sexta-feira, 18 de maio de 2012

Eu, você, a meia-verde e o urubu debaixo que ca@#% o de cima

Uma colega veio perguntar-me o que achava sobre términos embalados a recomeços...
- Sei lá!
O pior é que sabia . Depois de sucessivos "meu mundo caiu" , do "brincadeira né!?De novo?,  o recomeço passa a ser "a lenha da fogueira" . É isso aí: uma poderosa ferramenta para mais um reencontro tórrido embalado a promessas, paixão intensa...o néctar puro do prazer total. O problema é que sair da rotina desse jeito também cai na rotina. E não demora muito até vê-lo passando com outra, dessa vez tendo segundos antes ligado para você. Uma pimentinha na relação... Afronta ou não, a menininha da reconciliação de hoje será você amanhã talvez cansada dessa montanha russa. 


"Morava (...) até a semana passada, uma meia de lã verde que pertenceu ao avó de uma ex-namorada.(...) Às vezes, uma mulher entra na vida de um homem determinada a apagar o passado. Não basta a ela um lugar no presente. Ela precisa limpar, com a energia e detergente, a memória do que passou. (...) Sumir com os sinais do passado na vida do outro, porém, é claramente uma tarefa impossível. Primeiro, por que você não sabe contra o quê está brigando. A inimiga pode estar em toda parte. A cueca que seu namorado usa, por exemplo, por ter sido um presente da anterior. Ou o lençol no qual vocês dormem felizes. (...) Aliás, aquela camiseta que ela empresta quando você dorme na casa dela: grande, né? Outra razão pela qual o passado é inexpugnável: aquilo que está no guarda-roupa ou na cristaleira é apenas a parte visível da memória e dos afetos. O que vai por dentro, muito mais importante, é invisível ao olhar. (...) Há algo de errado com as pessoas que encobrem seu passado como quem pinta a parede uma vez por ano. Por que é tão difícil confrontá-lo ou tão necessário evitá-lo? Melhor que ele exista e esteja em paz"

E o urubu debaixo que ca@#% o de cima? Aquela matéria em que Martin Seligman afirma que a felicidade é um mito e o importante é o bem-estar produzido por um projeto mesmo quando nos engajamos nesse obsessivamente não me convenceu. Parece coisa de tendência sado-maso:" pode bater que eu gosto!". Ou então, afirmar que não liga quando o urubu debaixo cagou o de cima.

sábado, 12 de maio de 2012

Vontade de Nada

Toda escolha implica num rumo e numa perda porque não dá para ter tudo, mas existem perdas que são mais fáceis. Existem portas que para mantê-las fechadas não exigem tanto esforço. Em compensação  existem outras que ansiamos que se abram. Entretanto, e quando são essas as que insistem em desaparecer, em ser invisível, em não exisitir, o que fazer?Quando essas não se abrem parece que geram um buraco, um vazio, uma vontade de nada, nem de rumar...