domingo, 23 de fevereiro de 2014

Procura-se Ana desesperadamente: Mais uma aventura de uma Ana de sobre nome O.

Baseado nas pistas que sempre deixa a seu respeito no blog: mulher, carioca, nascida nos século XX..., decidi estabelecer contato com nossa personagem Ana O. Comecei uma busca incansável pelas redes sociais, listas telefônicas... Gostaria tanto de compartilhar algumas crônicas de Martha Medeiros que parecem descrevê-la... Mas enquanto isso contento-me saber as novidades a seu respeito.
Das manias mais simples que dizem sobre nossa anti-heroína, ela agora diz que coleciona latinhas. Ok! Nem mesmo essa decisão foi simples. Ana é uma pessoa em mutação, sempre encurralada entre as malditas DE-CI-SÕ-ES:  bebida saudável ou refrigerante? Descansar ou praticar exercício? Literatura ou livros técnico? Intensa satisfação imediata ou pequenos prazeres precedentes? Pequenas paixões ou grandes amores?
Antes de mais nada preciso dizer-te que não é preciso levar a vida tão a sério Ana. Seja “light”.  Cultive pequenos hábitos, uma vida simples. Eu sei! Eu sei!Nos tempos de hoje o mais difícil é ser “light” para além da comida, como li em Martha... Sei que com uma enxurrada de informações e o tempo acelerado, fica mais difícil não ser pega de assalto pelo sentimento de insegurança diante da falta das certezas antes tão precisas e absolutas.
“Quando os dias estão mais difíceis procuro as latinhas...Elas me relaxam e agora trazem mensagens de ânimo como otimismo, surpresas, risadas...Mais difícil ainda vai ser o que fazer muito tempo depois com tantos invólucros de refrigerante” – Ana O.

O que surpreendia na nova mania de Ana era o tipo e como começou. É que diferentemente dos acervos com latinhas importadas, exóticas ou regionais, as de Ana traziam mensagens de ânimo, de esperança em uma vida bem simples, mas muito melhor. Aparentemente uma bobagem juvenil, no entanto, expressavam o desencantamento que assola Ana e o resto do mundo repleto de disputas e vaidades por poder, dinheiro e status. Ana começou sua coleção depois de um desentendimento no trabalho quando viu seus colegas disputando uma garrafa pet num amontoado de sujeira. Uns passando por cima dos outros com intrigas e disse-me-disse que coreografavam um magistral ballet estratégico pelos restos, típico dos mortos-vivos, dos walking “deades”, que sugam a vivacidade dos que realmente tentam viver a vida. No entanto Ana O. não trabalhava nos antigos lixões urbanos como o cenário parece descrever. Ana era do serviço público... Agora entendo e sinto muito por você minha querida.