domingo, 26 de fevereiro de 2012

Quando palavras machucam (PARTE I)



Liberdade de expressão jamais deve ser confundida com incitação ao ódio. Cansada então de ser vítima de ciberbulling decidi pesquisar e obter informações sobre o que venha a ser e o que fazer para que daqui para frente ninguém faça uso do anonimato e saia impunemente.
Ao contrário do que parece, vítimas como eu nem sempre fizeram ou falaram algo que provocasse a ira do agressor. Nossa própria existência, nosso jeito de ser ou o que falamos é que desagrada. E que, na concepção do agressor, devem ser severamente punidas. Para nós a sentença: “Os declaro culpados”.
O termo ciberbulling é uma fusão da palavra ciber, a própria comunicação entre redes de computadores, com bulling - comportamento agressivo ou intimidador com o intuito de humilhar alguém, típico nas escolas, mas não menos aceitáveis e cruéis, por isso, aproxima-se da tradução de “valentão”. O bullying acontece em escolas, universidades, ambiente de trabalho e na vizinhança. Entretanto, a intimidação ganhou um novo espaço a internet, tornando-se uma prática de um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar com o uso tecnologias de informação. Apóia comportamentos deliberados e repetidos de hostilidade.  
O "cyberbullying" pode ser tão simples como continuar a enviar  e-mail para alguém que já disse que não quere mais contato com o remetente, ou então pode incluir também ameaças, comentários sexuais, rótulos pejorativos, ou ainda tornando as vítimas alvo de ridicularização em fóruns de discussão ou postar declarações falsas com o objetivo de humilha, ameaçar, postar rumor, boato ou instigar os outros para cima da vítima. Seu objetivo é  perseguir ou fazer ameaças on-line para os outros. Esse assédio moral pode ocorrer por meio de e-mail, mensagens de texto e mensagens para blog e sites de rede social. Embora guarde semelhanças com o assédio sexual por causa de possíveis comentários de ordem sexual, não se trata da mesma coisa.
E mais, por ser uma atividade onde um computador ou uma rede de computadores é utilizada como ferramenta, base de ataque ou meio de crime pode ser caracterizado como crime informáticoe-crimecybercrimecrimes eletrônicos ou crime digital. Que significa: "qualquer conduta ilegal, não ética, ou não autorizada que envolva o processamento automático de dados e/ou transmissão de dados”. O crime por computador pode acarretar danos tanto pessoais como empresariais. Os danos pessoais são obtidos no envio de conteúdo pejorativo, falso ou pessoal em nome da pessoa, utilizando somente os dados dos e-mails. É importante destacar que constituem crimes nos arts. 138, 139 e 140 do Código Penal Brasileiro, que imputam falso delito, fato ofensivo à reputação ou a dignidade de outrem, bem como.
“O anonimato na Internet não é absoluto. Todos os computadores conectados à rede mundial possuem um número que pode ser rastreado, o seu IP. Mesmo se o acesso for feito através de uma lan house. Quem sofreu agressão através da Internet pode preservar o maior número de provas possíveis, tirando, por exemplo, screenshots das telas com emails, mensagens ou fotografias ofensivas. Essa etapa é muito importante, pois o dinamismo da Internet permite que o conteúdo possa ser tirado do ar ou ser mudado de endereço a qualquer momento.” Além de, “quem se sentir ofendido com alguma coisa publicada na Internet pode fazer uma notificação ao prestador de serviço de conteúdo, para que o conteúdo ofensivo possa ser tirado do ar, porém, preservando as provas dos insultos”.
E como denunciar de forma anônima ou identificada? Disque-Ouvidoria (0800-6449500 ou 127), ou ainda o Ministério Público do Distrito federal e de Outros Territórios disponibiliza um formulário eletrônico para prestar queixa, esclarecimentos e informações; orientando o cidadão nos seus direitos; garantindo o retorno dos serviços solicitados à Ouvidoria e também o retorno sobre as providências adotadas e os resultados obtidos.
Não deixem que esses criminosos se sintam impunes pelo anonimato. Não compactue com o silêncio. Há décadas atrás uma nação foi presa, tortura, humilhada, deliberadamente agredida em nome de uma verdade, da livre expressão de racionalidade de outro grupo que se sentia superior. E o nome disso foi o hediondo holocausto dos judeus.
Esse crime já inspirou um filme recente Cyberbully produzido pela ABC Family:


