quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sob o prenuncio iluminado




Mudar implica em não nos aliarmos ao inferno e daí não mais senti-lo, mas quando no meio do inferno descobrirmos onde está o paraíso para preservá-lo e abrir espaço (Adaptado de Italo Calvino)






Nascer sob o prenuncio de certos símbolos são indicativos de iluminação. Primeiro pelo dia de número treze que embora esteja associado ao azar, representa o sagrado, a passagem para um plano superior de existência. Um ponto entre o antes e o depois, o momento exato do corte e da transformação, necessários para que se possa colher os frutos maduros. Assim, acima de tudo, o treze é capaz de provocar mudanças pacíficas. 

Em seguida pelo mês de junho que associado ao número 13 remete a Santo Antônio. Na Idade Média  um sacerdote que exercia fascínio por sua fala com as multidões, destacando-se por sua intelectualidade e por ser o padroeiro protetor dos pobres e dos oprimidos, das coisas perdidas, inclusive do amor e, por isso, do casamento.
O ano de noventa, por sua vez, está associado à última década tanto do século XX quanto do segundo milênio. Começou com o colapso da União Soviética e o fim da Guerra Fria, seguidos pela consolidação da democracia, da globalização e do capitalismo global. Também foi um ano marcado pela Guerra do Golfo e a popularização do computador pessoal e da Internet.

Depois o signo do nome Italo, que remete ao rei Italo dos enótrios, antigo povo grego com terras ricas em vinhedos. Ou mais marcante ainda por conta de Italo Calvino um dos mais importantes escritores italianos do século XX de traços revolucionários como no número treze e na figura de Iankel Movchevitch Sverdlov.Conhecido pelos pseudônimos de "Malish" ("o menino"), Italo Sverdlov tratava-se de um importante político revolucionário, líder do Partido Bolchevique da União Soviética. Ativo protagonista da Revolução de 1905, "Ensaio Geral". Destacou pelo seu labor de orador e agitador junto a Lênin, um dos principais protagonistas da Revolução de Outubro.

E onde quero chegar? Em Ithalo Iankel nascido em 13 de junho de 1994, que sob a égide da força e da iluminação dos símbolos que carrega, adentra numa nova fase fazendo jus ao seu caráter crítico, mutante e inteligente. Principalmente enchendo de alegria e orgulho todos que estão ao seu redor e que desfrutam do prazer de sua companhia. Por estes e outros fatos que não escolheria outro irmão, nem o mudaria em nada porque é ele quem também me salva da vida um pouquinho todos os dias... Continue trilhando esse caminho lindo de saber encontrar o paraíso mesmo no meio do inferno, como o Italo que era Calvino. PARABÉNS!


terça-feira, 12 de junho de 2012

Seu afeto permitiu-me que fosse salva dessa vida

12 de junho de 2012
A você meu amor.
Quando vimos de outras histórias junto com os aprendizados vêm marcas e aqueles antigos vícios que insistem em existir por força das memórias saudosas.  Hábitos que se repetem e se repetem, principalmente quando o novo território não ocupa o espaço do antigo. Quando a nova história não descobre seus próprios caminhos, suas próprias marcas, o seu próprio jeito...
E aí o novo repete o velho e se torna também velho não só nos hábitos “gostosos” e nos lugares revisitados em outra companhia, como também na velha falta de sentido. Ou seja, uma nova cópia mal feita daquela velha relação.
Encontrar então, de fato, esse novo território, essa nova trajetória, esse novo lugar é inimaginável. Se descobrir confiante e feliz nesse novo território é...é... inimaginável.  Perceber do que agora se é capaz, e não antes, é inimaginável. Principalmente quando a urgência e a praticidade da vida tornam mais difíceis as surpresas, as quebras de rotinas e o romantismo cinematográfico que povoa a nossa mente com fantasias, as vezes pueris.
Percebi que, transformar-se numa concha e dormir o melhor dos sonos, o que antes parecia um sacrifício tenebroso, é possível;
Percebi que ser acalantada antes de dormir é o melhor dos carinhos;
Percebi que ter alguém que cozinhe com carinho naqueles dias de preguiça boba é a perfeição;
Percebi  que ter alguém que te respeita e te ama em sua singularidade sem exigir moldes é o melhor presente;
Que dia de domingo agarradinho, comendo pipoca, pode ser o auge da semana, principalmente se decretarmos, de repente, que aquele dia será o dia internacional do fim do mundo e daí só existem você e eu;
Que o maior afrodisíaco não é sentir-se “a bonitona das castanholas”, mas o frenesi de se reencontrar quando passadas longas 24 horas;
Percebi, enfim, que mágico não é um dia escolhido por outros para ser especial, mas quando despretensiosamente tornamos cada dia único e especial, com o nosso jeitinho. Por isso, que amar é estar preso por vontade. E eu?... Amo.