domingo, 19 de abril de 2015

Ensaio sobre a doce ilusão de ser

Eu? Eu quem? Com certeza não se é. Apenas parecemos, SE continuamos seguindo regras, cumprindo horários, seguindo rotinas como zumbis mornos em busca da vivacidade de quaisquer paixões... 
Mas SE quando sozinhos nos inspiramos com o que parece óbvio ou Obvius ainda há tempo de nos salvar do simples recorte e cole. Há tempo de seguir paixões: lendo, transcendo, escrevendo... Tomando coragem para se expor ao público. 
Eu? Eu roo as unha e removo violentamente o que me incomoda. Aproveito e choro para que não peçam explicações, nem me deem conselhos como ladainhas de autoajuda. Resmungo palavrões aos meus inimigos reais e imaginários...Alimento a ilusão de que não estou estagnada, que sou única, exclusiva, rumo ao que desejo e não ao que preciso. Me calo. Não disfarço. Vagueio e me entorpeço. Não organizo. Me levo pela baguncinha leve. Me jogo. Sou culta e puta. Sou louca e depravada, portanto, me regozijo em ser mal acabada.Vou para poder voltar e ter a certeza que em algum momento a escolha ainda é minha. Doce ilusão humana de achar que se pode ser livre... Como? Como se existimos em afirmação ao outro e quando muito em contraposição? 
Profecia da deseperança?Não! Apenas um lembrete para que ao fim do dia, ao dormimos, possamos esquecer quem fomos e recarreguemos o desejo de ser quem não pudemos ser...E quando o raro momento de estar só acontecer, fale consigo mesmo, só para voltar ao transe de estar novamente com quem se deseja realmente ser e não que se precisa...

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