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Para uma ironia uma dose de Woody Allen (parte II)

Tomei uma cerveja numa birosca e fiquei a juntar as pontas...
Já em seu apê, o detetive, encontrou sua amante...
-Foi você quem o matou Dra Ellen Shepherd, Professora de física na Univesidade de Bryn Mawr.
- Como descobriu meu nome?
- A mais jovem catedrática de todos os tempos por lá. Nas férias deste ano ligou-se a um baterista de jazz, viciado em filosofia. Ele era casado, mas isso não a impediu. Passou com ele uma ou duas noites e achou que estava apaixonada. Mas não deu certo porque Alguém se interpôs entre vocês: Deus. Sacou, meu bem? Ele acreditava no Cara, mas você, com a sua mente estritamente científica, precisava ter certeza. Assim, você fingiu estudar filosofia porque isto lhe daria uma chance para eliminar certos obstáculos. Livrou-se de Sócrates com certa facilidade, mas aí Descartes entrou em cena e você descobriu que tinha de livrar-se dele também. Entregou Leibnitz às baratas, mas isso não batava você sabia que se alguém acreditasse em Pascal você estaria perdida, e assim tinha de livrar-se dele também. Mas foi aí que você cometeu um erro, porque confiou em Martin Buber. E o erro foi o de que ele acreditava em Deus. Portanto, você mesma teve de matar Deus.
- Você não vai me entregar vai? Vamos fugir juntos. Vamos esquecer essa história de filosofia e nos dedicarmos, quem sabe, a semântica!
- Quando alguém é mandado para o pijama d emadeira, alguém tem de pagar a conta. nada feito.
- Pegue-me - Sou toda sua.- Enquanto sua mão esquerda me apontava uma 45 na nucaO detetive desviou-se e esvaziou o 38. Ela estava morrendo depressa, mas ainda tive tempo de dar-lhe o golpe de misericórdia:
A manifestação do universo como uma ideia complexa em si mesma, (...) [não está] sujeita às leis de fisicalidade, de movimento ou de ideias relativas à antimatéria ou à falta de um Ser de ideias ou a um Nada subjetivo". 
Uma definição sútil, mas acho que ela entendeu muito bem antes de morrer.


(ALLEN, Woody. Tradução de Ruy Castro. "O Cara" In.: Cuca Fundida. 13ed. Porto Alegre: L & PM, 2010: 13-25, v.133)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O amor e outras coisas mundanas (parte IV)




"Nem sempre temos conhecimento das carências mais profundas daquele que vive sob o nosso teto, e não porque ele esteja sonegando alguns de seus sentimentos, mas porque nem ele consegue explicar para si mesmo o que lhe dói e o que lhe falta" (MEDEIROS, 2011:58)

"Se não quiser participar [de qualquer evento], tudo bem, então fique na sua casa, no seu canto, na sua respeitável solidão. Melhor uma ausência honesta do que uma presença desaforada". (MEDEIROS, 2011:70)

"É uma visão generosa da vida imaginar que os não acontecimentos fizeram a diferença, que você está onde está não só por causa das escolhas que fez, mas também pelas especulações que nunca se confirmaram. Ao manter esse caráter desestressado, eliminamos a palavra derrota do nosso vocabulário e a alma fica mais aliviada, o que não é pouca coisa nesse mundo em que tanta gente parece pesar toneladas devido ao mau humor e ao pessimismo."(MEDEIROS, 2011:83)

