terça-feira, 12 de junho de 2012

Seu afeto permitiu-me que fosse salva dessa vida

12 de junho de 2012
A você meu amor.
Quando vimos de outras histórias junto com os aprendizados vêm marcas e aqueles antigos vícios que insistem em existir por força das memórias saudosas.  Hábitos que se repetem e se repetem, principalmente quando o novo território não ocupa o espaço do antigo. Quando a nova história não descobre seus próprios caminhos, suas próprias marcas, o seu próprio jeito...
E aí o novo repete o velho e se torna também velho não só nos hábitos “gostosos” e nos lugares revisitados em outra companhia, como também na velha falta de sentido. Ou seja, uma nova cópia mal feita daquela velha relação.
Encontrar então, de fato, esse novo território, essa nova trajetória, esse novo lugar é inimaginável. Se descobrir confiante e feliz nesse novo território é...é... inimaginável.  Perceber do que agora se é capaz, e não antes, é inimaginável. Principalmente quando a urgência e a praticidade da vida tornam mais difíceis as surpresas, as quebras de rotinas e o romantismo cinematográfico que povoa a nossa mente com fantasias, as vezes pueris.
Percebi que, transformar-se numa concha e dormir o melhor dos sonos, o que antes parecia um sacrifício tenebroso, é possível;
Percebi que ser acalantada antes de dormir é o melhor dos carinhos;
Percebi que ter alguém que cozinhe com carinho naqueles dias de preguiça boba é a perfeição;
Percebi  que ter alguém que te respeita e te ama em sua singularidade sem exigir moldes é o melhor presente;
Que dia de domingo agarradinho, comendo pipoca, pode ser o auge da semana, principalmente se decretarmos, de repente, que aquele dia será o dia internacional do fim do mundo e daí só existem você e eu;
Que o maior afrodisíaco não é sentir-se “a bonitona das castanholas”, mas o frenesi de se reencontrar quando passadas longas 24 horas;
Percebi, enfim, que mágico não é um dia escolhido por outros para ser especial, mas quando despretensiosamente tornamos cada dia único e especial, com o nosso jeitinho. Por isso, que amar é estar preso por vontade. E eu?... Amo.

2 comentários:

  1. Assim como a recíproca sendo verdadeira não vejo lacunas a tais declarações em que se possa dizer algo não se tem o que dizer realmente, nestas horas o melhor é ficar calado e viver tudo isso fazendo com que continue assim sempre, faço minhas suas palavras em 200% nada como saudar tudo isso que nos envolve e nos resolve indefinidamente e inimaginavelmente... e, nos funde...

    ResponderExcluir
  2. Esse povo fala difícl né? Bastava um..."prefiro não comentar..."

    ResponderExcluir

Queres aclarar, observar, deduzir, narrar despretenciosamene? Bem-vindo! Caso queiras apenas maliciosamente criticar, por acaso não é seu espaço, nem virtual...