segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Sobre Martírios

Na acepção da palavra martírio está relacionado a sacrifício em nome da fé, mas será que não temos nossa cota de martírio diário? Não seria uma tortura então, trabalhar as segundas? Não comer aquilo que se deseja em nome de um corpo escultural ou de uma saúde mais longilínea? Sem perdas, sem ganhos...Haveria alguma coincidência com a potência da impotência do males quereres? Quanto de tortura ou fé se põe num determinado sonho,  objetivo, obstáculo...? Tomara que tenha potência de vida esse tal propósito...porque não tenho mais certeza de nada, nem porque me ponho em sacrifícios. Que sabe descubra. #vida #impotência #martírio acepção da palavra martírio está relacionado a sacrifício em nome da fé, mas será que não temos nossa cota de martírio diário? Não seria uma tortura então, trabalhar as segundas? Não comer aquilo que se deseja em nome de um corpo escultural ou de uma saúde mais longilínea? Sem perdas, sem ganhos...Haveria alguma coincidência com a potência da impotência do males quereres? Quanto de tortura ou fé se põe num determinado sonho,  objetivo, obstáculo...? Tomara que tenha potência de vida esse tal propósito...porque não tenho mais certeza de nada, nem porque me ponho em sacrifícios. Que sabe descubra.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Bem-me-quer?

Vernissage e um acessório feminino assinado justamente como brincadeira de infância: Bem-me-quer. Mal-me-quer? Bem-me-quer...mas ninguém quer chegar no mal, não é? No desamor... Naquele momento de falta, de impotência. E por isso, batalhamos tanto para ser referência em algo: excelente esposa, amante, filha, mãe, irmã, artista, trabalhadora, intelectual... o que se torna nosso motor, meta. Entretanto, e quando sai errado? E ao invés do sentimento de potência, abre alas o vazio, o medo e a incerteza de quem somos, o que queremos...e se apodera de nós um sentimento de deslocamento, de fragmentação. Contudo,  o mal-me-quer é parte do bem. São partes indissociáveis e imprescindíveis para que as nossas experiências - parafraseando quase um mantra - tragam um novo potencial, o que traz a serenidade para aceitar aquilo que não se pode mudar circunstancialmente junto com a coragem para cavar oportunidades de mudanças. Ou seja, fortalecidos nos males quereres da impotência, nossa potência de bem ser querido reafirma a necessidade em ser, em muitos momentos, apenas flex. Nem certo, nem bom, nem perfeito, mas a paradoxal aceitação de sermos impotentes e potentes seguindo a caminhada.

domingo, 27 de novembro de 2016

Sobre segundas chances

 Está cá uma  perita em segundas chances. Numa conversa trivial sobre, escutei: " Não dou segundas chances. Se era pra ser, era e ponto."  Mesmo acreditando ser uma decisão muito radical, por milésimos de segundo me senti idiota, fraca, sendo tão flexível... até que algumas vivências após percebi que todos os dias damos uma segunda chance: para que o próximo segundo seja melhor que o primeiro; que o próximo pôr do sol seja ainda melhor do que o último, de um ângulo diferente, nunca visto;  que as gargalhadas sejam ainda melhores; que aquele seu deslize que magoou, de alguém em específico, não se repita; que depois de tantas pistas o outro perceba o imperceptível simples, mas necessário clichês e que de vez em quando alimenta as almas sedentas ou de amor, ou de paixão.
Enfim, para alguns nunca vai haver uma segunda chance para comidas, lugares, pessoas mal apresentadas no momento errado ou na hora errada. Que pena! Vou continuar dando segundas chances, esperançando,  para que a vida me surpreenda. Nem que seja com pepinos e melancias que não fazem meu feitio. Preciso da consciência tranquila que dei o melhor de mim, esgotando todas as possibilidades de, naquele encontro, não fui quem deixei de contribuir para que fluísse. Porém aviso ao navegantes: depois das segundas não dá mais para terceiras e quartas porque,  ou o pé do pepino está estragado mesmo, ou seu amor próprio - muitas vezes soterrado pelas chances não identificadas como para lá das segundas, terceiras, não foram identificadas pelo seu  medo de dizer em voz alta. Caso contrário, estará perdendo um tempo precioso de se cuidar e se certificar que é possível sim se libertar de algo que sufoca, seja lá pelo o quê. Vai uma saladinha de pepino aí com molho?