"O pensamento é sagrado, o único território livre da patrulha, livre de julgamentos, livre de investigações, livre, livre. Área de recreação da loucura. Espaço aberto para a imaginação. Paraíso inviolável. Se tivermos estranhamente quietos num momento em que o natural seria estarmos desabafando, ok, é bacana que quem esteja a nosso lado demonstre atenção. Você está aborrecido comigo? Está preocupado? Quer conversar? Está precisando de alguma coisa? Quem gosta de nós percebe quando nosso silêncio é uma manifestação de sofrimento ou desagrado, e nos convocar para um diálogo é uma tentativa de ajudar." (MEDEIROS, 2011:146)

(MEDEIROS, Martha. 6 ed. Feliz por Nada, 6 ed. Porto Alegre, RS: L&PM, 2011: 54-56)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O amor e outras coisas mundanas (parte III)


“(...)amor nãos e pede,
não se especifica,
não se experimenta em loja”

“E agora está você aí, com esse amor que não estava nos planos. Um amor que não é a sua cara, que não lembra em nada um amor idealizado. E por isso mesmo, um amor que deixa você em pânico e em êxtase. Tudo diferente do que um dia supôs, um amor que ter perturba e te exige, que não aceita as regras que você estipulou.
Um amor que a cada manhã faz você pensar que de hoje não passa, mas a noite chega e esse amor perdura, um amor movido por discussões que você não esperava enfrentar e por beijos para os quais nem imaginava ter tanto fôlego.
Um amor errado como aqueles que dizem que devemos aproveitar enquanto não encontramos o certo, e o certo era aquele outro que voe Haia solicitado, mas a vida, que é péssima em atender pedidos, lhe trouxe esse e conforme-se, saboreie esse presente, esse suspense, esse nonsense, esse amor que você desconfia que não lhe pertence. Aquele amor em formato de coração , amor com licor, amor de caixinha, não apareceu. Olhe pra você vivendo esse amor a granel, esse amor escarcéu, não era bem isso que começou pro telefone, o amor que começou pela internet, que esbarrou em você no elevador, o amor que não era pra não vingar e virou compromisso, olha você tendo que explica o que não se explica, você nunca havia se dado conta de que amor nãos e pede, não se especifica, não se experimenta em loja, como que diz: ah, este me serviu direitinho!”
(MEDEIROS, Martha. O Amor que a Vida Traz In: Feliz por Nada, 6 ed. Porto Alegre, RS: L&PM, 2011: 54-56)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Carnaval cultural com os Beatnik (parte I)



