sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Pequenos prazeres com o fim do mundo

Entre uma piscadela e outra, já na primeira chamada do seriado sobre o fim do mundo da Globo, lampejos me vinham a cabeça sobre "o que é que eu faria se só me restasse esse dia, se o mundo fosse acabar..." (Paulinho Moska). Claro que de imediato pensei no famoso chutar o balde ou o pau-da-barraca. De temperamento passional, quando me enfezo com algo e não consigo solta um belo "vá tomar no c@#%" fica aquele troço engasgado. Aquela vontade reprimida. Essa ditadura do politicamente correto às vezes enche o saco! Mas é claro que esse foi o primeiro lampejo: me desfazer imediatamente de todas as mordaças do pensamento em nome da boa convivência. Na verdade eu queria mesmo é gastar meu tempo "sentindo os pequenos prazeres da vida..." e faltando apenas algumas horas...
  1. tomar banho de mar às seis da manhã e sentir a água geladinha do mar se misturando com aquele quentinho gostoso do sol;
  2. depois passear na praia e antes das dez, quando o sol estivesse suficientemente quente mas nem tanto,  tomar algo bem geladinho, matando a sede;
  3. queria tomar outro banho de mar ao fim-da-tarde porque a sensação é completamente diferente. A água está morninha e o vento é geladinho. Completamente diferente de tomar sol/banho pela manhã;
  4. Ah! tomar um vinho à noite na praia e depois nadar pelada. Freedom! Aquecer e depois refrescar;
  5. Mas calma! Nessa altura da minha lista não vou passar o dia todo no mar né? Nos intervalos desse dia iria passear de moto para sentir o vento batendo no rosto até chegar no Jardim Botânico ou quem sabe no Parque do Ibirapuera para ver o fim-de-tarde e as flores. Sairia correndo dali pra me jogar do despenhadeiro mais próximo. O do Corcovado? Rapel ora! Adrenalina: Adoro! E estaria escutando "Learning to fly" do Pink Floid porque música sempre torna o cenário mais completo. Ah! por falar em música que completa a "Beuatiful day" do U2 lá no número um iria ser perfeita também;
  6. Iria me esticar numa cama e com um edredom bem fofos  -ar condicionado ligado porque se  o  mundo acabar acho que vai ser no verão- para assistir um filme de Wood Allen, como o "Tudo pode dar certo";
  7. Ah! se desse comeria um belo almoço na cama- porque adoro comer na cama- seguida de uma maravilhosa sobremesa de chocolate- ainda não sei qual- e sesta com "um abraço de urso";
Bem com certeza existem uma série de outros pequenos prazeres, no entanto, vou terminar em sete porque é um número que de fato me inspira transformação. Sem contar que foram exatamente esses itens listados que me vieram a cabeça de supetão, assim como também vou precisar de um pouquinho de sorte para o fim-do-mundo não vir acompanhado de um tsuname porque senão minha listinha vai literalmente de água abaixo. Brincadeirinha! Mas uma ironiazinha não podia faltar...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

JAMAIS! JAMAIS! Promessas de novo ano

 Papai do Céu me livrai de...
  1. Outra festa de casamento (Tem gente que vai ficar feliz com issoooo...);
  2. Outra reforma de casa junto com festa;
  3. Outra mudança em que "as malas" tenham a desproporção de seis baús de livros para três bolsinhas de roupa. Olha aí o peso do casamento. Ou será do pensamento?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Os seis mandamentos dos festejos do casório

Tenho impressão que todas as coisas ruins que falam sobre casamento estão especialmente relacionadas com os preparativos da festa, um pesadelo. Sendo assim, por experiência própria, se você não tiver nenhum dos requisitos abaixo é melhor desisitir...do projeto festa, claro! Tenha:
  1. Dinheiro (pense numa coisa pequena. Agora multiplique por 20. Esse é o gasto);
  2. Tempo (realize o mesmo cálculo acima. E se tiver trabalho e sem cerimonial, aí mora o PERIGO!);
  3. Paciência (o mesmo cálcuo anterior. Afinal são tantos detalhes que você acaba perdendo o foco e a vontade de prosseguir nos detalhes);
  4. Ser o sonho (pela trabalheira, desgaste e gasto é melhor ter certeza que sempre quis ISSO!) ;
  5. Experiência com festas e recepções (é preciso ter dimensão do que é necessário nesses eventos);
  6. Traquejo com pessoas (imaginem reunir uma tribo africana, outra de índios e a realeza. Boa sorte! Para tribos diferentes é preciso de muito traquejo para agradar gregos e troianos).
Mas se conselho fosse bom não se dava se vendia então...Paguem para ver.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Malditas bolinhas de Natal! Malditas!

