quinta-feira, 29 de agosto de 2013

#Abobrinha recheada com hashtag#?

Depois de "milhões" de anos sem escrever, por falta de tempo e de tesão mesmo para isso, "O mano Jou" me enviou um link bem pedagógico à respeito da hashtag, mais conhecida por mim como jogo da velha. Essa:  #. Claro que não foi sem propósito. Ele lembrou de um episódio que reproduzi em casa sobre a dita e aqui descrita em três breves atos "teatrais".

PRIMEIRO ATO: "o fato"
Garotas conversando as sete da manhã na parada do buzão. A pessoa que vos escreve também  a espera.
- Tá ligada"mulhê"! Tipo assim: aí eu escrevi para ELE: "se ligue hasthag, eu tô ligada hasthag, tome cuidado hasthag -  a conversa girava em torno de um suposto rapaz. Conversa que para mim, não tinha conexão nenhuma e apenas enfatizava a hasthag com um desdém na voz .

SEGUNDO ATO: "o devaneio"
"Ham?" - Eu e meus pensamentos ainda sonolentos - "Quer dizer que depois de ser obrigada a escutar o sonzão  no buzão vou ser obrigada a escutar abobrinha recheada com hasthag? - Mas um lado de mim, que sempre busca o politicamente correto, logo me auto contestou lembrando-me dos regionalismos, do espaço que o "internetês" vem ocupando, inclusive na própria língua portuguesa, da posição dos línguistas sobre o quanto é preconceituoso rotular a soberania da transmissão da mensagem apenas pela norma culta...E por aí vai! Meu pensamento estacionou na frase:
"O IMPORTANTE É COMUNICAR!"

TERCEIRO ATO: "A explicação"
A hashtag de acordo com Fabiano Freire, colunista da Folha de São Paulo, trata-se de um símbolo que representa um aperto de mão secreto difundido no microblog Twitter, uma nova cultura de escrita rápida (ou será vazia?) que difundiu-se acrescentando humor, contextos, monólogos internos a mensagens e conversas do dia-a-dia. Ou então, usada  como ironia ou  metacomentário, na qual indica-se que o transmissor da mensagem não acredita realmente no que é dito. Bem parecido com as aspas que colocamos em algumas palavras para desdizer algo que escrevemos, tipo: "Fulano é muito "honesto".
Resumo da ópera: é melhor ser bem informada do que uma ignorante preconceituosa. Foi ótimo saber que esse símbolo presente no teclado do computador, antes sem função para mim, pode dizer tanta coisa. Mas vou te falar: acho que como uma série de tecnologias de informação e comunicação (TIC's),  a maioria não sabe nem para que serve e como usar. Quando penso que a maioria usa o espaço "No que você está pensando" nas páginas da rede, para "bostar" ao invéz de postar algo de interessante, suprindo carências, narcisismos, vazios de vida ou para lavar a roupa suja o tempo todo, entendo que a hasthag nessa conversa não fez sentido ao não ser o de cumprir o seu modismo de informar ao demais que a informante está ligada na rede, o que já é uma vantagem num país de tanta exclusão, inclusive a digital.

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