terça-feira, 14 de julho de 2015

Depois das ararinhas azuis, a modinha do festim dos urubus

Peço desculpa desde já pelo famigerado trocadilho, porém irresistível, que irei fazer... Mas até pouco tempo as araras azuis geraram a sua modinha no longa, e interessante,  metragem infantil "Rio", que enchia a nós brasileiros de um certo orgulho de nossa identidade - não se preocupem porque também não objetivo escrever algumas linhas para ser mais um a malhar nem defender o "Judas em Sábado de Aleluia" - e agora na velocidade da metralhadora giratória da moda, com todas as críticas empenhadas junto aos norte-americanos, temos a série, baseada no livro lançado em 2012, de "Game of Thrones", mais uma febre que diferentemente do arfam de afofar o orgulho da nação traz um elemento extra: entrelinhas que tratam da  rivalização já existente. Tanto entre as grandes potenciais mundiais que pulalão de lugar de ciclo em ciclo geracional, mas principalmente das rivalizações cotidianas nas quais somos postos e nem nos damos contas. Independente do nossos querer, da nossa vontade.

Elas estão ali dia após dia sem que queiramos. Ás vezes ingenuamente achamos que delas podemos fugir, ou pelo menos não contribuir para que essa onda torne-se um verdadeiro Tsunami. Porém, isto é algo que nos escapa. Afinal, uma crise, que é o que vivemos hoje, é fruto de um processo e não acontece do dia para noite, mas somente quando algo ou muitos algos se esgotão. Uma crise de identidade, de alternativa, econômica, cultural, social....uma revolução! Se para frente ou pra traz ainda não sei. Ou seja, se para uma evolução ou involução... e quem sou eu para profetizar? 

A sensação de alternativa ou da aparente falta de alternativa em alguns momentos - vem se formando e de alguma forma contribuímos e continuamos a fazê-lo sem nos darmos conta nas nossas relações que estão conectadas. Sendo que, agora, com a estranha sessão de que somente agora não há escapatória na fantasia, no silêncio, na invisibilidade aparente...

O que há é um verdadeiro pequeno banquete de urubus, porque estamos no Brasil e corvos é por demais estranhos a nossa realidade como no livro do norte-americano George Martim. Um festim no qual exagerar, exibir e espetacularizar essa crise, a sensação de impotência,  desencadeada internacionalmente  nada tem de produtivo a não ser assustar...Assustar para reagir? Não sei! Para mim parece assustar para acanhar, paralisar,  que já esse é o nosso hábito. Nos assombrar com o fantasma do desemprego, da fome, da inflação, do conservadorismo, de degradação ambiental... Em momentos de crise nada muito radical é aconselhado a ser feito. Muita calma nessa hora! Trata-se de um momento de observar e ver como surfaremos nessa onda interplanetária e no momento certo dá o "pulo do gato". Sem tomar o caldo da onda e nela se arrebentar, porém, sem a escapatória de achar que não será preciso pegar na prancha, nem se molhar, nem se arriscar... Os urubus personificados e simbólicos nos cercam e apontam que há carniça. Eles que nos diga ou avisa!

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