Para os que gostam de ícones como Bob Dylan, Janes Jopplin, Jim Morrison e The Clash, saibam que os mesmos faziam parte de um movimento com conexões artísticas na fotografia, na pintura e na música denominado de beatnik.
Termo de conotação irônica criado pela mídia que funde a palavra Sputinik, o primeiro satélite artificial soviético, e um acontecimento social e geracional, a geração beat. Um verdadeiro fenômeno coletivo, com atitudes e vestimenta dos beats.
Poesia e música sempre andaram juntas, mas desde o romantismo nunca a ligação foi tão intima. Os autores do movimento realizavam uma ponte do surrealismo beat, com a contracultura da segunda metade da década de 60.
Os autores beats, poetas e prosadores, eram protagonistas de biografias, líderes ou porta-voz dos movimentos sociais. Suas produções simbólicas, suas vidas e os acontecimentos histórico-sociais confundiam-se. Eram personagens de si mesmo, atuando o que escreviam. Enquanto fenômeno de produções autorais foi emblema de mudança na conduta individual e coletiva. Entretanto, não era um movimento semelhante a movimentos como o surrealismo e o paralelismo. Era um movimento constituído por um grupo de amigos antiburgueses que trabalhavam juntos e que, portanto, não era encabeçado por burgueses ou aristocratas.
A amizade era o elemento diferenciador ou definidor, transcendental, sacralizado, sexualizado, biográfico nas aventuras e nas percepções com a lei. Tratava-se de criação coletiva que se promovia juntos. O termo beat  faz ainda alusão à batida rítmica do jazz, ou ainda a gíria das ruas novaiorquinas para “ferrado”.
De acordo com o precursor de maior destaque do movimento Beat,  Allen Ginsberg, o movimento beat era um movimento literário que designava um grupo de autores que trabalhavam com poesia, prosa e consciência cultural. Ginsberg articulou e formalizou a beat. Sua escrita era típica. Oscilava entre pólos: do mantra ao sexo explícito, do sagrado ao profano, do espiritual ao material. A utopia de Ginsberg era a de uma sociedade harmoniosa, onde coubessem os loucos e, por afinidade, todas as modalidades de contexto estranho. O trânsito entre dois mundos: o da marginalidade e o da cultura erudita.
O legado beat consiste justamente na conquista da liberdade de expressão. Projetar na literatura e fora dela o que o beat escreveu, assim como as conseqências da recepção e da repercussão dentro da obra indissociável do texto. Os autores traziam uma nova visão sobre o desregramento dos sentidos, tendo a vidência como fonte, a exemplo de Rimbaud e o misticismo visionário de Willian Blacke. Os vetores dessa nova visão eram as drogas e a leitura. Nesse sentido, é importante destacar que:

“Desregramento em simbiose com a produção artística e literária não é novidade, historicamente (Willer, 2010: 50)

WILLER, Cláudio. Geração Beat. Porto Alegre, RS: L&PM, 2010 (ColeçãoL&PM Pocket; v.756)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Para ironia uma dose de Woody Allen (parte I)

"Quando a porta do meu escritório se abriu e uma loura, de cabelos compridos (...) entrou rebolando e dizendo que posava para determinadas revistas e que precisava de minha ajuda, minhas glândulas salivares passaram uma terceira e aceleraram (...) tinha mais curva do que uma tabela de estatística e seria capaz de provocar uma parada cardíaca até num caribu (...)"
- Quero que encontre uma pessoa: Deus - afirma a loura
- Deus? - responde o detetive particular
- -Tenho que entregar minha tese atá janeiro e quero ter certeza de que Deus existe. O professor disse que se alguém provar aluma coisa, ganhará nota máxima. E papai disse que me daria um Mercedes se eu conseguisse"

A história dela começava a me interessar. Intelectualoide mimada. Corpo nota 10: e um QI que eu gostaria de conhecer melhor...

- Suspeito que Ele esteja em toda parte. No ar, nas flores, em você em mim - talvez nesta cadeira - a loura

Ela era panteísta. Prometi que iria dar uma espiada por aí  - por 100dólares ao dia, mais as despesas e um convite para jantar (...) Minha primeira pista era o rabino Itzhak que me devia um favor:

-Então como sabe que Ele existe? - perguntou o detetive particular
- Que pergunta mais cretina! Como eu poderia usar um terno caro como esse se Ele não existisse? Olhe aqui, sinta o tecido. Caríssimo! Como posso duvidar de sua existência? - o rabino
- Mas só isso? - indaga o detetive
- E você acha pouco?E o Velho Testamento, o que acha que é? Um suplemento esportivo? E como acha que Moisés conduziu os hebreus para fora do Egito? Sapateando e gritando oba? - o rabino

Foi isso aí! Os judeus estavam todos no esquema. Sabem, aquela velha jogada de pagar proteção? Toma lá, da cá. E, pelo o que o rabino falava, Ele tomava mais do que dava. Fui a um salão da bilhares a procura de Chicago Phil. Falsificador, assaltante de bancos, meliante célebre e ateu confesso:

- O cara não existe. O resto é conversa fiada. Cascata pura. Essa história de Chefão é farol. Na ralidade, é uma quadrilha inteira que age em Seu nome. A maior parte sicilianos. Internacional, sacou? Mas sem essa de dizer que um deles é O Cara. Vá por mim. O Cara não existe. Branco total. Eu não passaria metade dos cheques sem fundo ou engrupiria os outros, como faço, se tivesse a menos sensação da autenticidade do Ser. O universo é estritamente fenomenológico. Nada é eterno. Tudo é sem sentido.

