sábado, 17 de novembro de 2012

O inferno das noivas

Definitivamente se existe um inferno a ser vivido na Terra, esse é o da noiva. Mesmo aquelas mais "noiváticas" entenda-se lunáticas, como já tive oportunidade de conviver acabam por se render ao estresse continuo dessa ocasião: cerimônia, convidados, listas, mudanças... E o que deveria ser simples acaba se tornando muito complicado. A começar pelo fato de que todos decidem viver esse momento pela noiva e lá vai um monte de sugestões. Algumas bem uteis outras absurdas. A começar pelos orçamentos estrastoféricos que me faz perguntar se ao invés de um dia de festa na verdade seriam sete como na Índia. Depois porque você é obrigado a ouvir um monte de agouração de quem não conseguiu aparar as arrestas a dois, o que me faz pensar...-Vem cá. E o tempo de namoro e de noivado hem? Não deu para avaliar não é? Que merda de necessidade humana é essa de ficar se vitimizando hem? 

As coisas podem dar errado, mas é como na propaganda do sabão: "Não se preocupe porque se sujar faz bem". Então é permitido errar sim e começar tudo de novo. Afinal é preciso saber discernir a hora de continuar e a hora de parar. E particularmente me sinto pronta para continuar... Tirando o bedelho alheio que meia-volta e volta e meia tenho que colocar freio, as coisas de casamento saem com menos cara de vaidade humana ou de satisfação social e mais cara de romantismo com espiritualidade como deveria ser. No máximo o que sinto nessa fase é um "friozinho na barriga" parecido com um pesar, quando tive que trocar uma cidade pela outra. Como assim? Minha certidão que deixou de ser de nascimento na minha cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro, da qual guardo os melhores momentos da minha vida e até bem pouco tempo os únicos, pela certidão de casamento.

E se você também não sentir dúvida, nem medo é porque já provou do inferno justamente para fazer juz não ao paraíso, mas a liberdade. Por mais paradoxal que isso possa parecer. Livre da aridez que alguns passados guardam. Livre para viver uma primeira experiência de choro não por tristeza, dor ou medo, mas de felicidade, emoção, como a que experienciei no curso de noivas na Igreja e a que se ensaiou quando comecei a escolher as músicas da celebração religiosa. A partir disso então, a única coisa que preciso dar conta daqui para frente é a vergonha que tenho de chorar em público...

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