segunda-feira, 4 de julho de 2016

último dia? A última semana? Fim do último mês? Fim da paz? Da liberdade? Trágico? Um pouco, mas também é início. De que? Ainda não sei bem. Espero que sejam de coisas coloridas que dançam na minha alma mesmo quando o mundo insiste em sufocar; de coisas floridas; e principalmente que eu não permita que nada nem ninguém tire meu sossego interno, nem a coragem de ir em frente, mesmo que seja para relembrar que as quedas servem para aperfeiçoar a caminhada rumo ao infinito e além. E se nesse ínterim rolar uma xícara de café enquanto torço para que qualquer vento leve para longe as mágoas de que as causar, fico feliz. Assim não satisfazarei  o desejo neurótico de ser a tempestade de seu ninguém.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Fugir pra onde numa segunda? Coragem!

Aí, aí, ai. Segunda nova de novo. Ouvi que passar o tempo contando os dias ou rezando para que ela chegue bem devagarinho não é vida, nem viver. Por isso que nos entorpecemos com um pouco de distração, comilança, mas nada que possamos dizer : "Oh,puxa lavem o sol..." E o que fazer? Reclamar? Sofrer por antecipação? Então tá, que venha sem esperar. E caso ainda haja algo que maxucou que vá  pra longe tudo que travou o nosso bom humor na semana que passou. Inclusive aquela briguinha de casal alheia no meio da rua que a gente vê, mas fica entre o dito " em briga de marido e mulher..." devemos sim meter a colher porque mesmo que não resoldevemos ser solidário com a urgência do outro, conhecido ou desconhecido. Só assim faremos um mundo diferente pra gente e pra os outros. E quem sabe aí sim as segundas sejam encorajadoras.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Bem vinda as flores, os cantos dos pássaros, no coração a pulsar

Bem vindo o que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar; que está na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.
Bem vindo o que, estás em mim, que está naquele que amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade.
Abençoado tudo o que é belo, bom, justo e gracioso. Venha a nós paz e justiça, fé e caridade, luz e amor.
Seja feita vontade suprema, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas necessidades.
Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas. Perdoa quando se torna frio meu coração;
Perdoa-me, assim como eu possa perdoar àqueles que me ofenderam, mesmo quando meu coração esteja ferido.
E livrai-me de todo mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade
Não me deixe cair nas tentações, vícios e egoísmo. Livrai-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.
Mas, ainda sim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem em dizer:obrigada pela lição. Que assim seja! (Adaptado Francisco de Assis)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Que o céu, as cores e a vida faça tudo ficar infinito. Por segundas mais encorajadoras

Ritualisticamente a cada nova semana escolhemos a segunda pra deixar pra lá  algo que incomoda, mesmo sendo unanimidade a sensação da preguiça. Mas será preguiça? Ou o vazio trasmutado temporariamente em angústia, abandono, cansaço desses sentimentos juntos e misturados. Embora a imagem que nos venha a mente de abandono é a da criança em situação de rua, suas diversas variações são empurradas pra caixa de Pandora de nossa  memória, como a desproteção, o descuido ou o desapego vividos quando com nossos pais, amores, irmãos, amigos....E que retornam como numa avalanche de carência que exige do outro que tenha compaixão; que tape esse vazio, essa carência; que supra esse abandono.
Entretanto, somente nós mesmos podemos nos reconfortar, nos amar, nos cuidar sacudindo o que não presta. Então que cada segunda recomecemos pintando, dançando, desenhando, escrevendo, amando, comendo ou rezando. E que venha a segunda!!!!Com bateria recarregada do fim de semana , oh abençoado, para que possamos cuidar de nossas próprias faltas e assim nos encorajar pra "que o dia nascer feliz e o mundo inteiro acordado..."

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Que encontres alguém que ajude a editar suas memórias. Por segundas mais encorajadoras

"-Parabéns!
- Mininu tu num esquece mesmo...
-  kkk como diz o outro: "la memoria es una isla de edicion".  Então editei esse dia que me recorda uma pessoa massa, :P" 
 Selecionamos o que queremos lembrar, mas não sabemos ao certo o que esquecer ou o que lembrar...O exato ajuste do filtro que nos faz entender que lembrar o que foi ruim nos ajuda a amadurecer, mas os excessos nos torna desbotados e rabugentos. Contamos com a felicidade boba, das lembranças de domingo, dos preparativos e as comemorações dos dias dos namorados, das felicitações recebidas pelo aniversário e não só com êxitos racionalizados... A! As contradições humanas...Nessa polissemia numa perpectiva ou noutra são as brechas da memória, verdadeiras e mentirosas ao mesmo tempo,pontos de vistas cheio de símbolos e emoções, que preservarmos ao buscarmos um porto, uma zona de conforto, sanidade, romântismo... Por mais zonas de confortos, bobos, simples, fáceis...E assim as segundas aumentam suas chances de serem pequeninamente mais alegres e justo no detalhe.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Mas quais alegrias?Para mais uma segunda encorajadora

