domingo, 14 de outubro de 2012

Você tem fome de que? E sede, de que mesmo hem?

Já dizia o velho ditado acadêmico inspirado em Nietzsche que o ser humano tem sede é de...PODER
Ok! Ok! Não se preocupem que esse poste não discutirá "quem veio primeiro o ovo ou  a galinha?". A indagação serve para ilustrar sobre um fato que aconteceu essa semana e que é bem mais comum do que as pessoas realmente comentam e que também serve como alerta a saúde pública:

Sinal vermelho assinalado. Três pessoas atravessando na faixa de pedestre ao meio-dia e um cara em marcha lenta olhando para o outro lado da rua não freia o carro e continua em marcha lenta. Para evitar que quase atropelasse as pessoas, gritos para chamá-lo atenção e sabe qual foi sua reação? INDIGNAÇÃO. Ou seja, na ânsia em não admitir que estava errado disse:
- É isso aí. E passo por cima mesmo....

E desde de quando as coisas são mais importante do que as pessoas? Há muito tempo. Certo! Não é novidade nenhuma motoristas ao volante que se sentem empoderados. No entanto, sabe qual a diferença? Ele pilotava um carro importado. Rico? Possivelmente não! Quem realmente tem posses num feriado prolongado tem a folga de ir e vir ao tempo que lhe convier para o lugar da alta estação, principalmente num feriadão como esse de outubro. Provavelmente ele faz parte da classe média brasileira que com a estabilidade da economia ascendeu e  pode se dar o luxo de ostentar bens como esse. E qual o problema disso? Talvez nenhum. Não vou puxar hits comunistas. A observação que me cabe aqui é a de que necessidade a muito deixou de ser associada a bens básicos como na música de Titãs a comida, bebida, cultura etc. Aquilo que supostamente elevaria a alma, o espírito, a conduta humana enfim...Hoje a fome é de carro importado, tênis de última geração...Esse é o poder que ansiamos hoje. O poder da beleza, do consumo entre outros que não faz o ser humano melhor, diferente, mas consumível, efêmero e fútil  como em qualquer espetáculo no qual vale mais a pena aparecer do que ser.


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