terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O amor e outras coisas mundanas (parte IV)




"Nem sempre temos conhecimento das carências mais profundas daquele que vive sob o nosso teto, e não porque ele esteja sonegando alguns de seus sentimentos, mas porque nem ele consegue explicar para si mesmo o que lhe dói e o que lhe falta" (MEDEIROS, 2011:58)

"Se não quiser participar [de qualquer evento], tudo bem, então fique na sua casa, no seu canto, na sua respeitável solidão. Melhor uma ausência honesta do que uma presença desaforada". (MEDEIROS, 2011:70)

"É uma visão generosa da vida imaginar que os não acontecimentos fizeram a diferença, que você está onde está não só por causa das escolhas que fez, mas também pelas especulações que nunca se confirmaram. Ao manter esse caráter desestressado, eliminamos a palavra derrota do nosso vocabulário e a alma fica mais aliviada, o que não é pouca coisa nesse mundo em que tanta gente parece pesar toneladas devido ao mau humor e ao pessimismo."(MEDEIROS, 2011:83)

"O pensamento é sagrado, o único território livre da patrulha, livre de julgamentos, livre de investigações, livre, livre. Área de recreação da loucura. Espaço aberto para a imaginação. Paraíso inviolável. Se tivermos estranhamente quietos num momento em que o natural seria estarmos desabafando, ok, é bacana que quem esteja a nosso lado demonstre atenção. Você está aborrecido comigo? Está preocupado? Quer conversar? Está precisando de alguma coisa? Quem gosta de nós percebe quando nosso silêncio é uma manifestação de sofrimento ou desagrado, e nos convocar para um diálogo é uma tentativa de ajudar." (MEDEIROS, 2011:146)

(MEDEIROS, Martha. 6 ed. Feliz por Nada, 6 ed. Porto Alegre, RS: L&PM, 2011: 54-56)

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