulher normal. Mas quanto engano! Engano somente desfeito após a primeira reunião diante de uma mesma dúvida profissional...Enquanto outros falavam entre si, lançou uma pergunta retórica que logo foi atingida de cheio pela resposta audaciosa...*

- Não acho! Gosto sim desse tipo de música! Principalmente de Mozart por tamanha genialidade e loucura...
- Ah! Então, por favor, quais são suas indicações. Mande-me por escrito.
- Claro! Agora mesmo. - e enquanto tomava nota era observada - Você veio sozinha? Está acompanhada? ...porque irei almoçar sozinho e são não for incomodo poderíamos almoçar juntos...
- Sim! Podemos.

E de forma simples o almoço se arrastou pela tarde, falando sobre música, bebidas, viagens, filmes...
- Por que você não desiste em viajar hoje e fica comigo?
- Ok! 
 Tão simples que nem ele acreditava que era verdade.
- Há somente um porém. Ainda preciso voltar ao trabalho, então podemos nos encontrar mais tarde e daí podemos comer algo, ir para minha casa. Você é quem sabe.
- Ok!
Ele cada vez mais surpreso com aquela sucessão de respostas ainda reiterou....
- Há! Conversamos tantos e não nos apresentamos! Meu nome é...
- E o meu é "La Bouchée". Então nos encontramos às seis na biblioteca.  Me procure. Estarei lá.
A princípio "Madame La Bouchée" não tinha posto muita fé naquele homem mediano. Pensou que apenas seria mais uma aventura desastrosa deixada no meio do caminho sem mais delongas. Pensamento esse que foi mudado ao se reencontrarem na biblioteca da empresa. Os olhos dele a caçavam entre as mesas como se fosse uma presa. Ela o observava como alguém que deixava sê-la. Temendo que a mesma abortasse aquele encontro tão sem proposito, sem explicações, se travestindo dos "nãos" das Samaritanas, como convém as "mulheres de bem", pegou-a pelo braço, fixou seus olhos nos dela e num misto de furto e pedido de consentimento, dava pequenos estalinhos. Até que num canto menos movimentado e discreto as mãos tatiavam o contato mais profundo entre seus corpos numa linguagem quase que familiar a ambos. Sem muito falarem sobre planos, se teriam algum futuro. E então, entre um beijo e outro e um apalpar e outro...
- Você fuma?
- Hoje não mais, mas já fumei...
- Você costuma sair com estranhos?
- Não.
- E por que eu?
- Curiosidade. Além disso você me deixou avontade.
- Vamos sair daqui. Alguém da empresa pode nos ver!
- Ok! Vamos.
- Para minha casa direto?
- Sim.

E monossilabicamente Madame La Bouchée teve uma das melhores noites de sua vida. Vendo o dia amanhecer, inebriada pelo cansaço quando pegou sua mala e disse um simples..."-Até logo!" - sem culpa, sem remorço, sem planos. Livre como sempre fora e como toda mulher deveria ser. E ele? Ele seria apenas o seu Bibliotecário, como num conto de aventuras.



* Os nomes dos personagens são fictícios para salvaguardar a identidade das fontes e a confusão entre realidade e ficção, claro.

Comments
Caroll: Pois é! Seria cômico se também não fosse trágico, por isso a a ironia ;)


CadinhoRoco: Aviso aos novatos nesse blog, infelizmente as poucas palavras na ciber rede não nos dá chance de passar todos os sentimentos complexos. Entretanto, no caso dos protagonistas não houve banalização. Às vezes a gente se preocupa tanto com as convenções que se enreda nelas e não sabemos o que fazer, que foi o caso, por isso, chamo dos fatos narrados aqui de ironia.
                                                      E seja bem vindo ao meu ciber-espaço.









terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Casar não casando no primeiro dia do ano



Janeiro começa assim mesmo: preguiçoso, cheio de expectativas, sonhador e  pouco corajoso... Então, para felicidade de alguns a quarta-irônica dará o ar de sua graça esse mês, juntamente com a estréia da sexta profana, afinal como diz uma amiga minha: "Sexta-feira é dia de sacanagem! Presta atenção quantas cenas de gente se beijando e se pegando aparecem na TV! Por isso, aguardem a sexta profana com a figura impressionante de "Madame La Bouchée"

O novo  ano é recém-nascido, entretanto,   promete: imaginem que no primeiro dia do ano uma amiga pôs em curso cumprir a promessa de casar-se. Eu nunca imaginei que ninguém tivesse disposição em casar no primeiro dia útil do ano. Foi o que ela fez.
- Fiquem prontos. Tô passando aí daqui a pouco... E rápido porque o cartório fecha as 10 da manhã.
- Que? Esse momento não é muito casamento em Las Vegas não?- disse e logo se instalou um tumulto em casa a procura dos documentos necessários para casamento religioso com efeito de civil.
Abre parenteses:
(Pois é! Aviso aos navegantes. Se você quiser burlar a feira central que se estabelece no fórum quando no casamento civil, pode optar por essa modalidade. Em ambos os casos é necessário de certidão de nascimento, identidade e comprovante de residência das testemunhas e dos noivos. A diferença é que é na Igreja que assina-se os últimos proclames que serão intregues posteriormente pela igreja. Dois em um!). 
Fecha parênteses.

O que eu não esperava é que:
  1. um dos noivos não tivesse o original da certidão de nascimento na porta do cartório e nas vésperas do casamento religioso;
  2. uma das testemunhas não tendo atingindo ainda a maioridade tivesse que ser substituida as pressas pela ajudante dos serviços domésticos da casa do noivo;
  3. Um Pálio cheio de gente com motor 1.0, ar condicionad ligado, ladeiras, trânsito engarrafado fosse capaz de ressisitr a  ultrapassagem indevida e perigosa em sinais e por outros veículos;
  4. Com quinze minutos para fechar o cartório teríamos que segurar as portas do cartório nos "peitos";
  5. A madrinha que não entende de fru-fru, no caso eu, entraria em ação para cuidar da parte burocrática, tendo em mão internet, buscador, telefone e agilidade nos contatos:  Qualquer pessoa pode tirar segunda via de certidão de nascimento sem a necessidade de boletim de ocorrência de perda ou roubo da mesma, basta saber alguns dados como número do livro e folha do registro, dados constantes no inicío da certidão original, bastando qualquer fotocopía guardada da mesma para obtenção desse e o pagamento de uma taxa de cerca de R$ 54,00.
  6. Ao final do dia, descobriu-se que o noivo também não tinha a certidão de nascimento. Como assim Bial?
  7.  Aquele clichê de novela do " fale agora ou cale-se para sempre " é verdade e acontece também no casmaneto civil. Ou seja, o casamento de fato pode ser desfeito até no altar;
  8. Com buffet, igreja, vestido tudo acertado, faltasse também a  efetivação do curso de noivos, também com tempo mínimo de trânsito para validação do mesmo. 
Brincadeira né? Como é que duas pessoas pensam em se casar e não tem nem a certidão de nascimento?E fora a frustração inicial da noiva com tantas maratonas. Toda essa situação pareceu por demais surreal para não dizer mirabolante de como casar não casando no primeiro dia do ano