segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Malditas bolinhas de Natal! Malditas!

- Malditas bolinhas de Natal! Malditas!
Quem passasse pela rua jamais entenderia porque aquela criancinha xingava tanto as pobres bolinhas natalinas penduradas na vitrine a sua frente. As bolinhas, giravam e giravam e giravam...Em torno do seu próprio eixo apenas esperavam reluzentes que algo especial acontecesse, ou melhor, já eram o próprio acontecimento. 

A criancinha, por sua vez, não fazia parte do grupo de outras criancinhas tristes e ranzinzas. Apenas não entendia por quê. Por quê é que era tão simples assim?Por quê não se sentia plenamente feliz com aquela data? Por quê, apesar de agradecida pelos presentes, não conseguia esquecer as bolinhas. As bolinhas de Natal. Somente elas é que de fato trariam o frescor da data, dos seus desejos mais íntimos...

-Ingrata! - foi o que um adulto dissera poucos instantes em ouví-la reclamar - Você precisa aprender a ser grata ao que tem!

- Moço!Moço!  Não sou mal-agradecida. Eu sonhava não com os presentes...mas com elas...- falava enquanto apontava as bolinhas de Natal - Então, sonhar é crime? E como é que eu faço pra parar de sonhar então?

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