segunda-feira, 30 de maio de 2016

Mas quais alegrias?Para mais uma segunda encorajadora

 A cada semana é preciso renovar-se. Dessa vez de alegria. Daquelas que parecem pequetititas, mas que fazem uma diferença danada: aquela manhã chuvosa na cama; o balde de pipoca com filme; o carinho na pele do sol morninho, logo cedo da manhã, a flor que desabrocha à cabeceira...

Afinal qual seria o valor do diamante se encontrado aos quilos? As segundas abrem alas para que chegue às expectativas dessas coisinhas e assim para alegria. Bom dia sim segunda e  logo fim de semana. Volte logo! O ano talvez não seja tão novo, mas a semana...

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Esperança. E em todas as cores sempre para uma segunda mais encorajadora



Nas "travessurartes" do fim de semana, buscando cores lá fora para colorir o que está por dentro, vi um pendente desbotado e a partir dali decidi reformá-lo: hope, esperança. Simbolicamente, assim como muitos, preciso recarregá-la. Mas de que cor? Verde? Mas por quê verde? Quem convencionou assim? As explicações quadradas do jardim da infância?... "Ora porque o verde representa as matas do nosso país."

A partir de agora a minha seria então vermelha. E por quê? Daí lembrei de um livro da Marilena Chauí que faziam uma passagem sobre a antítese que guardava tal cor. Ao mesmo tempo que lembra sangue, vida, paixão, também remete, por sua vez, ao desejo, sua irracionalidade, ao pecado, a tentação, a luxuria, a subversão, à esquerda. 

Enfim, o verde até pode ser mandatário do ato de plantar para crescer; ser paciente para colher os frutos maduros do tempo, porém, em tempos de retrocessos é preciso que a esperança seja conquistada com "unhas e dentes" ou  com "Sangue, Suor e Barricadas". Então tá! Minha esperança é vermelha não só por escolha de uma cartela de cores mais coloridas, profana, mas por necessidade e urgência de vida, de desejo e de estar à esquerda do que está posto por aí de forma tão fundamentalista, desumana e odiosa. Inclusive quando se trata das segundas-feiras...o que seria destas se não fossem aquela: a esperança.


domingo, 1 de maio de 2016

Um domingo para uma segunda mais encorajadora

Esta é uma releitura de um post mais antigo depois de um 1º de maio, dia do trabalhador, sem feriado. Ou seja, soturno e sóbrio, numa conjuntura político-econômico nada encorajadora, na qual o trabalho escravo com todas as suas excrecências pode vir a se tornar o trabalho de fato e de direito. Mas toda segunda necessita de um domingo mais encorajador, afinal, a esperança tem um "Q" de resistência, de luta, por dias melhores para sempre...Porém, antes, precisamos romper a casca do ovo e ir em direção ao mar como as levas e levas de tartaruguinhas ao nascer...Ás vezes, pegando logo as primeiras ondas e indo embora; Outras, no meio do caminho, precisando superar obstáculos, mesmo que, aparentemente, não tenhamos força para tanto, e daí acabemos sem esperar, de ponta-cabeça, de "patinhas" para cima... E outras, sendo as últimas a chegar, sozinhas, superando os mesmos obstáculos, mesmo  que pisoteadas por suas companheiras, porém sem desistir daquilo que instintivamente acreditam ser sua trajetória: ganhar o o mar.  E daí persistem nas ondas,  em outra, e mais outra, e outra, até que enfim superam o rimbombo de espuma e sal.

Mais uma vez, como tartaruginhas,  devolvidas pelo mar, e mesmo imaginando ficar sem um pedaço chegamos lá. Não mais do que de repente e apesar de tudo. E  essa aparente fragilidade da tartaruga torna-a mais forte para completar o que acredita ser sua trajetória...A segunda é mais uma trajetória de ressaca marítima, aonde reside a esperança de força para mais uma batalha talvez mais amena, talvez nem tanto. Porém, com o eterno gosto de vitória merecida.