quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Explosões na quarta irônica

A explosão da qual falarei hoje não é do tipo fonética nem figurada como, explosões de sentimentos; explosões de amor. Ou quem sabe expectativa explosiva, ou ainda encontro explosivo, mas sim de sua materialidade envolvendo nossa companheira da quarta irônica, ela, a"noiva em fuga". 

Estava ela voltando do trabalho numa estrada interestadual, ouvindo um som de bate estaca num fim-de-tarde quando viu ao longe um cara sinalizando na pista. De imediato mergulhou nos pensamentos mais "positivos": assalto, sequestro...quando começou a diminuir a velocidade sem querer parar mais parando, com a mão já na marcha de ré, o cara ordenou ...
- Pare! Pare! Explosão!Explosão!
- Quê! Vão me explodir! Mas por quê? - indagava ao operário a crueldade daquele destino.
- Não! É a estrada. Vai haver uma explosão para desobstruir as pedras que estão nela - disse com um leve sorriso como quem cassoava do seu medo e da pergunta descabida.
Foi então que fechou os vidros do carro e dançando ao som do bate-estaca percebia pelo retrovisor que outros carros paravam atrás dela, reconfortando-a, quando de repente o mesmo operário bate no vidro e sinaliza para que ela baixe os vidros.
- É melhor deixá-los baixo porque a trepidação da explosão pode quebrá-los.
- Ham? Aquilo foi suficiente para pô-la fora do carro e por fim na falsa aparência de   tranquilidade
"-Fiquei morrendo de vergonha enquanto os operários, os estudantes que assistiam a explosão e os outros motoristas me viam inquieta,apatetada e loca-loca para ir embora num cantinho da estrada a espera o "do pode ir", nam!"

                                          

Comments:
Caroll: Pois é! Ela é uma figura mesmo. E pode crer que a mesma dose de ironia também é de "aperreio" que ela proporciona

Um comentário:

  1. hahaha,eu também pensaria a mesma coisa!
    Isso se eu não tentasse acelerar o carro com medo do cara,kkk
    Bjs

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