Tomei uma cerveja numa birosca e fiquei a juntar as pontas...

(ALLEN, Woody. Tradução de Ruy Castro. "O Cara" In.: Cuca Fundida. 13ed. Porto Alegre: L & PM, 2010: 13-25, v.133)

Commets:
Jéssica: Olá ! Seja bem vinda ao cantinho virtual do Xodó na cidade.Porque sei que qualquer evidência de ser muitas coisas ao mesmo tempo é muito difícil.

Íthalo: ;)


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Como amo


Amo-o como quem ama a brisa que bate no rosto na janela do carro.
Amo-o como quem ama se esparramar na cama, ficar descabelada com cafuné, ou ficar de bobeira depois de uma semana cansativa.
Amo-o como quem ama um cobertor quentinho em dias frios, noite de sono bem dormida e pés descalços em dia quente.
Amo-o como quem ama ver a paisagem quando se viaja na estrada. Erva daninha que mais parece uma flor de jardim.


Imagem do blog Objeto Pulsante 

Amo-o como quem ama cheiro de  livro novinho, brinquedo saído do plástico, com cheirinho de chicle.
Amo-o como quem ama comer macarrão com queijo, sentir o sol morno da manhã e ouvir a própria risada certa de que esse amor não é triste, nem medroso.
Amo-o como que ama o aconchego das coisas simples e não as urgências das necessidades vitais, dilacerantes, mas como quem ama pequenos indispensáveis que desapercebidamente colorem o dia-a-dia.
Amo-o com tudo que se tem direito: cabeça, corpo e alma inteiros.

(Thaisa Santos)

Commets:
Caroll: ;)


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Explosões na quarta irônica

A explosão da qual falarei hoje não é do tipo fonética nem figurada como, explosões de sentimentos; explosões de amor. Ou quem sabe expectativa explosiva, ou ainda encontro explosivo, mas sim de sua materialidade envolvendo nossa companheira da quarta irônica, ela, a"noiva em fuga". 

Estava ela voltando do trabalho numa estrada interestadual, ouvindo um som de bate estaca num fim-de-tarde quando viu ao longe um cara sinalizando na pista. De imediato mergulhou nos pensamentos mais "positivos": assalto, sequestro...quando começou a diminuir a velocidade sem querer parar mais parando, com a mão já na marcha de ré, o cara ordenou ...
- Pare! Pare! Explosão!Explosão!
- Quê! Vão me explodir! Mas por quê? - indagava ao operário a crueldade daquele destino.
- Não! É a estrada. Vai haver uma explosão para desobstruir as pedras que estão nela - disse com um leve sorriso como quem cassoava do seu medo e da pergunta descabida.
Foi então que fechou os vidros do carro e dançando ao som do bate-estaca percebia pelo retrovisor que outros carros paravam atrás dela, reconfortando-a, quando de repente o mesmo operário bate no vidro e sinaliza para que ela baixe os vidros.
- É melhor deixá-los baixo porque a trepidação da explosão pode quebrá-los.
- Ham? Aquilo foi suficiente para pô-la fora do carro e por fim na falsa aparência de   tranquilidade
"-Fiquei morrendo de vergonha enquanto os operários, os estudantes que assistiam a explosão e os outros motoristas me viam inquieta,apatetada e loca-loca para ir embora num cantinho da estrada a espera o "do pode ir", nam!"

                                          

Comments:
Caroll: Pois é! Ela é uma figura mesmo. E pode crer que a mesma dose de ironia também é de "aperreio" que ela proporciona