 A cada semana é preciso renovar-se. Dessa vez de alegria. Daquelas que parecem pequetititas, mas que fazem uma diferença danada: aquela manhã chuvosa na cama; o balde de pipoca com filme; o carinho na pele do sol morninho, logo cedo da manhã, a flor que desabrocha à cabeceira...

Afinal qual seria o valor do diamante se encontrado aos quilos? As segundas abrem alas para que chegue às expectativas dessas coisinhas e assim para alegria. Bom dia sim segunda e  logo fim de semana. Volte logo! O ano talvez não seja tão novo, mas a semana...

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Esperança. E em todas as cores sempre para uma segunda mais encorajadora



Nas "travessurartes" do fim de semana, buscando cores lá fora para colorir o que está por dentro, vi um pendente desbotado e a partir dali decidi reformá-lo: hope, esperança. Simbolicamente, assim como muitos, preciso recarregá-la. Mas de que cor? Verde? Mas por quê verde? Quem convencionou assim? As explicações quadradas do jardim da infância?... "Ora porque o verde representa as matas do nosso país."

A partir de agora a minha seria então vermelha. E por quê? Daí lembrei de um livro da Marilena Chauí que faziam uma passagem sobre a antítese que guardava tal cor. Ao mesmo tempo que lembra sangue, vida, paixão, também remete, por sua vez, ao desejo, sua irracionalidade, ao pecado, a tentação, a luxuria, a subversão, à esquerda. 

Enfim, o verde até pode ser mandatário do ato de plantar para crescer; ser paciente para colher os frutos maduros do tempo, porém, em tempos de retrocessos é preciso que a esperança seja conquistada com "unhas e dentes" ou  com "Sangue, Suor e Barricadas". Então tá! Minha esperança é vermelha não só por escolha de uma cartela de cores mais coloridas, profana, mas por necessidade e urgência de vida, de desejo e de estar à esquerda do que está posto por aí de forma tão fundamentalista, desumana e odiosa. Inclusive quando se trata das segundas-feiras...o que seria destas se não fossem aquela: a esperança.


domingo, 1 de maio de 2016

Um domingo para uma segunda mais encorajadora

Esta é uma releitura de um post mais antigo depois de um 1º de maio, dia do trabalhador, sem feriado. Ou seja, soturno e sóbrio, numa conjuntura político-econômico nada encorajadora, na qual o trabalho escravo com todas as suas excrecências pode vir a se tornar o trabalho de fato e de direito. Mas toda segunda necessita de um domingo mais encorajador, afinal, a esperança tem um "Q" de resistência, de luta, por dias melhores para sempre...Porém, antes, precisamos romper a casca do ovo e ir em direção ao mar como as levas e levas de tartaruguinhas ao nascer...Ás vezes, pegando logo as primeiras ondas e indo embora; Outras, no meio do caminho, precisando superar obstáculos, mesmo que, aparentemente, não tenhamos força para tanto, e daí acabemos sem esperar, de ponta-cabeça, de "patinhas" para cima... E outras, sendo as últimas a chegar, sozinhas, superando os mesmos obstáculos, mesmo  que pisoteadas por suas companheiras, porém sem desistir daquilo que instintivamente acreditam ser sua trajetória: ganhar o o mar.  E daí persistem nas ondas,  em outra, e mais outra, e outra, até que enfim superam o rimbombo de espuma e sal.

Mais uma vez, como tartaruginhas,  devolvidas pelo mar, e mesmo imaginando ficar sem um pedaço chegamos lá. Não mais do que de repente e apesar de tudo. E  essa aparente fragilidade da tartaruga torna-a mais forte para completar o que acredita ser sua trajetória...A segunda é mais uma trajetória de ressaca marítima, aonde reside a esperança de força para mais uma batalha talvez mais amena, talvez nem tanto. Porém, com o eterno gosto de vitória merecida.