- Malditas bolinhas de Natal! Malditas!
Quem passasse pela rua jamais entenderia porque aquela criancinha xingava tanto as pobres bolinhas natalinas penduradas na vitrine a sua frente. As bolinhas, giravam e giravam e giravam...Em torno do seu próprio eixo apenas esperavam reluzentes que algo especial acontecesse, ou melhor, já eram o próprio acontecimento. 

A criancinha, por sua vez, não fazia parte do grupo de outras criancinhas tristes e ranzinzas. Apenas não entendia por quê. Por quê é que era tão simples assim?Por quê não se sentia plenamente feliz com aquela data? Por quê, apesar de agradecida pelos presentes, não conseguia esquecer as bolinhas. As bolinhas de Natal. Somente elas é que de fato trariam o frescor da data, dos seus desejos mais íntimos...

-Ingrata! - foi o que um adulto dissera poucos instantes em ouví-la reclamar - Você precisa aprender a ser grata ao que tem!

- Moço!Moço!  Não sou mal-agradecida. Eu sonhava não com os presentes...mas com elas...- falava enquanto apontava as bolinhas de Natal - Então, sonhar é crime? E como é que eu faço pra parar de sonhar então?

domingo, 2 de dezembro de 2012

Entre amores e paixões


Sempre é muito difícil avaliar o que é que a gente realmente deseja em nossas vidas: amores ou paixões? Desejo como o próprio nome sugere nos remete a algo que viceja, que lateja, que urge. Ou seja, nos remete a algo da dimensão da urgência. A urgência em ver, em ter, em comer...É fome desesperada que adentrando no campo da neurociência, como no livro "Sexo, drogas, rock in roll & chocolate", associa-se a adrenalina de comer um bom chocolate quando tudo mais parece está dando errado ou de praticar um esporte radical. É alívio imediato diante do prazer. 

Imagine nesse mix o prazer da reconciliação depois de uma briga de casal? Aquela angustia em perder, o vazio, a raiva...tudo isso é motor suficiente para varar o continente e sentir o prazer momentâneo de sentir todos esses sentimentos esvaindo-se na companhia do outro. A paixão nos deixa mais bonitos, mais espertos. Lembra do poema de Camões: "O amor é fogo que arde sem se ver.." É a própria descrição da paixão em palavras quase indescritíveis e não do amor. 

E o elixir da vivacidade torna-se um problema. A paixão assume a metáfora do saco sem fundo, onde tudo o que se deposita se vai! A questão que se coloca nesse campo é que quanto mais você faz, mais aparenta-se que é pouco, o que torna mais difícil suportar níveis cada vez mais altos de doação com retornos cada vez menores do prazer obtido como inicialmente. O conforto da saciedade momentânea deixa de existir e nos deparamos com o terrível vazio. 

Não se preocupem porque o propósito não é fazer um monólogo contra as paixões, mas é sugerir em deixar o corpo e a mente abertas para as novas experiências sejam quais forem, inclusive com sabedoria para sentir quando é hora de mudar para deixar uma partir para entrar a outra.

Já o amor...Não é que seja o antídoto para todos os problemas, mas é o contrário da paixão. É perene, relaxante, reconfortante. É a sensação que se faz algo simples, mas em compensação recebe-se algo muito melhor. É fazer um banquete com o que é nutricionalmente recomendado e ainda sim se sentir feliz e satisfeito. É sesta depois do almoço mesmo o corpo descansado. É revigorante porque não nos exaure. O amor nos enche mais e mais. Quando se ama não se tem medo nem culpa de ser menos isso ou menos aquilo, menos bonito, menos descolado... Ao final sobre o amor arrisco em dizer que tem cara de brisa e cheiro de mar no fim-da-tarde.